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domingo, 30 de novembro de 2014

Manipulação cervicotorácica no alívio de dor no ombro

Objetivo: 

Identificar os indivíduos com dor no ombro que são propensos a experimentar melhoria imediata da dor e incapacidade após a manipulação da coluna cervical e torácica.

Norma:

  1. Flexão do ombro livre de dor menor que 127 °
  2. Rotação interna do ombro menor que 53° a 90° de abdução
  3. Teste de Neer negativo
  4. Não estar a tomar medicamentos para a sua dor no ombro
  5. Os sintomas terem menos de 90 dias


Probabilidade de Sucesso: 

78% (2 ou + Variáveis), 89% (3 ou + Variáveis), 100% (4 ou + Variáveis)


Bibliografia:

Mintken PE, et al. Some Factors Predict Successful Short-Term Outcomes in Individuals With Shoulder Pain Receiving Cervicothoracic Manipulation: A Single-Arm Trial. Phys Ther. 2010; 90(1): 26-42.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Teste de compressão foramidal

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar o impacto da diminuição do espaço foraminal intervertebral sobre os sintomas do paciente. 



Técnica
O paciente deve estar sentado e flexionar lateralmente a coluna vertebral para o lado não sintomático. O fisioterapeuta deve aplicar uma força de compressão axial através de ambos os ombros. Depois repetir no lado afetado. Reprodução de dor/sintomas indica um teste positivo.




Teste de compressão/descompressão torácica

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a influência da compressão e descompressão torácica nos sintomas do paciente.



Técnica
Compressão: Com o paciente sentado, aplicar pressão inferiormente através de ambos os ombros. Uma resposta positiva é uma indicação de dor.
Descompressão: Com o paciente sentado, o fisioterapeuta pede-lhe para cruzar os braços. De pé atrás do paciente, o fisioterapeuta deve deslizar as mãos por baixo das axilas do paciente para alcançar os antebraços. Deve depois inclinar-se para trás, levantando o paciente para fora da mesa. É importante fazer o esforço com as pernas e não com as costas. Uma resposta positiva é uma indicação de dor.






sábado, 13 de abril de 2013

Síndrome de T4



 A região da coluna torácica é composta por 12 vértebras e costelas com as respectivas articulações, que proporcionam a estabilidade da coluna torácica. Na coluna vertebral, a carga compressiva em T1 é de aproximadamente 9% do peso corporal, aumentando para 33% em T8 e 47% em T12.
A síndrome do T4 é um conjunto de sintomas que inclui parestesias dos membros superiores e dor com ou sem sintomas no pescoço e parte superior do torax. A mobilização de T4 e algumas vértebras adjacentes deverão reproduzir ou eliminar os sintomas. Na realidade, a síndrome de T4 deveria ser chamado de "síndrome torácica superior", pois os sintomas nem sempre derivam apenas de T4.

As causas desta síndrome ainda não são consensuais, no entanto existem duas possíveis explicações para o seu aparecimento:

Devido a hipomobilidade deste segmento torácico, causado por alterações posturais.
Devido a alterações nos gânglios autónomos do sistema nervoso simpático da região torácica, causadas por disfunções da coluna torácica. Assim, a disfunção do sistema nervoso simpático, na região de T4 pode resultar em dor referida na cabeça, pescoço, membros superiores, tórax e membros superiores.
As mulheres na faixa etária de 30-50 anos de idade são quatro vezes mais propensas que os homens de desenvolver esta condição. Actividades como a elevação de pesos, a flexão excessiva da coluna, movimentos com os membros superiores acima da cabeça, longos períodos sentado ou com má postura podem agravar esta condição.
 

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Parestesia, sobretudo nas mãos e antebraço, que pode ser unilateral ou bilateral.
  • Fraqueza, perda de destreza manual,  
  • Sensação de frio nas mãos e antebraço 
  • Dor vaga e profunda nos membros superiores, que se pode estender ao pescoço.
Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e um exame da coluna vertebral são geralmente suficientes para o diagnóstico de uma síndrome de T4. A palpação das vértebras de T2 a T7 frequentemente revelará sensibilidade local, hipomobilidade, podendo reproduzir os sintomas. Um exame neurológico minucioso também deve ser realizado para descartar qualquer envolvimento neural.

Tratamento


A maioria dos pacientes com uma síndrome de T4 responde bem a um tratamento adequado de fisioterapia. No caso de o problema ser de origem articular uma melhoria dos sintomas deverá ser observada longo nos primeiros dias, nos problemas de origem neural esta melhoria poderá demorar 2-3 semanas. O tratamento deverá incluir:

  • Mobilização e manipulação articular, com o objectivo de realinhar a articulação e de lhe restaurar a normal mobilidade. Devem ser realizadas por profissionais experientes e apenas após a confirmação do diagnóstico.
  • Mobilização global da coluna vertebral, exercícios de correcção postural, como RPG e Pilates poderão ser benéficos para manter os resultados ao longo do tempo.
  • Electroterapia: correntes interferenciais e ultra-som na região dos ligamentos posteriores da articulação, com o objectivo de controlar a inflamação.
  • Exercícios respiratórios, especialmente respiração diafragmática e respiração costal lateral são ensinados ao paciente.
  • Além disso, o paciente deve fazer um esforço consciente para trabalhar, corrigir e manter a postura adequada.
  • Aconselhamento sobre ergonomia no local de trabalho



Exercícios terapêuticos para a síndrome de T4


Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da síndrome de T4. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

Adução das omoplatas

Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.









 


Extensão da coluna torácica

Sentado, com as mãos atrás da cabeça. Inspire fundo enquanto roda os cotovelos para fora e alonga o tronco nas costas da cadeira. Expire lentamente, retornando à posição inicial.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.








Alongamento da cadeia posterior

Sentado, com os braços atrás da cadeira, estique lentamente a perna puxando a ponta do pé para si. Mantenha a posição durante 8 segundos. Repita com a outra perna.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.









Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Escoliose


A coluna vertebral como um todo deve estar alinhada na vertical. Normalmente, quando olhar para alguém de lado, verá três ligeiras curvas - uma no pescoço, uma no tórax e uma na região lombar. Se olhar para essa pessoa de costas a coluna não deve apresentar qualquer curvatura. Se a coluna apresentar uma curvatura para o lado, esta será chamada de escoliose.
Essa curvatura poderá orientar-se para a direita ou para a esquerda e variar em gravidade desde muito leve e quase imperceptível a grave.
A escoliose poderá localizar-se na parte inferior da coluna (a curva lombar), na parte média da coluna (a curva torácica) ou ir desde a parte inferior à superior (a curva toracolombar). Em alguns casos para além da curvatura primária existe outra que é normalmente adquirida como forma de compensação, e faz com que o conjunto apresente uma forma de S.
Estas curvaturas poderão ser classificadas em:
  • Escoliose funcional ou postural: a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. A curva é geralmente leve e muda ou desaparece quando a pessoa se inclina para os lados ou para a frente.
  • Escoliose estrutural: Nestes casos, a curvatura é fixa e não desaparece quando a pessoa muda de posição. Existem diferentes tipos:
  • Idiopática. Isto significa que a causa não é conhecida. Mais de 8 em cada 10 casos de escoliose são idiopáticos.
  • Neuromusculares. Isto significa que a curvatura é causada por uma condição que afecta os músculos e nervos das costas. Por exemplo, pode ocorrer em alguns casos de distrofia muscular, poliomielite, paralisia cerebral, ou neurofibromatose. Cada uma dessas condições tem outros sintomas e problemas, para além da escoliose.
  • Lombar degenerativa. Resultado da degeneração assimétrica da coluna vertebral.
  • Congénita. Isto significa que a coluna não formou correctamente durante o desenvolvimento do bebé no útero.

A escoliose idiopática é sem dúvida a mais frequente e pode ocorrer em qualquer fase da infância. Não se sabe como ou por que ela se desenvolve. Não é devido à má postura e estudos demonstram que o seu aparecimento não poderá ser evitado. É mais comum durante as fases de crescimento mais rápido, na adolescência, entre os 10-12 para as raparigas e os 11-16 para os rapazes. Cerca de 1 em cada 40 crianças têm algum grau de escoliose. A escoliose leve afecta em igual número rapazes e raparigas. No entanto, a escoliose moderada ou grave, é mais comum em raparigas.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Na maioria dos casos o aparecimento da escoliose é gradual e indolor.
A escoliose pode causar dor leve e desequilíbrio muscular. Se a escoliose se torna mais severa, pode provocar alterações mais visíveis. Isto ocorre quando a coluna vertebral sofre uma curvatura acentuada para o lado, puxando as inserções musculares, ligamentares e das costelas, fazendo com que:
  • Se a escoliose for na região torácica, as costelas e omoplata formam uma protuberância num dos lados das costas.
  • Se a escoliose for na região lombar, provoca uma rotação anterior da pélvis e pode parecer que uma perna é maior que outra.
  • Se a escoliose se tornar grave e não for tratada, pode causar problemas como por exemplo, dor persistente nas costas e pode desencadear problemas respiratórios ou cardíacos se a deformidade na região torácica for muito grave.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica, exame da coluna vertebral e exame neurológico são necessários para ajudar ao diagnóstico de uma escoliose. A escoliose é geralmente perceptível quando se abaixa, notando-se que um dos lados do tronco fica mais elevado que o outro. No entanto, muitas vezes uma escoliose de grau leve a moderado pode desenvolver-se sem ser percebida pela criança ou pelos pais. Isso prende-se com o facto de se desenvolver durante a adolescência, em que as crianças se tornam mais auto-conscientes e é mais raro os pais observarem a criança sem roupa, de forma a poder identificar o problema.
A confirmação do diagnóstico pode ser feita através de um raio-X à coluna que irá permitir medir o grau de curvatura.

Tratamento

A escolha do tratamento irá depender de factores como a idade da pessoa, se está em fase de crescimento, a gravidade da curvatura, a localização exacta da escoliose e a probabilidade de que ela vir a agravar.
Para as escolioses leves a moderadas, o objectivo do tratamento é impedir o agravamento da curvatura. Para escolioses mais graves o tratamento indicado é a cirurgia para estabilizar a coluna vertebral. As opções de tratamento incluem:
Acompanhamento e exercícios específicos:
A maioria das escolioses de grau leve não precisa de tratamento. No entanto, um médico ortopedista poderá fazer revisões periódicas para se certificar de que a escoliose não piora ao longo do tempo. Poderá também aconselhar exercícios específicos para cada caso (dando a indicação ao fisioterapeuta do ângulo e localização exactos da curvatura).
Na elaboração do plano de exercícios é importante ter em conta:
  • A escoliose é um problema de assimetria. Para restaurar a simetria é necessário o uso de exercícios assimétricos em conjunto com o suporte adequado.
  • Alongamento dos músculos retraídos é desejável, mas a flexibilidade global da coluna vertebral não o será.
  • É melhor ter rigidez na melhor posição possível do que ter muita flexibilidade das costas.
  • Uma má avaliação ou um plano de exercícios mal estruturado irá provocar um agravamento do desequilíbrio muscular e consequentemente um aumento da instabilidade da coluna, pelo que os exercícios deverão sempre ser orientados por um fisioterapeuta.

Meios de suporte vertebral:
Hoje em dia existem vários materiais que oferecem maior versatilidade e facilidade de manuseio, no entanto, os princípios básicos para o uso de suportes vertebrais permanecem com poucas alterações: Obter o melhor alinhamento possível; permitir a expansão na área de concavidade, aplicar pressão na área de convexidade conforme tolerado, sem provocar efeitos adversos ou desconforto. Os coletes utilizados têm efeito sobretudo a evitar o agravamento da curvatura durante o crescimento da criança e pouco efeito correctivo.
Existem dois tipos principais de aparelhos. Os feitos por medida e os feitos a partir de um molde pré-fabricado. Ambos devem ser seleccionados para cada paciente em específico. Para ter o efeito pretendido, os coletes devem ser usados todos os dias pelo número de horas prescrito pelo médico até a criança parar de crescer.
Colete Milwaukee - Os pacientes podem usar este colete para corrigir qualquer curvatura na coluna vertebral. Este colete inclui um suporte no pescoço.
Órtese Toracolumbosacral (TLSO) - Os pacientes podem usar esta cinta para corrigir curvaturas cujo ápice é está abaixo da oitava vértebra torácica.
Cirurgia
Existem vários tipos diferentes de operação realizada para corrigir a escoliose. A operação é feita com o objectivo de corrigir a curvatura e estabilizar a coluna. Isto é feito através da união de duas ou mais vértebras e do implante de varas metálicas para manter o correcto alinhamento da coluna após a cirurgia. Este tipo de intervenções envolve vários meses de recuperação.

Exercícios terapêuticos para as escolioses lombares

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma escoliose lombar. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Rotação do tronco
Sentado, com os pés apoiados. Cruze as mãos sobre o peito e rode gradualmente o tronco mantendo as costas alinhadas. Repita o movimento para o outro lado.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Extensão da coluna lombar.
Deitado, com as palmas das mãos apoiadas ao nível dos ombros. Estique progressivamente os braços, olhando em frente. Mantenha a bacia assente no chão. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Extensão da coluna vertebral
De joelhos, com as mãos alinhada ao mesmo nível dos ombros. Lentamente, levante um braço, e de seguida a perna do lado contrário. Mantenha perna, coluna e braços alinhados. Retorne lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.


Weiss HR. Spinal deformities rehabilitation - state of the art review. Scoliosis. 2010;5:28.