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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tratamento imediato após cirurgia de coluna lombar usando a abordagem “graded motor imagery”: estudo de caso clínico

No nosso cérebro existem “mapas” de representação de todo o nosso corpo que são mantidos ao longo da vida preservando a sua plasticidade, ou seja, podem ser estimulados e melhorados ou negligenciados e piorarem por, por exemplo, diminuição do movimento e/ou dor.

A nova abordagem Graded motor imagery (GMI), que utiliza vários processos táteis e cognitivos (discriminação direita esquerda; imagética; terapia com espelho), tem demonstrado eficácia na diminuição da dor, incapacidade e restrições de movimento devido a dor músculo-esquelética.

No entanto, existe pouca informação sobre as alterações corticais em pacientes que se submetem a cirurgia lombar, assim como do efeito terapêutico do GMI nestes pacientes.


Apresentação do caso clínico

Um paciente de 56 anos de idade foi submetido a cirurgia lombar devido a dor lombar, dor nas pernas e défice neurológico progressivo. Imediatamente após a cirurgia iniciou um programa de seis sessões de fisioterapia com uma abordagem de GMI.

Vinte e quatro horas antes e 48 horas após a cirurgia foram gravadas várias medidas psicométricas, de movimento físico e acuidade tátil. Apesar do aumento previsível pós-operatório na dor, receio de mover, disfuncionalidade e restrições do movimento, o limiar de dor à pressão, a discriminação de dois pontos e acuidade tátil foram bastante melhorados.

Os resultados revelaram que as técnicas aplicadas imediatamente após a cirurgia causaram melhorias acentuadas no movimento (melhoria média/sessão na flexão de 3.3 cm; no straight-leg-raise média 8,3°/sessão) e um efeito hipoalgésico imediato.


A GMI pode fornecer aos fisioterapeutas uma terapêutica “hands-off” que seja apropriada para o paciente na fase pós-operatória aguda e que seja benéfica na melhoria do prognóstico.


Louw A, Schmidt SG, Louw C, Puentedura EJ.. Moving without moving: immediate management following lumbar spine surgery using a graded motor imagery approach: a case report.. Physiother Theory Pract 2015; 31(7)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A utilização de espelho na reabilitação de AVC e síndrome de dor regional complexa


A Visual Health Information publicou a sua newsletter mensal. Nesta edição respondem à questão:

Quais são os efeitos da terapia com espelho na melhoria da função em indivíduos com diagnósticos tais como hemiplegia e síndrome de dor regional complexa (SDRC)?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante Maio de 2012) por trabalhos que abordaram esta questão específica.

Foram analisados cinco estudos: uma revisão sistemática da literatura e quatro estudos randomizados controlados, em que um deles era sobre os efeitos da terapia com espelho no tratamento de SDRC após  AVC, dois em pacientes com AVC recente, e um estudo em pacientes com sequelas antigas de AVC. Estes quatro estudos focaram-se na função do membro superior, no entanto a revisão sistemática da literatura incluiu estudos sobre os efeitos da terapia com espelho na recuperação, tanto do membro superior como inferior, em pacientes com acidente vascular cerebral, SDRC, e dor do membro fantasma.

A maioria dos estudos decorreram em ambiente clínico e a terapia com espelho foi utilizada em conjunto com o "programa de reabilitação de padrão"

Apesar das diferenças de metodologia e medidas de resultados, bem como a relativa falta de informações comparando diferentes tipos, movimentos, frequência e duração da terapia com espelho, diversas declarações gerais podem ser feitas sobre a intervenção terapêutica com espelho:

  1. Na maioria dos estudos, não pareceu haver uma melhoria significativa em uma ou mais medidas de resultados funcionais com a terapia com espelho em comparação ao grupo controlo. 
  2. A maioria, mas não todos, os estudos relataram diminuição significativa na dor de SDRC e dor do membro fantasma com a terapia com espelho. 
  3. Os resultados em AVCs recentes parecem ser um pouco melhores do que em sequelas de AVC mais antigas. 
  4. A localização, o tipo e a gravidade do AVC parecem fazer pouca diferença na eficácia desta técnica. 
  5. Embora o mecanismo neurológico exato desta técnica não seja conhecido, parece haver alguma recuperação no córtex motor primário do lado afetado (avaliado através de Ressonância Magnética) possivelmente pela activação dos "neurónios-espelho".


Com base nesta revisão, pode-se concluir que a inclusão de terapia com espelho melhora os resultados em pacientes com AVC e SDRC. Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:






Esta newsletter mensal está disponível de forma gratuita no site Visual Health Information. 

Veja este e outros sites de prescrição de exercícios terapêuticos Aqui!



Rothgangel AS, Braun SM, Beurskens AJ, Seitz RJ, Wade DT. The clinical aspects of mirror therapy in rehabilitation: a systematic review of the literature. Int J Rehabil Res 2011, 34(1):1-13.
Cacchio A, De Blasis E, De Blasis V, Santilli V, Spacca G. Mirror therapy in complex regional pain syndrome type 1 of the upper limb in stroke patients. Neurorehabil Neural Repair 2009, 23(8):792-799.
Dohle C, Pullen J, Nakaten A, Kust J, Rietz C, Karbe H. Mirror therapy promotes recovery from severe hemiparesis: a randomized controlled trial. Neurorehabil Neural Repair 2009, 23(3):209-217.
Michielsen ME, Selles RW, Stam HJ, Ribbers GM, Bussmann JB. Quantifying Nonuse in Chronic Stroke Patients: A Study Into Paretic, Nonparetic, and Bimanual Upper-Limb Use in Daily Life. Arch Phys Med Rehabil 2012, 25(3):223-233.
Lee MM, Cho HY, Song CH. The mirror therapy program enhances upper-limb motor recovery and motor function in acute stroke patients. Am J Phys Med Rehabil 2012, 91(8):689-700.


Agora dispomos de um serviço de reabilitação prestado por fisioterapeutas especializados nesta patologia. Clique aqui para saber mais.