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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para lesões da coifa dos rotadores


Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para lesões da coifa dos rotadores. Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Alongamento posterior



Alongamento costas acima


Alongamento acima da cabeça


Movimentos pendulares

Escalar a parede (de lado)

Escalar a parede (de frente)

Levantar o braço para o lado

Fortalecimento dos flexores e extensores do ombro

Fortalecimento dos rotadores internos

Fortalecimento dos rotadores externos

Flexões na parede

Exercício para a omoplata

Exercício para a omoplata 2


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

sábado, 29 de novembro de 2014

Exercícios de estabilização no alívio da dor lombar

Objetivo: 

Identificar pacientes com dor lombar que provavelmente irão responder favoravelmente a um programa de exercícios de estabilização orientado pelo fisioterapeuta.

Norma:

  1. Idade menor que40 anos
  2. Movimento de levantar a perna a direito maior do que 91 graus.
  3. Presença de movimento aberrante
  4. Teste de instabilidade lombar positivo


Probabilidade de Sucesso:

Não existe uma probabilidade de sucesso definida devido ao elevado número de variáveis estudadas e à falta de estudos com elevado grau de evidência.
No entanto é aceite pela generalidade dos estudos que a conjugação dos exercícios de estabilização com técnicas de terapia manual e exercícios de alongamento aumentam significativamente a probabilidade de sucesso do tratamento.

Bibliografia:

Hicks GE, Fritz JM, Delitto A, McGill SM. Preliminary Development of a Clinical Prediction Rule for Determining Which Patients With Low Back Pain Will Respond to a Stabilization Exercise Program. Arch Phys Med Rehabil. 2005; 86(9): 1753–1762.
Rabin A, Shashua A, Pizem K, Dickstein R, Dar G. A Clinical Prediction Rule to Identify Patients With Low Back Pain Who Are Likely to Experience Short-Term Success Following Lumbar Stabilization Exercises: A Randomized Controlled Validation Study. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy. 2014; 44(1): 6–18, B1–13.







quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Manipulação torácica para dor cervical

Objetivo: 

Identificar os pacientes com dor cervical propensos a experimentar melhoria precoce da sua condição através de manipulação torácica, exercícios orientados pelo fisioterapeuta e educação do paciente.

Norma: 
  1. Sintomas há menos de 30 dias
  2. Ausência de sintomas distais ao ombro
  3. Olhar para cima não agrava os sintomas
  4. Resultado menor que 12 no Physical Activity Subscale da Fear-Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ)
  5. Diminuição da cifose da coluna torácica superior
  6. Amplitude de extensão cervical menor que 30 graus


Probabilidade de Sucesso: 

86% (3 ou + variáveis), 93% (4 ou + Variáveis), 100% (5 ou + Variáveis)


Bibliografia:

Cleland JA, et al. Development of a clinical prediction rule for guiding treatment of a subgroup of patients with neck pain: use of thoracic spine manipulation, exercise, and patient education. Phys Ther. 2007; 87(1): 9-23.

Cleland JA, et al. Examination of a Clinical Prediction Rule to Identify Patients With Neck Pain Likely to Benefit From Thoracic Spine Thrust Manipulation and a General Cervical Range of Motion Exercise: Multi-Center Randomized Clinical Trial. Phys Ther. 2010; 90(9): 1239-1250.


domingo, 23 de março de 2014

Reabilitação Vestibular num idoso com Hipofunção Vestibular Unilateral – estudo de caso clínico

A idade avançada tem sido associada à diminuição do equilíbrio, mais de um terço dos adultos com mais de 65 anos experiencia pelo menos uma queda por ano. As quedas são frequentemente multifactoriais, mas a disfunção vestibular é um importante fator de risco por si só.

Ao detectar o movimento da cabeça em relação à gravidade, o sistema vestibular envia informações pertinentes para manter a postura erecta e o equilíbrio. Os sintomas da perda vestibular podem incluir tontura, vertigem, oscilopsia, náuseas, nistagmo e vómitos.

Actualmente, a reabilitação vestibular tornou-se uma das modalidades da fisioterapia baseadas em evidência com resultados mais consensuais. Vários estudos recentes sugerem que a reabilitação vestibular isoladamente reduz o risco de queda em pacientes com insuficiência vestibular, que os exercícios vestibulares resultam na melhoria da estabilidade postural e que um programa de exercícios vestibulares personalizado leva à diminuição da tontura e assimetria nos testes de equilíbrio.

Este estudo de caso descreve a análise, avaliação e desenvolvimento de um plano de tratamento para um idoso com a perda vestibular unilateral.

Apresentação do caso clínico

  • Paciente do sexo masculino, 80 anos, reformado, que relata períodos de vertigem com duração de vários minutos e que ocorrem de forma intermitente durante o dia. As tonturas eram descritas como uma sensação de estar sem equilíbrio quando estava em pé parado ou a caminhar, que piorava em ambientes movimentados ou menos iluminados.
  • Estes sintomas fizeram-no interromper os seus hobbies (jogar golfe e ténis) e relatou uma queda no mês anterior, ao subir um lanço de escadas.
  • Também foi relatado zumbido ocasional no ouvido direito e perda auditiva em ambos os lados.
  • Da sua história médica constavam palpitações cardíacas, correção da visão a laser e alergias sazonais.
  • Antes de se apresentar ao departamento de fisioterapia para a avaliação, o paciente foi avaliado por um otorrinolaringologista, sendo que os testes calóricos revelaram uma disfunção unilateral direita de 98,3%. Embora fosse uma disfunção grave, a prova calórica com gelo indicava que ele tinha alguma função vestibular residual. Estes resultados sugerem défice vestibular decorrente de um distúrbio periférico.
  • O paciente era um homem alto, atlético com a postura anteriorizada da cabeça, com diminuição da extensão do joelho à direita e limitação da flexão dorsal do tornozelo bilateral.



Tratamento em fisioterapia

A intervenção inicial (uma única sessão) incluiu exercícios de estabilização do olhar para reforçar a adaptação vestibular.

Para começar o exercício, o paciente estava sentado, e segurou um cartão-de-visita com o braço estendido, de modo que as palavras impressas no cartão fossem legíveis. O paciente foi instruído a mover a cabeça da esquerda para a direita a uma velocidade auto-selecionada, mantendo o material impresso em foco e o cartão quieto, por período de um minuto, três vezes por dia. A frequência e a duração do programa de exercícios para casa foram determinadas com base na avaliação e em investigações anteriores.

A fim de se concentrar nos componentes somatossensorial e vestibular, removendo o estímulo visual, o paciente foi instruído a ficar a um canto, com as pernas e braços afastados de forma a ter uma ampla base de apoio e os olhos fechados, com o objetivo de se manter estável assim por 30 segundos. Depois devia abrir os olhos e abanar a cabeça da esquerda para a direita e depois para cima e para baixo por mais 30 segundos para cada sentido do movimento. Este exercício devia ser executado 3 vezes por dia.

Oito dias após a avaliação inicial o paciente retornou à clínica para acompanhamento. No geral, relatou sentir-se melhor, tolerando melhor os desequilíbrios na marcha. Nos testes reavaliados observaram-se melhorias, à excepção dos reflexos vestíbulo-oculares. Quando ele demonstrou os exercícios vestibulares, o fisioterapeuta observou que ele estava sentado muito mais longe do que o comprimento de um braço do seu alvo. O fisioterapeuta forneceu informações adicionais, reforçando a importância de manter o foco visual na impressão durante todo o exercício.

Ao longo das sessões de tratamento a dificuldade dos exercícios foi aumentando, tanto através da alteração da posição relativa do paciente (começou a fazer os exercícios de estabilização do olhar de pé), como através da inclusão de factores de distracção visual.


Após 4 sessões clínicas ao longo de um período de 5 semanas, o paciente foi reavaliado. Ele relatou que havia retomado o golfe e o ténis e a sua única queixa foi a falta da resistência física.


Conclusão

Este estudo de caso fornece um modelo de programa de reabilitação vestibular baseado em exercícios para casa apoiado por acompanhamento clínico periódico.

Este programa de reabilitação vestibular foi eficaz em diminuir o risco de queda e o aumento da estabilidade do olhar num paciente idoso com hipofunção vestibular unilateral.


Uma estratégia similar pode ser eficaz no atendimento domiciliar e outras configurações de ambulatório, para idosos com deficiência no equilíbrio e histórico de quedas relacionadas com disfunção vestibular ou deficiências na integração sensorial de sistemas visual, vestibular e somatossensorial.


Horning E, Gorman S. Vestibular rehabilitation decreases fall risk and Improves stability gaze for an older individual with unilateral vestibular hypofunction. J Geriatr Phys Ther. 2007; 30 (3) :121-7.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Diagnóstico Diferencial para Torcicolo Congénito: Estudo de Caso

Torcicolo é um termo geral usado para descrever uma contractura unilateral ou fibrose do músculo esternocleidomastóideo (ECM), causando inclinação lateral da cabeça para o lado da contractura. O torcicolo congénito pode apresentar-se no nascimento ou logo depois. A incidência de torcicolo congénito é de 1 em cada 250 nados vivos, frequentemente com plagiocefalia e displasia da anca como patologias concomitantes.

A etiologia do torcicolo congénito é incerta. No entanto, a bibliografia indica que um comprometimento no aporte vascular para o músculo ECM provoca a formação de tecido fibroso que resulta no encurtamento muscular.

A detecção precoce de torcicolo e início da fisioterapia estão associados a melhores resultados e uma menor incidência de alongamento cirúrgico do ECM. Se permanecerem limitações significativas na rotação cervical após 6 meses de um programa de alongamento manual, o tratamento cirúrgico é recomendado.
Os sinais clínicos de torcicolo congénito incluem:
  • Fibrose unilateral ou encurtamento do músculo ECM,
  • Flexão lateral da cabeça, e desvio do queixo para o lado contralateral com perda significativa de amplitude ativa e passiva de movimento da coluna cervical
  • Massa palpável no músculo ECM durante os primeiros 3 meses de vida, seguida de amplitude restrita de movimento do músculo ECM,
  • Mudanças morfológicas no crânio (plagiocefalia) nomeadamente a área parietal-occipital achatada, um deslocado anterior da orelha contralateral ao músculo ECM encurtado
  • Posturas compensatórias nas coluna cervical e torácica, tronco e extremidades, incluindo elevação do ombro e flexão lateral do tronco no lado afectado.

Este estudo de caso clínico descreve o diagnóstico diferencial do torcicolo congénito, os sinais clínicos associados, e os resultados clínicos da intervenção de fisioterapia numa criança que também tinha hidrocefalia.

Diagnóstico Diferencial

O diagnóstico diferencial da causa do torcicolo é crítico para o fisioterapeuta, não apenas para confirmar que o diagnóstico correcto foi feito, mas também para garantir que o paciente tem indicação para fisioterapia.

Torcicolo congénito Vs Torcicolo congénito postural (TCP). Um paciente com TCP tem sinais que se assemelham a torcicolo congénito, mas sem massa palpável no ECM. Pacientes com TCP têm uma diminuição da capacidade de rodar ou flexionar lateralmente de forma ativa a cabeça, mas têm amplitude normal cervical de forma passiva.

Alterações da visão. Os lactentes com torcicolo ocular tendem a apresentar os sinais posturais do torcicolo, sem restrições na amplitude de movimento cervical. Pacientes com insuficiência dos músculos extra-oculares em um olho tendem a adotar uma postura de cabeça anormal, especificamente uma inclinação da cabeça, para alcançar uma visão binocular clara e evitar a diplopia.

Alterações ósseas. Incluindo subluxação de C1-C2, também conhecida como síndrome de Grisel. Infecções comuns incluem infecção respiratória superior, otite, faringit, sinusite, adenite cervical, e abcesso retrofaríngeo. Qualquer processo inflamatório na região cervical superior que irrita os músculos cervicais, nervos ou vértebras, incluindo trauma e intervenção cirúrgica, podem produzir espasmo reflexo, resultando em torcicolo.

Alterações neurológicas. Tumor da fossa posterior, siringomielia, e um tumor da medula espinhal podem causar torcicolo. Os sintomas associados a estas condições podem incluir dores de cabeça, náuseas, vómitos, e sinais neurológicos positivos. Uma avaliação neurológica completa deve ser realizada durante a avaliação inicial do fisioterapeuta, incluindo itens da Neonatal Behavioral Assessment Scale, avaliação da resposta auditiva e visual, consolabilidade, agilidade, atividade mão-boca, controlo da cabeça durante o pull-to-sit, resposta a um pano sobre o rosto, reflexo de Landau e reflexos tónicos simétricos do pescoço.

Apresentação do caso clínico

  • Bebé do sexo masculino, com 4 meses, foi encaminhado pelo seu pediatra para avaliação e tratamento para torcicolo em fisioterapia. O paciente nasceu com 38 semanas por cesariana por causa de apresentação pélvica com a cabeça voltada para a direita.
  • O peso ao nascer foi de 3Kg. A história médica era normal para problemas de visão, audição, alimentação ou refluxo.
  • O paciente apresentou-se com uma posição de cabeça assimétrica e uma inclinação da cabeça cervical esquerda.
  • A mãe do paciente notou pela primeira vez uma posição assimétrica da cabeça no nascimento, quando o bebé preferia mamar no lado direito. Ela notificou o pediatra da preferência da criança, que notou primeiro o achatamento da cabeça e, em seguida, a posição da cabeça assimétrica quando tinha 2 meses de idade.
  • A mãe do paciente relatou que a posição da cabeça assimétrica tinha aumentado desde o nascimento.
  • No exame em fisioterapia utilizou-se a Alberta Infant Motor Scale. O paciente estava no percentil 10 com base na sua idade cronológica.
  • Foram notadas assimetrias cranianas quando visto de cima com achatamento posterior direito do crânio. A orelha direita estava mais anterior do que a esquerda. As características faciais estavam simétricas.
  • A criança posicionava a cabeça e o pescoço numa postura assimétrica quando em prono, supino, sentado suportado e apoiado de pé. Assimetrias posturais incluíam rotação do queixo para a direita, o ombro esquerdo mais alto do que o direito, e tronco inclinando-se de lado para a direita.
  • Quando na posição de bruços, ele foi capaz de levantar a cabeça apenas um pouco fora da superfície de apoio. Na posição prona, conseguiu virar a cabeça 90º para a direita e 15º para a esquerda.
  • A manobra de Ortolani foi negativa.
  • A palpação do corpo músculo ECM esquerdo revelou um aumento da tensão quando colocado sobre estiramento leve. Apesar de não haver massa palpável no músculo ECM esquerdo, havia um feixe muscular mais tenso no músculo, e restrições de tecidos moles.
  • As dobras cutâneas cervicais eram assimétricas com aumento de dobras da pele e vermelhidão no lado esquerdo do pescoço. O alongamento passivo de flexão cervical lateral pareceu causar dor por causa da tensão sobre a pele.

Com base no exame e avaliação, revisão da literatura, e diagnóstico diferencial, foi confirmado o diagnóstico de torcicolo congénito.

Tratamento

Muitos fatores devem ser pesados para determinar o plano de tratamento mais eficiente e eficaz para uma criança com torcicolo congénito:
  • A idade da criança,
  • A gravidade do torcicolo, 
  • A presença de plagiocefalia, 
  • Alterações neuromusculares ou ortopédicas, 
  • A habilidade dos pais para realizar os exercícios de reposicionamento. 

Em geral, a intervenção deve concentrar-se em normalizar a amplitude de movimento na região cervical, o tratamento de desequilíbrios dos ECM e minimizar a assimetria na espontânea posicional e no movimento.
  • Este paciente foi visto, uma vez por semana durante 45 a 60 minutos por tratamento até aos 11 meses de idade.
  • Durante os 6 meses de fisioterapia a intervenção consistiu em técnicas manuais suaves de alongamento cervical em flexão lateral direita e rotação esquerda, exercícios de flexão lateral passiva da cervical, técnicas de fortalecimento dos músculos da cervical e de facilitação neuromuscular proprioceptiva.
  • Inicialmente, a criança só tolerava 30 segundos de alongamento, progredindo para 2 a 3 minutos com uma intensidade baixa para evitar trauma às estruturas de colagénio e sem provocar dor.
  • Foram utilizadas as técnicas de facilitação neuromuscular para auxiliar o paciente no desenvolvimento de habilidades motoras adequadas à idade. O paciente foi incentivado a assumir e manter uma posição de bruços nos cotovelos, com a cabeça até 90º em extensão e na linha média com o tronco.
  • O paciente foi ensinado a rolar de supino para prono e de prono para supino, de lado para sentado.
  • A massagem também foi utilizada de forma intermitente durante o tratamento. Principalmente para a musculatura cervical esquerda (ECM, trapézio superior, elevador da escápula e paraespinhais) e do tecido subcutâneo.

Por causa das assimetrias craniofaciais severas e da alteração da forma da cabeça, foi prescrito um aparelho ortopédico (um capacete) para modificar o formato da cabeça através de um processo de remodelação natural.

O principal objetivo da órtese craniana é incentivar a remodelação da cabeça deformada ao deixar espaço suficiente no capacete em áreas achatadas e colocar pressão sobre outras áreas para promover a simetria. O paciente tinha um capacete de moldagem durante o primeiro mês de intervenção em fisioterapia. A mãe relatou que ele usava o capacete aproximadamente 23horas por dia.

Um programa de exercícios para casa (PEC) foi incorporado às rotinas da família e incluiu maneiras de lidar, alimentar, transportar e posicionar o paciente; atividades para incentivar a posição da cabeça na linha média e postura do tronco e cervical, para além de movimentos suaves ativos e passivos para manter a amplitude de movimento conquistada durante os tratamentos. O PEC é crucial para as crianças com torcicolo e A adesão dos pais ao programa é vital para a obtenção de bons resultados.

Resultados


Conclusões

Embora a fisiopatologia e etiologia do torcicolo sejam ainda desconhecidas, o encurtamento unilateral e fibrose do músculo ECM são aparentes durante a infância e um bom indicador clínico da patologia. A plagiocefalia é vulgarmente associada a torcicolo congénito.

O exame inicial de fisioterapia deve concentrar-se no diagnóstico diferencial para auxiliar o médico na exclusão de outros diagnósticos concorrentes, como torcicolo congénito postural, alterações oculares, alterações ósseas e neurológicas.

O tratamento em fisioterapia deve incluir técnicas de posicionamento, mobilização suave, atividades de fortalecimento e um PEC.

Um dos principais objetivos do fisioterapeuta para esta população é para evitar assimetria facial e craniana, limitações na amplitude de movimento cervical e compensações posturais de longo prazo.


A severidade das restrições de rotação do pescoço, a presença de uma massa palpável, e idade aquando tratamento inicial são variáveis que afetam os resultados da intervenção do fisioterapeuta.



Gray GM, Tasso KH. Differential diagnosis of torticollis: a case report. Pediatr Phys Ther. 2009 Winter;21(4):369-74.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

E depois de vencer o cancro?

Entrevista com:
Fisioterapeuta Nuno Duarte

P.: É do conhecimento geral que tanto a doença oncológica em si como os próprios tratamentos para essa doença deixam sequelas no corpo do paciente. Em que condições oncológicas é mais frequente a intervenção do fisioterapeuta para debelar essas sequelas, e através de que tipo de técnicas?

Em primeiro lugar é urgente que se desmitifique a intervenção em oncologia. Ao longo dos anos houve sempre a noção que na área da fisioterapia nada se podia fazer ao doente oncológico, que tudo seria contra-indicado... O que na realidade, está longe de ser verdade. Actualmente existe um êxito enorme na luta contra o cancro, conseguindo-se em muitos casos a cura e noutros um aumento de longevidade com uma boa qualidade de vida. 

Nos últimos anos, um dos grandes objectivos da prestação de cuidados ao doente oncológico, a sobrevivência, foi largamente atingido, levando a que o nº de sobreviventes tenha aumentado progressivamente, levando a que os profissionais de saúde se foquem noutro objectivo, a qualidade de vida. Penso que os fisioterapeutas serão um elemento imprescindível a uma equipa que se preocupe com a QdV do doente oncológico. Este será o grande contributo do fisioterapeuta ao doente oncológico, promover a sua QdV. 

A nossa intervenção em oncologia é feita em áreas muito diversificadas, como a  neurológica, ortopédica, vascular, respiratória, pediatria… As técnicas utilizadas serão as mesmas de outras áreas de intervenção, no entanto, torna-se imprescindível que o fisioterapeuta tenha conhecimentos na área da oncologia que permitam ponderar a selecção e aplicação dessas mesmas técnicas. Penso que o fisioterapeuta só poderá ter um desempenho satisfatório em oncologia, caso tenha conhecimento sobre: efeitos das terapias oncológicas (cirurgia, RT, QT, HT, IT), estado emocional do doente oncológico, sinais/sintomas das principais metástases, dor oncológica. 

Será sempre necessário, à semelhança do que acontece noutras áreas de intervenção, que o fisioterapeuta tenha bom senso no decorrer da sua intervenção, que tenha a capacidade de adaptar a sua intervenção às mudanças, por vezes repentinas, do estado clinico do doente oncológico. Esta capacidade não é conseguida apenas com conhecimento teórico, será necessário que exista sensibilidade, uma preocupação constante com o doente, de forma a que seja possível antecipar cenários. Por essa razão, na minha opinião, existem pessoas com um perfil ideal para trabalhar em oncologia, outras vão adquirindo esse mesmo perfil e, alguns nunca chegam a adquiri-lo.

P.: Em qualquer reabilitação física é fundamental o envolvimento do paciente no tratamento, mas talvez nos casos de cancro isso assuma especial importância. O cancro da mama é um bom exemplo desta afirmação. Neste caso específico, que tipo de conselhos e indicações as pacientes levam para casa? Como se processa a reabilitação física em regime ambulatório?
O cancro da mama representa o principal grupo de doentes (em número) num Serviço de oncologia e é sem dúvida, provavelmente, a patologia oncológica com maior impacto na opinião pública. A sua pergunta não permite uma resposta curta, pois dependerá sempre do tipo de terapias oncológicas a que o doente será submetido. Vou responder partindo do princípio que estamos a falar de mulheres submetidas a cirurgias com esvaziamento ganglionar axilar (actualmente existe um nº crescente de mulheres submetidas a cirurgias apenas com biópsia do gânglio sentinela). 

Neste grupo específico, após a cirurgia, as doentes passam a estar inseridas num grupo de risco, quero dizer, passam a ter uma probabilidade acrescida de desenvolver um linfedema/infecções subcutâneas. Este risco permanece ao longo da vida da pessoa e poderá ser potenciado pelas restantes terapias oncológicas e pelo capital linfático (nº de estruturas linfáticas, qualidade da função linfática) de cada pessoa. 

Existem várias formas de abordagem, no entanto, existem linhas de orientação, a nível internacional, pelas quais guiamos a nossa intervenção. No caso específico do IPO de Lisboa, iniciamos a nossa intervenção 24 horas após a cirurgia. Nesta fase são dadas algumas informações (verbalmente e por escrito*) sobre a prevenção do linfedema (evitar efeitos de garrote, fontes de calor, esforços muito repetidos, pesos para além de 2Kg…) e de infecções subcutâneas (hidratação diária do membro, proteger-se sempre que exista perigo de corte/picada, desinfectar qualquer tipo de ferimento…). Iniciamos também um programa de exercícios que terão em conta a presença de drenos e/ou pontos. 

Aproximadamente 3 a 4 semanas após a cirurgia, geralmente numa fase em que as pequenas complicações pós cirúrgicas (linforreia abundante, seroma, deiscência…) estão resolvidas, iniciamos um tratamento no nosso Serviço. Inicialmente o tratamento é individual e dependerá sempre das complicações apresentadas (edema da mama/ parede, trombose dos linfáticos, aderências cicatriciais, diminuição da amplitude muscular, dor, alterações de sensibilidade…). 

Quando a doente já tem amplitudes normais ou próximas do normal, inicia uma classe de movimento, com o objectivo de aumentar a força muscular, a resistência ao esforço, aumentar/manter amplitudes articulares, promover o convívio com outras pacientes. O apoio por parte do fisioterapeuta dependerá sempre do protocolo de terapias oncológicas a que a doente está a ser submetida. Importa referir que a doente deve manter essa classe no decorrer da radioterapia. 

As doentes, após a alta, são reavaliadas periodicamente, contando com o apoio do nosso Serviço, ao longo de toda a sua vida. Por exemplo, nós tratamos pessoas com linfedema, que foram submetidas a cirurgia/RT há 40 anos atrás…A ideia é apoiar sempre que necessário.
*Nota: Podem consultar todos os folhetos que o IPOLFG disponibiliza aos seus doentes no site da instituição.

P.: Infelizmente, parece que o cancro é uma doença cada vez mais comum, e sempre associada ao estigma de um tratamento difícil, longo e doloroso. Sabendo que é uma questão difícil, mas sendo um profissional que já tratou tantos doentes de cancro... Quais são para si os principais motivos a que as pessoas se "agarram" quando é tempo de lutar contra esta doença? Pessoalmente, que palavra de motivação daria a uma pessoa nesta condição?
Não é fácil responder a essa questão. Na realidade o doente oncológico, à semelhança de outros doentes, pode passar por diferentes fases de adaptação à doença e, no nosso dia-a-dia, deparamo-nos com doentes que estão perfeitamente lúcidos sobre a sua real condição e outros que aparentemente têm uma negação à doença, mas em geral existe uma característica comum que passa por uma capacidade enorme (por vezes inexplicável) de lutar, de aguentar todo o trajecto de luta contra a doença. Sinceramente não me sinto confortável em opinar sobre essa matéria, pois não seria justo divagar sobre algo (o que leva as pessoas a não baixarem os braços) que na realidade desconheço…Pois as motivações, provavelmente, variam de pessoa para pessoa.

A minha única palavra para com as pessoas que estão a viver essa realidade é a de que felizmente nos últimos anos existiu um avanço enorme na oncologia médica, que permite que as pessoas não pensem no cancro como um sinónimo de “morte anunciada”, de algo contra o qual nada se pode fazer…A realidade actual é bem diferente e a cura é uma realidade.




Nuno Miguel de Faria Bento Duarte
Fisioterapeuta, doutorando em Saúde Pública/ramo de Epidemiologia (ENSP/UNL).
- Fisioterapeuta Coordenador do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Instituto Português de Oncologia FG Lisboa 
- Docente da Escola Superior de Saúde do Alcoitão  (Fisioterapia em oncologia/Terapia Linfática Descongestiva).
- Docente convidado da Faculdade de Medicina de Hannover no projecto “PoLyEurope Postgraduate Lymphology Training in Europe”.
- Representante da Ecole de Drainage Lymphatic Bruxelles / Methode Leduc em Portugal.
- Formador em cursos na área de “Tratamento do edema / Fisioterapia no cancro da mama”.
- Membro da Sociedade Europeia de Linfologia.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Tratamento agudo de uma luxação da acromioclavicular – estudo de caso clínico

A composição da articulação acromioclavicular vai sofrendo alterações ao longo do tempo: durante a segunda década de vida, a cartilagem adquire uma matriz mais fibrocartilaginosa. Por volta dos 40 o disco fibrocartilaginoso intra-articular degenera tornando-o uma estrutura muito pouco funcional.

A discussão sobre as lesões nos ligamentos desta articulação remonta aos escritos de Hipócrates, onde este propôs que este tipo de lesões não resultaria em danos significativos. Em muitos aspectos, pouco mudou nestes 2400 anos.

Em 1990, Rockwood sugeriu um esquema de classificação primária, que define a gravidade da lesão em relação à estrutura específica afectada:
  • Rockwood Tipo I. ruptura parcial do ligamento acromioclavicular.
  • Rockwood Tipo II. rutura total do ligamento acromiclavicular e rutura parcial dos ligamentos coracoclaviculares.
  • Rockwood Tipo III. rutura total do ligamento acromiclavicular e dos ligamentos coracoclaviculares. Provoca deslocação dos segmentos (uma luxação), resultando numa alteração visível do ombro. Rockwood acrescentou variações específicas do tipo III, como IV, V e VI, dependendo do grau de deslocamento da clavícula.

O objectivo deste estudo de caso é descrever o tratamento agudo de um caso clássico de lesão tipo III.

Apresentação do caso clínico

  • Homem, 61 anos, mão direita dominante, estava a jogar ténis no momento da lesão.
  • Na queda o seu ombro direito suportou todo o peso do corpo contra o chão. Apesar de ter jogado mais dois pontos, acabou por ficar incapaz de elevar o ombro para realizar um movimento de servir.
  • O sujeito tinha sofrido uma lesão acromioclavicular de grau II quatro décadas antes.
  • Após sofrer a lesão actual o paciente era capaz de palpar o topo articular da clavícula livremente posicionado, e observava-se o sinal de cabide, consistente com uma lesão de grau III.
  • Aplicou gelo durante toda a noite e tentou dormir numa cadeira com o braço apoiado. Na manhã seguinte foi a um ortopedista. De imediato foi utilizado um sling para minimizar o desconforto na posição de repouso.
  • A sua apresentação era clássica de uma lesão AC comum, com perda óbvia de contorno normal e descida significativa do complexo glenumeral fazendo aparecer a clavícula significativamente elevada. No entanto o ortopedista falou na necessidade de uma RM e na possibilidade da cirurgia.
  • Não sendo a sua primeira opção, o sujeito consultou o fisioterapeuta, que falou na necessidade de um raio-X para confirmar o diagnóstico de lesão grau III.
  • Neste ponto, o médico assistente pediu e analisou estudo radiográfico, que não demonstrou qualquer lesão óssea, concordando com o diagnóstico de lesão Rockwood tipo III.
     



Para este tipo de lesão existem dois tipos de cirurgia (descritas pelas fotos)


E o tratamento conservador.
Durante os últimos 20 anos, foram efectuados numerosos estudos que compararam os resultados destas duas abordagens, não observando nenhuma diferença entre eles. Aliás, um dos estudos analisados indicava melhores resultados no curto prazo com o tratamento conservador.

Tratamento

Embora a deslocação fosse significativa e evidente (Figuras 3 e 5), e já houvesse artrite significativa da articulação, a literatura não suporta a reparação precoce como sendo melhor do que qualquer posterior reconstrução, se a instabilidade se mantiver a longo prazo após tratamento conservador.
  • Assim, o paciente começou a utilizar um sling de suporte e de fixação do antebraço para o tronco (Figura 10) e recebeu medicamentos analgésicos.
  • A indicação foi para usar o sling tanto quanto possível, mas poderia removê-lo para tomar banho, devendo apoiar o braço o mais possível, como mostrado na Figura 4. Deveria encontrar também a melhor posição para dormir.
  • Devia aplicar gelo, quanto mais vezes melhor, sendo o ideal períodos de 20 minutos de 2 em 2 horas.
  • Apesar da ligadura de tape ser muitas vezes utilizada, uma vez que os ligamentos coracoclaviculares foram completamente rompidos e a articulação já apresentava artrite, não se optou por esta solução, nem pelo colete rígido, evitando lesão da pele e pressão adicional sobre a articulação.
  • O paciente descobriu que dormir numa cadeira reclinada dava mais conforto ao braço, e ao terceiro dia após a lesão encontrou uma posição em que conseguia escrever com o braço bem apoiado.
  • Após uma semana de sling foram iniciados movimentos cuidadosos abaixo de 90º de elevação. O paciente começou a dormir na sua cama.
  • Começou a utilizar o sling mais solto e a fazer movimentos de controlo escapular todas as horas.
  • Durante as três semanas seguintes, deu-se uma lenta progressão das atividades. Tomar banho ainda era difícil, e a extensão e rotação interna combinados davam uma sensação de choque como resposta.
  • Na 3ª semana começou a conseguir dormir de lado e atingiu a amplitude de movimento completa. No entanto, permanecia a sensibilidade no final da elevação, bem como nos movimentos combinados de rotação interna e de extensão.
  • Foi capaz de balançar o taco de golfe sem desconforto durante a quinta semana.
  • Embora permanecesse obvia a deformação, apenas persistiam pequenas crepitações ou irritação. Esporadicamente o ombro ficava mais sensível, principalmente depois de várias horas a digitar ou de trabalho mais pesado da extremidade superior.


Conclusões

Embora o tratamento para lesões Rockwood Tipo III possa ser um tanto controverso, a literatura predominante suporta a gestão não-operatória. Se o paciente não estiver satisfeito com a sua função e/ou aparência após 3-6 meses, a reconstrução cirúrgica pode ser realizada com abordagens mais recentes focadas na restauração anatómica.

Neste paciente, a imobilização precoce para o conforto, atividades funcionais iniciais limitada a menos de 90º, seguidas de padrões funcionais na terceira semana significaram um rápido retorno à amplitude completa de movimento e atividade. O raio-X pode ser suficiente na maioria das lesões para delinear o grau ou tipo de lesão e o tratamento a seguir.



Terry Malone, ACUTE MANAGEMENT CONCEPTS OF THE ACROMIOCLAVICULAR JOINT: A CASE REPORT. Int J Sports Phys Ther. 2012 October; 7(5): 558–564.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Reabilitação após artroscopia a uma osteoartrose glenoumeral – estudo de caso clínico

Na população geral, a incidência de artrose glenoumeral (AGU) é 5-17 %. O tratamento padrão para a AGU é a artroplastia total do ombro (ATO), mas para os pacientes mais jovens, o desgaste do material pode levar a um ombro disfuncional, pelo que apenas 10% das ATO são realizados em pacientes com 55 anos ou menos.

Devido a esta falta de sucesso da ATO em pacientes jovens, têm sido desenvolvidos processos de artroscopia mais complexos, como forma de retardar a ATO. Um dos procedimentos mais recentes engloba vários componentes:
  • A. desbridamento de tecido cicatricial e osteocondral,
  • B. Sinovectomia,
  • C. osteoplastia umeral inferior,
  • D. Libertação capsular,
  • E. descompressão do nervo axilar e
  • F. tenodese da cabeça longa do bicípite.

Este procedimento é usado para restaurar a estabilidade articular, diminuir a dor, melhorar a amplitude de movimento e retardar a necessidade de artroplastia em pacientes jovens e ativos.
Até o momento não existem estudos sobre a reabilitação após um procedimento deste género.

O objetivo principal deste estudo de caso é descrever o tratamento de uma mulher de meia-idade com AGU sujeita a este novo procedimento cirúrgico.

Apresentação de caso clínico

  • Mulher, 46 anos, com história de dor no ombro esquerdo há 5 anos, que não respondeu favoravelmente a injeções ou desbridamento artroscópico.
  • A paciente fazia esqui aquático e culturismo profissional. Queixava-se de rigidez e dor na face lateral e posterior do braço.
  • O exame revelou 10° de rotação externa ativa, 30° de abdução ativa, e 110º de flexão. Movimentos acessórios da glenoumeral revelaram crepitação e hipomobilidade significativa tanto em direcção inferior como posterior.
  • O exame sugeria AGU e, devido a uma tentativa prévio de reabilitação falhada e à gravidade da restrição articular, a paciente foi encaminhada para um ortopedista.
  • As radiografias mostraram a presença de osteoartrose grau IV incluindo um grande osteófito, a perda severa de espaço articular, e perda de congruência articular.
     

  • Depois da avaliação clínica e dos exames de imagem, concluiu-se que a melhor opção seria a intervenção cirúrgica descrita acima.

Tratamento pós cirurgia

A paciente foi atendida na fisioterapia um total de 44 vezes ao longo de oito semanas antes de voltar para casa para terminar a sua reabilitação.







Resultados




Conclusão

Ainda não foi determinado o tratamento ideal para a artrose glenoumeral em pacientes jovens e de meia-idade. O fisioterapeuta deve ser capaz de avaliar o paciente e reconhecer quando é apropriado encaminhar para ortopedia.

Através da realização de um exame físico e da avaliação de imagens radiográficas, a necessidade de cirurgia pode ser determinada. Em pacientes jovens e de meia-idade com AGU, o procedimento cirúrgico descrito neste estudo pode ser um método eficaz para tratar a condição do paciente, pois elimina os blocos ósseos e aborda geradores de dor comuns na glenoumeral.
A reabilitação intensiva enfatiza as mobilizações articulares logo no pós-operatório para evitar aderências capsulares, preservar ou restituir a mobilidade capsular, e promover o alongamento plástico dos tecidos moles encurtados.



Hagen ND, Olson T, Millett P. Comprehensive post-arthroscopic management of a middle-aged adult with glenohumeral osteoarthritis: a case report. Int J Sports Phys Ther. 2013 Feb;8(1):54-61.