Mostrar mensagens com a etiqueta plantar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta plantar. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de outubro de 2015

Plano de exercícios para fasceíte plantar

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fasceíte plantar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.


Alongamento da fascia com toalha











Alongamento dos gémeos e solear











Alongamento da fascia plantar e dos gémeos

Fortalecimento muscular com toalha

Fortalecimento muscular com berlinde


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça 
Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.






sexta-feira, 11 de abril de 2014

Teste de Windlass

Descrição
É utilizado para testar a presença de deficiências fasciais e ligamentares do pé.



Técnica
O paciente fica de pé num banquinho com as cabeças dos metatarsos fora da borda do banco. O paciente é instruído a colocar o mesmo peso em ambos os pés. O fisioterapeuta estende passivamente a primeira falange, permitindo que a articulação interfalângica se flexione. O teste é considerado positivo se a extensão passiva levar ao final de movimento ou até que a dor do paciente seja reproduzida.





Neumann, Donald. Kinesiology of the Musculoskeletal System. 2nd Edition. Mosby Printing Inc.


Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Protocolo de reabilitação para a fasceíte plantar

A fasceíte plantar é uma condição bastante limitante cuja principal queixa é a dor debilitante na superfície plantar do calcanhar. A dor é normalmente pior com os primeiros passos da manhã, devido à posição relaxada e encurtada que a fáscia assume durante o sono. A dor também pode aumentar após longos períodos em pé ou de inatividade. O encurtamento da fáscia plantar, bem como a retração do tendão de Aquiles, são ambos fatores que contribuem para esta dor. Outros fatores incluem o alto índice de massa corporal e calçado inadequado.

Prognóstico
O Guia da APTA sugere que entre 2 e 4 meses , o paciente deverá demonstrar  ótima mobilidade articular, função motora, desempenho muscular e amplitude de movimento nas atividades da vida diária, trabalho e nas atividades de lazer.

Número esperado de sessões de tratamento
Prevê-se que 80% dos pacientes, que são classificados com este padrão de sintomas, vai atingir os objetivos e resultados esperados dentro de 6 a 24 sessões de tratamento.

Protocolo de tratamento para a fasceíte plantar


O fluxograma ao lado foi retirado do guia para a prática clínica do American College of Foot and Ankle Surgeons Heel Pain Committee, que tem o objetivo de fornecer uma abordagem orientada para o tratamento desta condição clínica

A primeira abordagem ao tratamento deve ser geralmente auto-administrada e tem como objetivo diminuir a dor e aumentar a amplitude de movimento. Inclui o seguinte:

Repouso e/ou Modificação de atividade - Descontinuar desportos agravantes, como correr, ou diminuir o número de quilómetros. Se a sua profissão exige muito tempo em pé, deve tentar fazer pequenas pausas sempre que puder.
Gelo - Aplique diretamente na área afetada por 15 minutos duas vezes por dia. Rolar o pé sobre uma garrafa de água congelada funciona bem.
Anti- inflamatórios - tem sido demonstrado que a utilização de anti-infamatórios não esteróides pode proporcionar alívio da dor e melhoria da função.
Alongamentos – A evidência aponta para a eficácia da realização de alongamentos da fáscia plantar e do tendão de Aquiles na diminuição da dor e limitações funcionais. Os alongamentos devem ser mantidos por 20-30 segundos e repetir 3 vezes, 2-3 vezes ao dia. Recomenda-se alongar antes de sair da cama de manhã:

Alongamento da fáscia plantar - cruzar a perna afetada sobre a outra e puxar os dedos dos pés e o tornozelo no sentido de dorsiflexão. 


Alongamento com toalha – sentado com as pernas estendidas, colocar uma toalha em torno da ponta do pé e puxar para trás. 


Alongamento dos gémeos – de pé, com a perna afetada atrás da outra. Manter o calcanhar da perna efetuada no chão e o joelho direito, inclinar em direção à parede até que sinta um alongamento na parte de trás da perna. Este alongamento pode ser repetido com o joelho dobrado. 


Alongamento no step - Coloque as pontas dos pés na ponta de um degrau e baixe o calcanhar em direção ao chão. 


Aproximadamente 90% dos pacientes irão ver resultados dentro de 6 semanas usando essa abordagem conservadora. Se ocorrer uma melhoria, o paciente deve continuar o tratamento até que os sintomas desapareçam completamente. 
No entanto, se os sintomas persistirem, deve-se avançar para novas opções de tratamento que podem incluir:

Talas noturnas - mantêm a fáscia plantar e os gémeos em alongamento durante o sono para evitar a retração. Alguns estudos têm demonstrado que o uso de talas durante a noite tem minimizado a dor, no entanto, a evidência não é consistente.
Órteses/palmilhas - comumente recomendadas para fornecer o apoio do arco plantar, reduzindo o stress na fascia plantar. Estudos mostram que podem diminuir a dor e até aumentar a capacidade funcional em pacientes com fasceíte plantar.
Injecções - corticosteróides - demonstrou reduzir a dor no entanto, têm sido associadas com a ruptura da membrana fibrosa plantar e dor pós -injecção com duração de, em média, 5 a 7 dias.
Terapia por ondas de choque - terapia não-invasiva utilizada para promover a cicatrização do tecido degenerado . Este é normalmente o último recurso antes de considerar a cirurgia. Os efeitos colaterais podem incluir dores após e durante o procedimento, inchaço local, e adormecimento.


A fasciotomia plantar apenas deverá ser considerada se todos os tratamentos conservadores acima descritos tiverem falhado.


Thomas JL, Christensen JC, Kravitz SR, et al.; American College of Foot and Ankle Surgeons Heel Pain Committee. The diagnosis and treatment of heel pain: a clinical practice guideline-revision 2010. J Foot Ankle Surg. 2010;49 (3 suppl):S2
Donley BG, Moore T, Sferra J, Gozdanovic J, Smith R. The efficacy of oral nonsteroidal anit-inflammory medication in the treatment of plantar fasciitis: A randomized, prospective, placebo-controlled study. Foot & Ankle International. 2007;28: 20-23.
Digiovanni BF, Nawoczenski DA, Malay DP, Graci PA, Williams TT, Wilding GE, Baumhauer JF. Plantar fascia-specific stretching exercise improves outcomes in patients with chronic plantar fasciitis. A prospective clinical trial with two-year follow up. J Bone Joint Surg Am. 2006;88(8): 1775-81.
Lee SY, McKeon P, Hertel J. Does the use of orthoses improve self-reported pain and function measures in patients with plantar fasciitis? A meta-analysis. Phys Ther Sport. 2009;10(1):12–18.
Neufeld SK, Cerrato R. Plantar fasciitis: evaluation and treatment. J Am Acad Orthop Surg. 2008;16(6):338-346.
Jariwala A, Bruce D, Jain A. A guide to the recognition and treatment of plantar fasciitis. Primary Health Care. 2011;21(7):22-24.
Uden H, Boesch E, Kumar S. Plantar fasciitis-to jab or to support? A systematic review of the current best evidence. J Multidiscip Healthc. 2011;4: 155-164.
Chia KK, Suresh S, Kuah A, Ong JL, Phua JM, Seah AL. Comparative trial of the foot pressure patterns between corrective orthotics, formthotics, bone spur pads and flat insoles in patients with chronic plantar fasciitis. Ann Acad Med Singapore. 2009;38(10):869–875.
Rompe JD, Furia J, Weil L, Maffulli N. Shock wave therapy for chronic plantar fasciopathy Br Med Bull. 200781–82183–208.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Fasceíte plantar


A fasceíte plantar é uma lesão por esforços repetidos sobre a fáscia plantar (uma forte tira de tecido, como um ligamento, que se estende desde o calcanhar até os ossos do médio-pé). A fáscia plantar suporta e dá forma ao arco plantar e também age como um amortecedor de choques durante a marcha, a corrida e qualquer actividade que envolva impacto do pé no solo.
Apesar de fasceíte (como tendinite) levar a pensar em inflamação, esta raramente está presente. Cargas frequentes sobre a fáscia causam micro-rupturas (com ou sem inflamação associada), que evoluem rapidamente para um processo degenerativo do tecido conjuntivo na fáscia. Nesta fase é dado o nome de tendinose em vez de uma tendinite.
A maior incidência é sobre as mulheres, entre os 30 e os 60 anos, mas pode surgir em homens e em idosos. Como é uma lesão originada por esforços repetidos também é muito comum entre desportistas, pelo que estes devem procurar calçado desportivo que tenha um bom suporte para o arco plantar, procurar pisos regulares para praticar desporto e alongar regularmente os músculos do tendão de Aquiles (barriga da perna), de forma manter uma boa amplitude de movimento.
Alguns factores de risco comuns incluem:
  • Obesidade, 
  • Profissão que obrigue a estar em pé durante longos períodos de tempo, 
  • Esporão do calcâneo, 
  • Pés chatos, 
  • Pouca amplitude da flexão do pé. 



Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor no calcanhar nos primeiros passos depois de levantar da cama ou após longos períodos sem peso sobre o pé
  • Sensibilidade ao toque na planta do pé, na zona imediatamente à frente do calcanhar
  • Amplitude de flexão do pé diminuída e/dor ao estiramento da planta do pé
  • A pessoa pode claudicar ou andar mais sobre a ponta do pé
  • A dor agrava quando se tenta andar descalço em pisos duros ou subir escadas
  • Muitos pacientes referem ter tido um aumento no seu nível de actividade antes do início dos sintomas
  • Padrão de marcha característico

O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Os pacientes podem apresentar um ponto de maior sensibilidade junto à tuberosidade medial do calcâneo. A dor na fáscia plantar é particularmente evidente com a flexão dorsal do pé e dos dedos, que provoca o estiramento da fáscia. O exame clínico tem em consideração, entre outros, o historial médico do paciente, o nível de actividade física e os sintomas locais. O médico pode optar por utilizar estudos de imagem como raio-x, ecografia e ressonância magnética em lesões crónicas.


Tratamento

        
O tratamento conservador (sem recorrer a cirurgia) é quase sempre bem sucedido, no entanto a fáscia, assim como os ligamentos, leva bastante tempo a curar na totalidade. Está descrito que a maioria dos pacientes estará melhor nove meses após o início dos sintomas. No entanto uma combinação de diferentes tratamentos pode ajudar a acelerar a recuperação.
Os tratamentos que demonstraram ter maior eficácia para a fasceíte plantar:
  • Alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles (exercícios descritos abaixo)
  • Mobilizações e manipulações da articulação do tornozelo e da articulação entre o calcanhar e o tálus (ou astrágalo) demonstraram poder aliviar a dor por completo ao final de 6 tratamentos.
  • Ionização com ácido acético combinada com ligadura de tape para descompressão da região plantar demonstraram reduzir a dor ao final de 4 semanas
  • Palmilha para suporte do arco plantar revela eficácia no retorno à actividade normal

A cirurgia pode ser considerada em casos muito difíceis, geralmente é recomendada somente se a dor não diminuiu após 6-12 meses com tratamentos conservadores. A fasciotomia implica o destaque parcial da fáscia plantar da sua inserção no osso. Também pode envolver a remoção de um esporão no calcâneo, se este estiver presente. A cirurgia nem sempre é bem sucedida, e pode causar algumas complicações, como infecção, aumento da dor, lesões dos nervos nas proximidades, ou ruptura da fáscia plantar, assim deve ser considerada como um último recurso.

Exercícios terapêuticos para a fasceíte plantar

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma fasceíte plantar. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Alongamento da planta do pé
Em pé, com a perna esticada, apoie o calcanhar no chão e a ponta do pé na parede, o mais alto que conseguir, dentro do limite do confortável. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 

Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Reforço muscular dos gémeos
Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Cole C, Seto C, Gazewood J. Plantar fasciitis: evidence-based review of diagnosis and therapy. Am Fam Physician. 2005 Dec 1;72(11):2237-42.
DiGiovanni BF, Nawoczenski DA, Lintal ME, Moore EA, Murray JC, Wilding GE, et al. Tissue-specific plantar fascia-stretching exercise enhances outcomes in patients with chronic heel pain. A prospective, randomized study. J Bone Joint Surg Am. 2003 Jul;85-A(7):1270-7.
Riddle DL, Pulisic M, Pidcoe P, Johnson RE. Risk factors for Plantar fasciitis: a matched case-control study. J Bone Joint Surg Am. 2003 May;85-A(5):872-7.
Young B, Walker MJ, Strunce J, Boyles R. A combined treatment approach emphasizing impairment-based manual physical therapy for plantar heel pain: a case series. J Orthop Sports Phys Ther. 2004 Nov;34(11):725-33.