Mostrar mensagens com a etiqueta reabilitação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta reabilitação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Protocolo de reabilitação para fraturas do escafóide

A fratura do escafóide é a lesão mais frequente nos ossos do carpo. Dependendo do tipo de fratura, as intervenções variam desde o tratamento conservador, através de tala, a cirurgia aberta com fixação interna. Em qualquer dos casos, os pacientes são comumente imobilizados com gesso até a união do osso se verificar, o que pode levar até 4 meses.

A fisioterapia não vai tratar a fratura, mas as complicações da imobilização a longo prazo que acompanham o diagnóstico. A amplitude de movimento é severamente afectada quando uma articulação permanece imobilizada durante um longo período de tempo e a atrofia dos músculos da mão e do antebraço também ocorrerá. Por esta razão, a reabilitação pode levar vários meses (entre 6 e 18 sessões de fisioterapia no caso do tratamento conservador e entre 6 e 70 no caso do tratamento cirúrgico).

De seguida apresenta-se o protocolo publicado pela Kaiser Permanente Southern California Orthopedic PT Residency tanto para reabilitação de tratamento conservador como para reabilitação pós-operatória de fraturas do escafóide:

Reabilitação após tratamento conservador


Fase aguda: Imediatamente após a lesão até à 2ªsemana
Objectivos: proteção com tala até ao antebraço, controlo da dor e do edema ; manutenção da amplitude das articulações não envolvidas ( dedos, cotovelo, ombro); atividades básicas da vida diária (AVD)
Mobilização passiva e activa dos dedos, com exceção do polegar, que está imobilizado
Mobilização ativo-assistida e ativa do cotovelo e ombro
Na 2ª semana o seu médico pode repetir o raio-x, ou escolher uma TC em caso de dor contínua e sensibilidade sobre a tabaqueira anatómica com raios-x negativos

Fase sub-aguda: Semana 3-6
Objectivos: proteção, continuar a controlar a dor e edema, conforme necessário; aumentar a amplitude de movimento (ADM); incorporar as atividades da vida diária (AVD)
Continuar com os exercícios como acima
Limitar os exercícios para ganho de supinação e pronação ao limiar de dor

Fase de manutenção: Semana 7-12
Objectivos: ganho de ADM; iniciar o programa de fortalecimento; regresso a todas as atividades (exceção para desportos de contato e trabalho pesado)
Remover totalmente a tala entre as 6-8 semanas, se a fratura aparecer radiograficamente e clinicamente consolidada.
Pode usar punho elástico para proteção
Mobilização activa assistida suave do punho e polegar
Avançar conforme tolerado para exercícios resistidos progressivos em todas as articulações envolvidas
Para intervenção em trabalhadores ou atletas, que envolvam alto desempenho pode abordar-se o uso de tala ou ligadura funcional no retorno à actividade.

Reabilitação pós-operatória


Fase aguda: Imediatamente após a cirurgia até à 3ª semana
Objetivos: Proteção com o gesso ou tala, controlo da dor e edema; manter a amplitude das articulações não envolvidas (dedos, cotovelo, ombro); incorporar atividades básicas da vida diária (AVD)
Elevação e aplicação de curativo compressivo para auxiliar no controlo do edema
Mobilização passiva e activa dos dedos, com exceção do polegar, que está imobilizado
Mobilização ativo-assistida e ativa do cotovelo e ombro

Fase sub-aguda: Semana 4-7
Objetivos: Proteção com o gesso ou tala; continuar a controlar a dor e edema , aumentar a ADM; Incorporar AVDs
Continuar com os exercícios de dedos, cotovelo e ombro como acima
Às 6 semanas, se a fratura aparecer radiograficamente consolidada, o gesso ou tala são removidos para mobilizações activas suaves do punho e do polegar

Fase de manutenção: Semana 8-12
Objectivos: ganho de ADM; iniciar o programa de fortalecimento; regresso a todas as atividades (exceção para desportos de contato e trabalho pesado)
Exercícios terapêuticos avançados e mobilização activa suave do punho e polegar
Iniciar o fortalecimento da preensão com o uso de silicone às 10 semanas
Avançar conforme tolerado para exercícios resistidos progressivos para todas as articulações envolvidas
Um punho elástico pode ser utilizado para a proteção das atividades mais exigentes
Para intervenção em trabalhadores ou atletas, que envolvam alto desempenho pode abordar-se o uso de tala ou ligadura funcional no retorno à actividade.



Jaworski CA, Krause M, Brown J. Rehabilitation of the wrist and hand following sports injury. Clin Sports Med. 2010;29(1):61-80.
Guide to Physical Therapist Practice. 2nd ed. Phys Ther. 2001;81(1):9-744. [Revised 2003]
Wong JM. Management of stiff hand: an occupational therapy perspective. Hand Surg. 2002;7(2):261-9.
Pho C, Godges J. Kaiser Permanente Southern California Orthopedic Physical Therapy Residency. Scaphoid Fracture.
Waitayawinyu T, McCallister WV, Nemechek NM, Trumble TE. Scaphoid nonunion. J Am Acad Orthop Surg. 2007;15(5):308-20.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Labirintite

Labirintite geralmente refere-se a uma infecção do ouvido interno. Outros nomes para esta condição são neurite vestibular , neuronite vestibular e neurolabirintite. Audição pode também ser afetada, e quando o é, o termo mais utilizado é labirintite.

Causas 

  • Vírus no ouvido interno
  • Doença respiratória semelhante à gripe
  • Vírus estomacal com sintomas gastrointestinais
  • Epidemias de labirintite podem ocorrer, de modo que várias pessoas na mesma cidade podem ser afetadas com um ataque de vertigem.
  • Ocasionalmente, um vírus de herpes, o que também provoca feridas, herpes zoster ou a varicela.
  • Organismos infecciosos bacterianos ou outras, por exemplo, o microorganismo que causa a doença de Lyme


Sintomas 

  • Início imediato
  • Vertigem grave
  • Desequilíbrio
  • Náuseas e vómitos
  • Perda de audição na faixa de alta frequência
  • Zumbido no ouvido
  • Os sintomas tipicamente atingem o seu máximo de intensidade de forma relativamente rápida, e podem ser constantes e incapacitantes durante vários dias. Isto pode conduzir à exaustão e desidratação extrema. Depois de alguns dias os sintomas começam a diminuir. Nessa altura serão apenas desencadeados por movimentos súbitos da cabeça. 


Diagnóstico


Para confirmar o diagnóstico, outras condições devem ser descartadas, incluindo: 

Uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada é muitas vezes necessária, bem análises sanguíneas adequadas para testar disfunção vestibular.

Tratamento

A recuperação de uma labirintite pode ser lenta, levando várias semanas ou meses. Para a maioria dos pacientes, no entanto, a recuperação é completa. Normalmente, depois de algumas semanas ou meses, ocorre uma síndrome de vertigem posicional, no qual a vertigem ocorre quando virar na cama ou inclinar a cabeça para cima ou para baixo. Estes sintomas podem ser facilmente tratados com fisioterapia.

O tratamento para um ataque agudo de labirintite depende da causa. Se uma causa bacteriana for excluída, medicamentos antivirais ou medicamentos anti-inflamatórios ou medicamentos semelhantes à cortisona poderão ser prescritos.

São também utilizadas medicações sintomáticas para vertigem ou náusea, como o Betaserc. Os medicamentos sedativos devem ser evitados.

A actividade física deve ser incentivada, para ajudar o corpo a compensar qualquer perda de função e a se adaptar às suas novas exigências de equilíbrio. Programas de fisioterapia vestibular especializados são por vezes usados para acelerar a recuperação.


Pode haver recorrências, normalmente mais leves. Isso geralmente indica uma necessidade de procurar outro diagnóstico. Em geral, o prognóstico a longo prazo para os pacientes com labirintite é bom e a maioria dos pacientes apresenta uma recuperação completa.



Lee AT. Diagnosing the cause of vertigo: a practical approach. Hong Kong Med J. 2012 Aug;18(4):327-32.
Swartz R, Longwell P. Treatment of vertigo. Am Fam Physician. 2005 Mar 15;71(6):1115-22.
http://www.hopkinsmedicine.org/neurology_neurosurgery/specialty_areas/vestibular/conditions/labyrinthitis.html


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Reabilitação do sistema vestibular - Vertigem posicional paroxística benigna

O sistema vestibular inclui as partes do ouvido interno e do cérebro que processam a informação sensorial envolvida no equilíbrio e controlo dos movimentos do olho. Se alguma doença ou lesão afectar essas áreas de processamento,  podem ocorrer distúrbios vestibulares.

Devido às dificuldades colocadas para diagnosticar com precisão distúrbios vestibulares, as estatísticas que estimam quão comuns são, quantas vezes ocorrem, e quais os impactos sociais que têm são escassas. Um recente e significativo estudo epidemiológico estima que, nos Estados Unidos, até 35% dos adultos com 40 ou mais anos já experimentaram alguma forma de disfunção vestibular.

Os distúrbios vestibulares mais comummente diagnosticados são:

Vertigem posicional paroxística benigna


Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é a mais comum das desordens vestibulares e a que tem o tratamento mais fácil, na maioria dos pacientes pode ser curada com uma simples manobra de fisioterapia. A VPPB pode afetar pessoas de todas as idades , embora seja mais comum em pessoas com idade superior a 60 anos.

A VPPB ocorre quando pequenos cristais de cálcio chamados otólitos ficam fora da sua posição normal no utrículo, um dos órgãos sensoriais do ouvido interno.

Os otólitos devem fluir livres nos espaços cheios de fluido do ouvido interno, incluindo os canais semicirculares, responsáveis por sentir a rotação da cabeça. Se houverem demasiados otólitos, eles podem agregar-se e, como são pesados, migrar para a parte mais baixa do ouvido interno, o canal semicircular posterior. Uma vez neste, eles ainda podem mover-se quando a cabeça muda de posição, como olhar para cima ou para baixo, por cima do ombro, ou quando rolar na cama. 

É o movimento destes coagulos de otólitos que provoca um fluxo indesejado de líquido no canal semicircular, mesmo depois de a cabeça parar de se mover. Isto leva a uma falsa sensação de que a cabeça e o corpo estão a girar ou que o mundo ao seu redor está a girar.

Os pacientes com VPPB geralmente experimentam vertigens quando se viram na cama, entram ou saem da cama, olham para uma prateleira alta ou colocam a cabeça para trás no chuveiro. Estas são as circunstâncias onde existe uma grande mudança na orientação da cabeça em relação à força da gravidade.
Ocasionalmente os pacientes podem cair ao fazer estes movimentos, sofrer de náuseas, vómitos e outros sintomas como enjoos.

Tratamento 


O tratamento da VPPB é baseado num conjuntos de manobras de fisioterapia e programas de exercícios concebidos com o objetivo de remover os coagulos de otólitos dos canais semicirculares. Depois de sair dos canais semicirculares, estes são provavelmente absorvidos naturalmente ao longo de dias ou semanas.

A manobra de fisioterapia geralmente usada é a chamada Manobra de Epley.
Com o paciente sentado, o paciente roda a cabeça deste cerca de 45º para o lado que normalmente provoca a vertigem. Em seguida, o paciente é rapidamente deitado para trás com a cabeça um pouco em extensão (esta posição geralmente provoca forte vertigem). A cabeça é mantida nesta posição durante cerca de 30 segundos e, em seguida, deve rodar-se 90 graus para o lado oposto. Depois de mais 30 segundos, a cabeça e o corpo são rodados em conjunto na mesma direcção de modo a que o corpo fique virado para o lado, e a cabeça a apontar para o chão, a um ângulo de 45º. Após 30 segundos nesta posição, o paciente é novamente trazido para a vertical. Este processo é repetido até cinco ou seis vezes até nem vertigem nem nistagmo serem observados.

Em alguns casos, um vibrador portátil pode ser aplicado ao osso por trás da orelha do lado dos sintomas para ajudar a remover os coagulos que possam ter ficado presos nas paredes do canal semicircular.


  • Após a manobra, o paciente é convidado a sentar-se por dez a vinte minutos.
  • Deve começar a caminhar com cautela
  • Evitar colocar a cabeça para trás, ou fazer flexão para a frente (por exemplo, para amarrar sapatos) durante o resto do dia
  • Evitar dormir sobre o lado do ouvido afectado por vários dias.


Agrawal Y, Carey JP, Della Santina CC, Schubert MC, Minor LB. Disorders of balance and vestibular function in US adults. Arch Intern Med. 2009;169(10): 938-944.
Fife TD, Iverson DJ, Lempert T, Furman JM, Baloh RW, Tusa RJ, Hain TC, Herdman S, Morrow MJ, Gronseth GS. Practice parameter: therapies for benign paroxysmal positional vertigo (an evidence-based review): report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurol. 2008;70:2067–2074.


Outras disfunções do sistema vestibular:





terça-feira, 9 de julho de 2013

Protocolo de reabilitação para ligamentoplastia do cruzado anterior do joelho

"Na rotura de ligamentos do joelho, o ligamento mais lesado é o colateral medial (ou lateral interno), mas a lesão grave mais frequente é a do ligamento cruzado anterior, muito frequente em atletas, que nem sempre tem indicação operatória.
Quando se é relativamente novo, 30-35 anos, e se pretende manter uma atividade desportiva que solicite a rotação do joelho, como o futebol, andebol, basquetebol, volei, rugbi, justificar-se-á a reconstrução ligamentar. 
Em pessoas que pratiquem desportos que não solicitem tanto a rotação do joelho, como o ski ou o ténis, um tratamento fisiátrico bem orientado permite geralmente o retorno a esse tipo de desportos sem que haja necessidade de operar." - Prof. Doutor José Carlos Noronha 

Procedimento antes da cirurgia
RICE (repouso, gelo, compressão com meia elástica e elevação) e eletroterapia podem ser aplicados durante várias semanas antes da cirurgia, a fim de reduzir o inchaço e a dor, para tentar manter a amplitude completa de movimento e diminuir o derrame articular. Isto vai ajudar o paciente a recuperar mais rapidamente o movimento e a força após a cirurgia.

Tratamento pós-operatório
O objectivo nesta fase é incentivar o fortalecimento do quadricípite e dos isquiotibiais. Deverão ser incluídos também exercícios de aumento da amplitude articular desde que não provoquem dor.
Para o fortalecimento muscular do quadicípite está comprovado que a electroestimulação neuromuscular combinada com os exercícios é mais eficaz na melhoria da força do que o exercício apenas.

Semana 1
Gelo regular e elevação ​​para reduzir o inchaço. O objectivo é uma extensão integral e 70º de flexão, até ao final da primeira semana. O uso de um joelho elástico e canadianas são fundamentais.

Mobilizações multidirecionais da patela devem ser incluídas nas primeiras 8 semanas. Outros exercícios de mobilização a realizar nas primeiras 4 semanas são:
  • Extensão passiva do joelho (sem hiperextensão) 
  • Mobilização ativa e passiva para flexão. 
  • Alongamento dos músculos da barriga da perna, isquiotibiais e quadricípite


Semana 3-4
O paciente deve tentar aumentar a fase de apoio na tentativa de andar com uma canadiana apenas. Se houver uma boa coordenação isquiotibiais/quadricípite, a utilização de canadianas pode ser reduzida mais cedo.

Semana 5
  • A utilização da joelho elástico é reduzida. 
  • Mobilização passiva para ganho de flexão, mas esta ainda não deve ser completa. 
  • Tonificação dos isquiotibiais e quadricípite (músculo vasto medial) pode realizar-se com exercícios de cadeia cinética fechada. 
  • Os exercícios devem ter intensidade leve (50% da força máxima) e progressivamente aumentar para 60-70%. 
  • Os exercícios de cadeia cinética fechada devem ser elaborados a partir de posições de estabilidade  (bicicleta, leg press, step) para posições iniciais mais instáveis (ex. agachamentos)
  • A progressão dos exercícios depende da dor, inchaço e controlo do quadricipite. 
  • Podem iniciar-se exercícios de propriocepção e coordenação se a força geral for boa. 


Semana 10
Movimentos dinâmicos para a frente, para trás e laterais podem ser incluídos, bem como exercícios isocinéticos.

Mês 3
Após 3 meses, o paciente pode passar para exercícios funcionais como correr e saltar. 
Mudanças mais rápidas de direção, mudança na estabilidade da superfície, na velocidade de desempenho do exercício, na complexidade da tarefa, na resistência, no desempenho de uma ou duas pernas, etc são possíveis nesta fase.

Mês 4-5
O objetivo final é maximizar a resistência e força dos estabilizadores do joelho, otimizar o controlo neuromuscular com exercícios pliométricos e adicionar os exercícios específicos do desporto que o atleta pratica. 

Regresso ao desporto
Deficits de força após a cirurgia podem ser um fator de risco para lesões futuras e podem definir  o fracasso dos atletas a tentar retornar aos seus níveis de desempenho anteriores. 
Os investigadores sugerem que a perna reparada cirurgicamente deve realizar pelo menos 90% do trabalho da perna não lesionada antes de retornar ao desporto. Isto é avaliado em três testes simples de salto unipodal em que se compara a distância atingida com cada perna.

Outros protocolos de reabilitação

Conheça a opinião do Prof. Doutor José Carlos Noronha, cirurgião especialista em lesões do Joelho.



I Eitzen, H Moksnes, L Snyder-Mackler, MA Risberg. Progressive 5-Week Exercise Therapy Program Leads to Significant Improvement in Knee Function Early After Anterior Cruciate Ligament Injury. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy 2010;40(11):705-722

S. van Grinsven, R. E. H. van Cingel, C. J. M. Holla, C. J. M. van Loon. Evidence-based rehabilitation following anterior cruciate ligament reconstruction. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc 2010; 18:1128–1144

Kyung-Min KiM, Ted Croy, Jay HerTel, SuSan Saliba. Effects of Neuromuscular Electrical Stimulation After Anterior Cruciate Ligament Reconstruction on Quadriceps Strength, Function, and Patient-Oriented Outcomes: A Systematic Review. J Orthop Sports Phys Ther 2010;40(7):383-391.


sábado, 6 de julho de 2013

Meniscectomia do joelho por artroscopia

Uma meniscectomia artroscópica é um procedimento para remover parte ou a totalidade de um menisco da articulação tibio-femoral do joelho através de cirurgia artroscópica. 

Numa meniscectomia completa o menisco é totalmente removido, enquanto a meniscectomia parcial envolve apenas a remoção parcial do menisco.

Este procedimento é minimamente invasivo, feito muitas vezes em regime ambulatório, em clínicas e hospitais de dia.
-->

Indicação para este procedimento

Este procedimento é realizado quando a rutura do menisco é demasiado grande para ser corrigida por uma reparação cirúrgica do mesmo.

Apresentação Clínica

  • Sensibilidade e derrame na interlinha articular do joelho.
  • Os sintomas são frequentemente agravados pela flexão e pela carga sobre o joelho (atividades como colocar-se de cócoras e de joelhos são mal toleradas)
  • Queixas do joelho "estalar", "prender" ou "bloquear" e "falhar" são comuns.
  • Joelho instável


Testes de Diagnóstico

Sensibilidade e derrame na interlinha articular do joelho são descritos como os sinais clínicos mais comuns neste tipo de lesões.
Adicionalmente deve proceder-se aos seguintes testes:
-->
A ressonância magnética deve ser requisitada para confirmação do diagnóstico e identificação do grau da lesão antes da cirurgia. O principal desafio para a RM é a avaliação das superfícies meniscais. Sinais de ressonância magnética de achados anormais incluem:
  • Grau I: degeneração central, discreta - uma lesão intrameniscal de aumento de sinal, sem conexão à superfície articular
  • Grau II: degeneração central extensa - uma maior área intrameniscal de aumento da intensidade do sinal, mais uma vez sem ligação à superfície articular.
  • Grau III: Rutura meniscal - aumento da intensidade do sinal intrameniscal com rompimento do contorno da superfície articular. Pode estar associada com o deslocamento dos fragmentos do menisco.
  • Grau IV: Rutura meniscal complexa - interrupção múltipla de superfícies meniscais


Pós-Operatório

O objetivo da reabilitação é restaurar a função do paciente com base nas necessidades individuais. É importante considerar:
  • O tipo de procedimento cirúrgico
  • O protocolo de pós-cirúrgico determinado pelo cirurgião
  • O menisco que foi reparado
  • O tipo de lesão meniscal
  • O estado pré-operatório do joelho (incluindo o tempo entre a lesão e a cirurgia e a presença de patologia prévia do joelho)
  • A diminuição da amplitude de movimento e força
  • A idade do paciente
  • As expectativas e motivações funcionais e/ou desportivas do paciente


Visão geral de reabilitação

  • Controlar a dor, inchaço e inflamação usando: crioterapia, analgaesics, anti-inflamatórios não-esteróides.
  • À medida que a reabilitação progride, pode ser necessário o uso continuado de terapêuticas para controlar a dor e inchaço residual. 
  • Restaurar a amplitude de movimento através de exercícios dentro dos limites que o cirurgião especificou
  • Se tiver sido realizada uma reparação do menisco a flexão extrema e a rotação devem ser limitadas até que a lesão no menisco tenha tido tempo para cicatrizar (8 a 12 semanas).
  • Restaurar a função muscular através de exercícios de fortalecimento específicos (ver aqui)
  • Otimizar a coordenação neuromuscular proprioceptiva.


Considerações adicionais
  • Carga completa ou pelo menos parcial devem ser conseguidas logo após a cirurgia.
  • Exercícios de amplitude de movimento passivo e ativo devem iniciar imediatamente após a cirurgia, assim como exercícios de fortalecimento do quadricípite
  • Muletas são geralmente necessárias durante 2-5 dias, até que o paciente seja capaz de colocar a totalidade do peso do seu corpo sobre o joelho sem desconforto significativo
  • O retorno às atividades diárias sem limitação dá-se geralmente em 4-6 semanas
  • Os atletas podem retornar às atividades desportivas sem limitação completo quando o resistência ​​muscular do quadricípite estiver restabelecida e a amplitude de movimento for completa e sem dor
  • O uso de electroestimulação com biofeedback é considerado um tratamento eficaz na melhoria da força muscular do quadricípite após a meniscectomia por artroscopia


Veja ainda a entrevista com o Prof. Doutor José Carlos NoronhaDoutorado pela Universidade do Porto – título da tese “Isometria na Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior”
Autor de 3 livros e 1 CD-Rom sobre lesões ligamentares do joelho
Cirurgião da equipa principal de futebol do Futebol Clube do Porto e Ortopedista no Hospital da Trindade.






Meserve BB, Cleland JA, Boucher TR. A meta-analysis examining clinical test utilities for assessing meniscal injury. Clin Rehabil. 2008;22(2):143-161.

Atkinson HDE, Laver JM, Sharp E. Physiotherapy and rehabilitation following soft tissue surgery of the knee. Orthop Trauma. 2010;24(2):129-138.

Teller P, Konig H, Weber U, Hertel P. MRI atlas of orthopedics and traumatology of the knee. London:Springer, 2003.

Thomson LC, Handoll HH, Cunningham A, Shaw PC. Physiotherapist-led programmes and interventions for rehabilitation of anterior cruciate ligament, medial collateral ligament and meniscal injuries of the knee in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2002;(2):CD001354.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fisioterapia no meio aquático

Entrevista com:
Fisioterapeuta Maria da Conceição Graça

P.: A maior parte das pessoas tem conhecimento da fisioterapia no meio aquático pelas classes de hidroterapia em grupo. Pode resumir-nos as diferenças entre estes dois conceitos e indicar algumas condições clínicas em que a fisioterapia no meio aquático tenha indicação terapêutica?

Existe equivalência nos dois termos, apenas que fisioterapia em meio aquático define o profissional que exerce a terapia aquática. E nesse sentido o diagnóstico clínico do utente deveria definir o profissional que faz a terapia.
No caso dos sintomas serem dor, disfunção motora ou músculo-esquelética, alterações reumatológicas ou sequelas neurológicas deveria-se encaminhar o utente para um fisioterapeuta. 

P.: Uma fonte de discórdia entre muitos profissionais de reabilitação é saber se a fisioterapia no meio aquático é benéfica ou não para casos de artrose dos membros inferiores. Terá o efeito “anti gravítico” da água vantagens no alívio dos sintomas de artrose da anca e joelho?

Os estudos científicos tem provado que o efeito da gravidade na cartilagem degenerada agravam o quadro, assim como os movimentos repetidos. Por outro lado, biomecânicamente está provado que o meio aquático tem um efeito de descarga articular que pode diminuir o desgaste articular no meio aquático e dada a variabilidade de movimento pela instabilidade do meio, só se pode afirmar que é um meio rico em estímulos para ativar e desencadear um reforço muscular e treino proprioceptivo . 

P.: Os problemas vasculares e de pele são por vezes um impedimento para a prática de atividades numa piscina aquecida. Em que condições clínicas é de todo contraindicada a fisioterapia em meio aquático?

A terapia aquática não tem contraindicações à exceção de feridas abertas, pela possibilidade de o seu portador adquirir uma infecção num meio rico em microbiologia variada. 
A questão está nas condições uniformes dos meios aquáticos, demasiado quentes e contaminados em piscinas terapêuticas e demasiado frios e desconfortáveis em piscinas desportivas. A verdade é que depende do objetivo terapêutico, no caso de terapia pelo movimento para condicionamento cardiovascular a temperatura deverá ser mais baixa (30º-31º), no caso de pessoas com problemas de contraturas, hipertonia que precisam relaxar e estão incapacitadas de exercícios vigorosos a temperatura deveria ser mais elevada (32º-34º). Sobre controlo de infecção, os avanços na engenharia já desenham piscinas com tratamentos à base de Ultravioletas que têm um controlo adequado à microbiologia do meio que, com outras medidas estratégicas, resultam em vantagens perfeitas para utentes e fisioterapeutas. Não nos esqueçamos que estes profissionais são sujeitos ao meio durante a imersão do seu utente.

P.: Pode dar-nos o exemplo de um caso clínico em que a fisioterapia em meio aquático tenha assumido um papel preponderante no processo de reabilitação?

No próximo dia 12 de junho haverá o 1º Seminário de Estudos de Caso em Terapia Aquática, que de certo validará intervenções baseadas na Evidência. No meu caso, como amante desta modalidade terapêutica, é através dos casos neurológicos e de geriatria que me elevo pelos resultados obtidos na promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida com impacto no seu condicionamento físico e prevenção de quedas.



Maria da Conceição Graça

Fisioterapeuta Especialista no Hospital Dr. Francisco Zagalo de Ovar
Mestre em Gerontologia na UA
Doutoranda de Fisioterapia na Fadeup 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Programa de exercícios terapêuticos para pacientes com DPOC

Esta é uma excelente iniciativa levada a cabo no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, proporcionando aos seus utentes um Programa de Reabilitação Respiratória com notórios efeitos positivos.

Neste programa participam o colega Fisioterapeuta Rui Sintra e o Pneumologista João Munhá, servindo como exemplo do que um programa bem estruturado e o trabalho em equipa dos profissionais de saúde pode fazer. 


Esteja atento a iniciativas como esta e se sofrer de patologia respiratória questione o seu médico de família e o especialista que o acompanha sobre a adequação deste tipo de exercício terapêutico.







segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ruptura do ligamento cruzado anterior

O ligamento cruzado anterior, ou LCA, é um dos ligamentos dentro da articulação do joelho. Dispõe-se em diagonal desde a parte anterior e medial da superfície articular da tíbia até à parte posterior e lateral do sulco inter-condiliano do fémur. Este ligamento ajuda a estabilizar a articulação do joelho, controlando os movimentos de deslizamento anterior da tíbia sobre o fémur.
As lesões do LCA ocorrem mais frequentemente durante as actividades desportivas como futebol, basquetebol e ténis. A lesão acontece muitas vezes depois de um salto, em que há um movimento de torção logo a seguir a ter apoiado todo o peso do corpo numa só perna.
Este tipo de lesões é mais frequente no sexo feminino. Cerca de metade das pessoas com lesão do LCA também apresentam danos no menisco ou outro ligamento do mesmo joelho.
Estas rupturas podem ser classificadas segundo a sua gravidade em:
  • Grau I (leve). Também chamada de distensão. É um estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial do ligamento.
  • Grau III (grave). O ligamento é completamente rasgado por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.

-->

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Em qualquer lesão dos ligamentos do joelho, os sintomas tendem a ser semelhantes, mesmo que esteja afectado mais que um ligamento. A severidade dos sintomas depende do grau da lesão ao ligamento.
  • Uma sensação de estalido ou ressalto no momento da lesão às vezes pode ser ouvido se o ligamento tiver sido totalmente rasgado.
  • Inchaço do joelho. Quando o ligamento é lesado, pode haver algum sangramento dentro da articulação do joelho. Isso pode levar a inchaço do joelho.
  • Dor. Novamente, o grau de dor irá depender da gravidade da lesão.
  • Sensibilidade ao toque no joelho.
  • Limitação da mobilidade normal do joelho. Em rupturas completas do ligamento, o movimento pode estar severamente comprometido.
  • Sensação que o joelho está instável, com folga, podendo limitar a marcha.
  • Nas lesões mais graves do LCA, irá formar-se um grande hematoma na zona do joelho.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do joelho são geralmente suficientes para diagnosticar a ruptura do LCA. Uma ecografia ou RM podem ser pedidas para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão.
-->

Tratamento

                O tratamento em fisioterapia, nas primeiras 48 a 72 horas após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
  • Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Compressão: um joelho elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
  • Elevação: A perna deve ser elevada um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
  • Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.

Após este período, e com o diagnóstico confirmado, o tratamento irá depender da gravidade da lesão:

Ruptura de grau I: As orientações de reabilitação podem ser divididas em 2 fases:

Fase 1: 1ª e 2ª semanas
Repouso de actividades que causam dor. Procure caminhar normalmente desde que não provoque dor.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Alongamentos do quadricípite e dos isquiotibiais, mobilização activa do joelho
Fortalecimento muscular estático dos músculos da coxa
Massagem de mobilização dos tecidos moles, a partir do 2º dia, quando já não se observarem sinais inflamatórios
Na 2ª semana introduzir exercícios de reforço dinâmico, tais como a extensão do joelho, flexão de joelho e meio agachamento.
Começar com massagem transversal profunda em dias alternados
Recomeçar treino aeróbio com a bicicleta, elíptica e corrida suave.
Fase 2: 3ª e 4ª semanas
Aumentar a intensidade, amplitude e carga dos exercícios até a sua força e confiança ser igual em ambas as pernas.
Incluir mudanças de direcção na corrida
Na 4ª semana incluir saltos e exercícios pliométricos.
Retorno gradual à prática desportiva
Nos primeiros treinos pode ser aplicada uma ligadura elástica ou em tape para dar maior suporte ao joelho e confiança ao atleta.

Ruptura de grau II ou III: As orientações de reabilitação podem ser divididas em 3 fases:

Nas rupturas de grau II e III, em particular as de grau III, é importante que as extremidades do ligamento sejam protegidas para se dar uma correcta cicatrização.
Fase 1: Primeira à quarta semana
Repouso de todas as actividades dolorosas. Canadianas devem ser usadas. Deve ser iniciada carga parcial na 2ª semana, e à 4 semana já deve estar a caminhar normalmente.
Tala ou joelheira para proteger os ligamentos e prevenir a instabilidade do joelho
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Massagem de mobilização dos tecidos moles, a partir do 2º dia, quando já não se observarem sinais inflamatórios
Alongamento da musculatura da coxa e perna, desce que não desperte os sintomas
Fortalecimento estático da musculatura da coxa e perna, desde que não desperte os sintomas
Fase 2: semana 5 e 6
Introduzir exercícios de fortalecimento dinâmico - flexão de joelho, extensão de joelho, meio agachamento
Pode ser possível começar a nadar (sem ser estilo de bruços) ou a trabalhar no step para manter a capacidade aeróbia.
Fase 3: Semanas 6, 7, 8, 9 e 10
Aumentar a intensidade, amplitude e carga dos exercícios até a sua força e confiança ser igual em ambas as pernas.
Começar com massagem transversal profunda em dias alternados
Recomeçar treino aeróbio com a bicicleta, elíptica e corrida suave.
Iniciar corrida, progredindo na 8ª semana para começar a fazer corrida de lado e de costas, à 10ª semana começar com mudanças de direcção e velocidade
À 8ª semana começar a introduzir exercícios próximos do gesto desportivo e à 10ª semana reintroduzir a prática desportiva ou o trabalho

Ruptura de grau II ou III: A cirurgia (ligamentoplastia) poderá ser o tratamento de eleição no caso de jovens, principalmente nos mais activos:

A ligamentoplastia envolve a reparação ou reconstrução do LCA rasgado. O ligamento poderá ser suturado ou, se a lesão envolveu parte da inserção óssea pode ser necessária a colocação de um excerto composto por osso e tendão, normalmente retirado do tendão rotuliano ou do tendão dos músculos isquio-tibiais. O plano de tratamento para acompanhar um ligamentoplastia envolve:
Fase 1: Antes da cirurgia
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Compressão: um joelho elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
Exercícios para aumentar a amplitude de movimento e força do joelho, desde que não provoquem dor.
Pode ser necessário o uso de canadianas e ligadura de suporte do joelho para lhe permitir fazer as actividades da vida diária.
Fase 2: As 2 primeiras semanas após a cirurgia
O protocolo inicial será, em grande parte, determinado pelo médico que realizou a cirurgia. Geralmente é aconselhado repouso, uso de canadianas, gelo e compressão
Poderão ser iniciados exercícios de mobilização passiva do joelho para ganho de amplitude articular, alongamento dos isquio-tibiais e reforço estático do quadricípite
Fase 3: Da 2ª à 6ª semana
Aumentar os períodos que passa em pé e assegurar um padrão de marcha normal.
Continuar exercícios de mobilidade e progredir para fortalecimento dinâmico. Introduzir o meio agachamento.
Iniciar exercícios de equilíbrio e propriocepção
Continuar com a aplicação de gelo após a actividade, caso o inchaço persista.
Fase 4: Da 7ª à 12ª semana
Aumentar as cargas de fortalecimento, fazer agachamentos completos, inicio da corrida em linha recta
Fase 5: Dos 3 aos 6 meses
Fase reservada á reintrodução na prática desportiva. Aumentar os tempos de corrida, introduzir outras actividades aeróbias, como natação ou ciclismo, introduzir mudanças de direcção e de velocidade na corrida. Progressivamente fazer a reeducação do gesto desportivo.

Exercícios terapêuticos para uma ruptura do ligamento cruzado anterior

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma ruptura do cruzado anterior. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Flexão/extensão do joelho
Deitado, com o calcanhar apoiado no chão, puxe o pé em direcção à bacia. Retorne lentamente o pé à posição inicial.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 


Alongamento da cadeia posterior
Sentado, com a perna a alongar esticada. Tente chegar com as mãos o mais abaixo possível. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Fortalecimento do quadricípite
Deitado, com um rolo sob o joelho. Contraia o musculo da coxa e perna de forma a esticar o joelho e puxar a ponta do pé para si.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


Mihelic R, Jurdana H, Jotanovic Z, Madjarevic T, Tudor A. Long-term results of anterior cruciate ligament reconstruction: a comparison with non-operative treatment with a follow-up of 17-20 years. Int Orthop. 2011 Feb 2.