Mostrar mensagens com a etiqueta pediatria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pediatria. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Métodos para controlar o sono nas crianças são seguros e eficazes


Controlled conforting e camping out são exemplos de métodos para melhor controlar os ciclos de sono dos seus filhos e, segundo um recente estudo da revista Pediatrics, são seguros para os bebés, melhoram o seu padrão de sono, e reduzem sintomas de depressão materna pós-parto a curto prazo.

Este estudo iniciou-se com uma pesquisa realizada em 2007, que constatou que as crianças, assim como os seus pais, beneficiavam quando a criança era ensinada a acalmar-se por si, depois de se terem utilizado uma série de técnicas comportamentais, incluindo as mencionadas acima.

No entanto, após leitura deste estudo, muitos médicos e pais questionaram se estas técnicas seriam benéficas para o desenvolvimento emocional da criança, e para a sua capacidade futura de lidar com situações de stress por exemplo.
  
Assim, Anna M. H. Price (PhD) e a sua equipa seguiram 225 crianças desde os 7 meses de idade até aos seis anos, para descobrir se os métodos de controlo de sono poderiam ter efeitos a longo prazo sobre as crianças e os seus pais.

Os pesquisadores separaram as crianças em dois grupos semelhantes, a um deles não deram nenhuma orientação em particular, e ao outro aplicaram um programa de sono, que incluiu o uso de rotinas de sono positivas, bem como uma das duas técnicas comportamentais:
  • Controlled comforting – os choros das crianças no berço/cama vão sendo respondidos em intervalos de tempo progressivamente maiores. O objetivo é dar à criança a oportunidade de se acalmar por conta própria.
  • Camping out - o pai/mãe senta-se ao lado do berço enquanto o bebé aprende a adormecer por si. Aos poucos, os pais vão-se afastando, até que, eventualmente, já deixam de estar no quarto do bebé.


Dos 7 meses até aos 2 anos de idade, os investigadores registaram claras evidências na melhoria do padrão de sono das crianças e pais do grupo que aplicou os métodos descritos, diferença que se foi esbatendo daí até aos seis anos. A taxa de depressão pós-parto nas mães do grupo experimental também foi menor.

Aos seis anos, não se verificou diferença significativa entre as crianças sujeitas a técnicas de controlo de sono e as que não o foram nos parâmetros: saúde mental e comportamental, qualidade de sono, qualidade do relacionamento entre pais-filho.

Os investigadores concluíram:

"As técnicas comportamentais de controlo do sono não têm efeitos duradouros (positivos ou negativos). Pais e profissionais de saúde podem confiantemente usar estas técnicas para reduzir a carga/esforço dos pais a curto e médio prazo, reduzindo assim também os problemas do sono e depressão materna pós-parto."

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Andadores… 6 razões porque nunca verá um especialista em pediatria a recomendar um

Por andadores deve entender-se aquelas cadeiras móveis em que os bebés, sem terem ainda capacidade de marcha, são colocados para “estimular” a referida marcha.


E aqui estão as razões pelas quais pediatra ou fisioterapeuta dirão Não aos andadores:

-->
  1. Primeiro e simples: não são SEGUROS! Num estudo de 2006 que investigou lesões relacionadas com andadores entre 1990 e 2001, revelou que um número estimado de 197200 bebés, menores de 15 meses, foi tratado nos departamentos de emergência dos Estados Unidos devido a lesões relacionadas com o uso de andadores. O Canadá proibiu o uso do andador desde 2004 e tem multas até US $ 100.000 ou 6 meses de prisão pela sua venda. No mesmo estudo registaram-se traumas na região da cabeça em 91% dos casos. Fraturas de crânio foram o tipo mais comum (62%) de fratura. Quedas em escadas foi o mecanismo de lesão em 74% dos casos.
  2. A utilização do andador atrasa o desenvolvimento motor da criança. Quando o bebé está sentado numa cadeira rodeada por um para-choques gigante que lhe permite andar para qualquer lugar e bater em qualquer coisa se critério, os mecanismos do cérebro/corpo responsáveis pelo equilíbrio não são realmente estimulados.
  3. A utilização do andador atrasa o desenvolvimento motor da criança. Relaciona-se com o anterior. Ao estar sentado num andador, o bebé não vê onde os seus pés estão quando anda. Sermos capazes de observar o movimento das nossas mãos/pés é importante para o desenvolvimento do cérebro e, especificamente, da nossa propriocepção. A propriocepção é a capacidade do cérebro para saber a posição dos nossos membros mesmo sem olhar para eles. Assim, se a criança não tem a oportunidade de experimentar esta sensação, isso pode afetar o seu equilíbrio e desenvolvimento.
  4. A utilização do andador atrasa outras etapas do desenvolvimento. As crianças são geralmente colocadas em andadores logo depois de conseguirem aguentar-se de pé, que acontece geralmente antes de aprenderem a gatinhar. Ao colocar a criança num voador ela não irá desenvolver a coordenação olho-mão necessária para o gatinhar, que é uma etapa importante do seu desenvolvimento.
  5. O uso de andadores pode levar a atrasos mentais. Em outubro de 1999, o Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics [1999; 20:355-361] relatou: "Num teste padrão sobre desenvolvimento mental, bebés que não utilizaram andadores tiveram a maior pontuação média, seguidos de bebés que usaram andarilhos que lhe permitiam ver os pés e daqueles que usaram os auxiliares para a marcha mais recentes."
  6. Uso de andadores pode levar a atrasos maiores em crianças que já têm atraso de desenvolvimento. Outros investigadores descobriram que em bebés prematuros, crianças muito jovens ou com desenvolvimento atrasado, os andadores podem originar problemas de equilíbrio e alinhamento.


Alternativas aos andadores:

 Brinquedos de empurrar



Mesas de exercícios (embora também não deve deixar seus filhos aqui por longos períodos de tempo!) – Tem de se certificar que o seu filho consegue estar bem na mesa, e que não precisa estar nas pontas dos pés ou a fazer demasiada força para se aguentar de pé.


Ou simplesmente tentar andar de mãos dadas! (mas lembre-se de manter as mãos à altura dos ombros do seu filho)

Fonte:

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Saiba como prevenir as más posturas e o excesso de carga nas mochilas dos jovens!


As mochilas fazem parte da rotina diária de todas as crianças em idade escolar, e todos os pais já se depararam com esta dúvida: cedo, e compro a que eles gostam ou procuro a melhor em termos de ergonomia? E logo de seguida vem a pergunta: "- Mas como é que eu sei o que é melhor em termos de ergonomia, percebendo tão pouco do assunto?"
Antes que decida procrastinar, e ceder sem pensar demasiado às vontades dos seus filhos, leia o que se segue! Uma escolha informada é bem mais simples do que parece, e, muitas vezes, pais e filhos não têm de ceder muito para encontrar o equilíbrio perfeito entre estilo e conforto/segurança.
Em contexto escolar as mochilas são utilizadas frequentemente como meio de transportar o material escolar e, quando utilizadas devidamente, acabam até por ajudar a fortalecer músculos importantes da nossa postura.
No entanto, quando utilizadas indevidamente podem causar vários problemas, desde compressão excessiva dos discos vertebrais, com lesão das articulações da coluna e muitas vezes lesão nervosa, a mau alinhamento/postura, com a flexão excessiva das ancas e ombros inclinados para a frente (que a longo prazo podem causar uma deformidade permanente da coluna torácica). Estão também descritos problemas circulatórios e de desgaste articular precoce.

 Como escolher a mochila mais adequada à sua criança

  • O formato: procure pelas mochilas mais leves, com alças largas e almofadadas e, se possível, com cinto na região da cintura (no caso de não ter cinto deve compensar com uma região das costas melhor almofadada). A mochila deve ter múltiplos compartimentos, tanto no sentido da frente para trás, como de cima para baixo, de forma a permitir uma melhor distribuição do peso.
  • O tamanho: Naturalmente deverá condizer com o tamanho da criança. Isto é: não deve ser mais larga que a largura do seu tronco e, quando ajustada devidamente, deve assentar entre a altura dos ombros e ± 5cm acima da linha da cintura. O peso da mochila não deve ultrapassar nunca 15% do peso da criança.
  • Segurança adicional:
  1.        Cinto para unir à frente do tronco as duas alças
  2.         Material refletor
  3.       Correias que ajudem a acondicionar melhor o conteúdo da mochila (quanto menos este oscilar, menor será o esforço da criança).

Muitas vezes é nestes itens que entra a capacidade de negociação dos pais para com as crianças. É preciso ponderar se os benefícios físicos justificam o “risco” de pior integração que uma mochila vinda do star trek acarreta para a criança. E, sejamos honestos, quem lhe garante que os seus filhos vão usar aquilo que nunca gostaram em primeiro lugar? Converse com eles de forma racional e realista, se utilizar os argumentos certos, provavelmente irá surpreender-se com a capacidade que as crianças têm para absorver novos conceitos.

Um tópico para as mochilas “de rodinhas”

As mochilas com rodas parecem ser uma boa opção quando o seu filho começa a ter mais disciplinas, logo, mais material para transportar, no entanto, têm alguns inconvenientes:
·         É difícil subir/descer escadas com elas, normalmente têm de ser carregadas a peso.
·         Em corredores cheios de outras crianças, há maior probabilidade de a criança tropeçar e cair, ou ser empurrada.
·         Obriga a um maior esforço em terrenos mais irregulares, como o paralelo.
·         Por norma são significativamente mais pesadas que as mochilas convencionais.
·         Muitas não cabem nos cacifos das escolas.
Assim, regra geral, se aliar o cuidado de levar o mínimo de material possível, com um cacifo na escola onde colocar alguns livros/materiais e uma mochila leve e bem adequada, a opção das “rodinhas” não se justifica para a maioria dos casos.

Como ajustar e utilizar a mochila no dia-a-dia

·         Como já foi dito, o peso da mochila cheia nunca deve ultrapassar os 15% do peso da criança. No entanto, para ter uma margem de segurança e também para facilitar as contas pode colocar 10% do peso do seu filho. Ou seja, se o seu filho pesar 40kg, a mochila deverá pesar, no máximo, de 4 a 6kg. Se ultrapassar este peso, a criança deverá carregar o excedente nos braços.
·         Os itens mais pesados devem ser acondicionados mais próximo das costas da criança e ir diminuindo à medida que se vão afastando destas.
·         As alças devem estar justas, e sempre ambas colocadas, de forma ao topo da mochila ficar à altura dos ombros e o fundo aproximadamente 5cm acima da linha da cintura.



Fig 1.: Is your Child’s backpack making the grade, in American Physical Therapy Association. Demonstração de algumas posturas incorretas (dos lados) e da atitude correta (ao centro).


Quando algo não corre bem…

Esteja atento a:
  • Dificuldade em colocar ou tirar a mochila
  • Dores quando está com a mochila
  • Formigueiro e/ou adormecimento nos braços
  • Alteração bastante visível da postura quando a criança está com a mochila às costas
  • Marcas vermelhas no sítio das alças



Backpack safety and selection guidelines, APTA, Prepared by Maribeth Crupi
The right backpack: guidelines for parents, University of Florida, IFAS extension, Prepared by Suzanna Smith

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Asma brônquica


A asma é uma condição que afecta as vias aéreas menores (bronquíolos) dos pulmões. Em determinados momentos as vias aéreas contraem-se (estreitam-se) em pessoas que têm asma. Isso faz com que os sintomas típicos surjam. A extensão do estreitamento, e quanto tempo dura cada episódio, pode variar muito.
A asma pode começar em qualquer idade, mas mais comummente começa na infância. Pelo menos 1 em 10 crianças, e 1 em cada 20 adultos, têm asma. A asma é frequentemente transmitida ao longo de gerações, no entanto, muitas pessoas com asma não têm outros membros da família afectados.
A asma é causada pela inflamação nas vias aéreas. Ainda não se sabendo ao certo a causa dessa inflamação. A inflamação irrita os músculos ao redor das vias aéreas, e faz com que de dê uma contracção involuntária (constrição das vias aéreas). Em consequência disto, é mais difícil para o ar a entrar e sair dos pulmões, o que leva a pieira e falta de ar. A inflamação também provoca um aumento da produção do muco que reveste as vias aéreas, aumentando a constrição e provocando tosse e maior obstrução ao fluxo de ar.
-->

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Tosse e chiadeira.
  • Também pode ficar ofegante, e desenvolver uma sensação de aperto no peito.

Os sintomas podem variar de leve a grave entre pessoas diferentes e em momentos diferentes na mesma pessoa. Cada episódio de sintomas podem durar apenas uma hora, ou persistir por dias ou semanas se não forem tratados.

Quais são os sintomas típicos da asma leve não tratada?

Ocasionalmente você tende a desenvolver sintomas leves. Por exemplo, pode desenvolver uma chiadeira e tosse leve quando apanha uma constipação ou uma infecção no peito, durante a época da primavera, ou quando se exercita. Uma criança com asma leve pode ter uma tosse irritante a cada noite, mas muitas vezes passa bem durante o dia.

Quais são os sintomas típicos de asma moderada não tratada?

Costuma ter episódios de chiadeira e tosse de vez em quando. Por vezes, fica ofegante. Tende a assoar-se algumas vezes por dia, na maioria dos dias. Os sintomas são frequentemente piores à noite, ou a primeira hora na manhã. Pode acordar algumas noites ou tossir com sensação de peito apertado. As crianças pequenas podem não ter sintomas típicos. Pode ser difícil dizer a diferença entre asma e infecções respiratórias recorrentes em crianças pequenas.

Quais são os sintomas típicos de um ataque severo de asma?

Vai ficar muito ofegante, com a sensação de aperto no peito, e dificuldade em respirar. Pode achar que é difícil falar de tão sem fôlego que está. Ocasionalmente, os sintomas desenvolvem-se de repente em pessoas que normalmente só têm sintomas leves.

Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:

  • Exercício físico;
  • Infecção viral;
  • Animais com pêlo ou penas;
  • Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
  • Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
  • Pólen, sobretudo na Primavera;
  • Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
  • Produtos químicos inaláveis;
  • Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.

Como é feito o diagnóstico da asma?

O diagnóstico da asma tem por base a história clínica do paciente, para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão. Um exame específico para determinar sinais de obstrução brônquica é normalmente realizado. A avaliação funcional respiratória é necessária para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo.
-->

Tratamento

Para a maioria das pessoas com asma, os sintomas podem ser evitados na maioria das vezes com o tratamento.

Inaladores

A maioria das pessoas com asma é tratada com inaladores. Os inaladores introduzem uma pequena dose de medicação directamente nas vias aéreas. A dose é suficiente para tratar as vias aéreas, e a quantidade que entra no resto do seu corpo é pequena, pelo que os efeitos colaterais são improváveis. Existem vários dispositivos inalatórios feitos por empresas diferentes. Um médico ou fisioterapeuta poderão indicar qual o melhor para si.
Medicamentos administrados através de inaladores podem ser utilizados em ataques de asma, utilizados de forma preventiva ou serem broncodilatadores de longa duração:
Um doente com asma moderada a greve anda geralmente com um inalador para o caso de ter um ataque de asma. Estes broncodilatadores de acção rápida, como o salbutamol e a terbutalina, relaxam os músculos das vias respiratórias. Se só tiver sintomas de vez em quando, então o uso ocasional de um inalador deste tipo pode ser tudo que você precisa. No entanto, se precisa de um inalador deste tipo três vezes por semana ou mais para aliviar os sintomas, um inalador preventivo é geralmente recomendado.
Um inalador preventivo é tomado diariamente para impedir que os sintomas se desenvolvam. O fármaco comummente usado é um corticosteróide. Existem várias marcas. Demora cerca de 7-14 dias para o corticosteróide de um inalador preventivo faça o seu efeito. Por isso, não vai dar qualquer alívio imediato dos sintomas. No entanto, após uma semana ou mais de tratamento, os sintomas muitas vezes desaparecem, ou são muito reduzidos. Pode levar até seis semanas para o máximo benefício. Você deve então continuar com o inalador preventivo todos os dias, mesmo quando os sintomas tenham desaparecido, para impedir que os sintomas voltem.
Os broncodilatadores de acção prolongada podem ser aconselhados, além de um inalador preventivo, nos casos de asma mais graves.
A medicação nestes inaladores funciona de forma semelhante à dos inaladores próprios para os ataques de asma, no entanto actuam até 12 horas depois de tomar cada dose. Eles incluem salmeterol e formoterol.
Comprimidos para abrir as vias aéreas
A maioria das pessoas não precisa de comprimidos, pois os inaladores geralmente funcionam bem. No entanto, um curso curto (cerca de uma semana) de comprimidos de coticosteróides (como a prednisolona) é por vezes necessária para aliviar um ataque grave ou prolongado da asma.
-->

Exercícios terapêuticos para a asma brônquica

Os seguintes exercícios poderão ser prescritos durante o tratamento da asma brônquica, dependendo da fase evolutiva em que o paciente se encontra. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Fortalecimento dos músculos expiratórios
De joelhos, com ambas as mãos apoiadas na bola. Faça pressão contra a bola, baixando os ombros e projectando-os para a frente. Mantendo a pressão, rode a bola à frente enquanto deita todo o ar fora. Retorne lentamente à posição inicial enchendo lentamente o peito de ar.
Repita entre 15 a 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Expansão da região torácica
Em pé, segure um bastão com os braços esticados acima da cabeça. Ao mesmo tempo que enche o peito de ar incline ambos os braços para o lado. Deite o ar fora lentamente enquanto retorna à posição inicial. Repita o mesmo gesto para o outro lado.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Doença de Osgood-Schlatter


A doença de Osgood-Schlatter é uma das causas mais comuns de dor no joelho do adolescente. Provoca dor e edema na inserção tibial do tendão rotuliano a doença de Osgood-Schlatter é geralmente benigna, e é causada pela tensão constante e repetida do tendão rotuliano sobre a sua inserção óssea na tibial (logo abaixo do joelho).
Esta lesão é mais frequente em jovens muito activos, e em atletas adolescentes, geralmente entre os 10 e os 15 anos. É comum em desportos como o futebol, o basquetebol e voleibol, e afecta mais os rapazes. Pensa-se que isto se deve aos microtraumas causados pelo excesso de uso e aplicados antes da zona de crescimento ósseo estar consolidada, o que provoca um crescimento anormal da tuberosidade tibial, a zona onde se insere o tendão rotuliano.
-->

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor, inchaço e / ou sensibilidade abaixo do joelho, que geralmente piora durante a atividade física
  • Uma saliência sólida e dolorosa, logo abaixo do joelho, que é sensível ao toque

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica detalhada e exame do joelho são geralmente suficientes para diagnosticar a doença de Osgood-Shlatter. Um raio-X pode ser pedido para confirmar o diagnóstico e descartar a hipótese de uma lesão mais grave.
-->

Tratamento

                O tratamento, numa fase inicial, em que existe dor e sinais inflamatórios, consiste em:
  • Descanso: Evitar fazer longas caminhadas e parar o desporto que provocou os sintomas durante 2 a 4 semanas. Poderá praticar desportos sem impacto ao solo, como natação ou ciclismo.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente. Pode repetir 2 a 3 vezes por dia.
  • Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) podem ser prescritos pelo médico para o alívio da dor e redução da inflamação local.

Nos casos mais graves pode ser indicado o uso de uma tala ou ligadura no joelho, que limite o movimento, durante algumas semanas, de forma a dar tempo para o osso recuperar.
Numa fase sub-aguda, em que já não se verificam sinais inflamatórios ou dor, deve ser retomada gradualmente a actividade desportiva. O tratamento em fisioterapia deve incluir:
Exercícios para melhorar a flexibilidade (principalmente do quadricípite e dos isquiotibiais) a força e o equilíbrio muscular entre os músculos da perna.
Reeducação do gesto desportivo. Pode ser aconselhada a massagem com um cubo de gelo sobre a zona da lesão (3 a 5 minutos) depois das primeiras sessões de treino.
Fortalecimento excêntrico dos músculos da coxa e treino proprioceptivo.
Na maioria dos casos o tratamento conservador é suficiente, mas para casos reincidentes o tratamento cirúrgico pode ser indicado. Na maior parte das vezes a cirurgia não resolve o problema na totalidade, mas pode melhorar significativamente os sintomas.

Exercícios terapêuticos para a doença de Osgood-Schlatter
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da doença de Osgood-Schatter. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Fortalecimento isométrico do quadicipete
Sentado, com a perna estendida e um rolo sob o joelho. Esprema e o rolo e solte suavemente, enquanto sente a contracção imediatamente acima do joelho.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Alongamento do quadricípite
Em pé, apoiado. Agarre no pé da perna a alongar e aproxime-o o mais possível da bacia. Mantenha as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Antich TJ, Brewster CE. Osgood-schlatter disease: review of literature and physical therapy management. J Orthop Sports Phys Ther. 1985;7(1):5-10.

Doença de Sever


A doença de Sever é uma inflamação da placa de crescimento ósseo do calcâneo, que provoca dor na inserção do tendão de Aquiles. Esta condição ocorre principalmente em crianças activas entre os 8 e os 15 anos, idade em que o osso do calcanhar está totalmente desenvolvido. Quando é aplicado stress repetitivo sobre a placa de crescimento do calcâneo, pode desenvolver-se uma inflamação, que provoca um crescimento anormal do osso (muito parecido com a doença de Osgood Schlatter do joelho). A doença de Sever é a causa mais comum de dor no calcanhar em crianças e é frequentemente associada a um episódio de crescimento rápido. Em 61% dos casos é bilateral, e normalmente a dor piora com a actividade.
O uso excessivo e o stress imposto sobre o osso do calcanhar, devido à prática desportiva intensiva são as principais causas da doença de Sever. Outras potenciais causas incluem a obesidade, uma retracção do tendão de Aquiles, e problemas biomecânicos, como pé plano ou um arco plantar elevado.
-->

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor no calcanhar
  • Inicio gradual, insidioso, que piora com o exercício e alivia com o repouso.
  • Sensibilidade à palpação do calcanhar
  • Dificuldade em participar nas actividades usuais, poderá coxear ligeiramente ou usar mais a ponta do pé
  • Ligeiro inchaço do calcanhar
  • Ligeiro alargamento do calcâneo

É essencial uma boa avaliação clínica do pé e tornozelo para ajudar no diagnóstico da doença de Sever. Um raio-X é geralmente necessário para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão.
-->

Tratamento

A base do tratamento consiste em reduzir as actividades que causam stress repetitivo do calcanhar, como o futebol, a corrida ou outros desportos que envolvam saltos. É importante explicar à criança e aos pais que esta é uma lesão de esforço, comum nas crianças em crescimento, que tem um bom prognóstico, mas que é necessário aliviar um pouco a intensidade dos treinos ou actividades até as estruturas terem tempo de recuperar. Cerca de 85% das crianças voltam ao seu nível normal de actividade ao final de 2 meses.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente. Repita 2 a 3 vezes por dia, mesmo que não sinta muita dor.
Numa fase inicial pode ser benéfico o uso de uma calcanheira em ambos os sapatos (com cerca de 1 cm de espessura). Isto fará com que a pressão sobre o tendão de Aquiles diminua, no entanto a sua utilização não deve ser prolongada, para não correr o risco de um encurtamento adaptativo do tendão.
Fisioterapia:
  • Alongamento regular dos gémeos, desde que não provoque dor
  • Massagem de relaxamento dos músculos afectados
  • Progressivamente devem ser introduzidos exercícios de fortalecimento dos músculos da perna.
  • Nos primeiros treinos depois do tratamento é fundamental o aquecimento com uma caminhada, numa inferior a 10 minutos.

Apesar de ser relativamente fácil de resolver existe uma probabilidade considerável de a lesão reaparecer se a criança voltar a colocar o calcanhar sob demasiado stress, isto até aos 15-16 anos, em que o problema desaparece definitivamente devido ao final da fase de crescimento.

Exercícios terapêuticos para a doença de Sever

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da doença de Sever. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Reforço muscular dos gémeos
Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.









Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.
-->

Scharfbillig RW, Jones S, Scutter S. Sever's disease--does it effect quality of life? Foot (Edinb). 2009 Mar;19(1):36-43.