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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para síndrome de dor patelofemoral

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para síndrome de dor patelofemoral.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

1. Fortalecimento do quadricípite

2. Elevação da perna a direito

3. Agachamentos na parede

4. Alongamento dos gémeos

5. Alongamento do quadricípite

6. Alongamento dos isquiotibiais


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Palmilhas para alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo: 

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral mais susceptíveis de beneficiar do uso de palmilhas.

Norma:

Vicenzino, et al:

  1. Idade acima de 25 anos
  2. Altura inferior a 165 centímetros
  3. A pior dor ser menor de 53,25 milímetros (escala visual analógica de 100 milímetros)
  4. Diferença de largura do médio-pé  superior a 10,96 milímetros

Probabilidade de Sucesso: 

59,5% (2 ou + Variáveis), 85,5% (3 ou + Variáveis)

Barton, et al:

  1. Controlo de Movimento (média ponderada) maior do que 5.0 (motion control properties scale da Footwear Assessment Tool)
  2. Dor usual maior que 22,0 milímetros
  3. Dorsiflexão do tornozelo com o joelho flexionado maior do que 41,3º
  4. Redução da dor durante um agachamento numa só perna com as palmilhas

Probabilidade de Sucesso: 

41,0% (2 ou + Variáveis), 78,0% (3 ou + Variáveis)


Bibliografia

Barton CJ, et al. Clinical predictors of foot orthoses efficacy in individuals with patellofemoral pain. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.

2. Vicenzino B, et al. A clinical prediction rule for identifying patients with patellofemoral pain who are likely to benefit from foot orthoses: a preliminary determination. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Manipulação lombar no alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral que provavelmente terão uma resposta positiva imediata à manipulação lombopélvica.


Norma:


  1. Diferença na rotação interna da anca menor do que 14º
  2. Dorsiflexão do tornozelo o joelho flexionado maior do que 16º
  3. Teste de queda do navicular maior do que 3 milímetros
  4. Sem rigidez após estar sentado 20 min
  5. O agachamento é a atividade mais dolorosa


Probabilidade de Sucesso: 

63% (2 ou + Variáveis), 94% (3 ou + Variáveis), 100% (4 ou + Variáveis)

Bibliografia

Iverson CA, et al. Lumbopelvic Manipulation for the Treatment of Patients With Patellofemoral Pain Syndrome: Development of a Clinical Prediction Rule. J Orthop Sports Phys Ther. 2008; 38(6): 297–312.
Crowell MS, et al. Lumbopelvic manipulation in patients with patellofemoral pain syndrome. J Man Manip Ther. 2012; 20(3): 113–120.

sábado, 29 de novembro de 2014

Taping para a síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar pacientes com síndrome de dor patelofemoral que irão responder favoravelmente ao taping patelar.

Norma:

  1. Angulação da tíbia maior do que 5 graus
  2. Teste de tilt patelar positivo


Probabilidade de Sucesso:

83% (2 Variáveis)

Bibliografia

Lesher JD, et al. Development of a clinical prediction rule for classifying patients with patellofemoral pain syndrome who respond to patellar taping. J Orthop Sports Phys Ther. 2006; 36(11): 854-66.

Cleland J, Koppenhaver S, Su J. Netter's Orthopaedic Clinical Examination: An Evidence-Based Approach, 2e (Netter Clinical Science) June 15, 2010

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teste para a síndrome do túnel do tarso

Descrição
Este teste é utilizado para averiguar a presença de síndrome do túnel do tarso ou compressão do nervo tibial posterior. 



Técnica
Com o paciente sentado, o fisioterapeuta faz dorsiflexão máxima do tornozelo, eversão do pé, e estende os dedos do pé. De seguida, mantém esta posição por 5-10 segundos enquanto bate sobre o túnel do tarso (posterior ao maléolo medial). O teste é considerado positivo quando existem queixas de sensibilidade no nervo e/ou sinal de Tinel.




Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. Second. Mosby Publishing Inc., 2010. 609-613.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Protocolo de fisioterapia para a tenossinovite de De Quervain

A tenossinovite de De Quervain é comumente conhecida como uma inflamação dos tendões extensor curto e abdutor longo do polegar. No entanto, a nova investigação sugere que nesta condição se dá uma degeneração dos tendões que fazem desta patologia uma tendinose e não uma tendinite. Os principais sinais/sintomas são:
  • Dor
  • Edema devido à inflamação
  • Diminuiu a extensão do polegar e da força de desvio radial
  • A diminuição do movimento
Apesar da patologia, o uso excessivo do polegar e o desvio radial repetitivo fazem com que os dois tendões deslizem continuamente sobre a apófise estiloide do rádio, fazendo com que as forças de atrito conduzam a inflamações pontuais. 

O Guide for Physical Therapy Practice da APTA sugere que 80% dos pacientes com tenossinovite de De Quervain irá atingir os seus objetivos esperados para o tratamento dentro de 2 a 4 meses (entre 6-24 consultas de fisioterapia).

Protocolo de fisioterapia para a tenossinovite de De Quervain


Não existe evidência indicando um protocolo padrão para o tratamento da doença de De Quervain, mas existem sugestões de várias investigações sobre que intervenções utilizar na fase aguda e na fase crónica.


Intervenções na fase aguda 
(objetivo: aliviar a dor, diminuir o inchaço, melhorar a amplitude de movimento): 
  • Imobilização do polegar Será geralmente prescrita uma tala para imobilização do polegar durante até 6 semanas. A taxa de sucesso documentada para esta intervenção ronda os 19%, quando comparada com injeções de corticóides e uso de AINEs, mas o sucesso aumentou para 88% com a utilização de talas e AINEs em conjunto.
  • Injeção de corticosteróides Injecção de corticosteróide e/ou anestésico na bainha do tendão extensor do polegar teve sucesso variável, entre 62% e 93%.
  • Anti -inflamatórios não esteróides (AINEs) Geralmente combinado com outras intervenções terapêuticas. Verificou-se que tem resultado a aliviar a inflamação dos tendões extensor curto e abdutor longo do polegar.
  • Gelo/calor Geralmente combinado com outras intervenções terapêuticas. O calor pode ajudar a relaxar e a alongar a musculatura encurtada, e o gelo pode ser usado para ajudar a aliviar a inflamação da bainha do tendão extensor.
  • Tratamento de McKenzie para o punho O paciente é instruído a realizar o desvio cubital e a flexão do polegar com distração em casa 10-20 vezes pelo menos a cada 3 horas. O paciente também é orientado a evitar o desvio radial. O autor verificou que o desvio cubital com distração radiocarpal promove uma recuperação mais rápida e com sucesso. Há pouca ou nenhuma pesquisa apoiando o sucesso e a eficácia desta intervenção.
  • Massagem Massagem profunda na eminência tenar pode ajudar a relaxar a musculatura que provoca dor. (Veja o vídeo de exemplo abaixo)
  • Alongamento Alongar os músculos da eminência tenar em extensão e abdução do polegar pode relaxar e alongar essa musculatura que causa dor. (Veja o vídeo de exemplo abaixo)
  • Educação Sobre os fatores de risco, atividades agravantes e educação para a adaptação de actividades agravantes.


Intervenções fase crónica:
  • Calor
  • Massagem
  • Exercício terapêutico (incluindo programa de exercícios para casa)
  • Alongamento
  • Reforço muscular (Veja o vídeo abaixo para cada exercício)
  • Educação para a adaptação de actividades agravantes (continuação).
  • Injeções de corticóide (se as intervenções de fase aguda não funcionaram)
  • Reiniciar a actividade/exercício físico
Qualquer dos alongamentos acima, assim como o fortalecimento muscular, usar gelo e calor, técnicas de auto-massagem e, se for escolhido como intervenção, os exercícios de McKenzie podem ser realizados pelo próprio paciente em casa como forma de prevenir recidivas. 



Kutsumi K, et al. Finkelstein's test: A biomechanical analysis. The Journal of Hand Surgery. 2005;30(1):130-135.
Andreu J-L, et al. Hand pain other than carpal tunnel (CTS): The role of occupational factors. Best Practice & Research Clinical Rheumatology. 2011;25:31-42.
Gonzalez-Iglesias J, Huijbregts P, Gernandez de las Penas C, and Cleland JA. Differential diagnosis and physical therapy management of a patient with radial wrist pain of 6 months' duration: A Case Report. J Ortho and Sports Phys Ther. 2010;40(6):361-368.
Ilyas AM. Nonsurgical treatment for de Quervain's tenosynovitis. J Hand Surg. 2009;34(5):928-929.
Kaneko S, Takasaki H, and May S. Application of mechanical diagnosis and therapy to a patient diagnosed with de Quervain's disease: A Case Study. J Hand Surg. 2009;22:278-284.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Teste de compressão do carpo

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar pacientes com suspeita de síndrome do túnel cárpico.


Técnica
Com o braço do paciente em supinação, o examinador aplica pressão com os dedos sobre o nervo mediano no interior do túnel do carpo. Este situa-se imediatamente após a prega do punho. O teste é considerado positivo quando o paciente se queixa de dormência e formigueiro na distribuição do nervo mediano em menos de 30 segundos. O examinador deve registar o tempo de início dos sintomas.

Precisão do teste
Num estudo inicial este teste apresentou uma sensibilidade de 87% e uma especificidade de 90%  no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. Num estudo mais recente a sensibilidade foi de 52,5% e a especificidade de 61,8%.


Durkan JA. "A new diagnostic test for carpal tunnel syndrome." J Bone Joint Surg AM 1991 April; 73(4): 535-538.

Kaul MP, Pagel KJ, Wheatley MJ, Dryden JD. "Carpal compression test and pressure provocative tests in veterans with median-distribution paresthesias." Muscle Nerve 2001 January; 24(1): 107-111.


Outros testes para avaliar o punho e a mão


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Limitação na rotação do ombro – problema capsular ou muscular? – estudo de caso clínico

Hoje em dia assume-se que a etiologia da síndrome do conflito sub-acromial no ombro é multifatorial. Os fatores mecânicos que potencialmente contribuem para esta patologia são:
  • Alterações no controlo neuromuscular
  • Diminuição da força da coifa dos rotadores e músculos peri-escapulares
  • A morfologia e postura do acrómio
  • Rigidez da cápsula articular posterior

Entre estas disfunções, os autores deste estudo de caso concentraram-se na análise da retração da cápsula posterior, que pode ser confirmada clinicamente por uma limitação na adução horizontal e na rotação interna do ombro.


De um ponto de vista clínico vários autores demonstraram que existe uma estreita correlação entre a perda de adução horizontal e a limitação da rotação interna. A relação entre estas duas é que as limitações de 1cm da adução horizontal correspondem a uma redução de 4º de rotação interna.

Num estudo sobre artrocinemática glenoumeral, verificou-se que a redução cirúrgica da cápsula posterior causou uma translação “anormal” em sentido antero-superior durante a flexão do braço. Recentemente, começou-se a suspeitar que este mecanismo de translação “anormal” também é um dos fatores indutores não só para o conflito sub-acromial, mas também para as lesões no labrum glenóideo superior em atletas de voleibol, ténis, natação, etc.

Este estudo de caso clínico nasceu da dúvida dos autores sobre se a limitação na rotação interna do ombro poderia ser apenas causada por uma retração da parte posterior da cápsula, ou esta limitação poder ter um componente muscular, mais ou menos significativo, nomeadamente contracturas nos músculos infra-espinhoso e redondo menor.

Apresentação de caso clínico

  • Homem, de 42 anos, trabalhador braçal, veio a consulta com queixas de dor no ombro direito, que se mantinham há já 12 semanas. O início dos sintomas foi insidioso.
  • A dor era intermitente e causada/agravada por mover o braço além dos 90º de elevação ou por dormir sobre o lado direito. A intensidade da dor nunca foi tão forte a ponto de interferir com as atividades de trabalho e quando sentiu ser necessário o paciente usou AINEs e compressas de gelo para aliviar a dor.
  • Todo o ombro estava doloroso (particularmente na área do deltóide), mas sem dor irradiada. O paciente não sofria de nenhuma dor em redor da área cervical ou no membro superior.
  • Não houve outras descobertas significativas durante qualquer parte da história.
  • O exame não mostrou diferenças no trofismo muscular ou assimetrias posturais significativas. O ritmo escápulo-humeral estava equilibrado, apesar de, no final do movimento haver uma ligeira restrição da elevação à direita, com dor que aparecia no fim do movimento.
  • A avaliação da amplitude de movimento passivo só demonstrou uma limitação da rotação interna do ombro direito em relação ao ombro esquerdo. Testes musculares manuais não revelaram fraquezas, embora a abdução resistida tenha provocado dor.
  • Os testes de impingement foram positivos, particularmente o teste de Hawkins, o teste de Yocum e o teste de compressão ativa de O'Brien.

O diagnóstico de síndrome do conflito subacromial foi confirmado pela sintomatologia do paciente correspondente aos critérios de inclusão/exclusão identificados por diversos autores.

Antes de tratar o paciente, a amplitude de rotação interna foi medida. As medições foram realizadas com um inclinómetro. A força aplicada pelo fisioterapeuta para rodar o braço foi medida com um dinamómetro electrónico ligado ao pulso do paciente. A força utilizada para as medidas pré e pós-tratamento foi idêntica. Foram feitos testes musculares resistidos em abdução, rotação interna e externa, conforme descrito por Cyriax. A força resultante foi medida com um dinamómetro, de modo a usar os mesmos valores para o ensaio de controlo. Por último, foram realizados testes de contusão (Yocum de e Hawkin) e o teste de compressão ativa (O'Brien). Mesmo para estes testes, as forças resultantes foram medidas com um dinamómetro para que pudessem ser reproduzidas exatamente durante os seguintes testes de controlo. 

A dor provocada por estes testes foi medida utilizando uma escala visual analógica (EVA), imediatamente após a conclusão dos testes.

Tratamento

A fim de tratar apenas a parte muscular do ombro, sem afectar a cápsula, o paciente foi colocado de bruços, com o braço seguro a seu lado, numa posição relaxada.

O paciente recebeu uma massagem de 7min no infra-espinhoso e de 3min no redondo menor. Os autores consideram que este tempo de massagem era suficiente para produzir uma alteração no músculo. A massagem foi feita apenas sobre as áreas do infraespinhoso que estavam contraturadas e dolorosas à palpação e sobre a totalidade do redondo menor (devido ao seu tamanho pequeno), movendo-se as pontas dos polegares de uma forma circular. A força aplicada estava relacionada com a capacidade do paciente para suportar a dor.

Todas as medições anteriores foram feitas outra vez no fim de cada tratamento.

O tratamento consistiu em três sessões, dadas em dias alternados. Durante o tratamento o paciente não tomou a medicação ou mudou a sua rotina diária. Além disso, ele não recebeu qualquer outro tratamento ou praticou qualquer exercício em casa.

Conclusão

Após três sessões de tratamento, a amplitude de movimento articular em rotação interna aumentou em 20º.

Na EVA observou-se uma clara melhoria em todos os testes administrados. Na abdução resistida verificou-se uma diminuição do valor inicial de 2,8 para 0, e no teste de Hawkins foi de 3 para 0,3. No teste de Yocum foi de 3 para 0,1 e no de compressão activa de O’brien foi de 2,3 para 0.

Os resultados obtidos no tratamento deste caso clínico mostram como uma restrição na rotação interna do ombro pode ser causada por uma contratura dos músculos posteriores e não exclusivamente por uma rigidez da cápsula posterior.

Este estudo de caso clínico sugere que a massagem dos músculos infraespinhoso e redondo menor pode tornar possível ganhar 20º de rotação interna em pacientes com síndrome do conflito subacromial.


No entanto é, obviamente, necessário fazer estudos sobre um grande número de casos, para confirmar esta hipótese e calcular a incidência do componente muscular versus o componente capsular nestes casos clínicos.



Poser A, Casonato O. Posterior glenohumeral stiffness: capsular or muscular problem? A case report. Man Ther. 2008 May;13(2):165-70.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Síndrome Pós-Poliomielite - os benefícios do exercício

A Visual Health Information publicou um novo artigo. Neste respondem à seguinte questão:

Qual o efeito que o exercício tem sobre os indivíduos com Síndrome Pós-Poliomielite (SPP)?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante Janeiro de 2013) por trabalhos que abordaram esta questão específica.

Esta pesquisa resultou na análise de um estudo observacional transversal, um estudo piloto, um estudo randomizado e dois estudos de coorte. 
O estudo observacional tentou identificar diferenças entre grupos de indivíduos com e sem SPP, com o grupo SPP a apresentar uma maior dificuldade com vários testes de desempenho físico e função física percebida, especialmente no campo da fadiga. 


O estudo piloto descreveu uma intervenção supervisionada durante um período de 3 semanas, e sugeriu que programas de exercício individualizados de intensidade moderada poderiam ser eficazes na redução da fadiga, mesmo 3-6meses após conclusão do programa. 

No estudo clínico randomizado, a comparação entre programas de flexibilidade e exercícios aeróbicos em meio hospitalar e orientados em casa concluiu que o programa hospitalar supervisionado obteve melhores resultados na redução da fadiga e melhoria da capacidade funcional. 

Os dois últimos estudos utilizaram o fortalecimento do quadrícipite como medida, sendo que o primeiro utiliza um programa de fortalecimento de baixa intensidade de 12 semanas em dias alternados, e o segundo uma combinação de um programa de intensidade moderada alternando com exercícios isométricos 4 dias por semana, durante 12 semanas. O segundo estudo mostrou um aumento significativo não só na quantidade de resistência usada no fim da intervenção (que também ocorreu no estudo anterior), mas também melhoria significativa nas medidas no dinamómetro isocinético e isométrico. 


Um achado comum a todos os estudos foi o de que cada um dos programas utilizados foram seguros para o uso em indivíduos com SPP.

Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:



Esta newsletter mensal está disponível de forma gratuita no site Visual Health Information.


Veja este e outros sites de prescrição de exercícios terapêuticos Aqui!



Nollet F, Beelen A, Prins MH, et al. Disability and functional assessment in former polio patients with and without postpolio syndrome. Arch Phys Med Rehabil. 1999;80(2):136-143.
Davidson AC, Auyeung V, Luff R, Holland M, Hodgkiss A, Weinman J. Prolonged benefit in post-polio syndrome from comprehensive rehabilitation: a pilot study. Disabil Rehabil. 2009;31(4):309-317.
Oncu J, Durmaz B, Karapolat H. Short-term effects of aerobic exercise on functional capacity, fatigue, and quality of life in patients with post-polio syndrome. Clin Rehabil. 2009;23(2):155-163.
Agre JC, Rodriquez AA, Franke TM, Swiggum ER, Harmon RL, Curt JT. Low-intensity, alternate-day exercise improves muscle performance without apparent adverse effect in postpolio patients. Am J Phys Med Rehabil. 1996;75(1):50-58.
Agre JC, Rodriquez AA, Franke TM. Strength, endurance, and work capacity after muscle strengthening exercise in postpolio subjects. Arch Phys Med Rehabil. 1997;78(7):681-686.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Síndrome de compartimento posterior na perna

A síndrome de compartimento é uma condição dolorosa que ocorre quando a pressão dentro da bainha que envolve cada músculo aumenta, diminuindo assim o fluxo sanguíneo, o que impede a nutrição e oxigenação das células musculares e do nervo.
A síndrome de compartimento posterior surge quando os músculos no compartimento posterior profundo da perna (flexor dos dedos, flexor do hálux, poplíteo e tibial posterior) começam a sofrer maior pressão devido a um edema contido na bainha que o rodeia.
As síndromes do compartimento podem ser agudas ou crónicas.
  • A síndrome do compartimento aguda é considerada uma emergência médica, e está geralmente associada a ferimentos graves, como fracturas da tíbia. Sem tratamento, esta lesão pode levar a lesões musculares e nervosas permanentes.
  • A síndrome do compartimento crónica, também conhecida como síndrome do compartimento de esforço, não é geralmente uma emergência médica. É mais frequentemente causada por esforço associado à prática desportiva, e surge algumas horas após o exercício, em resultado da inflamação causada pelo esforço muscular excessivo.


Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Na síndrome do compartimento posterior aguda
  • Dor na perna quando chuta, salta ou se colocar em pontas dos pés
  • Dor alivia depois de um breve descanso, mas volta durante o exercício.
  • Dor ao puxar para baixo os dedos e pés.

Na síndrome do compartimento posterior crónica
  • Dor que aumenta durante o exercício, podendo chegar a impossibilitar a corrida.
  • Dor alivia depois de um breve descanso, mas volta durante o exercício.
  • Dor ao puxar para baixo os dedos e pés.
  • Perda da sensação no arco plantar, devido ao comprometimento do nervo tibial.

Se apresentar os sintomas de uma síndrome do compartimento posterior aguda deve dirigir-se imediatamente a um serviço de emergência médica. No casos das síndromes do compartimento crónicas uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento da perna são geralmente suficientes para o diagnostico. Um raio-X ou ecografia podem ser pedidos para descartar uma fractura de stress da tíbia ou uma tendinite.

Tratamento

             O tratamento em fisioterapia, consiste em controlar os sinais inflamatórios, reduzir a dor e aumentar a funcionalidade, através de:
  • Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé durante longos períodos pode significar um agravamento da sua lesão. Repouse entre 2 a 5 dias da actividade que provocou os sintomas.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Compressão: uma meia elástica pode ser usada para controlar o inchaço.
  • Elevação: A perna deve ser elevada um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
  • Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.
  • Massagem de drenagem do membro inferior
  • Exercícios de mobilização activa do pé em elevação e natação poderão ajudar à recuperação das fibras musculares

Se o paciente apresenta uma história de síndrome de compartimento crónica, que não se resolve com tratamento conservador, que provoca uma pressão no compartimento superior a 30 mmHg 1 minuto após o inicio do exercício ou que apresenta um defeito na fáscia (bainha) do músculo. A cirurgia poderá ser considerada.
A fasciotomia é a cirurgia para esta síndrome, e consiste num procedimento simples que divide a fáscia longitudinalmente ao longo de todo o comprimento do compartimento envolvido. Ou seja, um corte é feito ao longo do comprimento da bainha dos músculos para permitir que a pressão que está a ser aplicada ao músculo diminua
Logo após a cirurgia é aplicada uma ligadura compressiva. O paciente pode precisar usar canadianas por alguns dias. Exercícios de mobilidade activa e passiva devem ser começados de imediato. Assim que a cicatriz tenha fechado, caminhadas e ciclismo são incentivados. A corrida só deve ser retomada pelo menos seis semanas após a cirurgia.
A recuperação completa pode demorar até três meses.

Exercícios terapêuticos para a síndrome de compartimento posterior

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da síndrome de compartimento posterior. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Flexão/extensão do joelho
Deitado, com o calcanhar apoiado no chão, puxe o pé em direcção à bacia. Retorne lentamente o pé à posição inicial.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

  



Alongamento activo da cadeia posterior
Deitado, com um elástico na ponta do pé, com a coxa e joelho dobrados a 90o. Mantenha a tensão no elástico enquanto estica o mais possível o joelho, puxado a ponta do pé para si. Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

  



Flexão resistida do
Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


Gill CS, Halstead ME, Matava MJ. Chronic exertional compartment syndrome of the leg in athletes: evaluation and management. Phys Sportsmed. 2010 Jun;38(2):126-32.
Tzortziou V, Maffulli N, Padhiar N. Diagnosis and management of chronic exertional compartment syndrome (CECS) in the United Kingdom. Clin J Sport Med. 2006 May;16(3):209-13.
Wittstein J, Moorman CT, 3rd, Levin LS. Endoscopic compartment release for chronic exertional compartment syndrome: surgical technique and results. Am J Sports Med. 2010 Aug;38(8):1661-6.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Síndrome do túnel társico

O túnel do tarso é um canal estreito que fica na parte interna do tornozelo, formado pelos ossos do tornozelo e os ligamentos do retináculo flexor, que tem como função proteger e manter as estruturas contidas no seu interior (artérias, veias, tendões e nervos) na posição correcta
Uma dessas estruturas é o nervo tibial posterior, onde se origina a síndrome do túnel társico.
Esta síndrome consiste na compressão do nervo tibial posterior, produzindo sintomas ao longo do trajecto do nervo, que vai do interior do tornozelo à planta do pé. 
O seu comportamento é semelhante à síndrome do túnel do carpo, que ocorre no pulso. Ambos os distúrbios decorrem da compressão de um nervo num espaço de passagem estreito. 
A síndrome do túnel társico é relativamente pouco frequente e afecta sobretudo as mulheres entre 45 e 50 anos. Os principais factores de risco são o excesso de trabalho em carga, uma história de traumatismo ou fractura ou exercícios repetitivos em flexão plantar.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Formigueiro, ardor, dormência ou sensação semelhante a um choque eléctrico no tornozelo e/ou na planta do pé
  • Dor, incluindo uma pontada de dor do tornozelo em direcção à planta do pé
  • Um pequeno nódulo no nervo, logo acima da passagem pelo ligamento, pode estar presente.

Muitas vezes os sintomas são agravados pelo uso excessivo do pé, como estar em pé muito tempo seguido, ou começar um novo programa de exercícios. É muito importante procurar um tratamento precoce, caso contrário o mecanismo lesivo mantêm-se, podendo resultar em danos permanentes do nervo.
Como os sintomas da síndrome do túnel társico podem ser confundidos com outras condições, uma avaliação cuidada é essencial para um diagnóstico acertado. Durante a avaliação clínica, o nervo deve ser palpado, de forma a perceber se os sintomas provêm desta estrutura. 
Na presença de um nódulo suspeito uma ecografia pode ser pedida. A electromiografia pode ajudar a determinar a gravidade da lesão através do estudo da velocidade de condução nervosa.

Tratamento

Existem várias opções de tratamento conservador (não-cirurgico), que muitas vezes são utilizadas de forma combinada, por desta forma serem mais eficazes na redução dos sintomas:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Medicação oral. Os anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como o ibuprofeno, ajudam a reduzir a dor e a inflamação.
Imobilização. Restringindo o movimento do , vestindo um elenco às vezes é necessário habilitar o nervo e tecido circundante para curar.
Fisioterapia:
  • Mobilização/manipulação articular do tornozelo
  • Alongamento suave e prograssivo das estruturas afectadas
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.
  • Aplicação de ultra-sons da zona de dor.
  • Palmilhas personalizadas podem ser prescritas para ajudar a manter o arco plantar e limitar o movimento excessivo, que pode causar compressão do nervo.

Uma infiltração com cortico-esteróides dada na zona dos sintomas por um ortopedista pode aliviar temporariamente a dor
A descompressão cirúrgica por secção do retináculo flexor deve ser considerada quando o paciente não responde ao tratamento conservador, mantendo-se com dores limitativas para as actividades da vida diária.

Exercícios terapêuticos para a síndrome do túnel társico

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da síndrome do túnel társico. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

  




 Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


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