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sábado, 6 de abril de 2013

Distensão traumática da coluna cervical


A distensão traumática da coluna cervical ocorre quando a cabeça é subitamente lançada para trás e rapidamente para frente (ou para frente e depois para trás), num movimento semelhante a uma chicotada, ou quando a sua cabeça sofre uma rotação brusca e forçada. Isso pode causar o estiramento excessivo de alguns músculos e ligamentos do pescoço.
A causa mais comum para esta lesão tem a ver com acidentes de viação, nomeadamente quando seu carro é atingido na traseira por outro veículo. Outros tipos de acidentes de viação também poderão causar esta lesão.
Neste tipo de lesão a coluna vertebral e a medula espinhal poderão estar afectadas, pelo que um exame articular e neurológico deve ser realizado por um médico para descartar lesões mais graves
A distensão traumática da coluna cervical é comum em pessoas envolvidas em acidentes de viação. Mesmo um acidente sem gravidade ou os solavancos do carro no paralelo poderão provocar os sintomas. As mulheres são mais propensas que os homens pois os seus músculos do pescoço são geralmente mais frágeis.
Menos comummente, uma distensão traumática da coluna cervical pode ocorrer durante a prática desportiva, ou mesmo em actividades quotidianas, como sacudir o cabelo ou ao tropeçar/cair.

 Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor e rigidez no pescoço. Os sintomas podem levar várias horas após o acidente para aparecerem. A dor e a rigidez muitas vezes agravam-se no dia após o acidente. Em cerca de metade dos casos, a dor apenas surge no primeiro dia após o acidente.
  • Rodar ou dobrar o pescoço pode ser difícil.
  • Também pode sentir dor ou rigidez nos ombros ou para baixo pelos braços.
  • Pode haver dor e rigidez na parte superior e inferior das costas.
  • As cefaleias são um sintoma comum.
  • Tonturas, visão turva, dor na mandíbula ou dor ao engolir, sensação anormal da pele facial podem ocorrer por um curto tempo, mas logo desaparecem. Deve informar o seu médico se algum destes persistir.
  • Algumas pessoas podem sentir-se cansadas e irritadas durante alguns dias ou ter dificuldades de concentração.

Uma boa avaliação, incluindo o relato do mecanismo de lesão e um exame atento da coluna cervical, torácica e do ombro, é necessária para ajudar ao diagnóstico de uma distensão traumática da coluna cervical. A confirmação do diagnóstico muitas vezes começa com um raio-X à coluna cervical, no entanto, a ressonância magnética (RM) pode ser necessária. 

Tratamento

O objectivo do tratamento será manter a mobilidade do seu pescoço tão normal quanto possível. No início, a dor pode ser um factor impeditivo, e poderá ser necessário descansar o pescoço por um dia ou mais.
Gentilmente, logo que a dor permitir, deve começar a tentar mover o pescoço. Aos poucos, tente aumentar a amplitude dos movimentos. Repita uma rotina da auto-mobilização suave do pescoço várias vezes ao dia. Na medida do possível, continue com suas actividades normais. A mobilização precoce reduz os espasmos musculares, que limitam o movimento durante bastante mais tempo, causando dor mais intensa.
Deverá aconselhar-se com o seu médico antes de iniciar qualquer medicação. Nos casos de dor persistente a medicação analgésica, quando tomada de uma forma regular durante um período determinado de tempo poderá ajudá-lo a manter-se activo.
O paracetamol é geralmente suficiente se tomado de forma regular. Para um adulto, isto significa 1000 mg (geralmente dois comprimidos de 500 mg), quatro vezes ao dia.
Analgésicos anti-inflamatórios. Estes podem ser utilizados isoladamente ou em simultâneo com paracetamol. Eles incluem o ibuprofeno, o diclofenaco ou naproxeno.
Um relaxante muscular, como o diazepam é prescrito às vezes por alguns dias, se os músculos das costas estiverem muito tensos e desencadearem a dor.
Em alguns casos, um colar cervical pode ser recomendado para ajudar a oferecer algum descanso e suporte à coluna cervical.
Certifique-se de que mantém uma boa postura. Verifique se a sua posição sentada, no trabalho ou no computador é a mais correcta (com a cabeça alinhada com as costas e o ecrã em frente à linha dos olhos). RPG e Pilates poderão melhorar a postura do pescoço, mas o seu valor no tratamento da dor não é certo.
Fisioterapia. Vários tratamentos podem ser recomendados por um fisioterapeuta. Estes incluem a tracção, a massagem, o calor e a mobilização/manipulação, entre outros, no entanto, muitas vezes são mais úteis os conselhos que um fisioterapeuta pode dar sobre exercícios específicos para fazer em casa.

Exercícios terapêuticos para a distensão traumática da coluna cervical

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma distensão traumática da coluna cervical. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


 

Correcção postural da cervical e ombros
Em pé ou sentado, rode os ombros para trás e para baixo, enterre o queixo e imagine que tem uma linha a puxar-lhe o topo da cabeça. Mantenha esta posição durante 20 segundos.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




Adução das omoplatas
Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Um AVC acontece quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro é reduzido ou interrompido, privando essa região de oxigénio, o que leva à consequente morte das células cerebrais.
Uma causa comum (cerca de 70%) para o AVC é o bloqueio de um coágulo nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Estes bloqueios podem ser potenciados pela arteriosclerose, que causa um estreitamento dos vasos sanguíneos. Desta redução do fluxo sanguíneo resulta um AVC isquémico. Outra causa menos comum acontece quando o suprimento sanguíneo é reduzido por rompimento de um vaso sanguíneo e derramamento de sangue intra-craniano, resultando num AVC hemorrágico.
Sendo uma das principais causas de incapacidade a longo prazo, as sequelas do AVC dependem da região do cérebro que foi afectada, e podem incluir alterações na marcha, equilíbrio e coordenação, dificuldades na fala, alterações de sensibilidade em várias partes do corpo, edema dos membros, entre outras.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dormência ou fraqueza súbita na face, braço ou perna, especialmente se for apenas num lado do corpo
  • Confusão repentina, problemas na fala ou compreensão
  • Súbita dificuldade na visão, em um ou ambos os olhos
  • Súbita dificuldade para andar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação
  • Repentina e severa dor de cabeça sem causa aparente
  • Padrão de marcha caraterístico

Se você ou alguém próximo de si mostra um ou mais desses sinais de alerta, deve telefonar imediatamente para o número de emergência. É importante para o tratamento que anote a hora a que começaram a aparecer os sintomas. Nos primeiros momentos após estabilizar o paciente deve ser feito um TAC para confirmar a extensão e tipo de lesão de forma a adaptar a terapêutica adoptada.
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Tratamento

Idealmente, deverá ser avaliado por um médico rapidamente. Comummente, uma RM ou TC cerebral é efectuada o mais depressa possível. O objectivo do exame é confirmar o diagnóstico e definir se se trata de um AVC isquémico ou hemorrágico (sangramento). Isso é muito importante saber pois o tratamento inicial das duas é muito diferente.
AVC isquémico: Fibrinolíticos (ou trombolíticos) como a alteplase são utilizados para destruir o trombo nas primeiras 3 horas após o inicio dos sintomas. A aspirina também é amplamente utilizada nestes casos. Outros anticoagulantes podem ser administrados mediante factores de risco e condições clínicas prévias ao AVC.
AVC hemorrágico: especificamente para hemorragias subaracnóideas, o tratamento cirúrgico é frequentemente recomendado, podendo ser colocado um clip metálico na base do aneurisma, ou removidos os vasos anormais que compreendem a malformação arteriovenosa. Já os procedimentos endovasculares são menos invasivos e envolvem o uso de um cateter introduzido através de uma importante artéria na perna ou no braço, orientado para o aneurisma, onde se deposita um agente mecânico para evitar a ruptura. Para quem já tomava medicação da família das estatinas antes do AVC deve continuar com ela, para quem ainda não tomava deve começar após ter sofrido um AVC.
Após a condição de saúde do paciente estar estabilizada deverá dar-se início, o mais precocemente possível, à fase de reabilitação das sequelas do AVC. O prognóstico irá depender do tamanho e localização da lesão, da rapidez com que foi socorrido, e, em alguns casos, outras condições de saúde pré-existentes.
O processo de reabilitação é muitas vezes lento e um caminho árduo para o paciente, que deverá ser acompanhado por uma equipa de médico, enfermeiro, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta, assim como ter o apoio e compreensão da família.
Os fisioterapeutas são uma parte importante da equipa de recuperação. Após avaliação, o fisioterapeuta irá desenvolver um plano individualizado para maximizar a sua qualidade de vida. O plano abordará a sua capacidade de se mover, qualquer dor que possa ter, e as formas de evitar problemas que podem ocorrer após um acidente vascular cerebral. O foco principal é ajudá-lo a retornar ao seu nível normal de actividade.
Após a reabilitação, muitos pacientes recorrem a uma avaliação periódica para actualizar o seu plano de exercícios (Veja aqui exercícios para a reabilitação de doentes que sofreram um AVC), prevenindo assim problemas futuros e promovendo um estilo de vida mais saudável possível.

Exercícios terapêuticos para um Acidente Vascular Cerebral

Os seguintes exercícios poderão ser prescritos na reabilitação de um acidente vascular cerebral, dependendo da extensão lesão, áreas afectadas e estado evolutivo do paciente. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Alongamento lombar posterior
Deitado, com os joelhos dobrados. Agarre os joelhos com ambas as mãos e puxe-os suavemente em direcção ao peito. Mantenha a posição durante 20 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




 

 Mobilização do plexo braquial
Em pé, com a mão apoiada na parede atrás de si. Estique o cotovelo e incline e rode a cabeça para o lado contrário ao que está a mobilizar.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.







Fortalecimento global
Em pé, com uma perna à frente e segurando um bastão. Dobre o joelho à frente enquanto expira e leva o bastão para cima. Deite o ar fora lentamente enquanto baixa o bastão e estica o joelho da frente. Mantenha sempre as costas alinhadas.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


Agora dispomos de um serviço de reabilitação prestado por fisioterapeutas especializados nesta patologia. Clique aqui para saber mais.