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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Teste de Ely ou teste de Duncan-Ely

Descrição
O teste de Ely é utilizado para avaliar a espasticidade do reto femoral.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de barriga para baixo e relaxado. O terapeuta está de pé ao lado do paciente, do lado da perna que irá ser testada. Uma mão deve estar na parte inferior das costas, a outra a segurar a perna pelo calcanhar. Passivamente deve flexionar o joelho de uma forma rápida. O calcanhar deve tocar as nádegas. Ambos os lados devem ser testados para comparação. O teste é positivo quando o calcanhar não chega a tocar na nádega, a anca do lado testado se eleva da mesa, o paciente sente dor ou formigueiro nas costas ou pernas.
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Precisão do teste
Estudos mostram que o teste de Ely tem uma sensibilidade que varia entre 56% a 59% e a especificidade de 64% a 85%.


Marks M C, Alexander J, Sutherland D H, Chambers H G. (2003) Clinical utility of the Duncan-Ely test for rectus femoris dysfunction during the swing phase of gait. Developmental Medicine. Child Neurology 2003, 45: 763–768



Outros testes para a articulação coxofemural




Teste de Ober e Ober modificado

Descrição
O teste de Ober é utilizado para avaliar se existe contratura ou inflamação do tensor da fáscia lata e banda iliotibial.
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Técnica
Existem duas variantes do teste:
Teste de Ober: O paciente encontra-se deitado sobre o lado não envolvido com a anca e joelhos fletidos a 90º. O examinador coloca o joelho superior num ângulo de 5º de flexão, e pega no membro inferior trazendo-o para extensão e abdução da anca, então, permite que a força da gravidade atue sobre o membro trazendo-o o máximo possível para adução.
Teste de Ober modificado: O mesmo que o anterior, no entanto a anca fica na posição neutra e o joelho a 0º de flexão.
Se houver lesão da banda iliotibial, a anca estará limitada no movimento de adução e/ou o paciente sentirá dor na face lateral do joelho, neste caso, o teste é considerado positivo.

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Precisão do teste
Num estudo realizado por Reese e col. a fiabilidade foi 0,90 e 0,91, no teste de Ober e Ober modificado  respectivamente, para lesões na banda iliotibial.



Nancy B. Reese, William D. Bandy. Use of an Inclinometer to Measure Flexibility of the Iliotibial Band Using the Ober Test and the Modified Ober Test: Differences in Magnitude and Reliability of Measurements. J Orthop Sports Phys Ther 2003; 33:326-330

Wang T-G, Jan M-H, Lin K-H, Wang H-K. Assessment of stretching of the iliotibial tract with Ober and modified Ober tests: an ultrasonographic study. Archives of physical medicine and rehabilitation 2006;87:1407-11.



Outros testes para a articulação coxofemural




Teste de Thomas

Descrição
Este teste é utilizado para avaliar retrações anteriores ou laterais da cápsula articular da coxofemoral ou contratura dos flexores da anca.
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Técnica
O paciente deve deitar-se de barriga para cima, o examinador deve verificar se existe aumento da lordose  lombar, que é um sinal de contratura dos flexores da anca. Se seguida o examinador flexiona a coxofemoral  contralateral, trazendo o joelho para o peito e pede ao paciente para o segurar. O teste é positivo quando a perna que ficou para baixo se eleva na marquesa. A falta de extensão completa da anca com uma flexão do joelho menor que 45° indica contratura do iliopsoas. Se a extensão total da anca é alcançada e se verifica uma extensão do joelho, indica contratura do reto femoral. Se for observada qualquer rotação externa da anca pode indicar contratura da banda iliotibial.
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Teste combinado de flexão, adução, rotação interna (FAIR)

Descrição 
Este teste é utilizado para detetar compressão do nervo ciático pelo músculo piramidal.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de lado, com o quadril a ser testado virado para cima. Passivamente mova o membro inferior do paciente para flexão (90º), adução e rotação interna. Um teste positivo ocorre quando é reproduzida dor na região isquiática/glútea. Devido à posição de teste, pode surgir dor na parte anterior da coxa, resultado de compressão acetabular femoral, para ter certeza do diagnóstico deve pedir que o paciente indique o local exato da dor, antes de executar o teste.
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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 88% e especificidade 83% para diagnosticar síndrome do piramidal.



Fishman LM, Dombi GW, Michaelsen C, Ringel S, Rozbruch J, Rosner B, Weber C. "Piriformis syndrome: Diagnosis, treatment and outcome-a 10-year study." Arch Phys Med Rehab 2002, 83:295-201.

Jari S, Paton RW, Srinivasan MS. "Unilateral limitation of abduction of the hip: A valuable clinical sign for DDH?" J Bone Joint Surg 2002; 84-B: 104-107.

Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 498.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Teste de FABER

Descrição
O objetivo deste teste é avaliar a articulação sacroilíaca e a articulação do quadril, em patologias que provoquem dor nestas duas áreas.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de barriga para cima. O membro inferior a testar é colocado numa posição "figura de 4", com o joelho flectido e o tornozelo sobre o joelho oposto. O quadril é colocado em flexão, abdução e rotação externa. O examinador aplica uma força contra o joelho da perna dobrada em direcção à marquesa. Um teste positivo ocorre quando é reproduzida a dor na virilha e/ou na região glútea/quadril. 
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Precisão do teste 
Este teste tem uma sensibilidade de 71% e uma especificidade de 23% em pacientes com disfunção da articulação sacroilíaca. O teste de FABER é também positivo em 97% dos pacientes com lesões do labrum acetabular.
Quando utilizado em conjunto com outros para avaliação da articulação sacroiliaca, este teste pode ser altamente útil para identificar disfunções desta articulação. 


N Broadhurst, M. Bond "Pain provocation tests for the assessment of sacroiliac joint dysfunction." J Spinal Disorders 1998, 11: 341-345.




Outros testes para a articulação coxofemural




Teste de Trendelenburg

Descrição
Este teste é utilizado para detectar lesões no tendão/músculo glúteo médio ou fraqueza muscular nos abdutores do quadril.
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Técnica
O paciente deve fazer o teste em um pé. Existem dois tipos de testes positivos. Um sinal de trendelenburg compensado observa-se quando o tronco do paciente se inclina para o mesmo lado da perna testada. Um sinal de trendelenburg não compensado observa-se quando desvio pélvico contralateral. O teste considera-se normal, quando o paciente é capaz de manter o nível pélvis, sem ocorrer qualquer uma destas substituições. O examinador deve também prestar atenção a quaisquer desvios no plano transversal, que poderão significar dificuldades de mobilidade.
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Precisão do teste
O teste de Trendelenburg tem uma sensibilidade de 72,2% e uma especificidade de 76,9% para pacientes com síndrome de dor do grande trocanter



P. A. Bird1, S. P. Oakley1, R. Shnier1, B. W. Kirkham. "Prospective evaluation of magnetic resonance imaging and physical examination findings in pacientes greater trochanter pain syndrome with." Arthritis Rheum 44 (9): 2138-2145, 2001.

Teste de Craig

Descrição
Este teste é utilizado para determinar se existe anteversão/retroversão excessiva do fémur.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de barriga para baixo. O joelho do membro inferior a ser testado é colocado a 90º de flexão. O examinador roda o quadril medial e lateralmente, enquanto palpa a área do grande trocanter, até encontrar o ponto em que esta proeminência óssea é mais saliente. O examinador mede então o ângulo do quadril com um goniómetro para determinar a quantidade de anteversão, utilizando o eixo ao longo da tíbia e uma linha perpendicular à marquesa como referências. Os valores normais encontram-se entre 8-15º de rotação medial.
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Indivíduos com ângulos de anteversão (ou retroversão) anormal do quadril são mais susceptíveis a sofrer de conflito acetabular femoral, e, assim, de danos no labrum acetabular. A posição da cabeça do fémur, também afecta a marcha do indivíduo. Indivíduos com displasia da anca têm uma anteversão anormalmente elevada da anca, o que deve originar um ângulo de rotação medial dos quadris elevado e, como resultado, num padrão de marcha com os dedos virados para dentro.


Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 470-471.



Outros testes para a articulação coxofemural




sexta-feira, 29 de março de 2013

Teste de Jerk

Descrição
Este teste é utilizado na suspeita de instabilidade póstero-inferior do ombro.

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TécnicaEnquanto estabiliza da omoplata do paciente com uma mão e segura o braço a ser testado a 90° de abdução e rotação interna, o examinador segura o cotovelo e axialmente aplica carga sobre o úmero no sentido proximal. O braço é movido horizontalmente no sentido do corpo. Um resultado positivo define-se por um súbito clank quando a cabeça do úmero desliza para fora da parte de trás da glenóide. Quando o braço retorna à posição original, um segundo clank pode ser sentido, que corresponde à cabeça do úmero a retornar à glenóide.


Outros testes ao ombro


segunda-feira, 25 de março de 2013

Teste de stress em varo do joelho


Descrição
Este teste é usado para avaliar a integridade do ligamento colaterial lateral. O ligamento colateral lateral é importante para resistir à força em varo no joelho devido da sua inserção ao longo do fémur e cabeça do perónio. Como o nervo peronial localizado ao redor da cabeça do perónio, qualquer lesão em varo do joelho poderá lesar o nervo peronial também. 
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Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga para cima, com a perna a testar relaxada. O examinador deve passivamente dobrar a perna a cerca de 30º de flexão. Enquanto palpa a linha lateral da articulação, o examinador deverá aplicar uma força em varo ao joelho do paciente. Um teste positivo ocorre quando se observa dor ou movimento excessivo da articulação (algum deslizamento lateral é normal a 30º de flexão do joelho). O examinador deve certificar-se que não produziu uma rotação da anca durante a aplicação da força. Em seguida, o examinador deve repetir o teste com o joelho na posição neutra (0 º de flexão). O teste  é positivo quando se observa dor ou deslizamento lateral. 
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Precisão do teste 
A sensibilidade do teste de stress em varo do joelho é de 25% para o diagnóstico de lesões no ligamento colateral lateral.

Harilainen A. "Evaluation of knee instability in acute ligamentous injuries." Ann Chir Gynaecol 1987, 76 (5) :269-273.


Outros testes ao joelho



Teste de stress em valgo do joelho


Descrição
Este teste é usado para avaliar a integridade do ligamento colateral medial do joelho (LCM). O ligamento colateral medial é importante para resistir à força em valgo no joelho devido à sua inserção ao longo do fémur, menisco e da tíbia. O LCM também desempenha um papel importante na restrição da rotação externa da tíbia.
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Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga par cima, com a perna a testar relaxada. O examinador deve passivamente dobrar a perna a cerca de 30º de flexão. Enquanto palpa a linha articular medial, o examinador deverá aplicar ao joelho do paciente uma força em valgo. Um teste positivo ocorre quando se observa dor ou movimento excessivo da articulação (algum deslizamento lateral é normal a 30º de flexão do joelho). O examinador deve certificar-se que não produziu uma rotação da anca durante a aplicação da força. Em seguida, o examinador deve repetir o teste com o joelho na posição neutra (0 º de flexão). O teste  é positivo quando se observa  dor ou deslizamento lateral. Não deve haver nenhum deslizamento lateral na extensão completa do joelho.
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Precisão do teste
A 30º de flexão a sensibilidade do teste de stress em valgo do joelho é de 86-96% para o diagnóstico de lesões no ligamento colateral medial.



Garvin GJ, Munk PL, AD Vellet. "Tears of the medial collateral ligament: magnetic resonance imaging findings and associated injuries." Assoc Can J Radiol 1993; 44 (3): 199-204.

Harilainen A. "Evaluation of knee instability in acute ligamentous injuries." Ann Chir Gynaecol 1987, 76 (5): 269-273.





terça-feira, 19 de março de 2013

Teste de Pivot-Shift


Descrição
O teste de Pivot-Shift é utilizado para avaliar a integridade do ligamento cruzado anterior (LCA).
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Técnica
O doente encontra-se de barriga para cima. O examinador deve levantar a perna testada com o joelho totalmente estendido, colocar a palma de uma das mãos por trás da cabeça da tíbia e usar a outra mão para agarrar a tíbia, enquanto palpa a linha articular medial. Enquanto mantém uma força em valgo e rotação interna da tíbia durante o teste, lentamente flexionar o joelho do paciente. Um teste positivo ocorre quando o prato tibial lateral começa a subluxar anteriormente e volta para a posição neutra quando flexiona o joelho até cerca de 30 graus.
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Sensibilidade e fiabilidade
Os três testes mais precisos para a detecção de uma rutura do LCA são o teste de Lachman (sensibilidade de 60 a 100%, média 84%), o teste de gaveta anterior (sensibilidade de 9 a 93%, média 62%), e o teste de pivot-shift (sensibilidade de 27 a 95%, com média de 62%).Se realizado corretamente, um exame completo do joelho para avaliar uma suspeita de lesão do LCA pode ser altamente preciso, com uma sensibilidade e especificidade de 82 e 94%, respectivamente.


Solomon DH, et al. The rational clinical examination. Does this patient have a torn meniscus or ligament of the knee? Value of the physical examination. JAMA. 2001, 286 (13) :1610-1620.





Teste de gaveta anterior


Descrição
O teste de gaveta anterior é comumente usado para testar a integridade do ligamento cruzado anterior (LCA). Este é um dos mais conhecidos e mais utilizados exames especiais em ortopedia e é também um dos mais fáceis de executar.
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Técnica
O teste é realizado com o paciente deitado de barriga para cima, com os joelhos dobrados a cerca de 90º. O examinador senta-se em ambos os pés do paciente e coloca suas mãos em torno da tíbia superior da perna a examinar. Os polegares de ambas as mãos devem ficar na tuberosidade anterior da tíbia. A partir desta posição o examinador puxa a tíbia para si. Este teste é considerado positivo se houver translação anterior excessiva e uma sensação de fim de movimento mole, que é indicativo de que o movimento é parado não pelo LCA, mas sim por estruturas secundárias. O examinador deve fazer o mesmo teste com a outra perna como comparação. 
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Sensibilidade e fiabilidade
Os três testes mais precisos para a detecção de uma rutura do LCA são o teste de Lachman (sensibilidade de 60 a 100%, média 84%), o teste de gaveta anterior (sensibilidade de 9 a 93%, média 62%), e o teste de pivot shift (sensibilidade de 27 a 95%, com média de 62%).
Se realizado corretamente, um exame completo do joelho para avaliar uma suspeita de lesão do LCA pode ser altamente preciso, com uma sensibilidade e especificidade de 82 e 94%, respectivamente.


Solomon DH, et al. The rational clinical examination. Does this patient have a torn meniscus or ligament of the knee? Value of the physical examination. JAMA. 2001, 286 (13) :1610-1620.



Outros testes ao joelho



Teste de Lachman


Descrição
O teste de Lachman é um teste de movimento passivo acessório do joelho, que é executado para identificar a integridade do ligamento cruzado anterior, ou LCA. O teste foi desenvolvido para avaliar a instabilidade do joelho no plano sagital.
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Técnica
Com o paciente deitado de barriga para cima, coloque o joelho do paciente a cerca de 20-30º de flexão e a perna deve ser rodada externamente. O examinador deve colocar uma mão atrás da tíbia e outra na coxa do paciente. É importante que o polegar do examinador esteja na tuberosidade tibial. Puxando anteriormente a tíbia, um LCA intacto deve impedir  movimento de translação para a frente da tíbia sobre o fémur. A translação anterior da tíbia associada com um fim de movimento mole indica um teste positivo.



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Sensibilidade e fiabilidade

Os três testes mais precisos para a detecção de uma rutura do LCA são o teste de Lachman (sensibilidade de 60 a 100%, média 84%), o teste de gaveta anterior (sensibilidade de 9 a 93%, média 62%), e o teste de pivot-shift (sensibilidade de 27 a 95%, com média de 62%).Se realizado corretamente, um exame completo do joelho para avaliar uma suspeita de lesão do LCA pode ser altamente preciso, com uma sensibilidade e especificidade de 82 e 94%, respectivamente.




Solomon DH, et al. The rational clinical examination. Does this patient have a torn meniscus or ligament of the knee? Value of the physical examination. JAMA. 2001, 286 (13) :1610-1620.



Outros testes ao joelho



Teste de McMurray


Descrição
O teste de McMurray é usado é usado para avaliar pacientes com suspeita de lesão nos meniscos do joelho.
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Técnica
Com o paciente deitado de barriga para cima, o examinador segura o joelho e palpa a linha interarticular com o polegar de um lado e os dedos do outro, enquanto que a outra mão segura a planta do pé e actua de modo a suportar o membro e proporcionar o movimento desejado. Neste caso o examinador em seguida, aplica uma tensão de valgo ao joelho, enquanto que, com a outra mão, roda externamente a perna e estende o joelho. Dor e/ou um estalido enquanto executa esta manobra pode indicar uma rutura do menisco medial. Para examinar o menisco lateral, o examinador repete esse processo mas aplica um uma força para varo no joelho e rotação medial da tíbia antes de estender o joelho mais uma vez.
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Sensibilidade e fiabilidade
Uma recente meta-análise relatou valores de sensibilidade e especificidade de 70% e 71%. Este teste foi, por conseguinte, muitas vezes referido como sendo de limitado valor na prática clínica atual. No entanto, se os resultados positivos neste teste forem agrupados com os resultados positivos de outros testes, como o teste de Apley, o teste pode ser mais válido.


Hegedus EJ, Cook C, Hasselblad V, Goode A, McCrory DC. (2007) Physical examination tests for Assessing the torn meniscus in the knee: a systematic review with meta-analysis. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy, 37 (9), 541-50



Outros testes ao joelho



segunda-feira, 18 de março de 2013

Teste de Apley

Descrição
O teste de Appley é usado para avaliar pacientes com suspeita de lesão nos meniscos do joelho. O diagnóstico deste tipo de lesões meniscais pode ser difícil por os meniscos serem avasculares e não terem suprimento nervoso nos seus dois terços internos, resultando em muito pouca dor ou inchaço quando ocorre uma lesão.
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Técnica
Colocar o paciente em decúbito ventral, com o joelho flexionado a 90º. O examinador  roda então a tíbia lateral e medialmente, combinando este movimento primeiro com distração e depois com compressão. Se a rotação acrescida de distracção é mais dolorosa ou mostra amplitude de rotação aumentada em relação ao normal para aquele joelho (testar joelho contralateral), a lesão é provavelmente ligamentosa. Se a rotação acrescida de compressão é mais dolorosa ou mostra rotação diminuída em relação ao normal, a lesão é provavelmente no menisco.
 

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 Sensibilidade e fiabilidade
Num estudo prospectivo comparando os sintomas dolorosos pré-operatórios na interlinha articular do joelho com as descobertas de lesões meniscais efectivas por artroscopia nesse joelho, a sensibilidade deste teste foi entre 86% e 92%, com uma taxa de precisão global de 74% a 96% para o menisco medial e lateral, respectivamente.



Scholten RJ, Deville WL, Opstelten W, Bijl D, van der Plas CG, Bouter LM. The accuracy of physical diagnostic tests for meniscal lesions Assessing of the knee: a meta-analysis. J Fam Pract. 2001, 50:938-944.
Hegedus EJ, Cook C, Hasselblad V, Goode A, McCrory DC. Physical examination tests for Assessing the torn meniscus in the knee: a systematic review with meta-analysis. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy, 2007, 37 (9), 541-50.



Outros testes ao joelho

quarta-feira, 13 de março de 2013

Teste de Rent

Descrição
Este teste é utilizado para identificar uma possível lesão da coifa dos rotadores, no ombro.
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TécnicaO paciente está sentado com o examinador de pé atrás de si. Com o paciente relaxado, o examinador deve palpar a margem anterior do acrómio, através do deltóide. Ao fazer isto deve agarrar o braço do paciente com a outra mão no cotovelo/antebraço (o cotovelo do paciente deve estar fletido a 90º). Rode internamente e externamente o braço do paciente para palpar os tendões da coifa dos rotadores. A presença de eminência palpável ou proeminente (grande tuberosidade) e/ou depressão/sulco é indicativa de rutura de espessura completa.
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Precisão do testeWolf e Agrawal relataram sensibilidade e especificidade de 95,7% e 96,8%, respectivamente e uma precisão de diagnóstico de 96,3%.