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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para fracturas do 5º metatarso

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fracturas do 5º metatarso.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si. 
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

1.  Alongamento dos gémeos (joelho de trás reto)

2. Alongamento dos gémeos (joelho de trás dobrado)

3. Apanhar berlindes

4. Enrugar a toalha

5. Inversão e eversão na toalha

6. Inversão resistida do tornozelo

7. Eversão resistida do tornozelo 


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.



domingo, 23 de novembro de 2014

Exercício físico após a artroplastia total da anca

A artroplastia total da anca (ATA) é um procedimento frequentemente usado em cirurgia ortopédica para tratar osteoartrite grave na articulação da anca.

Com o crescente número de pessoas mais velhas que praticam desporto e de atletas mais velhos que desejam retornar a níveis competitivos após uma ATA, a compreensão de como actividade desportiva afecta os indicadores de saúde após ATA está a tornar-se consideravelmente importante.

O objetivo desta revisão bibliográfica é caracterizar as recomendações e os riscos atuais para retornar ao desporto após ATA, bem como discutir as implicações da mudança de nível demográfico e da expectativa em paradigmas de reabilitação.

Embora os riscos reais associados à prática de desportos após ATA sejam ainda desconhecidos, há preocupações de que níveis mais altos de atividade física podem aumentar o risco de fratura, luxação e maus resultados a longo prazo.

Alternativas mais recentes como próteses com os dois componentes articulares em metal proporcionam uma maior durabilidade, no entanto existem preocupações relativamente aos iões metálicos sistémicos devido a desgaste mecânico dos componentes, embora o seu impacto na saúde do paciente ainda não seja clara.

Recentemente, foi desenvolvido o High Activity Arthroplasty Score em resposta à necessidade de quantificar maior nível de atividade e esportes participação física após artroplastia. Existem algumas evidências que sugerem que o desgaste pode estar relacionado com o nível de atividade, mas o impacto sobre os resultados clínicos são ainda pouco significativos.

Ao aconselhar um atleta que considere voltar ao desporto após ATA, o fisioterapeuta deve considerar o seu nível de atividade pré-operatório, aptidão física atual e histórico específico, incluindo a qualidade do osso, a abordagem cirúrgica e tipo de prótese.


Meira EP, Zeni J Jr. Sports participation following total hip arthroplasty. Int J Sports Phys Ther. 2014 Nov;9(6):839-50.

Talbot S, Hooper G, Stokes A, Zordan R. Use of a new high-activity arthroplasty score to assess function of young patients with total hip or knee arthroplasty. J Arthroplasty. 2010 Feb;25(2):268-73.


sábado, 8 de março de 2014

Testes para despistar fracturas da extremidade inferior

Teste de compressão de metatarso
Finalidade: Prever uma fractura do metatarso.

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta agarra o metatarso com suspeita de fratura e empurra-o em direcção ao calcâneo, proporcionando uma força de carga axial. O teste é positivo se se reproduzirem os sintomas do paciente.



Teste de toque ou percussão 
Finalidade: Prever uma fratura na extremidade inferior.

Com o paciente descalço deitado de barriga para cima o fisioterapeuta percute o calcanhar do paciente com a palma da mão. O teste é positivo se se reproduzir a pior dor do paciente.



Teste de Vibração 
Finalidade: Prever a presença de uma fractura de esforço. 

Com o paciente deitado de barriga para cima o fisioterapeuta coloca um diapasão no local próximo da suspeita de fratura por stresse e o estetoscópio no local onde suspeita de fractura. O teste é positivo se a qualidade do som for diferente à do lado não afectado.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fractura das costelas


A caixa torácica, formada pela coluna vertebral, pelo esterno e pelas costelas serve de protecção a órgãos internos sensíveis, como o coração, pulmões e fígado.
As fracturas das costelas são as lesões mais comuns após traumatismo torácico (10% de todos os pacientes admitidos após trauma torácico fechado tem uma ou mais fracturas de costelas) sendo responsáveis por mais de metade das lesões torácicas traumáticas penetrantes. Estas fracturas raramente são fatais em si, no entanto podem ser um indicador de lesões viscerais mais graves.
O mecanismo de lesão mais comum em idosos é a queda da própria altura. Em adultos é o acidente de automóvel e nos jovens, na maioria das vezes, são fracturas decorrentes de actividades recreativas e desportivas.
Devido aos órgãos que estão próximos as fracturas nas costelas podem causar problemas secundários como atelectasia e pneumonia. Quando existem múltiplas fracturas a função do músculo diafragma e das articulações costovertebrais poderá estar afectada, causando insuficiência ventilatória. Fragmentos de costelas fracturadas podem também actuar como objectos penetrantes, causando hemotórax ou pneumotórax. As costelas quatro a nove (4-9) são as mais comummente afectadas.
Para além das causas traumáticas, as costelas também poderão sofrer fracturas de stress, causadas pela contracção excessiva dos músculos que se inserem nas costelas, como o serrátil anterior. Jogadores de golfe tendem a sofrer fracturas de stress da primeira costela por contracções repetitivas do músculo escaleno anterior (no pescoço). Remadores tendem a sofrer fracturas de stress nas costelas 4 ou 5 por contracções do músculo serrátil anterior.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor nas costelas ou na área superior do tórax
  • Dor ao tossir e respirar profundamente
  • Inchaço e hematomas na região da fractura
  • Sensibilidade ao toque na área da fractura

Muitas vezes as fracturas de stress não são visíveis no raio-X, pelo que é essencial uma boa avaliação clínica tórax e coluna vertebral para ajudar no diagnóstico de uma fractura das costelas. Exames adicionais (TAC ou RM) podem ser necessários para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

        Para as fracturas em que os dois topos da fractura estão desalinhados o ortopedista realizará o realinhamento da fractura por manipulação cuidadosa sob anestesia; para as fracturas em mais que um local do osso, geralmente o tratamento é cirúrgico, por fixação interna (utilizando placas e parafusos) para estabilizar a fractura. Ambas as situações são seguidas de imobilização por um período não inferior a 4 semanas. As fracturas de stress são geralmente tratadas de forma conservadora, através de repouso e analgésicos/anti-inflamatórios.
No período após imobilização deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Evite movimentos exagerados da coluna vertebral.
Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.
Mobilização articular dos membros superiores de forma a manter as amplitudes articulares e força muscular
Exercícios respiratórios e de expansibilidade torácica permitem a mobilização da caixa torácica sem provocar demasiada pressão sobre a estrutura óssea.

Exercícios terapêuticos para fracturas nas costelas

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação, por tratamento conservador, de uma fracturas nas costelas, e após a confirmação de que a fractura está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Adução das omoplatas
Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 

Extensão da coluna torácica
Sentado, com as mãos atrás da cabeça. Inspire fundo enquanto roda os cotovelos para fora e alonga o tronco nas costas da cadeira. Expire lentamente, retornando à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



  
Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Lesão osteocondral/fractura do tálus no tornozelo


A articulação do tornozelo é composta pela parte inferior da tíbia (maléolo interno) e do perónio (maléolo externo), e pela superfície articular superior do osso tálus (ou astrágalo). Esta superfície tem a forma de uma cúpula e é totalmente revestida com cartilagem flexível e resistente, que permite que o tornozelo se mova suavemente, dobrando e esticando o pé.
Uma lesão da cúpula do tálus significa uma lesão da cartilagem e do osso do tálus dentro da articulação do tornozelo. É também chamada de lesão osteocondral do tálus. "Osteo" significa osso e "condral" refere-se a cartilagem.
As lesões da cúpula do tálus são geralmente causadas por uma entorse de tornozelo. Se a cartilagem não recuperar correctamente após a lesão, esta enfraquece com o desenvolver das actividades e pode acabar por quebrar. Por vezes um pequeno fragmento da cartilagem ou de osso danificado poderá ficar “solto” dentro do tornozelo.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

A menos que se trate de uma lesão extensa, provocada por um traumatismo forte, que afecte várias estruturas, pode levar meses, ou até mais de um ano, para que os sintomas se desenvolvam. Os sinais e sintomas de uma lesão cúpula talar podem incluir:
  • Dor crónica profunda no tornozelo, geralmente piora quando o peso do corpo está sobre o pé (especialmente durante a prática desportiva) e diminui quando está em descanso
  • Uma sensação ocasional de "clique" ou "prender" no tornozelo ao andar
  • Episódios de inchaço do tornozelo quando em carga, que desaparecem em repouso

Uma lesão cúpula do tálus pode ser de difícil diagnóstico, pois o local preciso da dor nem sempre é fácil de identificar. São efectuados raio-X, e muitas vezes, a ressonância magnética ou outros exames de imagem avançados estão indicados, de modo a avaliar melhor a extensão da lesão.

Tratamento

                Depende da gravidade da lesão. Se a lesão é estável (sem pedaços soltos de cartilagem ou osso dentro da articulação), uma ou mais das seguintes opções de tratamento não-cirúrgico pode ser considerada:
Imobilização. Dependendo do tipo de lesão, a perna pode ser colocada numa bota ou tala para proteger o tálus. Durante este período de imobilização, exercícios de mobilidade articular, sem aplicar carga podem ser recomendados
Anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), tais como o ibuprofeno, podem ser úteis na redução da dor e inflamação.
Fisioterapia. Exercícios de mobilização e fortalecimento são benéficos, desde que a lesão esteja devidamente estabilizada. A fisioterapia também pode incluir técnicas como a electroterapia para reduzir a dor e inchaço.
Se o tratamento conservador não aliviar os sintomas, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia pode envolver a remoção dos ossos e fragmentos de cartilagem soltos no interior da articulação e restabelecer à articulação um espaço ideal para a cicatrização e cura da lesão. Nesse caso a fisioterapia apenas deve começar entre 6-7semanas após a cirurgia, quando já não há risco de provocar um agravamento da lesão.

Exercícios terapêuticos para lesões osteocondrais/fracturas do tálus

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a lesão não envolve fractura, ou que esta está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



  Flexão resistida do
Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Propriocepção do tornozelo
Em pé, apoiado na perna lesada e com esse joelho ligeiramente dobrado. Tente manter o equilíbrio sem apoiar os braços e olhando em frente. Mantenha esta posição entre 15 a 30 segundos.
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Antes de iniciar estes exercícios deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

van Dijk CN, Reilingh ML, Zengerink M, van Bergen CJ. The natural history of osteochondral lesions in the ankle. Instr Course Lect. 2010;59:375-86.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fractura do 5º metatarso no pé


O 5º metatarso é o osso localizado na face lateral e na região média do pé. As fracturas (quebra na continuidade do osso) neste osso são comuns e são principalmente de 2 tipos:
Fractura arrancamento. Essa lesão acontece, na maioria das vezes, em atletas jovens. O mecanismo de lesão é semelhante a uma entorse do tornozelo, em que o "roda" para dentro e os músculos da perna contraem para evitar a entorse, provocando a fractura, que acontece na junção entre o tendão destes músculos e o osso.
Fractura de Jones. Ocorrem numa pequena área do quinto metatarso (entre a diáfise e a epífise do osso) que recebe menos sangue e, portanto, é mais propensa a dificuldades de cicatrização. A fractura de Jones pode ser causada pelo uso excessivo (uma pequena fractura de linha fina, que se agrava ao longo do tempo), ou por traumatismo.
Outros tipos de fracturas podem ocorrer no quinto metatarso. Exemplos incluem fracturas de stress, que são muitas vezes negligenciadas numa primeira avaliação, (se o paciente continuar a sentir dor ligeira na região lateral do pé 3 a 6 semanas após um traumatismo exames de Rx devem ser repetidos para despiste de uma fractura de stress) e fracturas da diáfise (parte média do osso), que geralmente resultam de trauma ou torção.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Por vezes o paciente ouve o ruído da fractura no momento da lesão
  • Dor intensa, inchaço e sensibilidade e na parte externa do pé logo após a lesão
  • Incapacidade para apoiar o peso do corpo nesse pé
  • Hematoma localizado na região lateral do pé pode ocorrer

É essencial uma boa avaliação clínica do pé e tornozelo para ajudar no diagnóstico de uma fractura do metatarso. Um raio-X é geralmente necessário para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão. Como a fractura de Jones, por vezes, não aparece nos raio-X iniciais, exames adicionais (TAC ou RM) podem ser necessários.

Tratamento

       Para as fracturas em que os dois topos da fractura estão desalinhados o ortopedista realizará o realinhamento da fractura por manipulação cuidadosa sob anestesia; para as fracturas em mais que um local do osso e fracturas de Jones, principalmente em atletas, geralmente o tratamento é cirúrgico, com material de fixação interna para estabilizar a fractura. Ambas as situações são seguidas de imobilização gessada ou bota protectora mais canadianas por um período não inferior a 4 semanas. As fracturas arrancamento são geralmente tratadas com imobilização gessada, através de bota ou tala.
      O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Compressão: um elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
No período após imobilização com gesso ou tala deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Mobilização articular.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.


Exercícios terapêuticos para a fractura do 5º metatarso

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a fractura está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, e depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



Adução/adbução do pé
Puxe o pé para cima e para fora, e depois para cima e para dentro.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte os sintomas. 



 Eversão resistida do pé
Puxe a ponta do pé para si e rode a planta do pé para fora. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte os sintomas.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fractura do escafóide

O escafóide é um dos maiores dos ossos do carpo (os pequenos ossos do punho) e apresenta-se do lado do polegar no seu punho. A sua forma assemelha-se a um feijão, e o seu tamanho é apenas ligeiramente maior que um. Este osso faz a ligação entre as duas fileiras de ossos do carpo e ajuda a estabilizá-los.
O osso escafóide pode ser facilmente identificado quando o polegar é mantido para cima (na posição de pedir "boleia"). O escafóide é o osso que fica na base da concavidade formada pelos dois tendões do polegar.
O escafóide é o osso do punho mais frequentemente fracturado, e a lesão ocorre sobretudo devido a queda sobre as mãos, com os braços estendidos à frente da cara. A história típica inclui quedas em desportos de contacto ou acidentes de viação. Mais raramente um golpe directo na palma da mão pode causar uma fractura do escafóide. O stress repetitivo sobre o osso escafóide também poderá levar a uma fractura, no entanto isto acontece em situações muito específicas, como em ginastas ou lançadores do peso.
Este tipo de fracturas poderá estar associado a outras fracturas do punho, como a fractura de Colles.
As fracturas do escafóide podem não-deslocadas (os topos do osso partido não se desalinharam) ou deslocadas (existe desalinhamento dos topos ósseos).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor e inchaço na base do polegar. A dor pode agravar quando mover o polegar ou o punho, ou quando tentar pegar em algo mais pesado.
  • Sensibilidade ao toque na região do escafóide.
  • Ligeiro edema e rubor na base do polegar.

Quando não existe deformação visível uma fractura do escafóide pode ser confundida com uma distensão do punho. Distensões simples punho são muito raras e é importante consultar um médico se a dor persistir. Qualquer dor no punho que não alivia um dia após uma lesão pode ser um sinal de uma fractura.
O diagnóstico de uma fractura do escafóide nem sempre é evidente e é essencial uma boa avaliação clínica do punho e mão para ajudar no diagnóstico e descartar outras lesões, como outras fracturas do punho. Em alguns casos, a fractura não irá ser visível em raio-X até cerca de 10 a 14 dias após a lesão inicial. Nestes casos, se o médico ainda assim suspeitar de fractura do escafóide, normalmente você irá ser tratado como se tivesse uma fractura do escafóide e um novo raio-X será realizado após 10-14 dias.
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Tratamento

O tratamento das fracturas do escafóide depende da localização da fractura no osso.
As fracturas do escafóide que estão mais perto do polegar geralmente resolvem-se em questão de poucas semanas com a protecção/descanso adequados. Esta parte do osso tem uma boa irrigação sanguínea, o que facilita a recuperação. Se for colocada uma tala ela geralmente será abaixo do cotovelo e não deverá incluir o polegar.
As fracturas do escafóide que se localizam no meio do osso ou mais perto do punho são mais difíceis de tratar devido à pouca irrigação sanguínea desta zona, havendo risco de necrose avascular. Se for colocada uma tala ela poderá estender-se acima do cotovelo e deverá incluir o polegar. Entre 8-12 semanas é o tempo médio de recuperação neste tipo de fracturas.
Neste último tipo de fracturas do escafóide o médico poderá recomendar a cirurgia. Durante a cirurgia, implantes metálicos, tais como parafusos e fios metálicos são utilizados para fixar o osso até que este esteja totalmente cicatrizado. Após a cirurgia segue-se um período de imobilização gessada geralmente não inferior a 8 semanas.
No período após imobilização com gesso ou tala deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:

  • Exercícios para melhorar a amplitude articular do polegar e punho. Técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva e de alongamento activo são fundamentais para prevenir grandes limitações.
  • Terapia ocupacional: estimulação proprioceptiva do punho e mão através da manipulação de objectos.
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.


Exercícios terapêuticos para as fracturas do escafóide

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a fractura está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Flexão/extensão do punho
Com o antebraço apoiado. Dobre o punho, ficando com a palma da mão virada para si e os dedos para baixo. Rode o punho para cima, ficando a palma da mão virada para a frente e os dedos para cima.


 

Oponência do polegar
Com o antebraço e mão apoiados, una a ponta do dedo polegar à ponta do dedo mínimo
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




 
Propriocepção do punho
Agarrando uma bola na mão, faça movimentos circulares com o punho enquanto pressiona a bola.
Repita entre 20 e 30 movimentos, desde que não desperte nenhum sintoma.

  

Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.