O escafóide é
um dos maiores dos ossos do carpo (os pequenos ossos do punho) e apresenta-se do
lado do polegar no seu punho. A sua forma assemelha-se a um feijão, e o seu
tamanho é apenas ligeiramente maior que um. Este osso faz a ligação entre as
duas fileiras de ossos do carpo e ajuda a estabilizá-los.
O osso
escafóide pode ser facilmente identificado quando o polegar é mantido para cima
(na posição de pedir "boleia"). O escafóide é o osso que fica na base
da concavidade formada pelos dois tendões do polegar.
O escafóide é
o osso do punho mais frequentemente fracturado, e a lesão ocorre sobretudo
devido a queda sobre as mãos, com os braços estendidos à frente da cara. A
história típica inclui quedas em desportos de contacto ou acidentes de viação. Mais raramente um golpe
directo na palma da mão pode causar uma fractura do escafóide. O
stress repetitivo sobre o osso escafóide
também poderá levar a uma fractura, no
entanto isto acontece em situações muito específicas, como em ginastas ou
lançadores do peso.
Este tipo de fracturas poderá estar associado a outras
fracturas do punho, como a fractura de Colles.
As fracturas do escafóide podem não-deslocadas (os topos do osso partido
não se
desalinharam) ou deslocadas (existe desalinhamento dos topos ósseos).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico
- Dor e inchaço na base do polegar. A dor pode agravar quando mover o polegar ou o punho, ou quando tentar pegar em algo mais pesado.
- Sensibilidade ao toque na região do escafóide.
- Ligeiro edema e rubor na base do polegar.
Quando não existe deformação visível uma fractura do
escafóide pode ser confundida com uma distensão do punho. Distensões simples punho são muito raras e é importante
consultar um médico se a dor persistir. Qualquer dor no punho que não alivia um dia após uma lesão pode ser um sinal de uma fractura.
O diagnóstico de uma fractura do escafóide nem sempre é evidente e
é essencial uma boa avaliação clínica do punho e mão para ajudar no diagnóstico e descartar
outras lesões, como outras fracturas do punho. Em alguns casos, a fractura não irá ser visível em raio-X até cerca de 10 a
14 dias após a lesão inicial. Nestes casos, se o médico ainda assim suspeitar
de fractura do escafóide, normalmente você irá ser tratado como se tivesse uma
fractura do escafóide e um novo raio-X será realizado após 10-14 dias.
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Tratamento
O tratamento
das fracturas do escafóide depende da localização da fractura no osso.
As fracturas
do escafóide que estão mais perto do polegar geralmente resolvem-se em questão
de poucas semanas com a protecção/descanso adequados. Esta parte do osso tem
uma boa irrigação sanguínea, o que facilita a recuperação. Se for colocada uma
tala ela geralmente será abaixo do cotovelo e não deverá incluir o polegar.
As fracturas
do escafóide que se localizam no meio do osso ou mais perto do punho são mais
difíceis de tratar devido à pouca irrigação sanguínea desta zona, havendo risco
de necrose avascular. Se for colocada uma tala ela poderá estender-se acima do
cotovelo e deverá incluir o polegar. Entre 8-12 semanas é o tempo médio de
recuperação neste tipo de fracturas.
Neste último
tipo de fracturas do escafóide o médico poderá recomendar a cirurgia. Durante a
cirurgia, implantes metálicos, tais como parafusos e fios metálicos são utilizados
para fixar o osso até que este esteja totalmente cicatrizado. Após a cirurgia
segue-se um período de imobilização gessada geralmente não inferior a 8
semanas.
No período após
imobilização com gesso ou tala deve ser iniciado um programa de fisioterapia.
As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
- Exercícios para melhorar a amplitude articular do polegar e punho. Técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva e de alongamento activo são fundamentais para prevenir grandes limitações.
- Terapia ocupacional: estimulação proprioceptiva do punho e mão através da manipulação de objectos.
- A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
- Massagem de mobilização dos tecidos moles.
- Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.

Exercícios terapêuticos para as fracturas do escafóide
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos
após a confirmação de que a fractura está
consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
Flexão/extensão do punho
Com o antebraço apoiado. Dobre o punho, ficando com a palma da
mão virada para si e os dedos para baixo. Rode o punho para cima, ficando a
palma da mão virada para a frente e os dedos para cima.
Oponência do polegar
Com o antebraço e mão apoiados, una a ponta do
dedo polegar à ponta do dedo mínimo
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte
nenhum sintoma.
Propriocepção do punho
Agarrando uma bola na mão, faça movimentos
circulares com o punho enquanto pressiona a bola.
Repita entre 20 e 30 movimentos, desde que não
desperte nenhum sintoma.
Antes de iniciar estes exercícios você deve
sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

