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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Programa de exercícios terapêuticos para pacientes com DPOC

Esta é uma excelente iniciativa levada a cabo no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, proporcionando aos seus utentes um Programa de Reabilitação Respiratória com notórios efeitos positivos.

Neste programa participam o colega Fisioterapeuta Rui Sintra e o Pneumologista João Munhá, servindo como exemplo do que um programa bem estruturado e o trabalho em equipa dos profissionais de saúde pode fazer. 


Esteja atento a iniciativas como esta e se sofrer de patologia respiratória questione o seu médico de família e o especialista que o acompanha sobre a adequação deste tipo de exercício terapêutico.







sábado, 10 de novembro de 2012

Nova técnica de TC pode melhorar o prognóstico de doentes com DPOC

Do verde para o vermelho, as áreas mais afetadas no pulmão

Uma técnica desenvolvida recentemente irá permitir distinguir melhor os diferentes tipos de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), permitindo um acompanhamento farmacológico mais personalizado durante a progressão da doença. 

A DPOC é uma doença pulmonar que diminui a capacidade respiratória do doente. A DPOC pode causar chiadeira, falta de ar, sensação de aperto no peito e tosse que produz grandes quantidades de muco. O tabaco é a principal causa de DPOC, mas a doença pode ter outras etiologias.
A DPOC tanto pode envolver danos nas pequenas vias aéreas que vão até aos pulmões (doença obstrutiva das vias aéreas), como a destruição de tecido pulmonar (enfisema). A capacidade de diagnosticar a extensão da lesão pode ajudar os médicos a monitorizar a progressão da doença e a personalizar o tratamento para cada doente. Atualmente, os métodos de tomografia computadorizada (TC) conseguem avaliar satisfatoriamente a extensão do enfisema, mas avaliar a doença obstrutiva das vias aéreas manteve-se um desafio, até hoje…

Investigadores da Universidade de Michigan, liderados pelo Dr. Brian D. Ross, aplicaram uma técnica de análise de imagem de TC, o parametric response mapping (PRM), inicialmente desenvolvido para diagnosticar tumores, na análise de doentes com DPOC. No PRM, um computador converte voxels (a menor unidade mensurável de volume) em dados de imagem recolhidos durante a TC. Esta análise é feita durante uma inspiração máxima e depois comparada com as imagens feitas durante uma expiração máxima. Como a densidade do tecido pulmonar saudável muda mais entre os dois estados do que a densidade do tecido do pulmão doente, ao comparar as densidades de cada voxel recolhido, o programa de computador consegue criar uma imagem 3-D bastante pormenorizada dos danos ao longo de vias aéreas e no pulmão.

Neste estudo foram analisadas TC pulmonares de 194 pessoas com DPOC e os resultados foram publicados a 7 de outubro de 2012, na revista Nature Medicine

Os investigadores demonstraram que a técnica PRM permite identificar com sucesso a extensão da lesão das vias aéreas e mesmo pequenos enfisemas. Também foi observado um padrão nos dados que sugere que a doença obstrutiva das vias aéreas pode preceder o enfisema na progressão da DPOC.
Como conclusão, foi evidente que esta técnica é eficaz e traz mais valias no acompanhamento da progressão da DPOC.

"Essencialmente, com a técnica de PRM, temos sido capazes de diferenciar subtipos de DPOC, distinguindo doença obstrutiva das vias aéreas de pequenos enfisemas e de tecidos pulmonares normais e funcionais", diz Ross. "Acreditamos que esta oferece um novo caminho para o diagnóstico mais preciso e planeamento do tratamento, sendo uma ferramenta útil para avaliar com precisão o impacto de novos medicamentos e outros tratamentos."

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Saiba como ter casa amiga do seu sistema respiratório!


     Embora sejam evidentes os avanços feitos no sentido de controlar as fontes de poluição atmosférica, sobretudo nas construções habitacionais, a verdade é que ainda há muito a fazer, e, principalmente para quem vive em cidades, este é ainda um tema que gera muita preocupação.
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  O pneumologista Dr. Teles de Araújo, em colaboração com a Fundação Portuguesa do Pulmão, participou numa série de vídeos que nos explicam os fatores que influenciam o ambiente e a qualidade do ar interior, o como podemos tornar a nossa casa mais amiga do nosso sistema respiratório.

 Estas informações podem ser ainda mais importantes para doentes com DPOC- doença pulmunar obstrutiva crónica, asma brônquica, bronquiolite, e outras afecções do sistema respiratório.



Quais as condições ideais de temperatura, humidade e ventilação nas casas?



Os sistemas de ar condicionado podem prejudicar a saúde?



Qual o melhor sistema de aquecimento numa habitação?



Os animais domésticos no interior das habitações são prejudiciais?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)


O termo Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é geralmente utilizado para descrever a obstrução do fluxo aéreo devido à bronquite crónica, enfisema, ou ambos.
Crónica: persistente.
Bronquite: inflamação dos brônquios (as vias respiratórias dos pulmões).
Enfisema: lesão nas vias aéreas menores e sacos aéreos (alvéolos) dos pulmões.
Pulmonar: que afecta os pulmões.
A bronquite crónica e o enfisema podem causar obstrução (estreitamento) das vias aéreas, e geralmente ocorrem em conjunto.
Fumar é, destacadamente, a principal causa de surgimento de DPOC. A mucosa das vias respiratórias fica inflamada e danificado pelo fumo. Cerca de 3 em cada 20 pessoas que fumam um maço de cigarros (20 cigarros) por dia, e 1 em cada 4 fumadores de 2 maços por dia, desenvolvem DPOC se continuarem a fumar. Para qualquer fumador, as hipóteses de desenvolver DPOC está entre 1 em 10 e 1 em 4.
A poluição do ar no trabalho e em determinadas zonas podem causar alguns casos de DPOC, ou agravar a doença. O efeito combinado da exposição profissional a poluentes atmosféricos e fumar aumenta as hipóteses de desenvolver DPOC.
Um pequeno número de pessoas que têm um risco genético (hereditário) da DPOC, devido a deficiências de proteína muito raros que podem levar a doenças do fígado, pulmão e sangue. (Esta condição é chamada de deficiência de alfa-1-antitripsina). Representa menos de 1 em cada 100 casos de DPOC.
Pessoas que nunca fumaram raramente desenvolvem a DPOC. (tabagismo passivo continua, no entanto, uma causa potencial.) A DPOC afecta principalmente pessoas com mais de 40 anos e torna-se mais comum com o aumento da idade. A idade média do diagnóstico é aos 67 anos, e é mais comum em homens do que mulheres.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Tosse: é normalmente o primeiro sintoma a aparecer. É produtiva com expectoração (catarro). Tende a ser intermitente de inicio, tornando-se gradualmente mais persistente.
  • Falta de ar (dispneia): pode ocorrer associada a chiadeira. De inicio apenas com a actividade, como por exemplo, quando sobe escadas. Estes sintomas tendem a se tornar progressivamente pior ao longo dos anos, especialmente se continuar a fumar.
  • Expectoração: as vias aéreas danificadas podem produzir muito mais muco que o normal.
  • Infecções nos pulmões são mais comuns se tiver DPOC. Chiadeira com tosse e falta de ar pode tornar-se pior do que o habitual nestes casos. Catarro geralmente fica amarelo ou verde durante uma infecção no pulmão. Infecção pulmonar pode ser causada por bactérias ou vírus.
  • Dor no peito e tosse com sangue (hemoptise) não são características comuns da DPOC. É possível ter um pouco de sangue no catarro quando tem uma infecção no pulmão. No entanto, dor no peito, sangue no catarro ou tosse com sangue , devem sempre ser relatados ao médico, devendo ser descartadas outras condições (como angina, ataque cardíaco ou cancro do pulmão).

O relato detalhado da sua história clínica (sintomas) e o exame físico irão ajudar o médico no diagnóstico de uma DPOC. Um exame do peito pode ser normal em pacientes com DPOC leve ou moderada. Usando um estetoscópio, o médico pode encontrar sinais de uma infecção no peito. O tórax também pode mostrar sinais de estar hiperinsuflado. Isto ocorre porque as vias aéreas estão obstruídas e, assim como é difícil para o ar entrar também é difícil para sair.
O teste mais comum usado para ajudar a diagnosticar a doença é chamado de espirometria. Este teste dá uma estimativa dos volumes pulmonares medindo a quantidade de ar que pode expelir de uma só vez para uma máquina que fará a medição.
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Tratamento

                A opção terapêutica irá depender da gravidade da obstrução e da duração do problema. É importante notar que não existe nenhum tratamento que cure a doença, apenas aliviam os sintomas e reduzem os períodos de inflamação mais activa. A melhor abordagem terapêutica para a DPOC é deixar de fumar, na maioria dos casos de DPOC leve a moderada isto é o suficiente para os sintomas desaparecerem por completo.
Na Fase I (obstrução leve):
Deve proceder-se a uma redução de factores de risco (deixar de fumar, tomar a vacina da gripe);
Broncodilatadores de curta acção: Quando necessário, um inalador com um medicamento broncodilatador é muitas vezes prescrito. Estes relaxam os músculos das vias aéreas (brônquios) ajudando-os a dilatar o espaço livre para circulação do ar. Os mesmos inaladores podem ser usados para a asma.
Fase II (obstrução moderada):
Os anteriores e poderá ser necessário acrescentar:
Broncodilatadores de longa duração: funcionam de forma semelhante aos inaladores de curta acção, mas cada dose dura pelo menos 12 horas. Broncodilatadores de longa ação podem ser uma opção se os sintomas permanecem, apesar de ter usado um broncodilatador de curta acção.
Reabilitação cardiopulmonar: Estudos têm demonstrado que pessoas com DPOC que sequem um plano de reabilitação cardiopulmunar tendem a melhorar a sua capacidade respiratória, aliviar os sintomas, e ter uma melhor qualidade de vida. Um plano de exercícios terapêuticos especifico para cada condição deverá ser executado durante pelo menos 20-30 minutos, 4-5 vezes por semana. Se for capaz, uma caminhada diária de 10-15 minutos é um bom começo e um bom complemento aos exercícios específicos.
Fase III (obstrução grave):
Os anteriores e poderá ser necessário acrescentar:
Inaladores de esteróides: poderão ajudar, para além dos inaladores com broncodilatadores nos momentos em que está com inflamação mais activa ou com crises bastante sintomáticas. Os esteróides reduzem a inflamação.
Fase IV (obstrução muito grave ou obstrução moderada com evidência de insuficiência respiratória crónica):
Os anteriores e poderá ser necessário acrescentar:
A oxigenoterapia de longa duração (se preencheram os critérios): fazer terapia regular com oxigénio em casa pode ajudar algumas pessoas com sintomas graves de DPOC. No entanto, não ajuda em todos os casos. A sua prescrição deve ser bem ponderada pois excesso de pode na verdade prejudicar alguns doentes com DPOC.

Exercícios terapêuticos para a DPOC

Os seguintes exercícios poderão ser prescritos durante a reabilitação da DPOC, dependendo da fase evolutiva em que o paciente se encontra. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
 

Extensão da coluna torácica
Sentado, com as mãos atrás da cabeça. Inspire fundo enquanto roda os cotovelos para fora e alonga o tronco nas costas da cadeira. Expire lentamente, retornando à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.
  




Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

 
  
Caminhar
Mantenha uma rotina de caminhar pelo menos 20 a 30 minutos por dia. Tenha sempre atenção à sua postura e evite alterações no ritmo da marcha a não ser que sinta sintomas de cansaço.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

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Asma brônquica


A asma é uma condição que afecta as vias aéreas menores (bronquíolos) dos pulmões. Em determinados momentos as vias aéreas contraem-se (estreitam-se) em pessoas que têm asma. Isso faz com que os sintomas típicos surjam. A extensão do estreitamento, e quanto tempo dura cada episódio, pode variar muito.
A asma pode começar em qualquer idade, mas mais comummente começa na infância. Pelo menos 1 em 10 crianças, e 1 em cada 20 adultos, têm asma. A asma é frequentemente transmitida ao longo de gerações, no entanto, muitas pessoas com asma não têm outros membros da família afectados.
A asma é causada pela inflamação nas vias aéreas. Ainda não se sabendo ao certo a causa dessa inflamação. A inflamação irrita os músculos ao redor das vias aéreas, e faz com que de dê uma contracção involuntária (constrição das vias aéreas). Em consequência disto, é mais difícil para o ar a entrar e sair dos pulmões, o que leva a pieira e falta de ar. A inflamação também provoca um aumento da produção do muco que reveste as vias aéreas, aumentando a constrição e provocando tosse e maior obstrução ao fluxo de ar.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Tosse e chiadeira.
  • Também pode ficar ofegante, e desenvolver uma sensação de aperto no peito.

Os sintomas podem variar de leve a grave entre pessoas diferentes e em momentos diferentes na mesma pessoa. Cada episódio de sintomas podem durar apenas uma hora, ou persistir por dias ou semanas se não forem tratados.

Quais são os sintomas típicos da asma leve não tratada?

Ocasionalmente você tende a desenvolver sintomas leves. Por exemplo, pode desenvolver uma chiadeira e tosse leve quando apanha uma constipação ou uma infecção no peito, durante a época da primavera, ou quando se exercita. Uma criança com asma leve pode ter uma tosse irritante a cada noite, mas muitas vezes passa bem durante o dia.

Quais são os sintomas típicos de asma moderada não tratada?

Costuma ter episódios de chiadeira e tosse de vez em quando. Por vezes, fica ofegante. Tende a assoar-se algumas vezes por dia, na maioria dos dias. Os sintomas são frequentemente piores à noite, ou a primeira hora na manhã. Pode acordar algumas noites ou tossir com sensação de peito apertado. As crianças pequenas podem não ter sintomas típicos. Pode ser difícil dizer a diferença entre asma e infecções respiratórias recorrentes em crianças pequenas.

Quais são os sintomas típicos de um ataque severo de asma?

Vai ficar muito ofegante, com a sensação de aperto no peito, e dificuldade em respirar. Pode achar que é difícil falar de tão sem fôlego que está. Ocasionalmente, os sintomas desenvolvem-se de repente em pessoas que normalmente só têm sintomas leves.

Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:

  • Exercício físico;
  • Infecção viral;
  • Animais com pêlo ou penas;
  • Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
  • Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
  • Pólen, sobretudo na Primavera;
  • Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
  • Produtos químicos inaláveis;
  • Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.

Como é feito o diagnóstico da asma?

O diagnóstico da asma tem por base a história clínica do paciente, para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão. Um exame específico para determinar sinais de obstrução brônquica é normalmente realizado. A avaliação funcional respiratória é necessária para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo.
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Tratamento

Para a maioria das pessoas com asma, os sintomas podem ser evitados na maioria das vezes com o tratamento.

Inaladores

A maioria das pessoas com asma é tratada com inaladores. Os inaladores introduzem uma pequena dose de medicação directamente nas vias aéreas. A dose é suficiente para tratar as vias aéreas, e a quantidade que entra no resto do seu corpo é pequena, pelo que os efeitos colaterais são improváveis. Existem vários dispositivos inalatórios feitos por empresas diferentes. Um médico ou fisioterapeuta poderão indicar qual o melhor para si.
Medicamentos administrados através de inaladores podem ser utilizados em ataques de asma, utilizados de forma preventiva ou serem broncodilatadores de longa duração:
Um doente com asma moderada a greve anda geralmente com um inalador para o caso de ter um ataque de asma. Estes broncodilatadores de acção rápida, como o salbutamol e a terbutalina, relaxam os músculos das vias respiratórias. Se só tiver sintomas de vez em quando, então o uso ocasional de um inalador deste tipo pode ser tudo que você precisa. No entanto, se precisa de um inalador deste tipo três vezes por semana ou mais para aliviar os sintomas, um inalador preventivo é geralmente recomendado.
Um inalador preventivo é tomado diariamente para impedir que os sintomas se desenvolvam. O fármaco comummente usado é um corticosteróide. Existem várias marcas. Demora cerca de 7-14 dias para o corticosteróide de um inalador preventivo faça o seu efeito. Por isso, não vai dar qualquer alívio imediato dos sintomas. No entanto, após uma semana ou mais de tratamento, os sintomas muitas vezes desaparecem, ou são muito reduzidos. Pode levar até seis semanas para o máximo benefício. Você deve então continuar com o inalador preventivo todos os dias, mesmo quando os sintomas tenham desaparecido, para impedir que os sintomas voltem.
Os broncodilatadores de acção prolongada podem ser aconselhados, além de um inalador preventivo, nos casos de asma mais graves.
A medicação nestes inaladores funciona de forma semelhante à dos inaladores próprios para os ataques de asma, no entanto actuam até 12 horas depois de tomar cada dose. Eles incluem salmeterol e formoterol.
Comprimidos para abrir as vias aéreas
A maioria das pessoas não precisa de comprimidos, pois os inaladores geralmente funcionam bem. No entanto, um curso curto (cerca de uma semana) de comprimidos de coticosteróides (como a prednisolona) é por vezes necessária para aliviar um ataque grave ou prolongado da asma.
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Exercícios terapêuticos para a asma brônquica

Os seguintes exercícios poderão ser prescritos durante o tratamento da asma brônquica, dependendo da fase evolutiva em que o paciente se encontra. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Fortalecimento dos músculos expiratórios
De joelhos, com ambas as mãos apoiadas na bola. Faça pressão contra a bola, baixando os ombros e projectando-os para a frente. Mantendo a pressão, rode a bola à frente enquanto deita todo o ar fora. Retorne lentamente à posição inicial enchendo lentamente o peito de ar.
Repita entre 15 a 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Expansão da região torácica
Em pé, segure um bastão com os braços esticados acima da cabeça. Ao mesmo tempo que enche o peito de ar incline ambos os braços para o lado. Deite o ar fora lentamente enquanto retorna à posição inicial. Repita o mesmo gesto para o outro lado.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bronquiolite


 A bronquiolite consiste na inflamação dos bronquíolos, as vias mais finas, localizadas no interior dos pulmões, imediatamente antes dos alvéolos pulmunares.
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A bronquiolite é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório inferior que ocorre principalmente em crianças, geralmente entre 2 e 6 meses de idade. O diagnóstico clínico baseia-se nos sintomas:
  • Dificuldade em respirar
  • Tosse
  • Dificuldade em dar a alimentação
  • Irritabilidade
  • Sons semelhantes ao “ronronar” de um gato durante a respiração.

Geralmente esta condição deve-se a uma infecção viral dos bronquíolos. O vírus sincicial respiratório (VSR) é o patogénico mais comum, representando 50-90% dos casos. Uma combinação de aumento da produção de muco, restos celulares e edema produz estreitamento e obstrução das já pequenas vias aéreas profundas. É a causa mais comum de internamento hospitalar em bebés.
Outras causas comuns para esta condição são o metapneumovírus humano e o adenovírus. Os factores de risco ambientais e sociais incluem: ter irmãos mais velhos, recorrer a serviços hospitalares, serem fumadores passivos, ambientes com muita gente.
Pensa-se que o aleitamento materno constitui um factor protector para esta e outras condições, pelo que deve ser incentivado.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Os sintomas iniciais são os de uma infecção viral do trato respiratório superior (ITRS), incluindo rinorreia leve, tosse e febre. Febre maior que 390C é comum. Muitas crianças não terão quaisquer outros sintomas.
Para 40% dos lactentes e crianças jovens que apresentam sintomas do tracto respiratório inferior, tosse e dispneia paroxística desenvolvem-se dentro de 1-2 dias.
Outros sintomas comuns incluem o seguinte: sibilos, cianose, vómitos, irritabilidade e má alimentação.
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Apneias podem ocorrer, especialmente em lactentes jovens.
O pediatra irá avaliar sinais como a taquipneia, taquicardia, febre, cianose e sinais de desidratação. Leve conjuntivite, faringite também devem ser pesquisados. Poderá avaliar também se há evidência de aumento do trabalho respiratório. Chiadeira inspiratória e sibilos agudos expiratórios são considerados duas das principais constatações para o diagnóstico.

Tratamento

Os cuidados primários:
  • A maioria dos lactentes com bronquiolite aguda terá sintomas leves, e a doença pode ser controlada em casa. As medidas de suporte são a base do tratamento, com atenção para a ingestão de bastantes líquidos, nutrição e controlo da temperatura.
  • Os factores de risco, como ambientes com pobre qualidade do ar, imobilização prolongada no leito devem ser reduzidos na medida do possível.
  • Sempre que a temperatura esteja controlada, exercícios respiratórios e de expansibilidade torácica poderão ser tentados de forma a mobilizar as secreções para vias respiratórias mais proximais.
  • A acção médica nesta fase é apenas de controlo dos sintomas e educação dos pais para sinais e sintomas a que devem estar atentos e que representam um agravamento dos sintomas.
  • Para a maioria das crianças, a bronquiolite dura 7-10 dias, com 50% dos casos totalmente assintomáticos ao final de duas semanas e apenas um pequeno subgrupo ainda sintomático ao final de 4 semanas.


Os cuidados secundários: 
  • Mesmo entre as crianças hospitalizadas, os cuidados de suporte primários são a base do tratamento. Geralmente a terapêutica inclui oxigénio e alimentação por sonda nasogástrica, se necessário.
  • Outros tratamentos, como os broncodilatadores, corticosteroides, a solução hipertónica de soro fisiológico e os antibióticos podem ser tentados, no entanto têm demonstrado poucas ou inconsistentes evidências sobre os seus benefícios.


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Exercícios terapêuticos para a bronquiolite
Os seguintes exercícios poderão ser prescritos durante a reabilitação da bronquiolite, dependendo da fase evolutiva em que o paciente se encontra. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


 Extensão da coluna torácica

Com a criança sentada, procure mobilizar os braços como descrito na imagem.
Repita algumas vezes ao dia, desde que a criança não dê indícios de que lhe esteja a causar desconforto.
  
































Expansão da caixa torácica
Existem várias maneiras de aumentar os movimentos da caixa torácica, melhorando os volumes respiratórios, esta é uma delas. Deve tentar estimular a criança com algum tipo de jogo ou brincadeira, de forma a que ela seja mais participativa.


















Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.