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sábado, 29 de novembro de 2014

Teste de tilt patelar

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a existência de uma instabilidade externa da patela (rótula), comum na síndrome de dor patelofemoral.

Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga para cima, com o joelho em extensão completa. O fisioterapeuta coloca as mãos proximal e distal à patela . Utilizando os polegares pressiona a parte interior da rótula, de modo a levantar o bordo exterior. O teste é considerado positivo se o bordo lateral não pode ser eleva tanto como no lado oposto e/ou se o paciente revela apreensão pelo recrutamento muscular do quadricipete.




Watson C, Leddy H, Dynjan T. Reliability of the Lateral Pull Test and Tilt Test to Assess Patellar Alignment in Subjects with Symptomatic Knees: Student Raters. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy 2001;31(7) :368-374 



Outros testes ao joelho

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teste de Windlass

Descrição
É utilizado para testar a presença de deficiências fasciais e ligamentares do pé.



Técnica
O paciente fica de pé num banquinho com as cabeças dos metatarsos fora da borda do banco. O paciente é instruído a colocar o mesmo peso em ambos os pés. O fisioterapeuta estende passivamente a primeira falange, permitindo que a articulação interfalângica se flexione. O teste é considerado positivo se a extensão passiva levar ao final de movimento ou até que a dor do paciente seja reproduzida.





Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. 2nd Edition. Mosby Printing Inc.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:


Teste para a síndrome do túnel do tarso

Descrição
Este teste é utilizado para averiguar a presença de síndrome do túnel do tarso ou compressão do nervo tibial posterior. 



Técnica
Com o paciente sentado, o fisioterapeuta faz dorsiflexão máxima do tornozelo, eversão do pé, e estende os dedos do pé. De seguida, mantém esta posição por 5-10 segundos enquanto bate sobre o túnel do tarso (posterior ao maléolo medial). O teste é considerado positivo quando existem queixas de sensibilidade no nervo e/ou sinal de Tinel.




Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. Second. Mosby Publishing Inc., 2010. 609-613.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



terça-feira, 8 de abril de 2014

Teste de queda do navicular

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar pés pronadores, muitas vezes devido a alterações no tendão do tibial posterior.



Técnica
Com o paciente de pé, deve pedir-se que o paciente passe o peso todo para o membro contralateral. Nesta posição medir a altura da tuberosidade do navicular. Logo de seguida pedir para o paciente equilibrar o peso de igual forma pelos dois membros e voltar a fazer a mesma medição. Uma diferença maior que 10 mm é considerada significativa e indicativa de pronação excessiva do pé.




Flynn, Timothy. User's Guide to the Musculoskeletal Examination. Evidence in Motion, 2008.

Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



domingo, 6 de abril de 2014

Teste para Neuromas Interdigitais

Descrição
Este teste tem o propósito de testar a presença de um neuroma interdigital



Técnica
O fisioterapeuta suporta os dois metatarsos contíguos entre os quais suspeita da pesença de uma neuroma. De seguida move o metatarso para a frente e para trás enquanto os comprime. O teste é considerado positivo se os sintomas do paciente são reproduzidos. Muitas vezes, estes sintomas são descritos como picada, queimação, formigueiro ou dores.





Teste de compressão para a sindesmose tibio-peroneal

Descrição
Este teste ajuda a identificar lesões na sindesmose tibioperoneal.



Técnica
O fisioterapeuta entrelaça os dedos e agarra a perna do paciente entre as extremidades hipotenares, movimentando as mãos ao longo dos gastrocnémios com movimentos de compressão e descompressão. O teste é considerado positivo se o paciente sente dor em alguma das áreas da sindesmose.



Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



Teste de tilt do Talus

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar lesões nos ligamentos laterais do tornozelo.



Técnica
O paciente está sentado com com as pernas fora da marquesa. O fisioterapeuta estabiliza a perna numa posição neutra e faz inversão do tornozelo, determinando a quantidade de movimento disponível. O teste é considerado positivo quando é observada maior laxidez comparativamente ao lado não afectado.



Docherty, Carrie. "Reliability of the Anterior Drawer and Anterior Tilt Tests using the Ligmaster Joint Arthometer." 2009. 
Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. 2nd Edition.

sábado, 29 de março de 2014

Sinal de "impingement" talocrural

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar se existe algum bloqueio na mecânica da articulação talocrural. 



Técnica
O paciente deve estar sentado com o pé suspenso. O fisioterapeuta segura no calcâneo com uma mão e o antepé com a segunda mão, de forma a trazer o pé para uma posição de flexão plantar. De seguida colocar o polegar sobre o aspecto antero-lateral do tornozelo e trazer o pé para dorsiflexão e eversão. O teste é considerado positivo quando o paciente sente dor com a pressão sobre o tornozelo e quando a resposta à dor é maior com o tornozelo em dorsiflexão e eversão do que em flexão plantar. 



Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 95% e uma especificidade de 88% no diagnóstico de bloqueios na mecânica da articulação talocrural.

Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



sábado, 8 de março de 2014

Teste de rotação externa para o tornozelo

Descrição
O objectivo deste teste é identificar uma lesão da sindesmose tibio-peroneal (entorse alta do tornozelo).



Técnica
O fisioterapeuta mantém a dorsiflexão do tornozelo enquanto roda externamente o pé mantendo a perna estabilizada. O teste é positivo quando ocorre dor na área sobre a membrana interóssea (região da sindesmose).


Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 20% e uma especificidade de 84,5% no diagnóstico de entorse alta do tornozelo.


Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.

Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



Testes para despistar fracturas da extremidade inferior

Teste de compressão de metatarso
Finalidade: Prever uma fractura do metatarso.

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta agarra o metatarso com suspeita de fratura e empurra-o em direcção ao calcâneo, proporcionando uma força de carga axial. O teste é positivo se se reproduzirem os sintomas do paciente.



Teste de toque ou percussão 
Finalidade: Prever uma fratura na extremidade inferior.

Com o paciente descalço deitado de barriga para cima o fisioterapeuta percute o calcanhar do paciente com a palma da mão. O teste é positivo se se reproduzir a pior dor do paciente.



Teste de Vibração 
Finalidade: Prever a presença de uma fractura de esforço. 

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta coloca um diapasão no local próximo da suspeita de fratura por stresse e o estetoscópio no local onde suspeita de fractura. O teste é positivo se a qualidade do som for diferente à do lado não afectado.

Teste de compressão dos gémeos ou teste de Thompson

Descrição
O objectivo deste teste é detectar uma ruptura do tendão de Aquiles.



Técnica
Com o paciente deitado de barriga para baixo o examinador comprime suavemente a barriga da perna. O teste é considerado positivo quando o pé não se move ou a flexão plantar é significativamente menor do que no lado oposto.


Precisão do teste
Este teste apresenta uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 93% no diagnóstico de uma ruptura do tendão de Aquiles.

Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.

Teste de gaveta anterior do tornozelo

Descrição
Este teste é utilizado para testar a laxidez ligamentar ou instabilidade no tornozelo. Este teste avalia principalmente a resistência do ligamento perónio-astragalino anterior. 



Técnica
O examinador estabiliza a perna do paciente com uma mão e agarra o calcâneo e pé com a sua segunda mão. Em seguida coloca o pé do paciente em 10-15º de flexão plantar e traciona o pé anteriormente. O teste é positivo se o talus se movimentar para a frente. Resultados positivos são frequentemente classificados numa "escala de 0 a 3", em que 0 indica nenhuma laxidez e 3 indicando laxidez grave. 



Precisão do teste
Este teste tem uma  sensibilidade de 71% e uma especificidade de 33% no diagnóstico de laxidez ligamentar ou instabilidade no tornozelo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Teste de compressão foramidal

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar o impacto da diminuição do espaço foraminal intervertebral sobre os sintomas do paciente. 



Técnica
O paciente deve estar sentado e flexionar lateralmente a coluna vertebral para o lado não sintomático. O fisioterapeuta deve aplicar uma força de compressão axial através de ambos os ombros. Depois repetir no lado afetado. Reprodução de dor/sintomas indica um teste positivo.




Teste de compressão/descompressão torácica

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a influência da compressão e descompressão torácica nos sintomas do paciente.



Técnica
Compressão: Com o paciente sentado, aplicar pressão inferiormente através de ambos os ombros. Uma resposta positiva é uma indicação de dor.
Descompressão: Com o paciente sentado, o fisioterapeuta pede-lhe para cruzar os braços. De pé atrás do paciente, o fisioterapeuta deve deslizar as mãos por baixo das axilas do paciente para alcançar os antebraços. Deve depois inclinar-se para trás, levantando o paciente para fora da mesa. É importante fazer o esforço com as pernas e não com as costas. Uma resposta positiva é uma indicação de dor.






Teste de flexão passiva da cervical

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a contribuição da tensão neural para os sintomas na coluna torácica do paciente.


Técnica
Primeiro o paciente realiza ativamente a flexão da cervical superior. Depois o fisioterapeuta flexiona passivamente a coluna cervical inferior. Reprodução de dor ou outros sintomas neurais na coluna vertebral torácica é um teste positivo. A sensação de alongamento é normal.






terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Teste Adam's de inclinação anterior

Descrição
O objectivo deste teste é identificar indivíduos com escoliose torácica.



Técnica
O paciente deve estar em pé e curvar-se para a frente o mais possível. O fisioterapeuta deve observar a curvatura torácica resultante. O lado mais alto corresponde ao lado com a convexidade torácica.



Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 92% e uma especificidade de 60% no diagnóstico de escoliose torácica.

Côté P, Kreitz BG, Cassidy JD, Dzus AK, Martel J. "A Study of the Diagnostic Accuracy and Reliability of the Scoliometer and Adam's Forward Bend Test." Spine (Phila Pa 1976). 1998 Apr 1;23(7):796-802. Web. 09/19/2012.

Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 341-342.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Teste de Phalen

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar pacientes com suspeita de síndrome do túnel cárpico.


Técnica

O fisioterapeuta flexiona o punho do paciente até ao limite da amplitude de movimento mas sem sobrepressão, ou o paciente realiza o movimento ativamente, como no video abaixo. Esta posição é mantida por 60 segundos ou até que os sintomas sejam reproduzidos. O teste é considerado positivo quando ocorre dormência e formigueiro no aspecto palmar do 1º, 2º, 3º dedos e metade radial do quarto dedo após 60 segundos de ter assumido a posição. O fisioterapeuta deve registar o momento em que foram reproduzidos os sintomas.



Precisão do teste

A precisão deste teste para fazer o diagnóstico de síndrome do túnel cárpico varia bastante nos artigos revistos: a sensibilidade entre 10 e 91% e a especificidade entre 33 e 86%.


Golding DN, Rose DM, Selvarajah K. "Clinical tests for carpal tunnel syndrome: an evaluation." Br J Rheumatol 1986 November; 25(4): 388-390.
Kuhlman KA, Hennessey WJ. "Sensitivity and specificity of carpal tunnel syndrome signs." Am J Phys Med Rehabil 1997 November; 76(6): 451-457.
De SL, Steenwerckx A, Van den BG, Cnudde P, Fabry G. "Value of clinical provocative tests in carpal tunnel syndrome." Acta Orthop Belg 1995; 61(3): 177-182.


Teste de Finkelstein

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar a presença da tenossinovite de De Quervain.


Técnica
O paciente ativamente (ou com apoio) flexiona o polegar ao máximo, envolvendo-o com os outros dedos. Depois desvia a mão fechada no sentido cubital de forma a alongar os músculos do compartimento extensor do. O teste é positivo se o paciente se queixa de dor ao longo do compartimento extensor do punho.


Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 303.


Outros testes para avaliar o punho e a mão


Teste de compressão do carpo

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar pacientes com suspeita de síndrome do túnel cárpico.


Técnica
Com o braço do paciente em supinação, o examinador aplica pressão com os dedos sobre o nervo mediano no interior do túnel do carpo. Este situa-se imediatamente após a prega do punho. O teste é considerado positivo quando o paciente se queixa de dormência e formigueiro na distribuição do nervo mediano em menos de 30 segundos. O examinador deve registar o tempo de início dos sintomas.

Precisão do teste
Num estudo inicial este teste apresentou uma sensibilidade de 87% e uma especificidade de 90%  no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. Num estudo mais recente a sensibilidade foi de 52,5% e a especificidade de 61,8%.


Durkan JA. "A new diagnostic test for carpal tunnel syndrome." J Bone Joint Surg AM 1991 April; 73(4): 535-538.

Kaul MP, Pagel KJ, Wheatley MJ, Dryden JD. "Carpal compression test and pressure provocative tests in veterans with median-distribution paresthesias." Muscle Nerve 2001 January; 24(1): 107-111.


Outros testes para avaliar o punho e a mão


Teste de Allen

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar o fluxo de sangue arterial para a mão.

Técnica
O paciente deve estar sentado. O fisioterapeuta palpa e aplica pressão sobre as artérias radial e cubital no punho, usando três dedos em cada artéria. Isso obstruí o fluxo de sangue para a mão. Deve pedir ao paciente que aperte e abra a mão 10 vezes, terminando com a mão aberta, mas evitando a hiperextensão. A palma da mão deve, então, estar branca/pálida. O examinador então remove a pressão de uma artéria. Um teste positivo ocorre quando demora mais de 5 segundos para a cor (sangue) voltar à palma da mão. Repetir o processo para a outra artéria.


Precisão do teste
O teste de Allen apresenta uma sensibilidade de 75,8% e uma especificidade de 81,7% na avaliação do fluxo sanguíneo arterial na mão.

Allen EV. "Thromboangiitis obliterans: methods of diagnosis of chronic occlusive arterial lesions distal to the wrist with illustrative cases." Am J Med Sci 1929; 178: 237-244.


Outros testes para avaliar o punho e a mão