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domingo, 29 de novembro de 2015

Mobilização e alongamento vs injeção de corticoesteróide no tratamento da fascite plantar

Um estudo publicado recentemente na Foot Ankle International comparou a eficácia da mobilização articular combinada com exercícios de alongamento (MA & EA) vs injeção de corticoesteróides (IC) no tratamento da fasceite plantar (FP). 

Um total de 43 pacientes (idade média 45,5 ± 8,5 anos, variando entre 30-60 anos; 23 do sexo feminino) com FP foram aleatoriamente designados para receber ou MA & EA (n = 22) ou ICs (n = 21). 

MA & EA foram aplicados 3 vezes por semana durante 3 semanas para um total de 9 consultas de fisioterapia (ver Protocolo de reabilitação para fasceite plantar). O grupo IC recebeu uma injecção no início do estudo. 

As capacidades funcionais dos pacientes foram avaliadas através do Foot and Ankle Ability Measure (FAAM), e a dor foi avaliada utilizando a Escala Visual Analógica (EVA). Os resultados destes testes foram recolhidos no início deste estudo e em follow-ups às 3 semanas, 6 semanas, 12 semanas e 1 ano.

Os resultados demonstraram melhorias significativas no alívio da dor e resultados funcionais de ambos os grupos às 3, 6 e 12 semanas de follow-ups comparativamente à linha de partida. Na comparação entre grupos, no follow-up de 1 ano, os resultados funcionais e de dor foram significativamente melhores apenas no grupo MA & EA, enquanto que nas 3, 6 e 12 semanas o grupo IC conseguiu melhores resultados no alívio da dor e resultados funcionais. 

Este estudo demonstrou que, embora ambos os grupos tenham alcançado melhorias significativas às 3, 6 e 12 semanas de follow-ups, o grupo IC apresentou melhores resultados, enquanto que apenas o grupo MA & EA conseguiu que essas melhorias fossem mantidas no tempo entre as 12 semanas e o 1 ano.


Celik D, Kuş G, Sırma SÖ.. Joint Mobilization and Stretching Exercise vs Steroid Injection in the Treatment of Plantar Fasciitis: A Randomized Controlled Study. Foot Ankle Int 2015 Sep 23

domingo, 25 de outubro de 2015

Plano de exercícios para fasceíte plantar

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fasceíte plantar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
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Alongamento da fascia com toalha











Alongamento dos gémeos e solear











Alongamento da fascia plantar e dos gémeos

Fortalecimento muscular com toalha

Fortalecimento muscular com berlinde


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para fracturas do 5º metatarso

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fracturas do 5º metatarso.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si. 
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1.  Alongamento dos gémeos (joelho de trás reto)

2. Alongamento dos gémeos (joelho de trás dobrado)

3. Apanhar berlindes

4. Enrugar a toalha

5. Inversão e eversão na toalha

6. Inversão resistida do tornozelo

7. Eversão resistida do tornozelo 


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.



domingo, 5 de outubro de 2014

Neuropatia diabética

A Diabetes Mellitus é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade (devido ao atingimento micro e macrovascular dos orgãos alvo que condiciona multiplos internamentos e amputações) nos países desenvolvidos. Em Portugal, estima-se que a prevalência de diabetes na população geral ronde os 7.3% sendo na faixa etária dos 20-79 anos de 12.3%. A principal causa de polineuropatia periférica é a diabetes variando a sua prevalência entre 25-50%. A prevalência de polineuropatia distal periférica dolorosa (DPND) no doente com diabetes varia entre 3-26%.

A definição internacionalmente aceite para a polineuropatia diabética dolorosa (DPND) na prática clínica é "a presença de sintomas e/ou sinais de disfunção em doentes diabéticos após exclusão de outras causas para a dor".

A dor da neuropatia diabética apresenta características de dor neuropática, sendo esta definida pela International Association for Study of Pain (IASP) como uma "dor causada por uma doença ou lesão directa que afecta o sistema somatossensorial"; particularmente descrita como formigueiros, picadelas, queimadura na planta dos pés. Esta dor pode ser espontânea e/ou evocada com alodinia e hiperalgesia.

A fisiopatologia da DPND ainda não está totalmente esclarecida, embora a hiperglicemia sustentada crónica e as alterações metabólicas subjacentes pareçam estar na génese do desenvolvimento e progressão da neuropatia diabética.

Valores elevados de IMC (índice massa corporal) e tabagismo têm sido associados como factores independentes para a ocorrência de DPNDs.

Diagnóstico


O diagnóstico da neuropatia diabética dolorosa e não dolorosa é clínico com aplicação de questionários, nomeadamente o Instrumento de Rastreio da Neuropatia de Michigan (MNSI, neste momento em fase de validação para a população portuguesa), a Escala Visual Analógica (EVA) para avaliar a intensidade da dor (0-10), a escala LANSS para o diagnóstico de dor neuropática assim como avaliação da qualidade de vida do doente.

O MNSI de Michigan, é uma ferramenta de rastreio com uma parte inicial que consta na história clínica e uma segunda parte que corresponde ao exame físico incluindo:
1. inspeção dos pés, presença de calosidades, feridas, fissuras, infecção, alterações cutâneas nos pelos e unhas e presença de amputação de membros inferiores.
2. A avaliação semi-quantitativa através de:
2.1. Sensibilidade vibratória pela aplicação do diapasão de 128 Hz na falange distal do halux, bilateralmente. O doente deve ter os olhos fechados.
2.2. Reflexos no tornozelo
2.3. Aplicação do monofilamento de Semmes-Weinstein de 10 g.
Se o doente tiver queixas de dor neuropática acrescentam-se os seguintes testes:
1. toque na área dolorosa com algodão para pesquisa de alodinia (comparando bilateralmente e com área não dolorosa.
2. Aplicação da picada de agulha 22 gauge para avaliar a hiperalgesia.

Para além das análises clínicas básicas, a hemoglobina glicada deve ser avaliada trimestralmente. De igual forma, os diabéticos, não controlados, devem ter estudo eletrofisiológico com a velocidade de condução dos nervos dos membros inferiores. Os estudos de condução nervosa são recomendados porque são quantitativos, objectivos, reproductíveis e as suas alterações correlacionam-se com a alteração clínica, mesmo em fases subclinicas.

Como estudo das fibras nervosas tipo C há, cada vez mais, técnicas emergentes tais como a biopsia da pele e nervo sural; densidade das fibras nervosas intraepidérmicas por quantificação morfométrica; microscopia confocal da córnea (técnica não invasiva que detecta as pequenas fibras nervosas sensitivas da córnea e que se correlacionam com a gravidade da neuropatia diabética distal).

Tratamento


Apesar de tantas terapêuticas para o tratamento da neuropatia diabética (dolorosa e não dolorosa) o controlo dos valores da glicemia é o primeiro passo, assim como a dieta rigorosa de acordo com o esquema de antidiabéticos orais e/ou insulina.

Na neuropatia diabética não dolorosa é importante higiene criteriosa dos pés, de forma, a evitar as calosidades, fissuras e úlceras.

O tratamento farmacológico da NPD não é completamente satisfatório devido à ineficácia, efeitos laterais e baixa adesão do doente, sendo predominantemente utilizado no alívio sintomático da dor quando esta ocorre. Há poucos fármacos que actuem na causa subjacente ou na progressão da doença, sendo o ácido lipoico, por via intravenosa, um dos fármacos apontados com alguma eficácia em estudos randomizados e controlados (nível de evidência A) A sua eficácia por via oral não parece ser semelhante.

Na neuropatia diabética dolorosa os fármcos de primeira linha aprovados pela FDA e EMEA são a pregabalina e a duloxetina. Os antidepressivos triciclicos podem ser utilizados embora menos usados devido aos seus efeitos laterais e falta de eficácia, assim como os opioides, tramadol, lidocaina emplasttro a 5 % devendo-se ter em conta que estes doentes são polimedicados pelas suas co-morbilidades subjacentes.


Todavia, quer o diagnóstico quer o tratamento da dor nos doentes com neuropatia diabética é um grande desafio quer pela escassez de conhecimentos nos mecanismos fisiopatológicos quer pela ausência de fármacos eficazes no seu tratamento.


XX Curso pós graduado de endocrinologia, diabetes e metabolismo. 29-29 de Março de 2014, Arquivos de Medicina, vol 28sup mar/abr 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teste de Windlass

Descrição
É utilizado para testar a presença de deficiências fasciais e ligamentares do pé.



Técnica
O paciente fica de pé num banquinho com as cabeças dos metatarsos fora da borda do banco. O paciente é instruído a colocar o mesmo peso em ambos os pés. O fisioterapeuta estende passivamente a primeira falange, permitindo que a articulação interfalângica se flexione. O teste é considerado positivo se a extensão passiva levar ao final de movimento ou até que a dor do paciente seja reproduzida.





Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. 2nd Edition. Mosby Printing Inc.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:


sábado, 8 de março de 2014

Testes para despistar fracturas da extremidade inferior

Teste de compressão de metatarso
Finalidade: Prever uma fractura do metatarso.

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta agarra o metatarso com suspeita de fratura e empurra-o em direcção ao calcâneo, proporcionando uma força de carga axial. O teste é positivo se se reproduzirem os sintomas do paciente.



Teste de toque ou percussão 
Finalidade: Prever uma fratura na extremidade inferior.

Com o paciente descalço deitado de barriga para cima o fisioterapeuta percute o calcanhar do paciente com a palma da mão. O teste é positivo se se reproduzir a pior dor do paciente.



Teste de Vibração 
Finalidade: Prever a presença de uma fractura de esforço. 

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta coloca um diapasão no local próximo da suspeita de fratura por stresse e o estetoscópio no local onde suspeita de fractura. O teste é positivo se a qualidade do som for diferente à do lado não afectado.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Distensão dos dedos do pé


Uma distensão consiste no estiramento brusco de uma articulação, podendo levar a uma pequena lesão dos ligamentos (tecido fibroso resistente que mantém as articulações na posição correcta) dessa articulação. Quando o estiramento é mais grave é denominado de entorse, que pode ser classificada:
  • Grau I (leve). Equivalente a uma distensão. Consiste num estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial dos ligamentos.
  • Grau III (grave). Os ligamentos são completamente rasgados por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.
As distensões/entorses dos dedos do pé são relativamente comuns e resultam de forças excessivas ou de movimentos repetitivos em tensão, podendo causar danos nos ligamentos e cartilagens.
As distensões/entorses dos dedos do pé podem acontecer em diversas situações, como quando caminha descalço e fica com a ponta dos dedos presa em algo, quando faz uma paragem brusca durante a corrida, aplicando grande pressão na ponta do pé ou quando apoia mal o pé depois de um salto.
     A lesão é mais frequente em futebolistas, corredores, praticantes de caminhadas em terrenos acidentados, bailarinos e pessoas com fraca coordenação. Pode acontecer nas articulações interfalângicas (distais) de todos os dedos, mas afecta sobretudo a articulação metatarsofalângica do primeiro dedo (na base o dedo grande do pé).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor e sensibilidade no dedo do pé
  • Dor ao mover o dedo do pé
  • Ligeiro hematoma do dedo do pé.
  • Quando a lesão ocorre no dedo grande do pé a dor e o inchaço localizam-se mais na planta do pé, junto à base do dedo.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Geralmente nas entorses mais graves, em que o paciente tem dificuldade em apoiar o pé no chão, os médicos utilizam raios-x para descartar fracturas dos metatarsos ou falanges. A RM e a TC podem ser utilizadas em desportistas de alto nível com dor persistente.
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Tratamento

         O tratamento em fisioterapia, logo após a lesão, e desde que não haja lesão/luxação óssea associada, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Também pode ser aconselhado pelo médico o uso de anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, para diminuir a dor e controlar a inflamação.
Após as primeiras 48h-72h, nas distensões/entorses de grau I e II, o paciente já se deve apresentar assintomático ou com dor residual. Com um programa de exercícios terapêuticos e de reintrodução progressiva á actividade física, a recuperação deve estar completa ao final de 2 a 3 semanas. 
 Nas entorses de grau III esse período pode prolongar-se entre 3 a 6 semanas.
Quando a distensão/entorse ocorre no dedo grande do pé pode ser aconselhado o uso de uma tala de imobilização, sapatos de sola mais dura ou de uma palmilha.

Exercícios terapêuticos para a distensão dos dedos do pé

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma distensão dos dedos do pé. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 






Inversão resistida do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, e o elástico na ponta do pé. Empurre a ponta do pé e dedos para baixo e para fora. Depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Alongamento da planta do pé
Em pé, com a perna esticada, apoie o calcanhar no chão e a ponta do pé na parede, o mais alto que conseguir, dentro do limite do confortável. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Churchill RS, Donley BG. Managing injuries of the great toe. Phys Sportsmed. 1998 Sep;26(9):29-39.
Mullen JE, O'Malley MJ. Sprains--residual instability of subtalar, Lisfranc joints, and turf toe. Clin Sports Med. 2004 Jan;23(1):97-121.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fractura dos metatarsos e dedos do pé


A estrutura do pé é complexa, formada de ossos, músculos, tendões e outros tecidos moles. Dos 26 ossos do pé, 19 são ossos dos dedos do pé (falanges) e os ossos metatarsos (ossos longos no médio-pé). Fracturas dos metatarsos e dos dedos do pé são comuns e requerem uma avaliação clínica cuidada. Estas fracturas dividem-se sobretudo em fracturas traumáticas e fracturas por stress.
Fracturas traumáticas são causadas por um golpe directo ou impacto no dedo e/ou pé. Se for uma fractura com deslocamento, o osso está partido de tal forma que os topos ósseos mudaram de posição relativa.
As fracturas por stress consistem numa fissura no osso provocada pela pressão de um esforço repetitivo, geralmente mais associado à prática desportiva. Também poderão ser causadas por uma estrutura anormal do pé, deformidades, osteoporose, ou calçado inadequado.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Numa fractura traumática:
  • Por vezes o paciente ouve o ruído da fractura no momento da lesão
  • Dor localizada que aparece logo após o momento da fractura. No entanto, nos casos menos graves pode desaparecer ao final de umas horas.
  • Pode notar-se alguma saliência anormal por baixo da pele na zona da lesão.
  • Hematoma e inchaço no dia seguinte.
  • Não é verdade que "se consegue andar sobre o pé, ele não está partido." A avaliação clínica do pé e tornozelo é sempre recomendável.

Numa fractura de stress:
  • Dor durante ou após a actividade física
  • A dor desaparece quando está em descanso e retorna quando em actividade
  • Sensibilidade na zona da fractura e ligeiro inchaço

Uma boa avaliação clínica do pé e tornozelo é essencial para o diagnóstico de uma fractura dos metatarsos e dedos. Um raio-X é geralmente necessário para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão. As fracturas de stress podem passar sem diagnóstico até ao final de 1-3 semanas, em que poderá ser palpável uma pequena elevação (calo ósseo) na zona da fractura. Um TC Poderá ser importante para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

       O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Depois do diagnóstico confirmado, o tratamento das fracturas dos dedos inclui:
  • Descanso. Por vezes, é o suficiente para tratar uma fractura do dedo do pé.
  • Imobilização. O dedo do pé pode ser imobilizado com tape, normalmente unindo 2 dedos adjacentes.
  • Calçado com sola rígida, que protege os dedos do pé e ajuda-os a manterem-se na posição correcta.
  • Cirurgia. Se houver deslocamento dos topos ósseos ou se a articulação é tiver sido afectada, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia muitas vezes envolve o uso de dispositivos de fixação, tais como parafusos. Implica a imobilização durante 4-6 semanas

O tratamento das fracturas dos metatarsos inclui:
  • Descanso.
  • Evite a actividade física que provocou os sintomas. Canadianas são por vezes indicadas para descarregar o peso do para dar-lhe tempo para curar.
  • Imobilização gessada, ou sapato rígido. Um sapato de sola dura ou outra forma de imobilização pode ser utilizada para proteger o osso fracturado enquanto está em fase de cicatrização.
  • Cirurgia. Algumas fracturas traumáticas dos metatarsos requerem cirurgia, especialmente se houver um grande deslocamento dos topos ósseos.

No período após imobilização com gesso ou tala deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Mobilização articular.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.

Exercícios terapêuticos para as fracturas dos metatarsos e dedos do pé

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a fractura está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Inversão/eversão do
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé para cima e para fora, com a planta do pé virada para fora, depois empurre o pé para baixo e para dentro, com a planta do pé virada para dentro.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Flexão resistida do
Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Albisetti W, Perugia D, De Bartolomeo O, Tagliabue L, Camerucci E, Calori GM. Stress fractures of the base of the metatarsal bones in young trainee ballet dancers. Int Orthop. 2010 Feb;34(1):51-5.
Buddecke DE, Polk MA, Barp EA. Metatarsal fractures. Clin Podiatr Med Surg. 2010 Oct;27(4):601-24.
Cakir H, Van Vliet-Koppert ST, Van Lieshout EM, De Vries MR, Van Der Elst M, Schepers T. Demographics and outcome of metatarsal fractures. Arch Orthop Trauma Surg. 2011 Feb;131(2):241-5.