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segunda-feira, 18 de março de 2013

Teste de Apley

Descrição
O teste de Appley é usado para avaliar pacientes com suspeita de lesão nos meniscos do joelho. O diagnóstico deste tipo de lesões meniscais pode ser difícil por os meniscos serem avasculares e não terem suprimento nervoso nos seus dois terços internos, resultando em muito pouca dor ou inchaço quando ocorre uma lesão.
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Técnica
Colocar o paciente em decúbito ventral, com o joelho flexionado a 90º. O examinador  roda então a tíbia lateral e medialmente, combinando este movimento primeiro com distração e depois com compressão. Se a rotação acrescida de distracção é mais dolorosa ou mostra amplitude de rotação aumentada em relação ao normal para aquele joelho (testar joelho contralateral), a lesão é provavelmente ligamentosa. Se a rotação acrescida de compressão é mais dolorosa ou mostra rotação diminuída em relação ao normal, a lesão é provavelmente no menisco.
 

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 Sensibilidade e fiabilidade
Num estudo prospectivo comparando os sintomas dolorosos pré-operatórios na interlinha articular do joelho com as descobertas de lesões meniscais efectivas por artroscopia nesse joelho, a sensibilidade deste teste foi entre 86% e 92%, com uma taxa de precisão global de 74% a 96% para o menisco medial e lateral, respectivamente.



Scholten RJ, Deville WL, Opstelten W, Bijl D, van der Plas CG, Bouter LM. The accuracy of physical diagnostic tests for meniscal lesions Assessing of the knee: a meta-analysis. J Fam Pract. 2001, 50:938-944.
Hegedus EJ, Cook C, Hasselblad V, Goode A, McCrory DC. Physical examination tests for Assessing the torn meniscus in the knee: a systematic review with meta-analysis. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy, 2007, 37 (9), 541-50.



Outros testes ao joelho

quarta-feira, 13 de março de 2013

Teste de Rent

Descrição
Este teste é utilizado para identificar uma possível lesão da coifa dos rotadores, no ombro.
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TécnicaO paciente está sentado com o examinador de pé atrás de si. Com o paciente relaxado, o examinador deve palpar a margem anterior do acrómio, através do deltóide. Ao fazer isto deve agarrar o braço do paciente com a outra mão no cotovelo/antebraço (o cotovelo do paciente deve estar fletido a 90º). Rode internamente e externamente o braço do paciente para palpar os tendões da coifa dos rotadores. A presença de eminência palpável ou proeminente (grande tuberosidade) e/ou depressão/sulco é indicativa de rutura de espessura completa.
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Precisão do testeWolf e Agrawal relataram sensibilidade e especificidade de 95,7% e 96,8%, respectivamente e uma precisão de diagnóstico de 96,3%.

Teste de Neers

Descrição
Este teste é comummente usado para identificar a síndrome do conflito subacromial.
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Técnica
O examinador deverá estabilizar a omoplata do paciente com uma mão, enquanto flexiona e roda internamente o braço a ser testado com a outra. Se o paciente referir dor nesta posição, então o resultado do teste é considerado como positivo.
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Outros testes ao ombro



Teste de Kim

Descrição
Este teste é utilizado na deteção de uma lesão da região posterior do labrum glenoideu.
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Técnica
  1. Com o paciente em posição sentada, com o braço 90º de abdução, o examinador segura o cotovelo e face lateral do braço, aplicando força no sentido axial.
  2. Após o braço ser elevado mais 45º na diagonal para cima, é aplicada força para baixo e para trás.
  3. Um início súbito de dor na região posterior do ombro indica um resultado positivo, independentemente de ser acompanhada de clank posterior da cabeça do úmero.
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Testes combinados
A sensibilidade do teste de Kim para a deteção de uma lesão da região posterior do labrum glenoideu foi de 80%, e a especificidade de 94%.
A precisão do Teste de Jerk na detecção de uma de instabilidade póstero-inferior do ombro foi a seguinte: sensibilidade de 73%, especificidade de 98%.
Neste estudo o teste de Kim foi mais sensível na detecção de uma lesão do labrum, predominantemente inferior, enquanto que o teste de Jerk foi mais sensível na detecção de uma lesão do labrum, predominantemente posterior. A sensibilidade para a detecção de uma lesão posteroinferior do labrum aumentou para 97% quando estes dois testes foram combinados.



Outros testes ao ombro


segunda-feira, 11 de março de 2013

Sinal de Hornblower

Descrição
O sinal de Hornblower é utilizado na avaliação do ombro, na suspeita de lesão no músculo pequeno redondo.
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Técnica  
O paciente está sentado ou em pé. O examinador coloca o braço do paciente para 90º no plano escapular e flexiona o cotovelo a 90º. O paciente é, então, convidado a fazer rotação externa contra a resistência. O teste é positivo se o paciente é incapaz de realizar a rotação externa.
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Outros testes ao ombro


segunda-feira, 4 de março de 2013

Teste do músculo infraespinhoso


Descrição
O teste do infraespinhoso é utilizado para identificar uma possível síndrome de conflito subacromial ou lesões da coifa dos rotadores.
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Técnica
O paciente deve estar de pé, com o braço na posição neutra e o cotovelo flexionado a 90º. O fisioterapeuta irá aplicar uma força para rodar o braço no sentido interno, enquanto o paciente é orientado para resistir a essa força. O teste é considerado positivo se o paciente refere dor ou fraqueza quando a resistência é aplicada.


Testes combinados
Este teste pode ser combinado com o teste de Hawkins/Kennedy e com o sinal do arco doloroso para testar um possível síndrome de conflito subacromial

Combinado com o teste de Codman e o sinal de arco doloroso, o teste do infraespinhoso é utilizado para identificar rutura muscular na coifa dos rotadores.

Teste de Codman


Descrição
O teste de Codman é normalmente utilizado na avaliação de uma possível ruptura da coifa dos rotadores.
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Técnica
O terapeuta eleva o braço do paciente de 90º de abdução. O paciente, então, abaixa o braço para a posição neutra com a palma da mão para baixo. Se o braço do paciente cair subitamente ou o paciente sentir dor durante o movimento, então o teste é considerado positivo.
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Testes combinados
Este teste pode ser combinado com o teste do infraespinhoso e com o sinal de arco doloroso para testar a presença de uma ruptura da coifa dos rotadores.

Sinal do arco doloroso do ombro


Descrição
Este teste é utilizado para identificar um possível síndrome do conflito subacromial.
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Técnica
O paciente deve ser orientado a abduzir o braço no plano escapular e depois, lentamente, inverter o movimento, voltando a trazer o braço para a posição neutra. Este teste é considerado positivo se o paciente sente dor aproximadamente entre os 60º e os 120º de elevação.
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Testes combinados
Este teste é combinado frequentemente com o Teste de Hawkins/Kennedy e com o teste do infraespinhoso, e se todos os três testes derem positivo há uma elevada probabilidade de estar perante uma síndrome de conflito subacromial.

Teste de Hawkins/Kennedy


Descrição
Este teste é utilizado para identificar um possível síndrome de conflito subacromial.
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Técnica
O examinador coloca o ombro do paciente a 90º de flexão com o cotovelo flexionado a 90º e depois faz rotação interna do braço. O teste é considerado como positivo se o paciente sentir dor com a rotação interna.
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Testes combinados
Este teste é combinado frequentemente com o Sinal de arco doloroso e com o teste do infraespinhoso, e se todos os três testes derem positivo há uma elevada probabilidade de estar perante uma síndrome de conflito subacromial.

Teste "Empty can"


Descrição
O teste "empty can" é utilizado para avaliar o músculo supraespinhoso e o seu tendão.
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Técnica
O paciente pode estar sentado ou em pé. O braço do paciente deve ser elevado a 90º no plano escapular, com o cotovelo estendido, rotação interna completa, e pronação do antebraço. Isto resulta numa posição de polegar para baixo, como se o paciente estivesse a verter o líquido de uma lata. O fisioterapeuta deve estabilizar o ombro durante a aplicação de uma força dirigida para baixo em direção ao chão, tentando o paciente resistir a este movimento. Este teste é considerado positivo se o paciente sente dor ou fraqueza quando é aplicada a resistência.
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Um resultado positivo neste teste pode indicar:


Outros testes ao ombro


Teste em carga do bicípite


Descrição
O teste em carga do bicípite II é utilizado em caso de suspeita de lesões no bordo superior do labrum glenoideu no ombro.
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Técnica
O paciente está em decúbito dorsal, com o ombro em 120º de elevação e rotação externa total, enquanto que o cotovelo está em 90º de flexão e o antebraço em supinação. O paciente é então solicitado a flexionar o cotovelo enquanto o fisioterapeuta aplica resistência contrária ao movimento.
Este teste é considerado positivo quando provoca/aumenta a dor durante a flexão resistida do cotovelo.
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Testes combinados

domingo, 3 de março de 2013

Teste de Crank


Descrição
O teste de Crank é utilizado para identificar ruturas no labrum glenoideu.
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Técnica
O paciente está na posição vertical, com o braço elevado a 160° no plano escapular. É aplicada carga sobre a articulação ao longo do eixo do úmero, com uma mão, enquanto a outra mão executa a rotação do úmero. O teste pode ser repetido em decúbito dorsal. Um teste é positivo durante esta manobra (geralmente durante a rotação externa), se houver reprodução dos sintomas, com ou sem "Crank".

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Outros testes ao ombro

Teste de Jobe para instabilidade do ombro


Descrição
A finalidade do teste de Jobe é testar a instabilidade anterior da articulação glenoumeral.
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Técnica
Este teste é muito semelhante em natureza ao teste de apreensão do ombro, e é frequentemente administrado após o teste de apreensão ter produzido um resultado positivo. O paciente é posicionado em decúbito dorsal, com o cotovelo flexionado a 90º e abduzido a 90º. O terapeuta aplica então uma força de rotação externa no ombro. Se o paciente relata apreensão de qualquer forma, o teste de apreensão é considerado como positivo. Neste ponto, o terapeuta pode aplicar uma força dirigida posteriormente ao ombro - se a apreensão do paciente ou a dor é reduzida nesta posição, o teste de Jobe é considerado positivo. É importante notar que o terapeuta deve sempre libertar a força de deslocação para trás antes de voltar a colocar o braço do paciente em rotação neutra, pelo risco de luxação do ombro.


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Outros testes ao ombro



Teste de apreensão do ombro

Descrição
O teste de apreensão do ombro é geralmente utilizado para testar a integridade da cápsula articular glenoumeral ou para avaliar a instabilidade da articulação do ombro.
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Técnica
O paciente deve estar em posição supina. O terapeuta irá flectir o cotovelo do paciente de 90º e abduzir ombro do paciente a 90º, mantendo a rotação neutra. Nesta posição o examinador aplica lentamente uma força de rotação externa ao braço a 90º enquanto monitoriza cuidadosamente o doente. Uma reação de apreensão do paciente durante a manobra, e não dor, é considerado um teste positivo. Dor com a manobra, mas não apreensão pode indicar uma outra patologia provocada por instabilidade, como por exemplo bloqueio posterior da coifa dos rotadores.
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Testes combinados



sábado, 2 de março de 2013

Teste de O'Brien para o ombro


Descrição

O objetivo do teste de compressão ativa de O'Brien é testar estruturas como o labrum glenoideu e a articulação acromioclavicular, perante suspeita de lesões como a rutura superior do labrum glenoideu ou lesões acromioclaviculares causadoras de dor no ombro.
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Técnica

Com o paciente em pé ou sentado, a extremidade superior a ser testada é colocada num posição de 90° de flexão do ombro e 10° de adução horizontal. O paciente faz então rotação interna do ombro e pronação  do antebraço. O examinador aplica força de estabilização distal indicando ao paciente para resistir a essa força.  O procedimento é então repetido com o ombro e antebraço em posição neutra. Um teste positivo ocorre com a reprodução da dor ou crepitação no ombro na primeira posição e reduzida/ausência de dor na segunda posição. A profundidade dos sintomas também deve ser avaliada, pois dor superficial provavelmente indica sintomas articulares acromioclaviculares e dor profunda é mais provável indicar ​​sintomas do labrum.

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Tem sido relatado em diversos estudos que a sensibilidade e especificidade do teste de compressão ativa de O'Brien varia amplamente, com uma especificidade que varia entre 28%-73% e uma sensibilidade entre 63%-94%.

No entanto, quando agrupado com outros testes para as lesões do labrum glenoideu, tais como o teste de  apreensão anterior, teste de Crank, um ou ambos os testes de Carga do Bicípite, teste de Speed, ou Yergerson a sensibilidade global passa a ser de 75% e a especificidade de 90%.

Teste de Speed do ombro


Descrição 
O teste de Speed é usado para testar o labrum glenoideu e o tendão bicipital, perante suspeita de lesões como ruturas no bordo superior do labrum glenoideu ou tendinite bicipital.
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Técnica
Para executar o teste de Speed, o examinador coloca o braço do paciente em flexão de ombro, rotação externa, extensão completa do cotovelo e supinação do antebraço. Resistência manual é então aplicada pelo examinador no sentido descendente. O teste é considerado positivo se for reproduzida a dor no tendão bicipital ou sulco bicipital.

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Testes combinados
O teste de Speed é muitas vezes combinado com o teste de Yergason para detectar uma tendinite bicipital.