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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para espasmos musculares no pescoço

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para espasmos musculares no pescoço (torcicolos)
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Alongamento do elevador da omoplata




Alongamento do trapézio superior

Rotações do pescoço

Retracção do queixo

Flexão do pescoço para a frente


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Manipulação cervical no alívio de dor no pescoço

Objetivo:

Identificar os pacientes com dor cervical de origem mecânica que irão demonstrar resultados favoráveis após a manipulação cervical.

Norma:
  1. Duração dos sintoma ser menor do que 38 dias
  2. Expectativa positiva do paciente de que a manipulação vai ajudar
  3. Diferença na amplitude de rotação cervical de 10° ou maior entre um lado e o outro
  4. Dor à pressão póstero-anterior nas vértebras cervicais médias

Probabilidade de Sucesso:

90% (3 Variáveis), 100% (4 variáveis)


Bibliografia

Puentedura EJ, et al. Development of a clinical prediction rule to identify patients with neck pain likely to benefit from thrust joint manipulation to the cervical spine. J Orthop Sports Phys Ther. 2012; 42(7): 577-92.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Teste de flexão passiva da cervical

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a contribuição da tensão neural para os sintomas na coluna torácica do paciente.


Técnica
Primeiro o paciente realiza ativamente a flexão da cervical superior. Depois o fisioterapeuta flexiona passivamente a coluna cervical inferior. Reprodução de dor ou outros sintomas neurais na coluna vertebral torácica é um teste positivo. A sensação de alongamento é normal.






terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dor de cabeça cervicogénica tratada por Positional Release Therapy – estudo de caso clínico

Segundo Dorland, a dor de cabeça é definida como dor em qualquer lugar da cabeça ou pescoço. O cérebro não tem receptores de dor, mas outras áreas da cabeça e pescoço, tais como artérias, veias, nervos cranianos e da coluna vertebral, músculos da cabeça e pescoço e meninges podem sentir dor.

As dores de cabeça cervicogénicas (DCC) têm uma origem muscular e a incapacidade resultante é maior que nas cefaleias primárias. Neste tipo de dor de cabeça, as deficiências e alterações músculo-esqueléticas miofasciais e posturais, como pontos gatilho, são muito importantes.

Um ponto gatilho é um local hipersensível no músculo esquelético que pode ser ativo ou permanecer latente. Quando a avaliação neurológica e de imagem são normais, pontos de gatilho devem ser considerados como a possível etiologia da dor de cabeça.

As opções de tratamento para estes incluem: injeções no trigger point, punção seca, alongamentos, massagem terapêutica e Positional Release Therapy (PRT). PRT é uma técnica na qual os músculos são colocados numa posição de maior conforto e isso faz com que haja uma normalização do tónus muscular e tensão fascial, uma redução da hipomobilidade articular, aumento da circulação e redução do edema, com consequente diminuição da dor e aumento da força muscular.

Apesar de vários estudos relatarem a redução dos sintomas de dor de cabeça após o tratamento de pontos-gatilho por diferentes procedimentos, a eficácia da PRT na melhoria dos pacientes com DCC permanece ainda pouco clara.
Este estudo de caso descreve uma paciente com DCC e pontos gatilho nos músculos cervicais, que foi tratado com PRT.

Apresentação de caso clínico


  • Mulher, 47 anos, com uma dor de cabeça constante e maçante durante 9 meses.
  • A dor formava uma faixa que envolvia o lado direito da cabeça. Raramente vinha acompanhada de náuseas e vómitos.
  • A Ressonância Magnética, exame de sangue, eletromiografia/velocidade da condução nervosa e exame neurológico, realizados sob prescrição de neurologista, foram normais, pelo que a paciente recebeu antidepressivos tricíclicos anti-inflamatórios não-esteróides profiláticos mas, depois de um mês, não houve melhoria nos sintomas.
  • Em seguida a paciente foi encaminhada para um psicólogo mas sem qualquer melhoria. Finalmente, foi encaminhada à clínica de fisioterapia para o tratamento dos seus pontos gatilho nos músculos cervicais.
  • A paciente afirmou que a dor se iniciava a partir do ombro e pescoço e em seguida irradiava para a cabeça.
  • A dor era pior durante atividades como cozinhar ou conduzir em que a cabeça e o pescoço se mantinham numa posição estática .
  • A paciente apresentava um aumento da cifose, ombros rodados à frente e anteriorização da cabeça.
  • A região cervical apresentava-se rígida e a amplitude de rotação estava limitada, ocorrendo o movimento associado de rotação do tronco. Observou-se limitação da amplitude de movimento do pescoço, ombro ou coluna torácica por causa da dor, o que tornou difícil a medição da verdadeira amplitude de movimento.
  • À palpação, havia pontos-gatilho ativos que suscitaram a dor irradiada na cabeça, no trapézio direito, esternocleidomastóideo esquerdo, obliquo superior da cabeça direito e esquerdo, recto anterior da cabeça esquerdo e interespinhoso do segmento de C4.
  • A paciente foi tratada com PRT. Enquanto estava deitada em decúbito dorsal, o fisioterapeuta colocou cada músculo numa posição específica da seguinte forma:

  1. - Trapézio: a cabeça da paciente foi flexionada lateralmente em direção ao ponto gatilho e do ombro foi abduzido a cerca de 90o.
  2. - Esternocleidomastoideu: a cervical média foi marcadamente flexionada e flexionada lateralmente em direção ao ponto gatilho.
  3. - Obliquo superior da cabeça: fez-se extensão do occipital da paciente sobre C1.
  4. - Recto anterior da cabeça: fez-se flexão do occipital.
  5. - Interespinhoso: fez-se extensão modera da cabeça e flexão lateral rotação no sentido contrário ao ponto gatilho.

  • Em cada posição o fisioterapeuta acompanhou o ponto gatilho com o dedo indicador e manteve essa posição até sentir o relaxamento muscular. Isto demorou de 5 a 20 min e cada ponto gatilho foi tratado uma vez em cada consulta.
  • O examinador avaliou a intensidade da dor pela EVA em cada sessão de tratamento. No fim do primeiro tratamento não houve mudança. No final da segunda sessão, a dor reduziu de 10 para 8. Após três sessões de tratamento, a dor de cabeça da paciente cessou completamente.
  • Ao longo dos oito meses seguintes não teve dor e não recorreu a qualquer medicação. Infelizmente, após este tempo e depois de um conflito familiar, a dor de cabeça voltou.


Conclusão



Os autores propõem que a PRT pode ser um tratamento eficaz para pacientes DCC com pontos de gatilho nos músculos cervicais. Esta técnica pode ser usada como uma alternativa ou um complemento para outras terapias. A eficácia desta forma de tratamento deve ser confirmada por mais investigação clínica.


Mohamadi M, Ghanbari A, Rahimi A. Jaberi Tension - Type - Headache treated by Positional Release Therapy: a case report. Man Ther. 2012 Oct, 17 (5) :456-8.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Síndrome das facetas interapofisárias na cervical

As facetas interapófisárias existem na parte posterior das vértebras e são responsáveis pela articulação de uma vértebra com as suas adjacentes (superior e inferior). Estas articulações trabalham em conjunto com os discos intervertebrais para formar uma unidade de funcional, permitindo o movimento da coluna vertebral e dando ao mesmo tempo estabilidade a esta estrutura através dos seus ligamentos.
Ao longo da coluna os ângulos e orientações das facetas interapofisárias vão mudando, alterando também os graus de movimento possíveis em cada região da coluna vertebral.
Durante certos movimentos da coluna vertebral, alongamento ou forças compressivas são aplicadas sobre as articulações interapofisárias. Se estas forças forem excessivas e para além do que a articulação consegue suportar, pode ocorrer lesão das facetas articulares. Isto pode implicar danos na cartilagem que reveste a faceta ou ruptura do tecido conjuntivo que envolve a articulação.
A síndrome das facetas interapofisárias ocorre normalmente devido a um movimento de flexão excessiva, a movimentos de torção combinada com flexão ou a posições mantidas em anteriorização da cabeça, também poderão resultar de um traumatismo directo no pescoço, sobre a região da articulação.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

É frequente em pacientes que conduzem bastante, passam longos períodos de tempo ao computador ou com profissões que obriguem a uma hiperextensão mantida da coluna cervical. O ataque normal de dor aguda no pescoço que envolve as facetas articulares ocorre de repente e sem aviso prévio. É comum a pessoa referir por exemplo que esteve a pendurar um candeeiro no tecto e que depois já não conseguiu mexer o pescoço.
Os sintomas mais comuns associados a esta condição são espasmos musculares adjacentes à área de lesão, provocando uma alteração de alinhamento vertebral e uma postura de defesa característica.
Os sintomas podem variar muito e ser confundidos com uma hérnia discal, já que a dor também poderá irradiar ao longo dos membros superiores.
Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica, exame da coluna vertebral são necessários para ajudar no diagnóstico de uma síndrome das facetas interapófisárias. A confirmação do diagnóstico muitas vezes começa com um raio-X à coluna cervical, no entanto, é muitas vezes efectuada a ressonância magnética (RM) de forma a descartar processos degenerativos ou alterações estruturais que comprometam o trajecto dos nervos que saem da coluna.

Tratamento

Numa fase inicial, em que os sintomas estão bastante exacerbados o tratamento deve incluir:
  • Repouso no leito, numa posição que seja confortável
  • Deverá aconselhar-se com o seu médico antes de iniciar qualquer medicação. Nos casos de dor persistente a medicação analgésica, quando tomada de uma forma regular durante um período determinado de tempo poderá ajudá-lo a manter-se activo.
  • O paracetamol é geralmente suficiente se tomado de forma regular. Para um adulto, isto significa 1000 mg (geralmente dois comprimidos de 500 mg), quatro vezes ao dia.
  • Analgésicos anti-inflamatórios. Eles incluem o ibuprofeno, o diclofenaco ou naproxeno.
  • Um relaxante muscular, como o diazepam é prescrito às vezes por alguns dias, se os músculos das costas estiverem muito tensos e desencadearem a dor.
  • A aplicação de calor local ou um banho quente pode ajudar a aliviar os espasmos musculares

Após a fase aguda deve ser iniciado um plano de tratamento em fisioterapia, que deverá incluir:
  • Manter-se activo: No passado, o conselho era para descansar até que a dor aliviasse. Sabe-se agora que isso está errado. Continuar com as actividades normais na medida do possível torna a recuperação mais rápida e diminui a probabilidade de desenvolver dor crónica. Como regra, não faça nada que cause muita dor. No entanto, terá que aceitar algum desconforto numa fase inicial. Não há nenhuma evidência que comprove que um colchão firme é melhor do que qualquer outro tipo de colchão para as pessoas com dor nas costas.
  • Electroterapia: correntes interferenciais e ultra-som na região dos ligamentos posteriores da articulação, com o objectivo de reduzir o edema e controlar a inflamação.
  • Mobilização e manipulação articular, com o objectivo de realinhar a articulação e de lhe restaurar a normal mobilidade. Devem ser realizadas por profissionais experientes e apenas após a confirmação do diagnóstico.
  • Um plano de exercícios terapêuticos deverá ser elaborado pelo seu fisioterapeuta de forma a fortalecer os músculos que suportam a coluna e estimular os estabilizadores.


Exercícios terapêuticos para a síndrome das facetas interapofisárias

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome das facetas interapofisárias. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Adução das omoplatas
Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



 


Correcção postural da cervical e ombros
Em pé ou sentado, rode os ombros para trás e para baixo, enterre o queixo e imagine que tem uma linha a puxar-lhe o topo da cabeça. Mantenha esta posição durante 20 segundos.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 






Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Alterações degenerativas da coluna cervical


A coluna vertebral é composta por vários ossos conhecidos como vértebras, cada uma das quais com um grande buraco no centro. Como esses ossos estão dispostos uns sobre os outros, o alinhamento dos seus buracos forma o chamado canal medular, onde se aloja a medula espinhal. Este canal oferece protecção e espaço à medula espinhal e nervos, de forma à informação nervosa circular correctamente entre o cérebro e o resto do corpo.
Cada vértebra conecta-se com a vértebra acima e abaixo através de dois tipos de articulações: as articulações de cada lado da coluna vertebral (articulações inter-apófisárias) e o disco intervertebral central. Existem ainda pequenos buracos de cada lado da coluna vertebral, conhecidos como buracos de conjugação (ou intervertebrais). Estes estão localizados entre duas vértebras adjacentes e permitem que os nervos saiam do canal espinhal.

Com o tempo, pode ocorrer o desgaste ósseo, dos discos intervertebrais e das articulações, resultando em alterações degenerativas da coluna vertebral. Essas mudanças degenerativas podem incluir diminuição da altura do disco, a perda da cartilagem articular, estimulando espessamento do osso e a formação osteófitos (esporões ósseos). À medida que estas alterações degenerativas se vão agravando o canal medular e os buracos de conjugação poderão estreitar-se e eventualmente colocar pressão sobre a medula espinhal e nervos, resultando numa variedade de sintomas característicos de compressão nervosa.
Estas alterações são comummente associadas ao processo normal do envelhecimento, no entanto, também podem ser causadas por infecções, tumores, tensões musculares, ou artrose.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Alterações degenerativas ligeiras poderão causar poucos ou nenhum sintoma. Conforme estas alterações se tornam mais graves, os pacientes podem sentir:
  • Dor cervical
  • Rigidez articular, principalmente de manhã ao acordar e depois de muito tempo sentado a olhar para baixo (por exemplo a ler, a tricotar ou ao computador)
  • Se a degeneração das estruturas vertebrais for tão grave que cause compressão da medula espinhal ou dos nervos poderá sentir:
  • Dor, que agrava em actividades como andar com sacas nas mãos ou estar parado de pé ou sentado durante bastante tempo
  • Formigueiro, ardor ou dormência
  • Fraqueza muscular ou sensação repentina de perda de força
  • Todos estes sintomas podem ser sentidos tanto na cervical como ao longo dos membros superiores.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento da coluna cervical, torácica e do ombro, é necessária para ajudar ao diagnóstico de alteração degenerativa da coluna lombar. A confirmação do diagnóstico muitas vezes começa com um raio-X à coluna cervical, no entanto, a ressonância magnética (RM) é o principal meio de diagnóstico, pois permite visualizar o disco intervertebral em detalhe, assim como o espaço dos buracos de conjugação e do canal medular. A tomografia computadorizada (TC) também pode ser utilizada.
Apesar disso, o diagnóstico de problemas na coluna vertebral, mesmo com a RM, pode ser complicado, devido a falsos positivos e a casos em que os resultados dos exames não se correlacionam bem com os sintomas do paciente.

Tratamento


O tratamento depende da gravidade e do tipo das alterações degenerativas. Felizmente, na maioria dos casos, as alterações degenerativas da coluna cervical não são suficientemente graves para exigir tratamentos invasivos, e nesses casos o objectivo primário do tratamento será manter-se tão activo quanto possível, sem agravar os sintomas, a fim de manter a força e a mobilidade da coluna, evitando o agravamento da sua disfunção. Poderá fazer:
  • Repouso das actividades que agravam os sintomas
  • O seu médico poderá prescrever analgésicos orais
  • Fisioterapia para fortalecer os músculos do pescoço e ombros e para melhorar a flexibilidade e amplitude de movimento.
  • Modificar actividades e posturas de forma a manter-se activo, sem agravar os sintomas.
         Além disso, procedimentos minimamente invasivos, como a administração de cortico-esteróides ou analgésicos, provocam alívio temporário da dor, tornando o trabalho da fisioterapia mais produtivo em pacientes com dor severa. Este tipo de procedimentos irá proporcionar alívio dos sintomas à grande maioria dos pacientes, no entanto a probabilidade de estes voltarem 1-2anos após o tratamento é significativa.

A cirurgia pode vir a ser necessária em alterações graves. A cirurgia é indicada em pacientes com dor crónica severa, alterações neurológicas graves, nomeadamente irradiação para os braços que impeça a função normal. Além disso, a cirurgia pode ser considerada em pacientes que não responderam ao tratamento menos invasivo e em pacientes que apresentam uma anomalia que pode ser corrigida de forma efectiva pela cirurgia.

Os procedimentos cirúrgicos variam dependendo do tipo e da gravidade da alteração. Em alguns pacientes, uma hérnia discal pode ser corrigida cirurgicamente para restaurar a sua estrutura anatómica normal. Em outros pacientes, com estenose do canal vertebral ou em que o disco está a causar pressão sobre o nervo, devem ser removidos o disco ou o osso que estão a causar essas lesões. A lacuna deixada pela remoção desses tecidos é então compensada por um processo chamado de fusão espinal, em que dispositivos metálicos são utilizados para estabilizar a coluna e, em excertos ósseos são implantados para incentivar o crescimento ósseo nessa área. Os resultados da cirurgia são geralmente muito bons e a maioria dos pacientes retorna à função normal em questão de semanas.

Exercícios terapêuticos para alterações degenerativas da cervical

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante o tratamento de alterações degenerativas da cervical. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.





Correcção postural da cervical e ombros
Em pé ou sentado, rode os ombros para trás e para baixo, enterre o queixo e imagine que tem uma linha a puxar-lhe o topo da cabeça. Mantenha esta posição durante 20 segundos.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Adução das omoplatas
Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dor de cabeça de origem cervical


A dor de cabeça (ou cefaleia) de origem cervical é a dor provocada por lesões/disfunções nas estruturas da coluna cervical que irradia para a cabeça.
Geralmente este tipo de cefaleias afecta apenas um lado da cabeça e pode localizar-se mais na base da nuca, se a coluna cervical inferior estiver afectada, ou irradiar pelo lado da cabeça até à região superior do olho.
Estudos indicam que as vértebras C2-C3 são a fonte mais comum de cefaleia de origem cervical, representando cerca de 70% dos casos.
As estimativas da prevalência de cefaleia de origem cervical variam de 1% a 4% na população geral e cerca de 17% entre os pacientes com dores de cabeça severas. Após distensão traumática da coluna cervical cerca de 53% dos pacientes desenvolverão dor de cabeça de origem cervical. Elevados níveis de stress também são um factor de risco para esta condição, devido ao aumento de tensão muscular na região do pescoço e ombros.


Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor que começa no pescoço e se irradia para a região da nuca e/ou frontal, e para o ombro ipsilateral.
  • Dor que é agravada pelo movimento do pescoço ou em posições mantidas, como ao computador.
  • Formigueiro ou dormência desde a base do pescoço à base da nuca.
  • Por vezes existe uma sensação de latejar que percorre a nuca pelo lado da cabeça até à região superior do olho.

O diagnóstico é orientado para descartar outras possíveis origens para essa dor de cabeça e para descobrir qual é a disfunção cervical que está a causar a dor. Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica completa, exame neurológico e motor da cervical e ombro, é geralmente suficiente para o diagnóstico.


Tratamento

            Numa fase inicial, em que os sintomas estão bastante exacerbados o tratamento deve incluir:
  • Repouso no leito, se necessário, numa posição que seja confortável
  • Segundo estudos recentes a medicação analgésica e anti-inflamatória não revela qualquer efeito benéfico nesta condição
  • A aplicação de calor local na cervical ou um banho quente pode ajudar a aliviar os espasmos musculares e a relaxar as restantes estruturas.
  • Certifique-se de que mantém uma boa postura. Verifique se a sua posição sentada, no trabalho ou no computador é a mais correcta (com a cabeça alinhada com as costas e o ecrã em frente à linha dos olhos). 

RPG e Pilates poderão melhorar a postura do pescoço, mas o seu valor no tratamento da dor não é certo.
Os benefícios das mobilizações e manipulações são bastante discutíveis e muitas vezes os resultados obtidos não são os esperados, sobretudo quando se tratam das primeiras vértebras cervicais. Deverão ser realizadas por profissionais experientes e apenas após a confirmação do diagnóstico.
          Após a fase aguda devem ser realizados todos os testes e avaliações necessários para diagnosticar qual a origem dos sintomas e prosseguir com o tratamento mais adequado para cada um dos casos (hérnia discal cervical; alterações degenerativas da coluna cervical; síndrome postural; distensão traumática da coluna cervical).

Veja aqui um estudo de caso clínico.

Exercícios terapêuticos para dores de cabeça de origem cervical

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de cefaleias originadas por disfunção na cervical. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

 

Correcção postural da cervical e ombros
Em pé ou sentado, rode os ombros para trás e para baixo, enterre o queixo e imagine que tem uma linha a puxar-lhe o topo da cabeça. Mantenha esta posição durante 20 segundos.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.
  




 Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



 Alongamento da cadeia posterior
Sentado, com os braços atrás da cadeira, estique lentamente a perna puxando a ponta do pé para si. Mantenha a posição durante 8 segundos. Repita com a outra perna.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.
  

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hérnia discal cervical


A coluna vertebral é composta por muitos ossos, chamados vértebras, que estão alinhadas umas sobre as outras desde a base das costas à base da nuca. Entre cada duas vértebras existe um disco intervertebral, que permite que a coluna seja bastante flexível. O disco tem uma parte mais forte fibrosa externa chamada anel fibroso e uma parte mais macia meio gelatinosa interna chamada núcleo pulposo.
Numa hérnia discal o que acontece é que parte da matéria interna mais macia do disco (núcleo pulposo) se desloca para fora devido a uma fraqueza na parte externa do disco. A saliência que se forma poderá pressionar as estruturas circundantes, como os nervos provenientes da medula espinhal e que saem nos espaços laterais entre cada duas vértebras, causando sintomas neurológicos que variam na região dependendo do nervo afectado.
As hérnias discais são uma das lesões das mais comuns da coluna cervical. Geralmente ocorrem entre os 30-50 anos de idade, e, apesar de poderem ter origem num traumatismo da coluna cervical, os sintomas, incluindo dor no braço, geralmente começam sem razão aparente. Os dois níveis mais comummente afectados são o C5 - C6 e o C6-C7.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Os sinais e sintomas de uma hérnia discal cervical dependem do nível que está afectado:
  • Hérnia discal entre C4 - C5 (raiz nervosa C5) - Pode provocar fraqueza do músculo deltóide no braço. Normalmente não causa dormência ou formigueiro. Pode causar dor no ombro.
  • Hérnia discal entre C5 - C6 (raiz nervosa C6) - Pode provocar fraqueza do bicípite e dos músculos extensores do punho. Dormência e formigueiro, juntamente com dor, que pode irradiar para o polegar. Este é um dos discos mais comummente afectados.
  • Hérnia discal entre C6 - C7 (raiz nervosa C7) - Pode provocar fraqueza do tricípite e dos músculos extensores dos dedos. Dormência e formigueiro, juntamente com dor, que pode irradiar para trás do braço e até ao dedo médio.
  • Hérnia discal entre C7 - T1 (raiz nervosa C8) - Podem provocar fraqueza na preensão. Dormência e formigueiro e a dor pode irradiar para baixo do braço, até ao dedo mindinho.

Algumas pessoas não têm quaisquer sintomas. Os estudos demonstram que os sintomas de hérnia discal estão intimamente relacionados com a compressão da raiz nervosa e isso não acontece em todos os casos de hérnia discal, logo existem muitas que se mantêm assintomáticas.
Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e um exame da coluna cervical, torácica e ombro, é necessária para ajudar no diagnóstico de hérnia discal cervical. A confirmação do diagnóstico muitas vezes começa com um raio-X à coluna cervical, no entanto, a ressonância magnética (RM) é o principal meio de diagnóstico, pois permite visualizar o disco intervertebral em detalhe, assim como o espaço dos buracos de conjugação e o canal medular.

Tratamento

          Na maioria dos casos, os estudos de RM têm demonstrado que a parte saliente da hérnia discal tende a regredir ao longo do tempo. Os sintomas tendem então a aliviar, muitas vezes desaparecendo sem qualquer tratamento específico. Em apenas cerca de 1 em 10 casos, a dor mantém-se grave e limitativa após seis semanas. Nesses casos o tratamento inclui:
Manter-se activo e seguir plano de exercícios terapêuticos
No passado, o conselho era para descansar até que a dor aliviasse. Sabe-se agora que isso está errado. Continuar com as actividades normais na medida do possível torna a recuperação mais rápida e diminui a probabilidade de desenvolver dor crónica. Como regra, não faça nada que cause muita dor. No entanto, terá que aceitar algum desconforto numa fase inicial. Não há nenhuma evidência científica que comprove que uma determinada almofada é melhor do que qualquer outro tipo de almofada para as pessoas com dor nas costas.
Um plano de exercícios terapêuticos deverá ser elaborado pelo seu fisioterapeuta de forma a melhorar a função dos músculos que dão suporte à coluna e estimular o trabalho dos estabilizadores. Uma hérnia pode deslocar-se em vários sentidos e com vários graus de gravidade, pelo que é importante ter um diagnóstico exacto antes de começar qualquer intervenção terapêutica.
Os benefícios das mobilizações e manipulações são bastante discutíveis e muitas vezes os resultados obtidos não são os esperados, no entanto técnicas de massagem, aplicação de calor e electroterapia (TENS) e técnicas de McKenzie para relaxamento e libertação de estruturas musculares e fasciais que estejam tensas ajudam a aliviar os sintomas.
Medicação
Deverá aconselhar-se com o seu médico antes de iniciar qualquer medicação. Nos casos de dor persistente a medicação analgésica, quando tomada de uma forma regular durante um período determinado de tempo poderá ajudá-lo a manter-se activo.
  • O paracetamol é geralmente suficiente se tomado de forma regular. Para um adulto, isto significa 1000 mg (geralmente dois comprimidos de 500 mg), quatro vezes ao dia.
  • Analgésicos anti-inflamatórios. Poderão ser uma opção ao paracetamol. Eles incluem o ibuprofeno, o diclofenaco ou naproxeno.
  • Um relaxante muscular, como o diazepam é prescrito às vezes por alguns dias, se os músculos do pescoço estiverem muito tensos e desencadearem a dor.

Em alguns casos, um colar cervical pode ser recomendado para ajudar a oferecer algum descanso e suporte à coluna cervical. 
Cirurgia
A cirurgia pode ser uma opção em alguns casos. Como regra, a cirurgia pode ser considerada se os sintomas não aliviaram após cerca de seis semanas e se provocarem uma diminuição significativa da qualidade de vida do paciente. O objectivo da cirurgia é remover a parte herniada do disco. Isso muitas vezes atenua os sintomas. No entanto, não funciona em todos os casos. Também, como com todas as operações, há o risco da cirurgia. Deverá aconselhar-se com um especialista (ortopedista) sobre os prós e contras da cirurgia, e as diferentes técnicas que estão disponíveis.

Exercícios terapêuticos para hérnias discais cervicais

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma hérnia discal cervical. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


 

Correcção postural da cervical e ombros
Em pé ou sentado, rode os ombros para trás e para baixo, enterre o queixo e imagine que tem uma linha a puxar-lhe o topo da cabeça. Mantenha esta posição durante 20 segundos.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Adução das omoplatas
Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


  

Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.