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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Plano de exercícios para bursite trocantérica

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para bursite trocantérica.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

1. Alongamento dos isquiotibiais

2. Abdução activa com a perna a direito

3. Abdução activa com os joelhos dobrados

4. Alongamento do quadricípite

5. Alongamento do piramidal

6. Joelhos ao peito


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Teste combinado de flexão, adução, rotação interna (FAIR)

Descrição 
Este teste é utilizado para detetar compressão do nervo ciático pelo músculo piramidal.
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Técnica
O paciente encontra-se deitado de lado, com o quadril a ser testado virado para cima. Passivamente mova o membro inferior do paciente para flexão (90º), adução e rotação interna. Um teste positivo ocorre quando é reproduzida dor na região isquiática/glútea. Devido à posição de teste, pode surgir dor na parte anterior da coxa, resultado de compressão acetabular femoral, para ter certeza do diagnóstico deve pedir que o paciente indique o local exato da dor, antes de executar o teste.
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Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 88% e especificidade 83% para diagnosticar síndrome do piramidal.



Fishman LM, Dombi GW, Michaelsen C, Ringel S, Rozbruch J, Rosner B, Weber C. "Piriformis syndrome: Diagnosis, treatment and outcome-a 10-year study." Arch Phys Med Rehab 2002, 83:295-201.

Jari S, Paton RW, Srinivasan MS. "Unilateral limitation of abduction of the hip: A valuable clinical sign for DDH?" J Bone Joint Surg 2002; 84-B: 104-107.

Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System: Foundations for Rehabilitation. 2nd edition. St. Louis, MO: Mosby Elsevier, 2010. 498.

sábado, 20 de outubro de 2012

Síndrome do piramidal

A síndrome do piramidal é uma disfunção neuromuscular causada pela compressão ou irritação do nervo ciático pelo músculo piramidal. O músculo piramidal é um músculo alongado, em forma de pirâmide, localizado no fundo dos nadegueiros, e que se estende desde a base do sacro até ao topo do fémur.
O nervo ciático passa muito próximo desse músculo e, em algumas pessoas (cerca de 10-20% da população), passa directamente através das fibras musculares. Se o músculo piramidal ficar tenso ou formar um ponto-gatilho doloroso, pode exercer pressão sobre o nervo ciático e causar dor que pode irradiar para baixo pela perna, vulgarmente conhecida como dor ciática.
Esta síndrome é geralmente causada por uma lesão traumática nas nádegas ou na região da anca. Outra causa comum da síndrome do piramidal é ter músculos adutores (face interna da coxa) demasiado tensos. Isto faz com que os abdutores não funcionem correctamente, colocando assim mais pressão sobre o piramidal.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Sensibilidade à palpação na área do músculo.
  • Dor nas nádegas que se poderá estender à lombar.
  • Dor, formigueiro ou dormência que se irradia para baixo pela parte de trás da perna, geralmente pelos isquio-tibiais e às vezes até à barriga da perna.
  • É comum a dor ser inicialmente confundida com uma distensão muscular ou tendinopatia na origem dos isquio-tibiais. No entanto, estes músculos não estarão sensíveis ao toque.
  • Reduzida amplitude de movimento da articulação da anca, especialmente em rotação interna.
  • Padrão de marcha caraterístico

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento da coxa e lombar (incluindo exame neurológico) são geralmente suficientes para diagnosticar uma ruptura muscular. Uma ecografia ou RM podem ser pedidas para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da lesão.
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Tratamento

                As síndromes do piramidal geralmente respondem positivamente a um programa adequado de fisioterapia. No tratamento deve ser incluído:
  • Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Evite a actividade que causou os sintomas.
  • Uso do calor húmido e/ou ultra-som antes do alongamento do músculo piramidal.
  • Alongamento estático do piramidal, mas tamém do iliopsoas, tensor da fáscia lata e glúteos.
  • Massagem de mobilização dos tecidos na região glútea pode ajudar a diminuir a tensão da musculatura afectada e reduzir a irritação do nervo ciático.
  • Técnicas de libertação miofascial para o músculo piramidal.
  • Aplicação de gelo e TENS após o exercício ou terapia manual, ajudando a diminuir a dor e a inflamação que podem ter sido provocadas pelo alongamento ou massagem.
  • Dependendo dos resultados da avaliação clínica poderão ser aplicadas técnicas de mobilização articular da articulação sacro-iliaca e das vértebras lombares.
  • Indicação de um plano de exercícios para realizar em casa, que inclua fortalecimento e alongamento muscular

É fundamental que os alongamentos sejam feitos de forma suave e progressiva, de forma a evitar o estiramento excessivo e possível aumento da irritação do nervo ciático.
Se os sintomas não aliviarem com o tratamento conservador, uma cirurgia para libertação da fáscia e do tendão muscular poderá ser tentada.

Exercícios terapêuticos para a síndrome do piramidal

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome do piramidal. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

 
Alongamento da inserção dos isquio-tibiais e glúteo.
Deitado, com o fundo das costas bem apoiado e as mãos no joelho. Tente chegar o joelho o mais próximo do peito possível. Alivie lentamente a pressão.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Alongamento do grande glúteo
Coloque-se apoiado nos cotovelos e joelhos. Avance o joelho da perna a alongar na direcção do ombro do lado contrário, o pé fica virado para dentro. Aproxime o mais possível o joelho do peito. Mantenha a posição durante 20 segundos
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



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Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Kirschner JS, Foye PM, Cole JL. Piriformis syndrome, diagnosis and treatment. Muscle Nerve. 2009 Jul;40(1):10-8.