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terça-feira, 14 de maio de 2013

Straight leg raise (sinal de Lasègue)

Descrição
Este teste é utilizado durante o exame físico para determinar se a dor lombar de que o paciente se queixa tem uma hérnia discal subjacente ou não, muitas vezes localizada em L5.
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Técnica
Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta eleva o pé do paciente, enquanto mantém o joelho em extensão. Se o paciente sentir dor no trajeto do nervo ciático, quando a perna está a um ângulo de 30º e 70º, então o teste é positivo e um disco herniado é a provável causa da dor.

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Precisão do teste
Uma meta-análise revelou que este teste tem uma sensibilidade de 91% e uma especificidade de 26%.




Waddell G, McCulloch JA, Kummel E, Venner RM (1980). "Nonorganic physical signs in low-back pain". Spine 5 (2): 117–25.
Rabin A, Gerszten PC, Karausky P, Bunker CH, Potter DM, Welch WC (2007). "The sensitivity of the seated straight-leg raise test compared with the supine straight-leg raise test in patients presenting with magnetic resonance imaging evidence of lumbar nerve root compression". Archives of physical medicine and rehabilitation 88 (7): 840–3.
Devillé WL, van der Windt DA, Dzaferagić A, Bezemer PD, Bouter LM (2000). "The test of Lasègue: systematic review of the accuracy in diagnosing herniated discs". Spine 25 (9): 1140–7.




Outros testes para o exame físico da lombar e sacroilíaca



Teste de FABER (Patrick)

Descrição
Este teste tem o objetivo de avaliar se a origem da dor do paciente é a articulação sacro-ilíaca ou anca.
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Técnica
O paciente está deitado de barriga para cima, a perna a ser testada é colocada numa posição de "figura-4", em que o joelho é flectido e tornozelo é colocado em frente do joelho oposto. A anca é colocada em flexão, abdução e rotação externa (que é de onde vem o nome FABER). O examinador aplica uma força posterior contra a face medial do joelho. O teste é considerado positivo quando ocorre dor na virilha ou dor na nádega. Devido à força aplicada através da articulação da anca, o paciente pode experimentar dor na anca se a patologia se localiza nessa articulação.

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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 71% e uma especificidade de 100%.



Broadhurst N, Bond M. "Pain provocation tests for the assessment of sacroiliac joint dysfunction." J Spinal Disorders 1998; 11: 341-345.



Outros testes para o exame físico da lombar e sacroilíaca



Teste de Gillet

Descrição
Este teste tem como objectivo avaliar a limitação da mobilidade na região sacro-ilíaca.
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Técnica
O paciente deverá estar de pé. O examinador palpa a crista ilíaca postero-superior (EIPS) do lado a ser testado com uma mão e o processo espinhoso de S2 com a outro. O paciente deve flexionar a anca a 90º. O examinador deve sentir movimento inferior e lateralmente da EIPS em relação ao sacro. O teste é considerado positivo quando esse movimento está ausente. O examinador deve, então, comparar este lado com o lado oposto. Um método alternativo para o presente teste é palpar ambas as EIPS ao mesmo tempo e comparar a posição final.

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Precisão do teste
O teste de Gillet tem extremamente baixa confiabilidade, com uma sensibilidade de 8% e uma especificidade de 93%. Deve notar-se que movimento anormal da SI pode ser encontrado em pacientes assintomáticos, de modo que este teste não deve ser usado para diagnosticar a origem dos sintomas do paciente.



Levangie PK. "Four clinical tests of sacroiliac joint dysfunction: the association of test results with innominate torsion among patients with and without back pain." Phys Ther. 1999 Nov;79(11):1043-57. Web. 08/19/2012.

Meijne W, van Neerbos K, Aufdemkampe G, van der Wurff P. "Intraexaminer and Interexaminer of the Gillet Test." J Manipulative Physiol Ther. 1999 Jan;22(1):4-9. Web. 08/18/2012.




Outros testes para o exame físico da lombar e sacroilíaca



sábado, 11 de maio de 2013

Teste de sentar activo

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar a força do tronco e dos flexores da anca. Este teste é útil para determinar a contribuição da musculatura abdominal e dos flexores da anca para os sintomas do paciente. A diminuição da força abdominal é um achado comum em indivíduos com dor lombar.
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Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga para cima, com os membros inferiores dobrados e os pés assentes no chão. O examinador deve estabilizar os pés do paciente. O paciente mantém os braços para a frente e realiza o movimento de sentar-se. Os dedos do paciente são para tocar (não segurar) ambos os joelhos e manter essa posição por 5 segundos. O teste considera-se positivo quando o paciente é incapaz de fazer o movimento ou de se manter nessa posição durante 5 segundos.

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Outros testes para o exame físico da lombar e sacroilíaca



Teste de flexão anterior da lombar

Descrição
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Técnica
O paciente deve estar sentado. O examinador tem uma mão em cada espinha ilíaca postero-superior (EIPS). O paciente é solicitado a dobrar a coluna para a frente, enquanto o examinador compara o movimento de cada umas das EIPS. O teste é considerado positivo se for sentido maior movimento numa das EIPS em comparação com a outra.
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Precisão do teste
Este teste apresentou uma sensibilidade de 9% e uma especificidade de 93% no diagnóstico diminuição da mobilidade numa das articulações sacro ilíacas.
 Deve notar-se que pode encontrar-se défice de mobilidade da sacroiliaca  em pacientes assintomáticos, de modo que este teste não deve ser usado para fazer diagnóstico diferencial sobre a origem dos sintomas do paciente.



Flynn T, Fritz J, Whitman J, et al. "A clinical prediction rule for classifying patients with low back pain who demonstrate short-term improvement with spinal manipulation." Spine 2002; 27: 2835-2843.

Levangie PK. "Four clinical tests of sacroiliac joint dysfunction: the association of test results with innominate torsion among patients with and without back pain." Phys Ther. 1999 Nov;79(11):1043-57. Web. 08/19/2012.




Outros testes para o exame físico da lombar e sacroilíaca



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Teste de Stress em Varo do cotovelo

Descrição

O objetivo deste teste é determinar a presença de uma lesão no ligamento colateral lateral do cotovelo.
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Técnica
O cotovelo afetado será colocado a 20º de flexão com o úmero em rotação medial e o antebraço em posição neutra, enquanto o fisioterapeuta palpa a interlinha articular lateral. De seguida o terapeuta aplica uma força em varo ao cotovelo. Se o paciente sente dor ou restrição de mobilidade em comparação com o outro cotovelo, o teste é considerado positivo.

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Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 178-179. 

Teste de Stress em Valgo do cotovelo

Descrição
O objetivo deste teste é determinar a presença de uma lesão no ligamento colateral medial do cotovelo.
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Técnica
O cotovelo afetado será colocado a 20º de flexão com o úmero em rotação lateral e o antebraço em posição neutra, enquanto o fisioterapeuta palpa a interlinha articular medial. De seguida o terapeuta aplica uma força em valgo ao cotovelo. Se o paciente sente dor ou restrição de mobilidade em comparação com o outro cotovelo, o teste é considerado positivo.
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Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 178-179. 

Teste de compressão do nervo cubital

Descrição
 O nervo cubital passa em frente à cabeça medial do tricípite braquial e no sulco ósseo no úmero (do túnel cubital). Estende-se a partir do epicôndilo medial ao olecraneo, perpendicular à aponevrose do flexor cubital do carpo. O objetivo deste teste é determinar a presença da síndrome do túnel cubital.
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Técnica
O paciente está em pé e o examinador flexiona passivamente o cotovelo a testar a cerca de 20º. De seguida, o examinador aplica uma firme pressão sobre o nervo cubital imediatamente proximal ao canal cubital e mantém essa pressão durante 60 segundos. O teste é considerado positivo se o paciente relata dormência e/ou formigueiro no trajeto do nervo cubital (aspecto cubital da mão).
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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 89% e uma especificidade de 98% no diagnóstico da síndrome do túnel cubital.



Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 193. Print.

Novak CB, Lee GW, Mackinnon SE, Lay L. "Provocative testing for cubital tunnel syndrome." J Hand Surg (AM) 1994 September; 19(5):817-20.






Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



Teste para a epicondilalgia medial do cotovelo


Descrição
Este teste tem o objetivo de determinar a presença epicondilalgia medial do cotovelo.
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Técnica
Com o paciente sentado, o cotovelo a 90º de flexão o antebraço supinado e o punho em flexão, o fisioterapeuta palpa o epicôndilo medial, e oferece resistência à supinação, desvio radial e flexão do cotovelo e punho. O teste é considerado positivo se este movimento provocar a dor do paciente na face medial do cotovelo.

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Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 234-235. 

Teste de Mill

Descrição
O objetivo deste teste é determinar a presença de um epicondilalgia lateral do cotovelo.

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Técnica
O fisioterapeuta deve palpar o epicôndilo lateral, enquanto passivamente faz pronação do antebraço, flexão do punho e extensão do cotovelo. O teste é considerado positivo se reproduzir a dor na face lateral do cotovelo.

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Testes combinados
Este teste pode ser combinado com o teste de Cozen para o diagnóstico de epicondilalgia lateral do cotovelo.


Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition." St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 232.




Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



Teste de Extensão do cotovelo

Descrição
Este teste é utilizado com o objetivo de determinar se existe uma fratura óssea, derrame articular no cotovelo, ou bursite do olecrânio.
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Técnica
O fisioterapeuta dá instruções ao paciente para estender o seu cotovelo, tanto quanto possível. O fisioterapeuta avalia se a extensão total é ou não alcançada. Considera-se o teste positivo quando o paciente é incapaz de estender completamente o cotovelo.

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Precisão do teste
Este teste apresenta uma sensibilidade de 91% e uma especificidade de 70% no diagnóstico de fratura óssea ou derrame articular do cotovelo. De acordo com vários estudos, o teste de extensão do cotovelo é um teste rápido e confiável para descartar a possibilidade de fratura. Pode precisar de ser seguido de um raio-X, se não ocorrer extensão completa.


Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 173-175.

Hawksworth CR, Freeland P. "Inability to fully extend the injured elbow: an indicator of significant injury.Arch Emerg Med 1991 December; 8(4):253-256.





Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



Teste de Cozen

Descrição
Este teste é utilizado para determinar a presença de epicondilalgia lateral do cotovelo.
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Técnica
Estabilizar o antebraço do paciente e instruí-lo para  fechar o punho, fazer pronação do antebraço, desvio radial, e extensão do punho. Em seguida, o fisioterapeuta palpa o epicôndilo lateral e, com a outra mão aplica uma força de para flexão do punho contra a resistência do paciente. O teste é considerado positivo se for reproduzida a dor na face lateral do cotovelo.

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Neumann, Donald. "Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 232.



Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



Teste push-up para o cotovelo

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar a integridade do ligamento colateral radial do cotovelo. De acordo com Neumann, o complexo do ligamento colateral lateral do cotovelo envolve o ligamento colateral radial e o lateral (ulnar). Ambas as partes têm uma ligação comum ao epicôndilo lateral. Estes ligamentos ajudam a resistir às forças em varo e também proporcionam estabilidade póstero-lateral. Com a instabilidade póstero-lateral, é sentida apreensão com a rotação externa do antebraço devido ao aumento do risco de subluxação das articulações úmeroulnar e úmeroradial.
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Técnica
O paciente é instruído a sentar-se com os antebraços supinados e braços com maior abdução que a largura dos ombros. Em seguida o paciente deve estender completamente os cotovelos. Considera-se um teste positivo se se observa uma apreensão nos últimos graus de extensão do cotovelo, assim como relutância em avançar com o movimento.

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Neumann, Donald."Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation." 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 180-181. 



Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



Teste de compressão do bicípite

Descrição
Este teste é utilizado para determinar a presença de uma rutura do tendão bicípite braquial.
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Técnica
O paciente está sentado com o antebraço descansando no seu colo. O cotovelo é flexionado cerca de 60-80º com o antebraço levemente pronado. O fisioterapeuta fica do lado do membro superior a ser testado e aperta firmemente o bicípite com as duas mãos, uma mão na junção miotendinosa, e outra em torno do ventre do músculo. Quando o bicípite é comprimido, o ventre muscular afasta-se do úmero, causando um aumento do volume anterior do músculo. Considera-se que o teste é positivo quando há falta de supinação do antebraço, indicando rutura bicípite braquial.

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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 100% no diagnóstico de rutura do tendão bicípite braquial.




Outros testes para o exame físico da articulação do cotovelo



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Teste do quadrante da anca

Descrição
O teste do quadrante é utilizado para verificar se existe uma patologia não específica da anca. Este teste é também utilizado para detectar se existe uma degeneração precoce da anca.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de barriga para cima. O terapeuta fica no lado da perna a testar. De seguida flexiona a anca até aos 90° de flexão e coloca pressão sobre a perna no sentido proximal.
Na primeira parte do exame do terapeuta deve levar a perna para adução mantendo a pressão, progressivamente até um pouco antes da anca levantar da mesa. Na segunda parte do exame do terapeuta faz o mesmo mas no sentido da abdução. O teste é considerado positivo se o paciente refere alguma dor. O teste também é positivo se o terapeuta sentir qualquer crepitação ou se há um sentimento de final de movimento duro ou perda de amplitude de movimento.
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Precisão do teste
O teste de quadrante da anca tem uma sensibilidade de 75% e uma especificidade de 43% em pacientes com dor na virilha.


Outros testes para a articulação coxofemural





Teste de Ely ou teste de Duncan-Ely

Descrição
O teste de Ely é utilizado para avaliar a espasticidade do reto femoral.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de barriga para baixo e relaxado. O terapeuta está de pé ao lado do paciente, do lado da perna que irá ser testada. Uma mão deve estar na parte inferior das costas, a outra a segurar a perna pelo calcanhar. Passivamente deve flexionar o joelho de uma forma rápida. O calcanhar deve tocar as nádegas. Ambos os lados devem ser testados para comparação. O teste é positivo quando o calcanhar não chega a tocar na nádega, a anca do lado testado se eleva da mesa, o paciente sente dor ou formigueiro nas costas ou pernas.
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Precisão do teste
Estudos mostram que o teste de Ely tem uma sensibilidade que varia entre 56% a 59% e a especificidade de 64% a 85%.


Marks M C, Alexander J, Sutherland D H, Chambers H G. (2003) Clinical utility of the Duncan-Ely test for rectus femoris dysfunction during the swing phase of gait. Developmental Medicine. Child Neurology 2003, 45: 763–768



Outros testes para a articulação coxofemural




Teste de Ober e Ober modificado

Descrição
O teste de Ober é utilizado para avaliar se existe contratura ou inflamação do tensor da fáscia lata e banda iliotibial.
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Técnica
Existem duas variantes do teste:
Teste de Ober: O paciente encontra-se deitado sobre o lado não envolvido com a anca e joelhos fletidos a 90º. O examinador coloca o joelho superior num ângulo de 5º de flexão, e pega no membro inferior trazendo-o para extensão e abdução da anca, então, permite que a força da gravidade atue sobre o membro trazendo-o o máximo possível para adução.
Teste de Ober modificado: O mesmo que o anterior, no entanto a anca fica na posição neutra e o joelho a 0º de flexão.
Se houver lesão da banda iliotibial, a anca estará limitada no movimento de adução e/ou o paciente sentirá dor na face lateral do joelho, neste caso, o teste é considerado positivo.

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Precisão do teste
Num estudo realizado por Reese e col. a fiabilidade foi 0,90 e 0,91, no teste de Ober e Ober modificado  respectivamente, para lesões na banda iliotibial.



Nancy B. Reese, William D. Bandy. Use of an Inclinometer to Measure Flexibility of the Iliotibial Band Using the Ober Test and the Modified Ober Test: Differences in Magnitude and Reliability of Measurements. J Orthop Sports Phys Ther 2003; 33:326-330

Wang T-G, Jan M-H, Lin K-H, Wang H-K. Assessment of stretching of the iliotibial tract with Ober and modified Ober tests: an ultrasonographic study. Archives of physical medicine and rehabilitation 2006;87:1407-11.



Outros testes para a articulação coxofemural




Teste de Thomas

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar retrações anteriores ou laterais da cápsula articular da coxofemoral ou contratura dos flexores da anca.
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Técnica
O paciente deve deitar-se de barriga para cima, o examinador deve verificar se existe aumento da lordose  lombar, que é um sinal de contratura dos flexores da anca. Se seguida o examinador flexiona a coxofemoral  contralateral, trazendo o joelho para o peito e pede ao paciente para o segurar. O teste é positivo quando a perna que ficou para baixo se eleva na marquesa. A falta de extensão completa da anca com uma flexão do joelho menor que 45° indica contratura do iliopsoas. Se a extensão total da anca é alcançada e se verifica uma extensão do joelho, indica contratura do reto femoral. Se for observada qualquer rotação externa da anca pode indicar contratura da banda iliotibial.
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Teste combinado de flexão, adução, rotação interna (FAIR)

Descrição 
Este teste é utilizado para detetar compressão do nervo ciático pelo músculo piramidal.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de lado, com o quadril a ser testado virado para cima. Passivamente mova o membro inferior do paciente para flexão (90º), adução e rotação interna. Um teste positivo ocorre quando é reproduzida dor na região isquiática/glútea. Devido à posição de teste, pode surgir dor na parte anterior da coxa, resultado de compressão acetabular femoral, para ter certeza do diagnóstico deve pedir que o paciente indique o local exato da dor, antes de executar o teste.
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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 88% e especificidade 83% para diagnosticar síndrome do piramidal.



Fishman LM, Dombi GW, Michaelsen C, Ringel S, Rozbruch J, Rosner B, Weber C. "Piriformis syndrome: Diagnosis, treatment and outcome-a 10-year study." Arch Phys Med Rehab 2002, 83:295-201.

Jari S, Paton RW, Srinivasan MS. "Unilateral limitation of abduction of the hip: A valuable clinical sign for DDH?" J Bone Joint Surg 2002; 84-B: 104-107.

Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 498.