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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Manipulação no tratamento de dor lombar - norma de orientação clínica

Objetivo: 

Identificar pacientes com dor lombar que provavelmente irão melhorar com a manipulação da coluna vertebral.

Norma:

  1. Duração dos sintomas <16 dias
  2. Pelo menos uma anca com > 35° de rotação interna
  3. Hipomobilidade lombar 
  4. Ausência de sintomas distais ao joelho
  5. Fear-avoidance beliefs questionnaire - work subscale com pontuação <19
Probabilidade de sucesso






Childs JD, et al. A clinical prediction rule to identify patients with low back pain most likely to benefit from spinal manipulation: a validation study. Ann Intern Med. 2004; 141(12): 920-8.
Cleland JA, et al. The Use of a Lumbar Spine Manipulation Technique by Physical Therapists in Patients Who Satisfy a Clinical Prediction Rule: A Case Series. J Orthop Sports Phys Ther. 2006; 36(4): 209–214.
Flynn T, et al. A clinical prediction rule for classifying patients with low back pain who demonstrate short-term improvement with spinal manipulation. Spine. 2002; 27(24): 2835-43.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Algoritmo de classificação da dor lombar para selecção da abordagem terapêutica

A abordagem de tratamento segundo a classificação da dor lombar descreve o modelo segundo o qual o clínico toma decisões de tratamento com base na apresentação clínica do paciente. 

O objetivo principal desta abordagem é identificar características de base que predizem a capacidade de resposta positiva a quatro estratégias diferentes de tratamento. 

Primeiro nível de classificação: Esta etapa consiste em determinar se o caso é adequado para serviços de fisioterapia, ou se é necessário um encaminhamento para outros profissionais.



Segundo nível de classificação: Esta etapa envolve a determinação da gravidade da condição e do grau de incapacidade do paciente.


  • Fase I é a fase aguda, onde o objetivo é o alívio dos sintomas.
  • Fase II é a fase subaguda quando o alívio dos sintomas e rápido retorno à função normal são incentivados.
  • Fase III é para aqueles que devem retornar atividades físicas exigentes, mas demonstraram má condição física.


Terceiro nível de classificação: Esta etapa envolve a classificação do paciente em uma das quatro categorias (manipulação, estabilização, exercício específico ou tração) de forma a direcionar o seu tratamento com base nos seus sinais/sintomas.


Subgrupos


Manipulação
O tratamento para esta categoria inclui tipicamente mobilização e/ou manipulação, bem como exercícios de amplitude de movimento. Os pacientes que se enquadram nesta categoria tipicamente seguem os seguintes critérios: início recente dos sintomas, os sintomas localizados apenas nas costas, hipomobilidade na coluna lombar, pontuações baixas no "Fear-avoidance belief questionnaire". Se o paciente se enquadrar na norma de orientação clínica para manipulação lombar.

Estabilização
O tratamento para esta categoria inclui exercícios que focam fortalecimento do tronco e/ou de controlo motor. Isto poderia incluir exercícios direcionados para o transverso abdominal e erctores da espinha bem como o reforço generalizado do tronco. Os pacientes que se enquadram nessa categoria normalmente seguem os seguintes critérios: mais jovens em idade, teste de instabilidade lombar positivo, movimentos aberrantes, SLR >90 graus, episódios recorrentes. Se o paciente se enquadrar na norma de orientação clínica para estabilização lombar.

Exercício específico
O tratamento para esta categoria inclui exercícios ou intervenções manuais que se concentram em centralizar e abolir sintomas do paciente. O tratamento mais comum incluiria uma forma de extensão lombar repetida e/ou mantida. Em alguns casos, exercícios de deslizamento lateral ou flexão repetida/mantida poderão ser mais indicados. Os pacientes que se enquadram nessa categoria tipicamente irão seguir os seguintes critérios: sintomas que irradiam para a extremidade inferior, uma forte preferência por ou estar sentado ou estar a caminhar, centralização e periferização com os movimentos repetidos da coluna lombar.

Tração
O tratamento para esta categoria inclui tração lombar manual e/ou mecânica. Os pacientes que se enquadram nesta categoria normalmente seguem os seguintes critérios: dor irradiada para o membro inferior, periferização dos sintomas com extensão, reprodução dos sintomas ao executar o SLR no membro sem sintomas.


Hebert JJ1, Koppenhaver SL, Walker BF. Subgrouping patients with low back pain: a treatment-based approach to classification. Sports Health. 2011 Nov;3(6):534-42.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desenvolvimento do bebé pré-termo

Primeiro que tudo, o que é um bebé pré-termo (ou prematuro)?

É um bebé que nasce pelo menos três semanas antes da data de gestação completa, ou seja, com menos do que 37 semanas - o termo completo é de 40 semanas. 
Ao contrário do que foi advogado por alguns durante vários anos, especialmente com o aumento do número de cesarianas praticadas, as ultimas semanas de gravidez não devem ser negligenciadas e englobam fases importantes do crescimento do feto.

Dependendo de quão cedo o bebé nasce, ele ou ela pode ser:

  • Prematuro tardio, nascidos entre 34 e 37 semanas de gravidez
  • Muito prematuros, nascidos com menos de 32 semanas de gravidez
  • Extremamente prematuros, nascidos com menos de 25 semanas de gravidez


A maioria dos nascimentos prematuros ocorre na fase de pré-termo tardia. Devido a muitos avanços recentes, mais de 90% dos bebés prematuros que pesam 800 gramas ou mais sobrevivem. Aqueles que pesam mais de 500 gramas têm uma hipótese de mais de 60% de sobrevivência, embora a probabilidade de complicações seja maior.

Quanto mais cedo o bebé nasce, mais graves serão os seus problemas de saúde. Embora os bebés nascidos muito prematuros sejam uma pequena percentagem de todos os nascimentos, esses prematuros extremos representam uma grande proporção do número de mortes infantis. Alguns bebés prematuros necessitam de cuidados especiais e passar semanas ou meses internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais.

E o que acontece depois?

Os prematuros necessitam muitas vezes de cuidados especiais após sair da unidade de cuidados intensivos neonatais. Além das visitas regulares ao enfermeiro e médico de família, é dada atenção especial ao desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a aquisição das habilidades motoras, como sorrir, sentar, e andar, bem como a postura e o tónus muscular. Para além disso devem realizar exames auditivos e oculares periódicos.

A Fala e o desenvolvimento comportamental também são áreas importantes durante o acompanhamento. Alguns bebés prematuros podem necessitar de terapia da fala ou fisioterapia à medida que crescem.

Marcos do desenvolvimento neonatal dos prematuros:


Semana 22 da gravidez (idade gestacional)
  • Lanugo (penugem característica do feto) cobre o corpo inteiro.
  • Aparecem as sobrancelhas e cílios.
  • Aparecem as unhas nos dedos das mãos e pés.
  • O bebé está mais ativo com maior desenvolvimento muscular.
  • A mãe pode sentir o bebé a mover-se.
  • O batimento cardíaco fetal pode ser ouvido com um estetoscópio.


Semanas 23 a 25 de gestação (idade gestacional)
  • A medula óssea começa a produzir glóbulos.
  • As vias aéreas inferiores dos pulmões desenvolvem-se, mas ainda não produzem surfactante (uma substância que permite que os alvéolos se abram para que ocorram as trocas gasosas).
  • O bebé começa a armazenar gordura.


Semana 26 da gravidez (idade gestacional)
  • Sobrancelhas e cílios estão bem formados.
  • Todas as partes do olho estão desenvolvidas.
  • O bebé tem o reflexo de moro e de preensão palmar.
  • As pegadas e impressões digitais estão a formar-se.
  • Formam-se os alvéolos pulmonares.


Semanas 27 a 30 de gestação (idade gestacional)
  • Rápido desenvolvimento cerebral.
  • Sistema nervoso desenvolvido o suficiente para controlar algumas funções do corpo.
  • As pálpebras abrem e fecham.
  • Sistema respiratório, embora imaturo, desenvolvido ao ponto de as trocas gasosas serem possíveis.


Semanas 31 a 34 de gestação (idade gestacional)
  • Um rápido aumento na quantidade de gordura corporal ocorre.
  • Movimentos respiratórios rítmicos ocorrem, mas os pulmões não estão totalmente maduros.
  • Os ossos estão totalmente desenvolvidos, mas ainda são maleáveis.
  • O corpo do bebé começa a armazenar ferro, cálcio e fósforo.


Semana 38 da gravidez (idade gestacional)
  • Lanugo começa a desaparecer.
  • Aumenta a gordura corporal.
  • Unhas chegam às pontas dos dedos.


Semanas 39 a 42 de gestação (idade gestacional)
  • Lanugo desaparece exceto nos braços e ombros.
  • Unhas estendem-se para além das pontas dos dedos.
  • Pequenos brotos mamários estão presentes em ambos os sexos.
  • Cabelo agora é mais forte e espesso.




Cunningham FG, Leveno KJ, Bloom SL, et al. Fetal growth and development. In: Cunningham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al, eds.Cunningham FG, Leveno KJ, Bloom SL, et al. Fetal growth and development. In: Cunningham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al, eds. Williams Obstetrics. 23rd ed. New York, NY: McGraw-Hill; 2010:chap 4.

Ross MG, Ervin MG, Novak D. Placental and Fetal Physiology. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds.Ross MG, Ervin MG, Novak D. Placental and Fetal Physiology. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds. Obstetrics: Normal and Problem Pregnancies. 6th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2012:chap 2.



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Plano de exercícios para dor lombar

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para dor lombar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

1. Pressão com os cotovelos

2. Extensão de perna e braço alternados

3. Joelho ao peito 

 4. Movimento de tilt da pélvis

5. Alongamento dos ísquio-tibiais


6. Alongamento dos flexores da anca














Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Tratamento imediato após cirurgia de coluna lombar usando a abordagem “graded motor imagery”: estudo de caso clínico

No nosso cérebro existem “mapas” de representação de todo o nosso corpo que são mantidos ao longo da vida preservando a sua plasticidade, ou seja, podem ser estimulados e melhorados ou negligenciados e piorarem por, por exemplo, diminuição do movimento e/ou dor.

A nova abordagem Graded motor imagery (GMI), que utiliza vários processos táteis e cognitivos (discriminação direita esquerda; imagética; terapia com espelho), tem demonstrado eficácia na diminuição da dor, incapacidade e restrições de movimento devido a dor músculo-esquelética.

No entanto, existe pouca informação sobre as alterações corticais em pacientes que se submetem a cirurgia lombar, assim como do efeito terapêutico do GMI nestes pacientes.


Apresentação do caso clínico

Um paciente de 56 anos de idade foi submetido a cirurgia lombar devido a dor lombar, dor nas pernas e défice neurológico progressivo. Imediatamente após a cirurgia iniciou um programa de seis sessões de fisioterapia com uma abordagem de GMI.

Vinte e quatro horas antes e 48 horas após a cirurgia foram gravadas várias medidas psicométricas, de movimento físico e acuidade tátil. Apesar do aumento previsível pós-operatório na dor, receio de mover, disfuncionalidade e restrições do movimento, o limiar de dor à pressão, a discriminação de dois pontos e acuidade tátil foram bastante melhorados.

Os resultados revelaram que as técnicas aplicadas imediatamente após a cirurgia causaram melhorias acentuadas no movimento (melhoria média/sessão na flexão de 3.3 cm; no straight-leg-raise média 8,3°/sessão) e um efeito hipoalgésico imediato.


A GMI pode fornecer aos fisioterapeutas uma terapêutica “hands-off” que seja apropriada para o paciente na fase pós-operatória aguda e que seja benéfica na melhoria do prognóstico.


Louw A, Schmidt SG, Louw C, Puentedura EJ.. Moving without moving: immediate management following lumbar spine surgery using a graded motor imagery approach: a case report.. Physiother Theory Pract 2015; 31(7)

domingo, 8 de novembro de 2015

Ultra-som terapêutico na melhoria da dor e função física do joelho com osteoartrite: revisão sistemática e metanálise

O ultra-som tem sido utilizado há mais de seis décadas, tendo demonstrado um longo histórico de segurança e eficácia em inúmeras aplicações clínicas, nomeadamente em tratamentos para a osteoartrose do joelho, com poucos casos documentados de efeitos adversos.


Este estudo, publicado na Clinical Rehabilitation em Outubro deste ano, faz uma revisão sistemática procurando artigos científicos nas bases de dados: CENTRAL, Embase, MEDLINE, CINAHL, Fisioterapia Evidence Database. 

Dez ensaios clínicos randomizados (num total de 645 pacientes, submetidos a tratamentos de ultra-sons com frequências de 1MHZ, modo continuo ou pulsado,  com intensidade entre 1-1,5W/cm2, e tempos de exposição entre 3-5 minutos) preencheram os critérios de inclusão desta metanálise. 


Resultados


O ultra-som terapêutico mostrou um efeito positivo sobre a dor. Para a função física, o ultra-som terapêutico foi vantajoso na redução do Western Ontario and McMaster Universities physical function Score.

Em termos de segurança, nenhuma ocorrência de eventos adversos causados ultra-som foi relatada. 

Os autores sugerem que o ultra-som terapêutico é benéfico para reduzir a dor do joelho e melhorar as funções físicas em pacientes com osteoartrite do joelho e deverá ser um tratamento seguro.


Zhang C, Xie Y, Luo X, Ji Q, Lu C, He C, Wang P.. Effects of therapeutic ultrasound on pain, physical functions and safety outcomes in patients with knee osteoarthritis: A systematic review and meta-analysis.. Clin Rehabil 2015 Oct 8

sábado, 7 de novembro de 2015

Plano de exercícios para rizartrose

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para rizartrose - artrose do polegar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Flexão da interfalangica do polegar

Flexão da metacarpofalangica do polegar


Oponência do polegar













Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Critérios de progressão na reabilitação de lesões musculares

Um dos maiores desafios para o fisioterapeuta é a gestão bem sucedida das expectativas dos pacientes, sobretudo se se tratarem de atletas.

Explicar ao paciente que o corpo tem tempos próprios para se recuperar, e que nós, fisioterapeutas, temos de os respeitar criteriosamente, sob pena de reiniciar um processo lesivo ou levar a cabo uma "falsa reabilitação" que irá contribuir para aumentar o risco de recidivas, é difícil e muitas vezes frustrante para a motivação do paciente.



No entanto, e como os atalhos são, regra geral, trabalhos, a via mais difícil é também a mais segura. Uma conversa aberta, que permita ao paciente esclarecer todas as suas dúvidas, é a melhor forma de estabelecer uma relação de confiança, que permita uma reabilitação o mais rápida possível.



Recentemente o fisioterapeuta Ruben Ferreira, que faz parte da Football Medicine - grupo de profissionais da Medicina Desportiva portuguesa a trabalhar no Al Jazira Sports Club de Abu Dhabi, realizou uma apresentação importante no XII congresso da Sociedade Portuguesa de Artroscopia e Traumatologia Desportiva com o título deste artigo.

O artigo é mais um passo para que os processos de reabilitação sejam encarados de forma mais padronizada, baseados em evidencia do que realmente acontece a nível de recuperação celular, evitando assim riscos desnecessários. 

Para além disso é acompanhado de um esquema de progressão usado por esta equipa na sua prática clínica diária que pode ver AQUI.


 O que acontece ao nível do tecido muscular:



Tero AH Järvinen, Markku Järvinen, Hannu Kalimo Regeneration of injured skeletal muscle after the injury Muscles Ligaments Tendons J. 2013 Oct-Dec; 3(4): 337–345.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Plano de exercícios para rutura dos meniscos

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para rutura dos meniscos.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
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Fortalecimento do quadricípite












Straight-leg raises












Straight-leg raises de lado


Straight-leg raises para trás



Straight-leg raises para o interior


Elevação nos calcanhares

 Ponte com apoio nos calcanhares


Agachamentos













Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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domingo, 1 de novembro de 2015

Recuperação após AVC: Dicas para o cuidador


Se está a cuidar de um sobrevivente de AVC, pode ter uma série de perguntas sobre se o seu ente querido irá recuperar e quais vão ser as suas necessidades nos meses e anos vindouros.


Primeiros passos para os cuidadores


Nas primeiras semanas após um acidente vascular cerebral, terá muito a aprender e a avaliar, de forma a definir como serão as coisas daí em diante.

Eduque-se. Um dos maiores obstáculos para os cuidadores é o conhecimento. Aproveite todas as oportunidades para aprender sobre a doença e o prognóstico. Participe em grupos ou programas de apoio que existam no hospital. Converse com a equipa de saúde sobre como será o processo de reabilitação.
Ter consciência do caminho que tem pela frente irá ajuda-lo a controlar receios infundados e a transmitir mais confiança ao seu familiar, para que ele consiga aplicar-se a 100% na recuperação.

Avalie as suas finanças. Apesar de em Portugal as despesas hospitalares serem comparticipadas quase na totalidade, antes da alta hospitalar há que decidir se o mais indicado é ser encaminhado para uma unidade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados ou vir para casa com acompanhamento de equipas domiciliares. Existem frequentemente associações que também fazem trabalho de assistência na higiene e alimentação deste tipo de pacientes em casa, regra geral os custos variam em função dos rendimentos. No entanto, adaptações da casa, mobiliário adequado e todos os cuidados de fisioterapia, terapia ocupacional ou terapia de fala no domicílio dificilmente são comparticipados.

Participe do programade reabilitação. Participe em algumas sessões de fisioterapia para que possa apoiar o seu familiar durante a recuperação. Incentive o paciente a praticar novas habilidades, nem “saltar” sempre para ajudar. Não faça demais, seja solidário, e permita que o paciente faça as coisas por si mesmo. Mesmo pequenas realizações vão ajudar o seu ente querido a tornar-se mais auto-suficiente e confiante.
Lembre-se que você não pode fazer tudo. Tente ser realista consigo próprio acerca daquilo que pode suportar e daquilo com o que pode vir a precisar de ajuda.

Voltar a casa após um AVC


Considere a segurança. Pergunte ao fisioterapeuta/terapeuta ocupacional, se precisa fazer alguma coisa para tornar a casa mais segura. Pode precisar mover o quarto para outro andar para evitar escadas, livrar-se de tapetes para ajudar a prevenir quedas, ou colocar barras de apoio e assentos na sanita e chuveiro.

Esteja preparado para mudanças de comportamento ou de humor. Há uma série de emoções que surgem na sequência de um acidente vascular cerebral. Não ajuda dizer ao seu ente querido que sabe como ele se sente, porque na realidade você não tem como saber. Em vez disso, ofereça o seu amor, paciência e apoio. Pode ser difícil ver um ente querido sofrer, mas sentir dor/tristeza é uma das fases que é necessário ultrapassar no processo de aceitar a vida após um acidente vascular cerebral.

Esteja atento a sinais de depressão. 30% a 50% dos sobrevivente de AVC são afectados pela depressão. A depressão pode interferir com a recuperação. Peça ao seu médico que indique sinais/sintomas a que deve estar atento.

Conhecer os fatores de risco para um segundo AVC. Existe um risco mais elevado para um segundo acidente vascular cerebral, por isso é importante ajudar a minimizar esse risco. Prepare refeições saudáveis, baixo teor de gordura, incentive o exercício, torne a sua casa numa zona livre de fumo, e certifique-se que o seu familiar toma os medicamentos prescritos e vai às consultas médicas marcadas.

Cuide de si mesmo


Procure a ajuda de fontes externas. Obter ajuda externa pode fazer toda a diferença na sua capacidade de equilibrar a sua vida e as necessidades do seu ente querido. Outros membros da família ou amigos podem ser capazes de facilitar os cuidados por algumas horas por semana, ou pode querer considerar a contratação de um prestador de cuidados.

Não se "esgote". Se deixar que isso aconteça não irá conseguir fornecer ao paciente o amor e a ajuda que lhe pretende dar. Não é egoísta ter tempo para suas necessidades - é essencial e benéfico, tanto para você como para o paciente.
Seja paciente consigo, ninguém é um cuidador perfeito e você nunca fez isto antes, logo, terá muito a aprender.

Lembre-se que você tem o direito ao seu próprio tempo e atividades. Estudos mostram que os cuidadores também estão em risco para a depressão, especialmente se o sobrevivente de AVC tem demência. A depressão responde bem ao tratamento, então fale com o seu médico se acha que pode estar deprimido.


Lembre-se de rir. Humor pode ser a sua melhor defesa contra situações e sentimentos difíceis. Você está A carregar uma carga pesada e merece rir e sentir alegria, por isso é importante manter-se aberto para as coisas boas que a vida tem para oferecer.


Exercícios de Cawthorne-Cooksey modificados

Os órgãos do equilíbrio dos dois ouvidos trabalham juntos, enviando impulsos ao cérebro, sendo essenciais para a manutenção do equilíbrio da cabeça e do corpo. 

Danos num dos centros de equilíbrio (como acontece na doença de Meniére, na vertigem posicional paroxística benigna, na labirintite ou na perda bilateral de função vestibular) provocam muitas vezes vertigens ou tontura, que são muitas vezes acompanhadas de instabilidade, náuseas e vómitos. 
Embora esta condição possa ser muito assustadora, não é geralmente grave ou com risco de vida.
A finalidade dos exercícios é a construção de um mecanismo de tolerância no cérebro, que compensa o desequilíbrio entre os dois ouvidos. 
Os exercícios devem ser realizados persistentemente pelo menos 5 minutos, 3 vezes ao dia, e durante o tempo que os sintomas persistem. A repetição frequente dos exercícios normalmente irá levar a uma mais rápida melhoria nas tonturas e diminuição do desequilíbrio.

Não deve tentar executar todos os exercícios ao mesmo tempo. Em vez disso, é necessário executar um grupo de exercícios de cada vez, começando no topo da lista. Quando conseguir executar uma determinada secção de exercícios, sem se sentir tonto, deve proceder para o grupo inferior da página.
Retorno precoce às atividades físicas e desportivas também é uma parte importante do tratamento.

Sentado
1. Movimentos dos olhos (primeiro lentamente, depois rapidamente):
• para cima e para baixo
• de um lado para o outro
• foco no dedo com o braço estendido e mova lentamente dedo para o rosto até que a visão comece a ficar "embaciada".

2. Movimentos da cabeça (primeiro lentamente, depois rapidamente, mais tarde com os olhos fechados):
• dobrar para a frente e para trás
• de um lado para o outro.

3. Dobre para a frente e pegue objetos do chão.

De pé
1. Siga os passos 1 a 3 acima descritos mas em pé.
2. Mude de sentado para de pé com os olhos abertos e fechados.
3. Jogue uma pequena bola de uma mão para a outra (acima do nível dos olhos).
4. Levante e sente dando uma volta de 360º a meio do movimento.

A movimentar-se
1. Circule em torno de uma pessoa que lhe vai atirar uma bola à medida que roda à volta dela.
2. Caminhe numa sala com os olhos abertos e depois fechados.
3. Subir e descer uma rampa com os olhos abertos e depois fechados.
4. Subir e descer degraus com os olhos abertos e depois fechados.
5. Qualquer jogo envolvendo flexão à frente, alongamento e apontar, tais como ténis, basquetebol ou voleibol.


domingo, 25 de outubro de 2015

Plano de exercícios para fasceíte plantar

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fasceíte plantar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
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Alongamento da fascia com toalha











Alongamento dos gémeos e solear











Alongamento da fascia plantar e dos gémeos

Fortalecimento muscular com toalha

Fortalecimento muscular com berlinde


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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sábado, 6 de junho de 2015

Plano de exercícios para tendinite do Aquiles

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para tendinite do Aquiles.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
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Alongamento do dedo do pé




Alongamento dos gémeos e fáscia plantar


Alongamento dos gémeos

Alongamento nos degraus


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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