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domingo, 27 de novembro de 2016

Plano de exercícios para osteoartrose do ombro

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para osteoartrose do ombro.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.


1. Flexão/extensão dos ombro











2.       Rotação do ombro











      
     3.  Rotação interna do ombro

4. Adução das omoplatas


5. Remada resistida 


6. Fortalecimento dos rotadores externos


7. Fortalecimento dos rotadores internos


8. Movimentos pendulares














Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Reabilitação após artroscopia a uma osteoartrose glenoumeral – estudo de caso clínico

Na população geral, a incidência de artrose glenoumeral (AGU) é 5-17 %. O tratamento padrão para a AGU é a artroplastia total do ombro (ATO), mas para os pacientes mais jovens, o desgaste do material pode levar a um ombro disfuncional, pelo que apenas 10% das ATO são realizados em pacientes com 55 anos ou menos.

Devido a esta falta de sucesso da ATO em pacientes jovens, têm sido desenvolvidos processos de artroscopia mais complexos, como forma de retardar a ATO. Um dos procedimentos mais recentes engloba vários componentes:
  • A. desbridamento de tecido cicatricial e osteocondral,
  • B. Sinovectomia,
  • C. osteoplastia umeral inferior,
  • D. Libertação capsular,
  • E. descompressão do nervo axilar e
  • F. tenodese da cabeça longa do bicípite.

Este procedimento é usado para restaurar a estabilidade articular, diminuir a dor, melhorar a amplitude de movimento e retardar a necessidade de artroplastia em pacientes jovens e ativos.
Até o momento não existem estudos sobre a reabilitação após um procedimento deste género.

O objetivo principal deste estudo de caso é descrever o tratamento de uma mulher de meia-idade com AGU sujeita a este novo procedimento cirúrgico.

Apresentação de caso clínico

  • Mulher, 46 anos, com história de dor no ombro esquerdo há 5 anos, que não respondeu favoravelmente a injeções ou desbridamento artroscópico.
  • A paciente fazia esqui aquático e culturismo profissional. Queixava-se de rigidez e dor na face lateral e posterior do braço.
  • O exame revelou 10° de rotação externa ativa, 30° de abdução ativa, e 110º de flexão. Movimentos acessórios da glenoumeral revelaram crepitação e hipomobilidade significativa tanto em direcção inferior como posterior.
  • O exame sugeria AGU e, devido a uma tentativa prévio de reabilitação falhada e à gravidade da restrição articular, a paciente foi encaminhada para um ortopedista.
  • As radiografias mostraram a presença de osteoartrose grau IV incluindo um grande osteófito, a perda severa de espaço articular, e perda de congruência articular.
     

  • Depois da avaliação clínica e dos exames de imagem, concluiu-se que a melhor opção seria a intervenção cirúrgica descrita acima.

Tratamento pós cirurgia

A paciente foi atendida na fisioterapia um total de 44 vezes ao longo de oito semanas antes de voltar para casa para terminar a sua reabilitação.







Resultados




Conclusão

Ainda não foi determinado o tratamento ideal para a artrose glenoumeral em pacientes jovens e de meia-idade. O fisioterapeuta deve ser capaz de avaliar o paciente e reconhecer quando é apropriado encaminhar para ortopedia.

Através da realização de um exame físico e da avaliação de imagens radiográficas, a necessidade de cirurgia pode ser determinada. Em pacientes jovens e de meia-idade com AGU, o procedimento cirúrgico descrito neste estudo pode ser um método eficaz para tratar a condição do paciente, pois elimina os blocos ósseos e aborda geradores de dor comuns na glenoumeral.
A reabilitação intensiva enfatiza as mobilizações articulares logo no pós-operatório para evitar aderências capsulares, preservar ou restituir a mobilidade capsular, e promover o alongamento plástico dos tecidos moles encurtados.



Hagen ND, Olson T, Millett P. Comprehensive post-arthroscopic management of a middle-aged adult with glenohumeral osteoarthritis: a case report. Int J Sports Phys Ther. 2013 Feb;8(1):54-61.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Teste de Kim

Descrição
Este teste é utilizado na deteção de uma lesão da região posterior do labrum glenoideu.
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Técnica
  1. Com o paciente em posição sentada, com o braço 90º de abdução, o examinador segura o cotovelo e face lateral do braço, aplicando força no sentido axial.
  2. Após o braço ser elevado mais 45º na diagonal para cima, é aplicada força para baixo e para trás.
  3. Um início súbito de dor na região posterior do ombro indica um resultado positivo, independentemente de ser acompanhada de clank posterior da cabeça do úmero.
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Testes combinados
A sensibilidade do teste de Kim para a deteção de uma lesão da região posterior do labrum glenoideu foi de 80%, e a especificidade de 94%.
A precisão do Teste de Jerk na detecção de uma de instabilidade póstero-inferior do ombro foi a seguinte: sensibilidade de 73%, especificidade de 98%.
Neste estudo o teste de Kim foi mais sensível na detecção de uma lesão do labrum, predominantemente inferior, enquanto que o teste de Jerk foi mais sensível na detecção de uma lesão do labrum, predominantemente posterior. A sensibilidade para a detecção de uma lesão posteroinferior do labrum aumentou para 97% quando estes dois testes foram combinados.



Outros testes ao ombro


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Luxação do ombro


A articulação do ombro é a articulação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide da omoplata. Esta articulação funciona de forma semelhante à anca, no entanto a cavidade onde a cabeça (do úmero neste caso) se encaixa não é tão profunda, o que ao ombro uma maior amplitude de movimento do quadril, mas, em contrapartida, mais instabilidade.
Para compensar esta instabilidade a cavidade glenóide possui nos seus bordos o labrum glenóideo, uma espécie de anilha de tecido fibrocartilaginoso que aumenta a superfície articular. Para além disso a articulação é inteiramente revestida por uma cápsula articular e pelos músculos da coifa dos rotadores.
As luxações do ombro ocorrem geralmente no sentido anterior (95-98% dos casos), com a cabeça do úmero a deslocar-se para a frente em relação ao resto do ombro. A luxação posterior é a segunda mais frequente (cerca de 3% dos casos), e luxações inferiores, superiores e intratorácicas são muito raras.
Um deslocamento da cabeça do úmero para fora da cavidade glenóide pode ser parcial (subluxação), e nesse caso será avaliada a percentagem de superfície articular deslocada, ou poderá ser uma luxação completa, toda a cabeça do úmero se encontra fora da cavidade articular. Ambas causam dor e instabilidade no ombro.
A luxação do ombro é quase sempre traumática. Isso geralmente ocorre em quedas com o braço afastado do tronco e com uma força dirigida no sentido anterior. Este tipo de lesão é mais frequente em homens entre os 20-30 anos e em mulheres entre os 60-80 anos.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor aguda e intensa com início repentino, muitas vezes associada à sensação que o ombro “saltou para fora”.
  • Deformidade visível no ombro, geralmente perdendo o contorno arredondado.
  • O paciente geralmente segura o braço junto ao corpo e não permite a rotação externa ou a abdução do ombro.
  • Se houver algum dano dos nervos ou vasos sanguíneos que passam pelo ombro também pode haver sensação de formigueiro, dormência ou palidez do braço até à mão.

É importante uma boa avaliação, com a história clínica e exame do ombro. Mesmo quando o diagnóstico de luxação é clinicamente evidente, o ombro deve ser radiografado para excluir uma fractura associada (acontece em 30% dos casos de luxação) ou lesão na cápsula e labrum glenoideu, como acontece nas lesões de Bankart e Hill-Sachs.

Tratamento

Logo no local da lesão há que ter em consideração que uma luxação do ombro geralmente não pode ser correctamente imobilizada com um sling, portanto a melhor opção será acomodar o melhor possível o braço, na posição em que ele se encontra. Se um médico assistir à lesão e estiver seguro de que existe pouco risco de fractura poderá tentar a redução da luxação de imediato, o que provoca um alívio significativo das dores e melhora o prognóstico de recuperação. No entanto será sempre necessário imobilizar o braço e encaminhar para exames de imagem, como o raio-X.
Se a redução não for tentada no local o espasmo muscular tende a agravar-se logo após a luxação e faz com que a redução seja mais difícil. Devem ser efectuados raio-X antes da redução. A técnica utilizada é muitas vezes escolhida tendo em conta a experiência ou preferência do clínico e o resultado do raio-X. A analgesia adequada e relaxamento são essenciais.
Em luxações recorrentes, alguns pacientes podem aprender a reduzir o seu próprio ombro e fazê-lo de imediato, melhorando assim o prognóstico de recuperação.
Quando existe uma fractura associada o tratamento cirúrgico é geralmente necessário. Um estudo recente indica que a cirurgia pode ser a melhor opção de tratamento para jovens adultos que tiveram luxação aguda traumática do ombro e que pretendem continuar a praticar desportos ou actividades fisicamente exigentes.
Após a redução, o ombro é geralmente imobilizado por 2-4 semanas, embora haja evidência de que aqueles que são mobilizados precocemente têm períodos de recuperação mais curtos e com melhores resultados. O plano de tratamento em fisioterapia geralmente é iniciado:

Fase 1 (1ªsemana): Imobilizar, reduzir a dor e a inflamação
  • O ombro deve estar imobilizado com um sling por pelo menos uma semana, dependendo da gravidade dos danos associados.
  • Realizar exercícios do punho e mão,
  • Aplique gelo regularmente, por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar novamente, coloque uma toalha fina entre o gelo e a pele.
  • Se prescrito, poderá tomar anti-inflamatórios
  • Poderá aplicar uma ligadura em tape para apoio extra.


Fase 2 (semanas 2-4): Iniciar a mobilização do ombro
  • Quando a dor permitir deve iniciar exercícios de mobilidade do ombro
  • Evite os movimentos combinados de abdução (afastar o braço do corpo) e rotação externa (virar o braço para fora).
  • Continuar a usar o sling quando não estiver a realizar os exercícios.
  • Gelo após o exercício.


Fase 3 (semanas 4-6): Alcançar a amplitude completa de movimento e começar a fortalecer
  • Iniciar os exercícios de reforço muscular estático, desde que não provoque dor.
  • Começar a mobilizar o braço em abdução e rotação externa, no entanto não deve fazer exercícios de reforço muscular nestas posições.
  • Continuar com exercícios de mobilidade
  • Tentar deixar de usar o sling e conseguir uma amplitude de movimento completa


Fase 4 (semanas 6-10): força igual em ambos os ombros, manter mobilidade completa.
  • Exercícios de reforço muscular dinâmico, desde que não provoque dor.
  • Começar o reforço muscular estático com o braço em abdução e rotação externa.
  • Continuar com exercícios de mobilidade em toda a amplitude de movimento e introduzir exercícios de propriocepção.
  • Iniciar exercícios semelhantes às actividades funcionais.
  • Reintrodução gradual ao desporto/actividade, começando com exercícios de treino, sem contacto e lentamente aumentar o grau de exigência dos exercícios.


Exercícios terapêuticos para a luxação do ombro

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma luxação do ombro. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Movimentos pendulares
Com o tronco inclinado, apoie um braço numa mesa. Com o outro faça pequenas oscilações circulares. Utilize o peso apenas se não causar desconforto na articulação
Repita entre 15 a 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 


 Mobilização da cintura escapular
De joelhos, com ambas as mãos apoiadas na bola. Faça pressão contra a bola, baixando os ombros e projectando-os para a frente. Mantendo a pressão rode a bola à frente. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 15 a 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.