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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desenvolvimento do bebé pré-termo

Primeiro que tudo, o que é um bebé pré-termo (ou prematuro)?

É um bebé que nasce pelo menos três semanas antes da data de gestação completa, ou seja, com menos do que 37 semanas - o termo completo é de 40 semanas. 
Ao contrário do que foi advogado por alguns durante vários anos, especialmente com o aumento do número de cesarianas praticadas, as ultimas semanas de gravidez não devem ser negligenciadas e englobam fases importantes do crescimento do feto.

Dependendo de quão cedo o bebé nasce, ele ou ela pode ser:

  • Prematuro tardio, nascidos entre 34 e 37 semanas de gravidez
  • Muito prematuros, nascidos com menos de 32 semanas de gravidez
  • Extremamente prematuros, nascidos com menos de 25 semanas de gravidez


A maioria dos nascimentos prematuros ocorre na fase de pré-termo tardia. Devido a muitos avanços recentes, mais de 90% dos bebés prematuros que pesam 800 gramas ou mais sobrevivem. Aqueles que pesam mais de 500 gramas têm uma hipótese de mais de 60% de sobrevivência, embora a probabilidade de complicações seja maior.

Quanto mais cedo o bebé nasce, mais graves serão os seus problemas de saúde. Embora os bebés nascidos muito prematuros sejam uma pequena percentagem de todos os nascimentos, esses prematuros extremos representam uma grande proporção do número de mortes infantis. Alguns bebés prematuros necessitam de cuidados especiais e passar semanas ou meses internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais.

E o que acontece depois?

Os prematuros necessitam muitas vezes de cuidados especiais após sair da unidade de cuidados intensivos neonatais. Além das visitas regulares ao enfermeiro e médico de família, é dada atenção especial ao desenvolvimento do sistema nervoso, incluindo a aquisição das habilidades motoras, como sorrir, sentar, e andar, bem como a postura e o tónus muscular. Para além disso devem realizar exames auditivos e oculares periódicos.

A Fala e o desenvolvimento comportamental também são áreas importantes durante o acompanhamento. Alguns bebés prematuros podem necessitar de terapia da fala ou fisioterapia à medida que crescem.

Marcos do desenvolvimento neonatal dos prematuros:


Semana 22 da gravidez (idade gestacional)
  • Lanugo (penugem característica do feto) cobre o corpo inteiro.
  • Aparecem as sobrancelhas e cílios.
  • Aparecem as unhas nos dedos das mãos e pés.
  • O bebé está mais ativo com maior desenvolvimento muscular.
  • A mãe pode sentir o bebé a mover-se.
  • O batimento cardíaco fetal pode ser ouvido com um estetoscópio.


Semanas 23 a 25 de gestação (idade gestacional)
  • A medula óssea começa a produzir glóbulos.
  • As vias aéreas inferiores dos pulmões desenvolvem-se, mas ainda não produzem surfactante (uma substância que permite que os alvéolos se abram para que ocorram as trocas gasosas).
  • O bebé começa a armazenar gordura.


Semana 26 da gravidez (idade gestacional)
  • Sobrancelhas e cílios estão bem formados.
  • Todas as partes do olho estão desenvolvidas.
  • O bebé tem o reflexo de moro e de preensão palmar.
  • As pegadas e impressões digitais estão a formar-se.
  • Formam-se os alvéolos pulmonares.


Semanas 27 a 30 de gestação (idade gestacional)
  • Rápido desenvolvimento cerebral.
  • Sistema nervoso desenvolvido o suficiente para controlar algumas funções do corpo.
  • As pálpebras abrem e fecham.
  • Sistema respiratório, embora imaturo, desenvolvido ao ponto de as trocas gasosas serem possíveis.


Semanas 31 a 34 de gestação (idade gestacional)
  • Um rápido aumento na quantidade de gordura corporal ocorre.
  • Movimentos respiratórios rítmicos ocorrem, mas os pulmões não estão totalmente maduros.
  • Os ossos estão totalmente desenvolvidos, mas ainda são maleáveis.
  • O corpo do bebé começa a armazenar ferro, cálcio e fósforo.


Semana 38 da gravidez (idade gestacional)
  • Lanugo começa a desaparecer.
  • Aumenta a gordura corporal.
  • Unhas chegam às pontas dos dedos.


Semanas 39 a 42 de gestação (idade gestacional)
  • Lanugo desaparece exceto nos braços e ombros.
  • Unhas estendem-se para além das pontas dos dedos.
  • Pequenos brotos mamários estão presentes em ambos os sexos.
  • Cabelo agora é mais forte e espesso.




Cunningham FG, Leveno KJ, Bloom SL, et al. Fetal growth and development. In: Cunningham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al, eds.Cunningham FG, Leveno KJ, Bloom SL, et al. Fetal growth and development. In: Cunningham FG, Leveno KL, Bloom SL, et al, eds. Williams Obstetrics. 23rd ed. New York, NY: McGraw-Hill; 2010:chap 4.

Ross MG, Ervin MG, Novak D. Placental and Fetal Physiology. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds.Ross MG, Ervin MG, Novak D. Placental and Fetal Physiology. In: Gabbe SG, Niebyl JR, Simpson JL, eds. Obstetrics: Normal and Problem Pregnancies. 6th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2012:chap 2.



domingo, 23 de novembro de 2014

5 melhores dicas sobre exercício terapêutico pela PEDro

A base de dados PEDro, do The George Institute for Global Health, é considerada a maior base de dados sobre fisioterapia baseada na evidência do mundo; reúne mais de 28000 guidelines, ensaios e revisões. É utilizada por milhares de fisioterapeutas e outros interessados em reabilitação em mais de 200 países.

A sua administradora Dra. Anne Moseley referiu:
"Procuramos na nossa base de dados as cinco condições de saúde em que exercícios orientados pelo fisioterapeuta resultam em maiores benefícios, comprovados por investigação científica. Infelizmente, as pessoas tendem a subestimar o papel do exercício na saúde. O exercício não é apenas para ficar em forma; a maioria das pessoas iria ficar surpreendida com a variedade de condições de saúde importantes que podem ser aliviadas pelo tipo certo de exercício".

  1. Treino dos músculos do pavimento pélvico melhora a incontinência urinária em pessoas com incontinência urinária de stress ou de qualquer outro tipo. Esta é a primeira linha de tratamento para incontinência urinária. "Estima-se que a incontinência urinária afecte mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo".
  2. Exercício terapêutico diminui a dor e melhora a função em pessoas com osteoartrite do joelho, com benefício equivalente aos tratamentos farmacológicos. Pessoas com osteoartrite da anca também são susceptíveis de beneficiar do exercício. "Mais de 10% das pessoas com mais de 60 anos sofrem de osteoartrite do joelho".
  3. O exercício físico diminui o risco de morte, falta de ar e fadiga e melhora a saúde, qualidade de vida e função em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica. "Estima-se que 64 milhões de pessoas tinham DPOC em todo o mundo em 2004".
  4. Os programas de exercícios diminuem a taxa de quedas e o risco de queda para os idosos que vivem em casa. Exercícios de equilíbrio são os mais eficazes. "Em todo o mundo, 37,3 milhões de quedas ocorrem a cada ano que são graves o suficiente para exigir atenção médica. É um problema mundial, particularmente entre aqueles com mais de 65."
  5. Programas de intervenção precoce para reduzir o atraso motor em prematuros. "Mais do que um em cada dez bebés, ou 15 milhões de bebés por ano, nascem muito cedo. Os sobreviventes correm o risco de enfrentar uma vida de incapacidades. Estudos mostram que os programas de fisioterapia para esses bebés ajuda-os a conquistar habilidades motoras, acelerando a sua recuperação em relação ao padrão de desenvolvimento normal das crianças de termo."



Autores da pesquisa: Professora Cathie Sherrington, Professor Chris Maher, Professor Rob Herbert, e Professor associado Mark Elkins, todos do George Institute for Global Health e da University of Sydney, também administradores do projeto PEDro.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aprender a ouvir as preocupações dos pais: 3 casos de crianças com atrasos de desenvolvimento

Investigações anteriores já demonstraram que os pais (ou outros cuidadores primários) são bastante precisos na identificação de alterações de desenvolvimento nas suas próprias crianças e que suas preocupações iniciais são muitas vezes corroboradas por subsequente avaliação profissional.

Este conhecimento tem incentivado o uso da avaliação dos pais como uma estratégia eficaz e centrada na família para a triagem do desenvolvimento das crianças, de modo que possam ser feitas as referências apropriadas para posterior avaliação e intervenção pela consulta de desenvolvimento.

O Harris Infant Neuromotor Test (HINT) é uma ferramenta de triagem projetada para discriminar o desenvolvimento típico dos atípicos em bebés entre os 2,5 e os 12,5 meses. O HINT é composto por três partes: 
  1. informações básicas sobre a gravidez e o parto 
  2. 5 questões com a opinião dos pais sobre o movimento/interacção da criança
  3. o examinador administra 21 itens que, quando somados, determinam a pontuação total HINT.

Os itens na parte III envolvem principalmente a avaliação observacional da capacidade da criança se mover em várias posições, amplitude de movimento passivo, tónus muscular, observação do movimento anti-gravidade, postura das mãos e dos pés, frequência e variedade de movimentos, comportamento geral da criança e cooperação durante o teste, a presença de comportamentos estereotipados e medição da circunferência da cabeça.

Este estudo de caso tem por objectivo avaliar a validade do HINT na identificação de atrasos de desenvolvimento em três casos de crianças encaminhadas para o autor pelos pais, por preocupações com o seu desenvolvimento. O autor comparou ainda os resultados da terceira parte do HINT com os resultados na Bayley-II Motor Scale, para uma valiação da avaliação do desenvolvimento mais abrangente nestes três casos.

Apresentação dos casos clínicos


Todas as três crianças eram meninas, nascidas a termo, com peso e comprimento adequado para a idade gestacional, embora a criança 2 estivesse no limite do pequeno para a idade gestacional. Não houve dificuldades nas gestações ou partos.

Cada criança foi encaminhada para o autor para avaliação do desenvolvimento por expressas preocupações dos pais sobre possíveis atrasos motores nos seus filhos, como moleza ou baixo tónus muscular e/ou possível paralisia cerebral.


Testes utilizados
Em relação ao HINT, quanto maior a pontuação total, maior é o atraso em habilidades motoras. Com base nos dados normativos, a criança é considerada desenvolvida de forma apropriada se o resultado está dentro da média ±1 DP para a sua faixa etária. Bebés com mais que 1 DP acima da média são encaminhados para uma avaliação mais abrangente, em que se utilize, por exemplo, a Bayley-II Motor Scale, que tem um score máximo de 100, e em que as crianças com 1 a 2 DP baixo da média são consideradas com ligeiro atraso de desenvolvimento e as com mais de 2 DP são consideradas com atraso significativo e devem ser encaminhadas para serviços de intervenção precoce.

Ambos os testes foram administrados por um fisioterapeuta especializado em pediatria, com mais de 30 anos de experiência clínica.

Como o HINT é um teste de rastreio, foi administrado primeiro, seguido pela Bayley-II Motor Scale. Cada mãe estava presente para a avaliação e completou as cinco perguntas do HINT que lhe eram destinadas antes da parte motora do teste ter sido aplicada pelo fisioterapeuta.

Resultados


Criança 1: 9,5 meses, 1ª filha, foi acompanhada pela mãe e pelo pai. Ambos os pais e o médico de família tinham observado sinais de preocupação quando a bebé tinha 6-7 meses de idade, ou seja, que ela era pequena e ainda não se sentava de forma independente.

Aos 7-8 meses, a mãe descrevia a bebé como "mole", não se querendo sentar ou suportar o seu peso em pé apoiada. Uma recente avaliação por um pediatra incluiu referência para testes de níveis de creatina fosfoquinase, função renal e hepática e exames de ultra-som abdominal e craniano. De acordo com os pais, todos os resultados dos testes estavam dentro dos limites normais.

No questionário HINT para os pais, estes diferiram um pouco nas suas respostas. Na questão 2 o pai considerou que os movimentos da criança eram "ótimos", a mãe respondeu que "estava um pouco preocupada". Na questão 3, o pai sentiu que a bebé estava "um pouco atrasada", enquanto a mãe respondeu "muito atrasada", no que diz respeito à questão 4, o pai não tinha outras preocupações, mas a mãe expressou preocupações sobre a capacidade limitada da criança em se mover contra gravidade e não gostar de ser colocada em decúbito ventral. Na questão 5, a mãe relatou que o médico da família estava preocupado por a bebé ainda não se sentar ou “usar as pernas”.

Qualitativamente, os resultados do HINT e do Bayley-II Motor Scale apresentaram maiores atrasos do que os expressos pelo pai (um pouco atrasado), mais comparáveis com aqueles expressos pela mãe (muito atrasada).

Criança 2: 9 meses e 21 dias, a mãe havia expressado preocupações de que a criança era "mole”, com atraso a alcançar metas motoras. Havia sido encaminhada pelo médico de família a um pediatra que ordenou um eletroencefalograma, tomografia computadorizada, e vários exames de sangue e urina. De acordo com a mãe da criança, todos os resultados estavam dentro dos limites normais.

Na questão 1 do HINT, a mãe descreveu a bebé como “mole e preguiçosa, um pouco solta/um pouco pressa", por exemplo, que a criança arqueava as costas para a frente quando sentada. Na questão 2 estava "tudo bem, mas um pouco preocupada" e à questão 3 "ligeiramente atrasada/um pouco para trás". Na questão 5, relatou que sua própria mãe e irmã, o seu melhor amigo e um terapeuta ocupacional pediátrico também estavam preocupados com a bebé.

Qualitativamente, os resultados do HINT e do Bayley-II Motor Scale sugerem um maior grau de atraso do que foi relatado pela mãe na questão 3 da HINT, ou seja, um pouco atrasada.

Criança 3: 13 meses, 1ª filha. Embora fosse tecnicamente mais velha do que a faixa etária coberta pela HINT, ainda era possível calcular a idade neuromotora equivalente e comparar a sua pontuação HINT total com os dados normativos de crianças com 12 meses de idade. A mãe havia expressado preocupações de que a sua filha parecia ter "um tónus baixo", e que ambos os pais estavam preocupados que a bebé ainda não gatinhava ou ficava em pé independentemente.

Na questão 1 do HINT a mãe descreveu a sua filha como "mole e preguiçosa", na questão 2, revelou que estava "um pouco preocupada" e sentiu que sua filha estava "um pouco atrasada" (pergunta 3). Na questão 4 a mãe comentou que estava preocupada por a bebé ainda não se agarrar à mobília para se manter de pé. Na questão 5, o marido também estava "um pouco preocupado".

Qualitativamente, os resultados do HINT e do Bayley-II Motor Scale sugerem atrasos motores significativos, enquanto a mãe expressou, na questão 2, que estava apenas "um pouco preocupada" e pensou que a sua filha estava apenas "um pouco atrasada" na questão 3.


Conclusão



Os fisioterapeutas especializados em pediatria devem ouvir atentamente as preocupações dos pais sobre os seus filhos e tomar medidas para fornecer avaliação do desenvolvimento motor e, quando for o caso, encaminhar as crianças para posterior avaliação mais abrangente e/ou serviços de intervenção precoce.



Harris SR. Listening to parents' concerns: three case examples of infants with developmental motor delays. Pediatr Phys Ther. 2009 Fall;21(3):269-74.


domingo, 10 de março de 2013

8 Brinquedos divertidos para fazer com o seu filho usando utensílios domésticos

Maracas de ovo da Páscoa
Dos 3 aos 9 anos
As crianças adoram fazer barulho, sobretudo com instrumentos improvisados.
Para estas maracas vai precisar de ovos de plástico (podem ser os da surpresa KinderJ, arroz, fita cola, colheres de plástico e papel de embrulho autocolante.
Encha meio ovo com arroz e sele-o com fita-cola;
Coloque-o entre as conchas das duas colheres e prenda-o com a fita-cola;
Vá envolvendo o ovo e a pega das colheres com fitas de papel de embrulho autocolante.
 
 

Tapete de brincar em felpo
Dos 3 aos 9 anos
Que melhor maneira de estimular a criatividade das crianças do que deixá-los projetar as suas próprias cidades?
Para este tapete vai precisar de pedaços de tecido em felpo, tesoura e cola para felpo.
Deixe o seu filho dizer o que quer (castelos, casas, pessoas, carros, arvores, etc) incluir no tapete (base de felpo) e vá recortando;
Ajude-o com a cola só se o vir em dificuldades;
Deixe-o brincar na sua cidade!
 
 
Cartões-puzzle de Lego
Dos 3 aos 9 anos
Isto é para as crianças cujo melhor brinquedo é um novo conjunto de Legos.
Irá precisar de legos, máquina fotográfica e impressora.
Faça uma série de construções em lego;
Fotografe contra um fundo branco;
Imprima próximo da escala real, em formato de cartões;
Deixe o seu filho reconstruir através da fotografia.

 
Fotografia Puzzle
Dos 3 aos 9 anos
Estes puzzles personalizados são um grande sucesso entre os pequenos artistas!
Para estes puzzles irá precisar de tesoura, fotos de família ou paisagens, cola, marcador e pauzinhos de madeira (pode usar cartolina ou marcadores de livros antigos)
Corte a foto da largura das bases onde a vai colar;
Ajude o seu filho a colar cada fração da foto numa base (pode numerá-las ou não);
Deixe o seu filho completar o puzzle.
 


Bonecos de meia
Dos 4 aos 9 anos
Esses pequenos amigos fofinhos são um enorme sucesso.
Para estes bonecos vai precisar de meias descasadas, arroz, tesoura, felpo, elásticos, cola branca e enchimento de almofada.
Ajude o seu filho a colocar meio copo de arroz no fundo da meia;
Depois encha o resto da meia com enchimento de almofada;
Aperte a zona do calcanhar com um elástico e a meio da perna também, cortando o resto da perna da meia;
Comecem a colar o nariz, olhos e boca em felpo nesse espaço;
Apertem o topo da perna da meia com um elástico e rodem do avesso para colocar um gorro no boneco;
Apertem um cachecol em felpo no pescoço do boneco;
Colem botões no casaco do nosso boneco.

 

Balões de brilho
Dos 2 aos 9 anos
Inverno significa longas horas de atividades dentro de casa ou a encontrar formas criativas para brincar no escuro. Esses balões são um hit e exigem apenas dois materiais!
Irá precisar de balões e varinhas de gel luminosas (vendem-se nas party stores)
Ao mesmo tempo que o seu filho vai dobrando a varinha de gel, fazendo-a começar a brilhar;
Você pode ir enchendo o balão até mais ou menos meio;
Depois coloque a varinha lá dentro (vai precisar de alguma prática para isso);
Encha o resto do balão;
Repita o procedimento com várias combinações de cores diferentes e deixe-o iluminar a casa!:)
 

 
Animais pacote de leite
Dos 2 aos 7 anos
Desde porquinhos a cãezinhos, vacas e ovelhas, os seus filhos podem criar uma quinta inteira em pouco tempo.
Irá precisar de pacotes de leite vazios, papel colorido, fita cola, felpo, marcadores, cola e tampas de garrafa.
Basta revestir o pacote de leite com o papel da cor que eles pretenderem (ajude-os com as colas) e começar a recortar olhos, nariz, boca em felpo, deixando-o decidir onde os colocar. As tampas costumam dar um bom nariz.
 

 
Corrida de berlindes em tubos de papel
Dos 5 aos 9 anos
Com filhos em casa haverá uma boa probabilidade de ter uma "coleção" de rolos vazios de papel higiénico e de cozinha a encher a sua reciclagem. O que adoro nesta atividade é que ela exige muito pouco em termos de materiais e incentiva as crianças a usarem as suas habilidades criativas e de resolução de problemas.
Irá precisar de rolos vazios de papel higiénico e de cozinha, adesivo colorido, tesoura, berlindes e um placar.
Comecem por decorar os rolos com os adesivos coloridos, depois ajude o seu filho a cortar o rolo a meio na longitudinal. Colem os rolos no placar segundo as indicações do seu filho de forma a fazer um percurso em que o berlinde passe por todos os tubos durante a descida. Se se entusiasmarem e a fita adesiva não estragar a parede experimentem um mega percurso numa parede lá de casa!


 

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mais importante que ensinar as crianças a fazer dieta, é ensiná-las a comer!


Apesar de já ser uma preocupação alguns anos a esta parte, ainda assim a taxa mundial de obesidade infantil triplicou nos últimos 20 anos.

Um estudo deste ano afirmou que mais importante que ensinar as crianças a fazer dieta, é ensiná-las a comer. Por exemplo, aprender sobre as opções de alimentos saudáveis revelou-se eficaz na prevenção da obesidade.

Surge agora, de acordo com este estudo, uma nova esperança para crianças que têm dificuldade em manter um peso saudável.

Existem vários tipos de dietas aplicadas nas crianças, como a dieta de restrição calórica por exemplo, no entanto quase todas sem grande sucesso, neste caso porque as crianças tendem a perder e voltar a ganhar o peso ciclicamente, chamado efeito yo-yo.

A nova técnica aborda o conceito de circuito de equilíbrio energético do cérebro, que desempenha um papel fundamental para ajudar o corpo a manter o seu peso fisiológico. Este mecanismo funciona de forma semelhante a um termostato - se estiver “ligado”, o cérebro assume que é necessária mais energia, e o peso terá tendência a aumentar, e estiver “desligado”, o peso poderá diminuir.

Investigações prévias revelaram que dietas não saudáveis podem prejudicar este circuito cerebral. Agora, este novo estudo, confirma que estes danos forçam o "termostato" do circuito de equilíbrio energético para a posição de “ligado”, provocando mesmo alterações genéticas, o que resulta no aumento de peso.

De acordo com os investigadores, é possível reverter este dano usando a restrição calórica em conjunto com o "ajuste do termostato", o que pode, eventualmente, tratar a obesidade. No entanto, dietas diferentes têm resultados diferentes.

Os resultados revelaram que uma dieta pouco saudável, mesmo se a pessoa comer muito, pode resultar em manutenção de peso, se este mecanismo cerebral estiver ajustado para “termostato desligado”. Por outro lado, dietas saudáveis e comer menos quantidade não só causa perda de peso, mas atua no circuito de equilíbrio energético também, “reduzindo o valor no termostato”.


Em conclusão, David McNay, co-investigador neste estudo, disse:

"Sabemos há algum tempo que comer em excesso e uma dieta pouco saudável provoca obesidade, mas não tínhamos a certeza se seria o comer demais ou a dieta pouco saudável o principal problema. Esta pesquisa mostra que cada caloria não é absorvida de igual forma e que o sucesso do tratamento da obesidade requer tanto comer menos como comer mais saudável."

"Ajudar as crianças a manter um peso saudável pode diminuir o risco de desenvolver sérios problemas de saúde e libertá-los do estigma que muitas vezes vem associado à obesidade", concluiu Caroline Johnston, da Action Medical Research.

O investigador John Speakman, comentou: "o ganho de peso após a dieta é um grande problema em todas as dietas. Estes dados apontam para uma potencial razão por que alguns indivíduos recuperam muito mais peso do que outros, e dar uma pista de como minimizar o problema."


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Saiba como prevenir as más posturas e o excesso de carga nas mochilas dos jovens!


As mochilas fazem parte da rotina diária de todas as crianças em idade escolar, e todos os pais já se depararam com esta dúvida: cedo, e compro a que eles gostam ou procuro a melhor em termos de ergonomia? E logo de seguida vem a pergunta: "- Mas como é que eu sei o que é melhor em termos de ergonomia, percebendo tão pouco do assunto?"
Antes que decida procrastinar, e ceder sem pensar demasiado às vontades dos seus filhos, leia o que se segue! Uma escolha informada é bem mais simples do que parece, e, muitas vezes, pais e filhos não têm de ceder muito para encontrar o equilíbrio perfeito entre estilo e conforto/segurança.
Em contexto escolar as mochilas são utilizadas frequentemente como meio de transportar o material escolar e, quando utilizadas devidamente, acabam até por ajudar a fortalecer músculos importantes da nossa postura.
No entanto, quando utilizadas indevidamente podem causar vários problemas, desde compressão excessiva dos discos vertebrais, com lesão das articulações da coluna e muitas vezes lesão nervosa, a mau alinhamento/postura, com a flexão excessiva das ancas e ombros inclinados para a frente (que a longo prazo podem causar uma deformidade permanente da coluna torácica). Estão também descritos problemas circulatórios e de desgaste articular precoce.

 Como escolher a mochila mais adequada à sua criança

  • O formato: procure pelas mochilas mais leves, com alças largas e almofadadas e, se possível, com cinto na região da cintura (no caso de não ter cinto deve compensar com uma região das costas melhor almofadada). A mochila deve ter múltiplos compartimentos, tanto no sentido da frente para trás, como de cima para baixo, de forma a permitir uma melhor distribuição do peso.
  • O tamanho: Naturalmente deverá condizer com o tamanho da criança. Isto é: não deve ser mais larga que a largura do seu tronco e, quando ajustada devidamente, deve assentar entre a altura dos ombros e ± 5cm acima da linha da cintura. O peso da mochila não deve ultrapassar nunca 15% do peso da criança.
  • Segurança adicional:
  1.        Cinto para unir à frente do tronco as duas alças
  2.         Material refletor
  3.       Correias que ajudem a acondicionar melhor o conteúdo da mochila (quanto menos este oscilar, menor será o esforço da criança).

Muitas vezes é nestes itens que entra a capacidade de negociação dos pais para com as crianças. É preciso ponderar se os benefícios físicos justificam o “risco” de pior integração que uma mochila vinda do star trek acarreta para a criança. E, sejamos honestos, quem lhe garante que os seus filhos vão usar aquilo que nunca gostaram em primeiro lugar? Converse com eles de forma racional e realista, se utilizar os argumentos certos, provavelmente irá surpreender-se com a capacidade que as crianças têm para absorver novos conceitos.

Um tópico para as mochilas “de rodinhas”

As mochilas com rodas parecem ser uma boa opção quando o seu filho começa a ter mais disciplinas, logo, mais material para transportar, no entanto, têm alguns inconvenientes:
·         É difícil subir/descer escadas com elas, normalmente têm de ser carregadas a peso.
·         Em corredores cheios de outras crianças, há maior probabilidade de a criança tropeçar e cair, ou ser empurrada.
·         Obriga a um maior esforço em terrenos mais irregulares, como o paralelo.
·         Por norma são significativamente mais pesadas que as mochilas convencionais.
·         Muitas não cabem nos cacifos das escolas.
Assim, regra geral, se aliar o cuidado de levar o mínimo de material possível, com um cacifo na escola onde colocar alguns livros/materiais e uma mochila leve e bem adequada, a opção das “rodinhas” não se justifica para a maioria dos casos.

Como ajustar e utilizar a mochila no dia-a-dia

·         Como já foi dito, o peso da mochila cheia nunca deve ultrapassar os 15% do peso da criança. No entanto, para ter uma margem de segurança e também para facilitar as contas pode colocar 10% do peso do seu filho. Ou seja, se o seu filho pesar 40kg, a mochila deverá pesar, no máximo, de 4 a 6kg. Se ultrapassar este peso, a criança deverá carregar o excedente nos braços.
·         Os itens mais pesados devem ser acondicionados mais próximo das costas da criança e ir diminuindo à medida que se vão afastando destas.
·         As alças devem estar justas, e sempre ambas colocadas, de forma ao topo da mochila ficar à altura dos ombros e o fundo aproximadamente 5cm acima da linha da cintura.



Fig 1.: Is your Child’s backpack making the grade, in American Physical Therapy Association. Demonstração de algumas posturas incorretas (dos lados) e da atitude correta (ao centro).


Quando algo não corre bem…

Esteja atento a:
  • Dificuldade em colocar ou tirar a mochila
  • Dores quando está com a mochila
  • Formigueiro e/ou adormecimento nos braços
  • Alteração bastante visível da postura quando a criança está com a mochila às costas
  • Marcas vermelhas no sítio das alças



Backpack safety and selection guidelines, APTA, Prepared by Maribeth Crupi
The right backpack: guidelines for parents, University of Florida, IFAS extension, Prepared by Suzanna Smith

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Asma brônquica


A asma é uma condição que afecta as vias aéreas menores (bronquíolos) dos pulmões. Em determinados momentos as vias aéreas contraem-se (estreitam-se) em pessoas que têm asma. Isso faz com que os sintomas típicos surjam. A extensão do estreitamento, e quanto tempo dura cada episódio, pode variar muito.
A asma pode começar em qualquer idade, mas mais comummente começa na infância. Pelo menos 1 em 10 crianças, e 1 em cada 20 adultos, têm asma. A asma é frequentemente transmitida ao longo de gerações, no entanto, muitas pessoas com asma não têm outros membros da família afectados.
A asma é causada pela inflamação nas vias aéreas. Ainda não se sabendo ao certo a causa dessa inflamação. A inflamação irrita os músculos ao redor das vias aéreas, e faz com que de dê uma contracção involuntária (constrição das vias aéreas). Em consequência disto, é mais difícil para o ar a entrar e sair dos pulmões, o que leva a pieira e falta de ar. A inflamação também provoca um aumento da produção do muco que reveste as vias aéreas, aumentando a constrição e provocando tosse e maior obstrução ao fluxo de ar.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Tosse e chiadeira.
  • Também pode ficar ofegante, e desenvolver uma sensação de aperto no peito.

Os sintomas podem variar de leve a grave entre pessoas diferentes e em momentos diferentes na mesma pessoa. Cada episódio de sintomas podem durar apenas uma hora, ou persistir por dias ou semanas se não forem tratados.

Quais são os sintomas típicos da asma leve não tratada?

Ocasionalmente você tende a desenvolver sintomas leves. Por exemplo, pode desenvolver uma chiadeira e tosse leve quando apanha uma constipação ou uma infecção no peito, durante a época da primavera, ou quando se exercita. Uma criança com asma leve pode ter uma tosse irritante a cada noite, mas muitas vezes passa bem durante o dia.

Quais são os sintomas típicos de asma moderada não tratada?

Costuma ter episódios de chiadeira e tosse de vez em quando. Por vezes, fica ofegante. Tende a assoar-se algumas vezes por dia, na maioria dos dias. Os sintomas são frequentemente piores à noite, ou a primeira hora na manhã. Pode acordar algumas noites ou tossir com sensação de peito apertado. As crianças pequenas podem não ter sintomas típicos. Pode ser difícil dizer a diferença entre asma e infecções respiratórias recorrentes em crianças pequenas.

Quais são os sintomas típicos de um ataque severo de asma?

Vai ficar muito ofegante, com a sensação de aperto no peito, e dificuldade em respirar. Pode achar que é difícil falar de tão sem fôlego que está. Ocasionalmente, os sintomas desenvolvem-se de repente em pessoas que normalmente só têm sintomas leves.

Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:

  • Exercício físico;
  • Infecção viral;
  • Animais com pêlo ou penas;
  • Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
  • Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
  • Pólen, sobretudo na Primavera;
  • Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
  • Produtos químicos inaláveis;
  • Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.

Como é feito o diagnóstico da asma?

O diagnóstico da asma tem por base a história clínica do paciente, para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão. Um exame específico para determinar sinais de obstrução brônquica é normalmente realizado. A avaliação funcional respiratória é necessária para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo.
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Tratamento

Para a maioria das pessoas com asma, os sintomas podem ser evitados na maioria das vezes com o tratamento.

Inaladores

A maioria das pessoas com asma é tratada com inaladores. Os inaladores introduzem uma pequena dose de medicação directamente nas vias aéreas. A dose é suficiente para tratar as vias aéreas, e a quantidade que entra no resto do seu corpo é pequena, pelo que os efeitos colaterais são improváveis. Existem vários dispositivos inalatórios feitos por empresas diferentes. Um médico ou fisioterapeuta poderão indicar qual o melhor para si.
Medicamentos administrados através de inaladores podem ser utilizados em ataques de asma, utilizados de forma preventiva ou serem broncodilatadores de longa duração:
Um doente com asma moderada a greve anda geralmente com um inalador para o caso de ter um ataque de asma. Estes broncodilatadores de acção rápida, como o salbutamol e a terbutalina, relaxam os músculos das vias respiratórias. Se só tiver sintomas de vez em quando, então o uso ocasional de um inalador deste tipo pode ser tudo que você precisa. No entanto, se precisa de um inalador deste tipo três vezes por semana ou mais para aliviar os sintomas, um inalador preventivo é geralmente recomendado.
Um inalador preventivo é tomado diariamente para impedir que os sintomas se desenvolvam. O fármaco comummente usado é um corticosteróide. Existem várias marcas. Demora cerca de 7-14 dias para o corticosteróide de um inalador preventivo faça o seu efeito. Por isso, não vai dar qualquer alívio imediato dos sintomas. No entanto, após uma semana ou mais de tratamento, os sintomas muitas vezes desaparecem, ou são muito reduzidos. Pode levar até seis semanas para o máximo benefício. Você deve então continuar com o inalador preventivo todos os dias, mesmo quando os sintomas tenham desaparecido, para impedir que os sintomas voltem.
Os broncodilatadores de acção prolongada podem ser aconselhados, além de um inalador preventivo, nos casos de asma mais graves.
A medicação nestes inaladores funciona de forma semelhante à dos inaladores próprios para os ataques de asma, no entanto actuam até 12 horas depois de tomar cada dose. Eles incluem salmeterol e formoterol.
Comprimidos para abrir as vias aéreas
A maioria das pessoas não precisa de comprimidos, pois os inaladores geralmente funcionam bem. No entanto, um curso curto (cerca de uma semana) de comprimidos de coticosteróides (como a prednisolona) é por vezes necessária para aliviar um ataque grave ou prolongado da asma.
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Exercícios terapêuticos para a asma brônquica

Os seguintes exercícios poderão ser prescritos durante o tratamento da asma brônquica, dependendo da fase evolutiva em que o paciente se encontra. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Fortalecimento dos músculos expiratórios
De joelhos, com ambas as mãos apoiadas na bola. Faça pressão contra a bola, baixando os ombros e projectando-os para a frente. Mantendo a pressão, rode a bola à frente enquanto deita todo o ar fora. Retorne lentamente à posição inicial enchendo lentamente o peito de ar.
Repita entre 15 a 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Flexão/extensão da coluna vertebral
De joelhos, apoiado nas palmas das mãos, que estão alinhadas com os ombros. Inspire fundo, enquanto deixa a coluna arquear em direcção ao chão e roda a cabeça para a frente. Expire completamente, enquanto contrai os abdominais e enrola a coluna e pescoço.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Expansão da região torácica
Em pé, segure um bastão com os braços esticados acima da cabeça. Ao mesmo tempo que enche o peito de ar incline ambos os braços para o lado. Deite o ar fora lentamente enquanto retorna à posição inicial. Repita o mesmo gesto para o outro lado.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.