Mostrar mensagens com a etiqueta clínica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta clínica. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para espasmos musculares no pescoço

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para espasmos musculares no pescoço (torcicolos)
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Alongamento do elevador da omoplata




Alongamento do trapézio superior

Rotações do pescoço

Retracção do queixo

Flexão do pescoço para a frente


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para lesões da coifa dos rotadores


Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para lesões da coifa dos rotadores. Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Alongamento posterior



Alongamento costas acima


Alongamento acima da cabeça


Movimentos pendulares

Escalar a parede (de lado)

Escalar a parede (de frente)

Levantar o braço para o lado

Fortalecimento dos flexores e extensores do ombro

Fortalecimento dos rotadores internos

Fortalecimento dos rotadores externos

Flexões na parede

Exercício para a omoplata

Exercício para a omoplata 2


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Palmilhas para alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo: 

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral mais susceptíveis de beneficiar do uso de palmilhas.

Norma:

Vicenzino, et al:

  1. Idade acima de 25 anos
  2. Altura inferior a 165 centímetros
  3. A pior dor ser menor de 53,25 milímetros (escala visual analógica de 100 milímetros)
  4. Diferença de largura do médio-pé  superior a 10,96 milímetros

Probabilidade de Sucesso: 

59,5% (2 ou + Variáveis), 85,5% (3 ou + Variáveis)

Barton, et al:

  1. Controlo de Movimento (média ponderada) maior do que 5.0 (motion control properties scale da Footwear Assessment Tool)
  2. Dor usual maior que 22,0 milímetros
  3. Dorsiflexão do tornozelo com o joelho flexionado maior do que 41,3º
  4. Redução da dor durante um agachamento numa só perna com as palmilhas

Probabilidade de Sucesso: 

41,0% (2 ou + Variáveis), 78,0% (3 ou + Variáveis)


Bibliografia

Barton CJ, et al. Clinical predictors of foot orthoses efficacy in individuals with patellofemoral pain. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.

2. Vicenzino B, et al. A clinical prediction rule for identifying patients with patellofemoral pain who are likely to benefit from foot orthoses: a preliminary determination. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Manipulação lombar no alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral que provavelmente terão uma resposta positiva imediata à manipulação lombopélvica.


Norma:


  1. Diferença na rotação interna da anca menor do que 14º
  2. Dorsiflexão do tornozelo o joelho flexionado maior do que 16º
  3. Teste de queda do navicular maior do que 3 milímetros
  4. Sem rigidez após estar sentado 20 min
  5. O agachamento é a atividade mais dolorosa


Probabilidade de Sucesso: 

63% (2 ou + Variáveis), 94% (3 ou + Variáveis), 100% (4 ou + Variáveis)

Bibliografia

Iverson CA, et al. Lumbopelvic Manipulation for the Treatment of Patients With Patellofemoral Pain Syndrome: Development of a Clinical Prediction Rule. J Orthop Sports Phys Ther. 2008; 38(6): 297–312.
Crowell MS, et al. Lumbopelvic manipulation in patients with patellofemoral pain syndrome. J Man Manip Ther. 2012; 20(3): 113–120.

Efeitos a longo prazo do exercício na degeneração corticobasal e paralisia supranuclear progressiva – estudo de caso clínico

A degeneração corticobasal (DCB) e a paralisia supranuclear progressiva (PSP) são desordens neurológicas progressivas que se manifestam por sintomas semelhantes ao parkinson (rigidez, bradicinesia, instabilidade postural) e à demência.

No entanto a DCB distingue-se por se observar uma síndrome de rigidez assimétrica associada a disfunção cortical que inclui deficiências cognitivas, da linguagem, no comportamento social e perda sensorial. A apraxia e o fenómeno do membro alheio também são comuns.

As regiões do cérebro afetadas incluem os gânglios basais, córtex pré-frontal, parietal, e o corpo caloso. A maioria das pessoas com DCB são diagnosticadas nos seus 60 anos, e o tempo de vida após o diagnóstico é geralmente cerca de 7 a 10 anos, com a morte causada por complicações da imobilidade e disfagia.



A PSP é caracterizada por um rápido declínio na função cognitiva que é tipicamente mais pronunciado do que o observado na DCB. Para além disso são comuns alterações de personalidade, apatia, impulsividade e obstinação. As dificuldades físicas mais comuns incluem ver obstáculos e passeios durante a deambulação, subir e descer escadas e avaliar distâncias no meio envolvente.

Pacientes com PSP exibem atrofia no córtex pré-frontal medial, gânglios basais, cerebelo e mesencéfalo. A PSP é tipicamente diagnosticada no início dos 60 anos, e a esperança média de vida após o diagnóstico é de cerca de 5 a 10 anos, embora haja casos documentados de sobrevivência até 16 anos após o diagnóstico.

Uma série de estudos têm demonstrado a eficácia do exercício, incluindo a marcha na passadeira em pacientes com doença de Parkinson (DP). No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos do exercício sobre taupatias como a DCB ou a PSP.

Os trabalhos anteriores de 2 dos presentes autores mostraram que o treino de marcha na passadeira combinado com outras atividades de equilíbrio e com exercício físico praticado em grupo (1 hora, 2*sem) pareceu retardar o declínio no desempenho físico durante um período de 2,5 anos num doente diagnosticado com misto de DCB e PSP.

O objetivo do presente artigo é duplo: 
  1. Descrever os efeitos deste programa para o mesmo cliente por um longo período de tempo (10 anos) 
  2. Examinar a possibilidade de a intervenção ter minimizado alterações de volume cerebral neste paciente.


Apresentação de caso clínico

  • Paciente masculino, dentista, sem história familiar de quaisquer distúrbios neurológicos, 1º sintoma aos 60 anos (alterações na coordenação do membro superior esquerdo e marcha).
  • Alterações na fala (disartria) por volta dos 65 anos e 1ª queda aos 66 anos.
  • Numa consulta e exame neurológico inicial, aos 66 anos, conduzido por um médico especialista em distúrbios do movimento, o cliente alcançou uma pontuação de 32/38 no Kokmen Short Test of Mental Status, com comprometimento leve do raciocínio complexo, atenção e memória.
  • Também terá exibido apraxia e rigidez nas extremidades superiores que foram mais pronunciadas no lado esquerdo e foram acompanhados por perda sensorial cortical do lado esquerdo.
  • O tónus dos membros inferiores estava aumentado, e a amplitude de movimento dos membros diminuída, especialmente no lado esquerdo.
  • Demonstrou uma grande base de apoio, um passo curto com a diminuição da fase de balanço, e sinal de Romberg positivo.
  • A ressonância magnética e a tomografia por emissão de positrões (PET) mostraram alterações no córtex parietofrontal, mais evidentes no lado direito do cérebro.
  • O diagnóstico inicial de DCB atípica foi feito aos 66 anos, sendo medicado com dose progressiva de carbidopa/levodopa até um máximo de 300 mg de levodopa tomado 3 vezes ao dia com o estômago vazio, sem nenhuma melhoria significativa, tendo sido abandonada progressivamente esta terapêutica.
  • O tratamento agressivo com pramipexol não conseguiu melhorar qualquer um dos seus sintomas ou sinais.
  • Foi posteriormente avaliado anualmente por especialistas em distúrbios do movimento e neurologia comportamental com experiência em DCB e PSP, e mostrou uma progressão suave da rigidez assimétrica e apraxia, disartria, apraxia de fala, e alteração da marcha.
  • Quedas continuaram a ser frequentes, tendo efectuado fisioterapia e terapia ocupacional padrão ao longo de 2 meses, aos 66 anos, sem nenhum benefício aparente, pelo que não iniciou outra intervenção até chegar aos 70 anos.
  • Aos 68 anos, o cliente tinha caído muitas vezes e relatou numerosas contusões e lacerações. Também relatou que ocasionalmente se engasgava com líquidos.
  • O paciente notou grave dispraxia assimétrica dos membros aos 70 anos e labilidade emocional leve e apatia aos 71 anos. No entanto, não relatou alterações na cognição, que foi corroborada pelos familiares.
  • Também não tinha qualquer tremor, incontinência ou disfunção cognitiva, de linguagem, memória, ou visuoespacial (continuou a trabalhar a tempo parcial na prática odontológica, apesar da sua deficiência motora).
  • Aos 72 anos, a frequência do piscar de olhos tinha diminuído significativamente, com leve restrição em testes de movimento ocular vertical. Essas mudanças resultaram em diagnóstico modificado para misto de DCB e PSP, que será confirmado na autópsia.


Exercício e Intervenção em Fisioterapia (1-3 anos)

  • Aos 70 anos, o paciente foi referido para uma clínica de fisioterapia da universidade e para um grupo de exercício para pessoas com Parkinson (1hora, 2*sem).
  • Não foi feita nenhuma modificação ao programa para este paciente, embora sempre recebeu estreita supervisão por um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional enquanto na passadeira, devido ao seu histórico de quedas.
  • A esposa do cliente acompanhou-o dentro e fora da área de exercício. Ele fez a maioria das atividades de chão (alongamento, fortalecimento) por conta própria e participou socialmente no programa (por exemplo, lembrando-se dos nomes das pessoas, resultados desportivos, descreveu experiências de trabalho e lugares que visitou). O cliente estava preocupado com a tosse ou asfixia; portanto, nunca bebeu líquidos durante o exercício.
  • Além do programa comunitário, o cliente realizou fisioterapia semanal na universidade nos anos 2 e 3. Esta sessão durou 1 hora e incluiu o treino em passadeira com suspensão parcial do peso do corpo.


Impressão Clínica: Exercício e Intervenção em Fisioterapia (4-10 anos)

  • Desde que o estudo de caso inicial sobre este paciente foi publicado, este continuou a participar no programa de exercício projetado para pessoas com Parkinson.
  • Os fisioterapeutas interagiram regularmente com o paciente, tendo como resultado uma modificação do programa geral a partir do sétimo ano.
  • O fisioterapeuta observou instabilidade lateral da anca, que parecia ser o resultado de uma coordenação inadequada dos abdutores da anca.
  • Foi desenvolvido um programa de exercícios para os abdutores usando uma máquina de exercícios que oferece treino de resistência excêntrica, realizando movimentos de abdução da anca (30 repetições) e extensão do joelho (30 repetições).
  • No total, este paciente tem vindo a fazer o programa de exercício cerca de 6 vezes por mês durante 1 hora ao longo de 10 anos. A sua frequência foi uma das melhores do grupo.





Steffen TM, Boeve BF, Petersen CM, Dvorak L, Kantarci KLong-term exercise training for an individual with mixed corticobasal degeneration and progressive supranuclear palsy features: 10-year case report follow-up. Phys Ther. 2014 Feb;94(2):289-96.

Steffen T, Petersen C, Dvorak L. Community-based exercise and wellness program for people diagnosed with Parkinson disease: experiences from a 10-month trial. J Geriatr Phys Ther. 2012 Oct-Dec;35(4):173-80.




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Terapia dos pontos gatilho no tratamento das cefaleias tensionais crónicas

Objectivo:

Identificar os pacientes com cefaleia do tipo tensional crónica que são susceptíveis de alcançar o sucesso a curto prazo com a terapia dos pontos gatilho musculares. 

Norma:

  1. Duração da dor de cabeça menor do que 8,5 h/dia
  2. Frequência da dor de cabeça menor que 5,5 dias/semana
  3. Dor corporal no SF-36 menor que 47
  4. Vitalidade no SF-36 menor que 47,5
Veja aqui um estudo de caso clínico


Probabilidade de sucesso:

  • Uma semana após alta:

54% (2 ou + variáveis), 80% (3 ou + variáveis), 87,4% (as 4 variáveis)
  • Follow-up um mês:

72% (1 ou + variáveis), 84,4% (2 ou + variáveis)




Bibliografia:

Fernández-de-las-Peñas C, Cleland JA, Cuadrado ML, Pareja JAPredictor variables for identifying patients with chronic tension-type headache who are likely to achieve short-term success with muscle trigger point therapy. Cephalalgia. 2008 Mar;28(3):264-75

domingo, 30 de novembro de 2014

Diagnóstico Diferencial para lesões do labrum (SLAP) no ombro

Em torno do bordo externo da cavidade glenóide do ombro existe um aro de tecido forte e fibroso chamado labrum. O labrum glenóideo contribui para aprofundar a cavidade e estabilizar a articulação do ombro. Para além disso serve como ponto de fixação para muitos dos ligamentos do ombro, bem como o tendão da cabeça longa do músculo bíceps.

O termo SLAP significa Superior Labrum tear Anterior to Posterior, ou seja, a parte superior do labrum é “arrancada” da sua inserção. O tendão do bíceps pode também estar afectado.

Etiologia


As SLAP podem ser causadas por trauma agudo ou por movimento repetitivo ombro. Uma SLAP aguda pode resultar de: 
  • Um acidente de automóvel
  • A queda sobre o braço estendido
  • Tentar pegar um objeto pesado
  • Movimento rápido ou forte do braço quando ele está acima do nível do ombro
  • Luxação do ombro

Atletas que usam recorrentemente movimentos de arremesso acima da linha da cabeça ou levantamento de pesos correm maior risco de sofrerem SLAP como resultado de movimentos repetidos do ombro. A teoria mais recente sugere que quando o ombro é colocado numa posição de abdução e rotação externa máxima, observa-se uma torção na inserção do bíceps, força essa que é então transmitida ao labrum, ocorrendo a SLAP.

Muitas SLAP, no entanto, são o resultado de um desgaste do labrum que ocorre lentamente com o tempo. Em pacientes com mais de 40 anos de idade isto pode ser visto como um processo normal de envelhecimento.

Sintomas


Pacientes com esta lesão normalmente têm várias queixas muito semelhantes. Geralmente, o paciente apresenta-se com uma história inespecífica de:
  • Dor na face anterior do ombro associada a
  • sensações de cliques/estalidos nos movimentos de elevação, embora em alguns casos, possa haver uma história de uma lesão traumática.
  • 50% dos que são atletas relatam uma perda de velocidade e precisão do lançamento além de mal-estar geral do ombro.
  • os pacientes mais velhos podem queixar-se de fraqueza generalizada do ombro os
  • pacientes mais jovens são mais propensos a apresentar sintomas de instabilidade.
  • Além dessas reclamações, muitos atletas podem desenvolver uma perda de rotação interna da glenoumeral, com um aumento subsequente da rotação externa como uma adaptação às exigências do seu desporto. Isto permite o aumento da velocidade, mas também predispõe a patologia do labrum com base no mecanismo de lesão descrito acima.

 Diagnóstico


Relativamente ao diagnóstico das SLAP, este está longe de ser um processo fácil ou simples, mas existem aspectos que podem ser usados para melhorar a probabilidade de um diagnóstico preciso. As características dos pacientes são de extrema importância (p.ex. atletas com queixa de diminuição da velocidade de arremesso, dor na face anterior do ombro, e a presença de limitação da rotação interna).

Para além disso, revisões recentes da literatura revelaram que o muito utilizado teste de O’brien apresenta resultados muito pobres no diagnóstico diferencial destas lesões, comparativamente a outros testes mais recentes, como o teste de compressão passiva (Sn = 0,82, Sp = 0,86, + LR = 5,9, -LR = 0,09) (um teste de compressão passiva negativo resulta numa quase certa ausência de qualquer lesão SLAP), o teste de distracção passiva (Sn = 0,53, Sp = 0,94, + LR = 8,8), e o teste de cisalhamento labral dinâmico modificado (Sn = 0,72, SP = 0,98, + LR = 36,0).
Passive compression test: examiner standing behind patient, stabilising the affected shoulder by holding the acromioclavicular (AC) joint with one hand and the elbow with the other. The examiner externally rotates the shoulder in 30° of abduction and then pushes the arm proximally while extending the shoulder. Confirmatory findings: pain or a painful click in the glenohumeral joint.
Passive distraction test: examiner standing on the affected side of the patient and positions the extremity off the edge of the table, into 150° elevation in the coronal plane, the elbow extended, the forearm supinated, and the upper arm stabilised to prevent humeral rotation. The examiner pronates the forearm while maintaining steady position of the humerus. Confirmatory findings: pain reported deep inside the glenohumeral joint either anteriorly or posteriorly.



Finalmente, deve também notar-se que as lesões SLAP são raramente uma condição isolada. Andrews et al relataram que 45% dos pacientes com lesões SLAP tinha também ruturas parciais do supra-espinhoso.

Isto indica que, só porque uma outra patologia mais comum é diagnosticada, não significa que a lesão SLAP pode ser descartada. Deve ser executado um exame completo, que envolva os melhores testes para o diagnóstico diferencial desta lesão.

Bibliografia:


Schlechter JA, Summa S, Rubin BD. The passive distraction test: a new diagnostic aid for clinically significant superior labral pathology. Arthroscopy. 2009 Dec;25(12):1374-9.

Kim YS, Kim JM, Ha KY, Choy S, Joo MW, Chung YG. The passive compression test: a new clinical test for superior labral tears of the shoulder. Am J Sports Med. 2007 Sep;35(9):1489-94. 

Jobe CM. Posterior superior glenoid impingement: expanded spectrum. Arthroscopy. 1995 Oct;11(5):530-6.

Shepard MF, Dugas JR, Zeng N, Andrews JR. Differences in the ultimate strength of the biceps anchor and the generation of type II superior labral anterior posterior lesions in a cadaveric model. Am J Sports Med. 2004 Jul-Aug;32(5):1197-201.



Manipulação cervicotorácica no alívio de dor no ombro

Objetivo: 

Identificar os indivíduos com dor no ombro que são propensos a experimentar melhoria imediata da dor e incapacidade após a manipulação da coluna cervical e torácica.

Norma:

  1. Flexão do ombro livre de dor menor que 127 °
  2. Rotação interna do ombro menor que 53° a 90° de abdução
  3. Teste de Neer negativo
  4. Não estar a tomar medicamentos para a sua dor no ombro
  5. Os sintomas terem menos de 90 dias


Probabilidade de Sucesso: 

78% (2 ou + Variáveis), 89% (3 ou + Variáveis), 100% (4 ou + Variáveis)


Bibliografia:

Mintken PE, et al. Some Factors Predict Successful Short-Term Outcomes in Individuals With Shoulder Pain Receiving Cervicothoracic Manipulation: A Single-Arm Trial. Phys Ther. 2010; 90(1): 26-42.




sábado, 29 de novembro de 2014

Taping para a síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar pacientes com síndrome de dor patelofemoral que irão responder favoravelmente ao taping patelar.

Norma:

  1. Angulação da tíbia maior do que 5 graus
  2. Teste de tilt patelar positivo


Probabilidade de Sucesso:

83% (2 Variáveis)

Bibliografia

Lesher JD, et al. Development of a clinical prediction rule for classifying patients with patellofemoral pain syndrome who respond to patellar taping. J Orthop Sports Phys Ther. 2006; 36(11): 854-66.

Cleland J, Koppenhaver S, Su J. Netter's Orthopaedic Clinical Examination: An Evidence-Based Approach, 2e (Netter Clinical Science) June 15, 2010

Teste de tilt patelar

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a existência de uma instabilidade externa da patela (rótula), comum na síndrome de dor patelofemoral.

Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga para cima, com o joelho em extensão completa. O fisioterapeuta coloca as mãos proximal e distal à patela . Utilizando os polegares pressiona a parte interior da rótula, de modo a levantar o bordo exterior. O teste é considerado positivo se o bordo lateral não pode ser eleva tanto como no lado oposto e/ou se o paciente revela apreensão pelo recrutamento muscular do quadricipete.




Watson C, Leddy H, Dynjan T. Reliability of the Lateral Pull Test and Tilt Test to Assess Patellar Alignment in Subjects with Symptomatic Knees: Student Raters. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy 2001;31(7) :368-374 



Outros testes ao joelho

Mobilização na anca no tratamento de osteoartrite de joelho

Objetivo:

Identificar pacientes com osteoartrite do joelho que irão experimentar melhoria da sua condição clínica com a inclusão da mobilização da anca no seu tratamento.

Norma:

  1. Dor ou parestesia na anca ou virilha
  2. Dor na face anterior da coxa
  3. Flexão passiva do joelho menor do que 122 graus
  4. Rotação interna passiva da anca menor do que 17 graus
  5. Dor ao movimento de distracção da anca


Probabilidade de Sucesso:

92% (1 ou + variáveis), 97% (2 ou + variáveis)

Bibliografia:


Currier LL, et al. Development of a Clinical Prediction Rule to Identify Patients With Knee Pain and Clinical Evidence of Knee Osteoarthritis Who Demonstrate a Favorable Short-Term Response to Hip Mobilization. Physical Therapy. 2007; 87(9): 1106–1119.

Cleland J, Koppenhaver S, Su J. Netter's Orthopaedic Clinical Examination: An Evidence-Based Approach, 2e (Netter Clinical Science) June 15, 2010

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Manipulação torácica para dor cervical

Objetivo: 

Identificar os pacientes com dor cervical propensos a experimentar melhoria precoce da sua condição através de manipulação torácica, exercícios orientados pelo fisioterapeuta e educação do paciente.

Norma: 
  1. Sintomas há menos de 30 dias
  2. Ausência de sintomas distais ao ombro
  3. Olhar para cima não agrava os sintomas
  4. Resultado menor que 12 no Physical Activity Subscale da Fear-Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ)
  5. Diminuição da cifose da coluna torácica superior
  6. Amplitude de extensão cervical menor que 30 graus


Probabilidade de Sucesso: 

86% (3 ou + variáveis), 93% (4 ou + Variáveis), 100% (5 ou + Variáveis)


Bibliografia:

Cleland JA, et al. Development of a clinical prediction rule for guiding treatment of a subgroup of patients with neck pain: use of thoracic spine manipulation, exercise, and patient education. Phys Ther. 2007; 87(1): 9-23.

Cleland JA, et al. Examination of a Clinical Prediction Rule to Identify Patients With Neck Pain Likely to Benefit From Thoracic Spine Thrust Manipulation and a General Cervical Range of Motion Exercise: Multi-Center Randomized Clinical Trial. Phys Ther. 2010; 90(9): 1239-1250.


domingo, 23 de novembro de 2014

Regra dos 10% - aumentar com segurança o seu volume de corrida

Deseja iniciar um programa de corrida? Já corre e quer aumentar as distâncias que consegue correr? Está a recuperar de uma lesão e a tentar voltar a correr?

Se está a trabalhar para realizar qualquer um destes objetivos, provavelmente já se perguntou como aumentar o volume de treino em segurança de forma a não sofrer uma lesão.

Os acidentes de corrida são muito comuns, e os erros de treino são a principal causa de lesões evitáveis. A maioria das lesões de treino são o resultado da mentalidade "muito, muito cedo e muito rápido."

Apesar de a prevenção de lesões ser complicada e ainda haver muito a descobrir, existe uma regra (já familiar para muitos corredores): a regra dos 10%, segundo a qual não se deve aumentar a quilometragem de treino mais do que 10% em cada semana.

Embora os corredores, treinadores e profissionais de saúde geralmente usem a regra dos 10%, é necessário mais conhecimento para compreender o seu papel na prevenção de lesões. Investigadores seguiram 873 novos corredores por um ano; durante este período, 202 corredores tiveram uma lesão relacionada com a corrida.

Estas lesões foram divididas com base no aumento semanal de cada participante: menos do que 10%, 10% e 30%, e mais de 30% nas 2 semanas antes da lesão.

Corredores que aumentaram a sua quilometragem mais de 30% tinham uma taxa de lesões mais elevada do que aqueles que aumentaram sua quilometragem menos de 10%.

Os corredores que corriam mais e mais rápido revelaram estar em maior risco de desenvolver dor patelo-femoral (joelho de corredor), síndrome da banda iliotibial, síndrome do stress tibial medial, tendinopatia patelar, bursite trocantérica, e lesão do glúteo médio ou tensor da fáscia lata.

No entanto, outros tipos de lesões não foram relacionados com a regra dos 10%, como fascite plantar, tendinopatia de Aquiles, lesão dos gémeos, lesões isquiotibiais, fraturas por stress natíbia, e ruturas dos flexores da anca.

Os autores sugerem que estas lesões podem ocorrer devido a outros erros de treino.

Conclusões


  1. Um aumento repentino na distância semanal corrida (mais de 30% ao longo de 2 semanas) pode aumentar o risco do corredor desenvolver lesões relacionadas com a corrida.
  2. As menores taxas de lesões ocorreram em novos corredores que elevaram a quilometragem semanal em menos do que 10% ao longo de 2 semanas.
  3. Outras lesões de corrida podem ser ligadas ao ritmo da corrida, aumentando a velocidade de corrida, treino de corrida, ou outros erros de treino.
  4. Se está a começar um programa de corrida, o seu fisioterapeuta pode ajuda-lo a personalizar uma progressão que seja segura para a sua condição física e de saúde.





Nielsen RØ, Parner ET, Nohr EA, Sørensen H, Lind M, Rasmussen S. Excessive Progression in Weekly Running Distance and Risk of Running-Related Injuries: An Association Which Varies According to Type of Injury,” J Orthop Sports Phys Ther 2014;44(10):739-747.


5 melhores dicas sobre exercício terapêutico pela PEDro

A base de dados PEDro, do The George Institute for Global Health, é considerada a maior base de dados sobre fisioterapia baseada na evidência do mundo; reúne mais de 28000 guidelines, ensaios e revisões. É utilizada por milhares de fisioterapeutas e outros interessados em reabilitação em mais de 200 países.

A sua administradora Dra. Anne Moseley referiu:
"Procuramos na nossa base de dados as cinco condições de saúde em que exercícios orientados pelo fisioterapeuta resultam em maiores benefícios, comprovados por investigação científica. Infelizmente, as pessoas tendem a subestimar o papel do exercício na saúde. O exercício não é apenas para ficar em forma; a maioria das pessoas iria ficar surpreendida com a variedade de condições de saúde importantes que podem ser aliviadas pelo tipo certo de exercício".

  1. Treino dos músculos do pavimento pélvico melhora a incontinência urinária em pessoas com incontinência urinária de stress ou de qualquer outro tipo. Esta é a primeira linha de tratamento para incontinência urinária. "Estima-se que a incontinência urinária afecte mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo".
  2. Exercício terapêutico diminui a dor e melhora a função em pessoas com osteoartrite do joelho, com benefício equivalente aos tratamentos farmacológicos. Pessoas com osteoartrite da anca também são susceptíveis de beneficiar do exercício. "Mais de 10% das pessoas com mais de 60 anos sofrem de osteoartrite do joelho".
  3. O exercício físico diminui o risco de morte, falta de ar e fadiga e melhora a saúde, qualidade de vida e função em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica. "Estima-se que 64 milhões de pessoas tinham DPOC em todo o mundo em 2004".
  4. Os programas de exercícios diminuem a taxa de quedas e o risco de queda para os idosos que vivem em casa. Exercícios de equilíbrio são os mais eficazes. "Em todo o mundo, 37,3 milhões de quedas ocorrem a cada ano que são graves o suficiente para exigir atenção médica. É um problema mundial, particularmente entre aqueles com mais de 65."
  5. Programas de intervenção precoce para reduzir o atraso motor em prematuros. "Mais do que um em cada dez bebés, ou 15 milhões de bebés por ano, nascem muito cedo. Os sobreviventes correm o risco de enfrentar uma vida de incapacidades. Estudos mostram que os programas de fisioterapia para esses bebés ajuda-os a conquistar habilidades motoras, acelerando a sua recuperação em relação ao padrão de desenvolvimento normal das crianças de termo."



Autores da pesquisa: Professora Cathie Sherrington, Professor Chris Maher, Professor Rob Herbert, e Professor associado Mark Elkins, todos do George Institute for Global Health e da University of Sydney, também administradores do projeto PEDro.