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sábado, 7 de novembro de 2015

Plano de exercícios para rizartrose

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para rizartrose - artrose do polegar.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

Flexão da interfalangica do polegar

Flexão da metacarpofalangica do polegar


Oponência do polegar













Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Rizartrose - artrose do dedo polegar


A rizartrose é um processo degenerativo articular (osteoartrose) localizado na base do polegar, na articulação trapézio-metacarpiana.
A cartilagem, camada lisa de tecido fibroso que recobre as extremidades dos ossos, permite que estes deslizem facilmente entre si, possibilitando a mobilidade articular livre de atrito. Na osteoartrose, o uso excessivo e a diminuição de nutrição dos tecidos, própria do processo de envelhecimento, irão provocar um desgaste da cartilagem, que causa atritos e danos nas extremidades ósseas e na articulação em si, muitas vezes associadas a processos inflamatórios.
A articulação da base do polegar, perto do punho, é responsável por um movimento fundamental, que nos distingue de todos os outros mamíferos, que é a capacidade de oponência do polegar, o que nos permite rodar o polegar, agarrar e manusear objectos com grande destreza.
A rizartrose é bastante mais comum em mulheres que em homens, e geralmente ocorre após os 40 anos de idade. Fracturas ou outras lesões prévias da articulação poderão aumentar a probabilidade de desenvolver esta condição.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor em actividades que envolvam preensão, tais como virar uma chave, ou segurar num prato.
  • Inchaço e sensibilidade na base do polegar.
  • Uma dor em moedeira após uso prolongado.
  • Perda de força em actividades de preensão.
  • Desenvolvimento de uma proeminência óssea sobre a articulação.
  • Limitação do movimento.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do polegar e mão, incluindo à sua função motora, é geralmente suficiente para o diagnóstico de uma rizartrose. A confirmação do diagnóstico deve ser feita através de um raio-X ou RM, que servirá também para avaliar a gravidade da lesão. Muitas pessoas têm associados sintomas de síndrome de túnel cárpico, pelo que uma avaliação da função neurológica é aconselhada.

Tratamento

Quando o desgaste articular se encontra numa fase inicial, o tratamento conservador tem bons resultados nos casos de rizartrose. O tratamento geralmente inclui:
  • Gelo na articulação, de cinco a quinze minutos várias vezes por dia
  • Medicamentos anti-inflamatórios, como a aspirina ou ibuprofeno, para ajudar a reduzir a inflamação e inchaço
  • Tala de suporte para limitar o movimento do polegar, permitindo que esta recupere mais rapidamente das agressões causadas. A tala pode proteger apenas o polegar mas também o punho. Esta pode ser usada durante a noite ou intermitentemente durante o dia.
  • Fisioterapia: inclui mobilizações acessórias da articulação (respeitando o limiar de dor), aplicação de TENS e terapia combinada. A imersão em parafina líquida também é amplamente utilizada, embora os seus benefícios não sejam consensuais.

Como qualquer osteoartrose, esta é uma doença progressiva, degenerativa, e que tende a piorar com o tempo. Quando os tratamentos anteriores não surtirem efeito uma injecção de solução de cortico-esteróides na articulação pode ser tentada. Isso geralmente proporciona alívio por vários meses. No entanto, essas injecções não podem ser repetidas indefinidamente.
Quando o tratamento conservador se revela ineficaz, a cirurgia é uma opção. Este tipo de cirurgia pode ser realizada em ambulatório, e vários tipos de processos podem ser escolhidos. Uma opção envolve a fusão dos ossos da articulação. Isto, apesar de diminuir a dor, causa uma limitação do movimento. Outra opção é retirar parte da articulação e substitui-la por um excerto ou, mais recentemente, por uma prótese. 
À cirurgia deve seguir-se um plano de fisioterapia com aconselhamento de exercícios terapêuticos com o objectivo de restabelecer a força e a mobilidade da articulação.

Exercícios terapêuticos para a rizartrose

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma rizartrose. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

Alongamento dos extensores do punho
Em pé ou sentado, estenda o braço para a frente alinhado com o ombro, com a palma da mão virada para si. Com a outra mão puxe os dedos em direcção a si. Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 

Fortalecimento dos extensores radiais do punho
Com o ombro alinhado com o tronco, cotovelo a 90o e polegar virado para cima. Fixe o punho com a outra mão e puxe o elástico para cima e em direcção a si. Apenas a mão se deve mover.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 Propriocepção do punho
Agarrando uma bola na mão, faça movimentos circulares com o punho enquanto pressiona a bola.
Repita entre 20 e 30 movimentos, desde que não desperte nenhum sintoma.


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tenossinovite de De Quervain

A tenossinovite de De Quervain ocorre quando os tendões que vão para o polegar ficam comprimidos e inflamados junto ao seu canal de passagem, na região lateral do punho.
Os tendões são estruturas semelhantes a cabos resistentes, que ligam o músculo ao osso. Alguns tendões são revestidos por uma camada fina de tecido mole e esponjoso, chamada bainha sinovial. Esta bainha existe para diminuir o atrito, permitindo que os tendões deslizem mais facilmente através passagens estreitas.
No caso do polegar, dois tendões são bem visíveis, formando uma concavidade (tabaqueira anatómica) quando colocado o dedo em posição de pedir “boleia”. Estes tendões são o abdutor longo do polegar e o extensor curto do polegar, ambos possuem bainha sinovial e ambos estão “fixos” pelo retináculo extensor sobrejacente.
A tenossinovite de De Quervain é causada pelo espessamento destes tendões, devido a um traumatismo agudo à fricção repetitiva contra o retináculo extensor. Este espessamento leva a um processo inflamatório, provocando o inchaço do tendão e da bainha sinovial, o que muda a forma do conjunto e limita o espaço para o seu movimento.
Esta condição é frequentemente observada em desportos com raquete, mas também é associada muitas vezes à gravidez. Poderá ser encontrada na artrite inflamatória, tal como com a artrite reumatóide. A tenosinovite de De Quervain normalmente é mais comum em mulheres de meia-idade.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor ao longo do polegar. Pode aparecer gradualmente ou subitamente.
  • Progressivamente a dor será sentida no punho e pode irradiar até ao antebraço.
  • A dor geralmente piora com a actividade da mão e do polegar, principalmente na preensão e torção do punho.
  • Um ligeiro inchaço pode ser observado na face radial da base do polegar.
  • Sensação de que o polegar está “preso” e dificuldade em move-lo livremente.
  • Pode ser sentida ligeira dormência na parte de trás do polegar e dedo indicador. Isso acontece quando o nervo por cima da bainha do tendão fica irritado.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do punho, mão e polegar, incluindo à sua função motora e nervosa, é geralmente suficiente para o diagnóstico de uma tenossinovite de De Quervain. Uma ecografia poderá ser pedida para confirmar o diagnóstico. Um raio-X poderá ser pedido caso haja limitação articular do punho ou polegar.
Veja aqui um estudo de caso sobre diagnóstico diferencial numa suspeita de tenossinovite de De Quervain
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Tratamento

O primeiro objectivo no tratamento da tenossinovite de De Quervain é aliviar a dor causada pela irritação e inchaço do tendão. De inicio a abordagem preferencial será com tratamento conservador, através de:
  • Descanso: Evitar actividades que causam dor e inchaço. Muitas vezes o repouso selectivo de algumas actividades mais forçadas é suficiente para que os sintomas desapareçam.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Exercícios de alongamento suave dos tendões afectados
  • Órteses ou talas: Proporcionam a posição neutra do polegar e do punho e permitem que o tendão recupere.
  • Analgésicos e anti-inflamatórios: analgésicos como o paracetamol são geralmente úteis. Ocasionalmente, analgésicos mais fortes podem ser necessários. Os anti-inflamatórios, como o ibuprofeno ou o diclofenaco, poderão ser necessários para controlar a inflamação.
  • As injecções de cortico-esteróides proporcionam alívio dos sintomas, no entanto estes tendem a voltar entre 3-6 meses após a injecção.

Quando o tratamento conservador se revela ineficaz, a cirurgia é uma opção. Uma pequena incisão irá cortar o retináculo extensor aliviando a pressão sobre os tendões. Este procedimento é feito em ambulatório, sob anestesia local e geralmente resolve o problema na totalidade. Você não será capaz de usar a mão durante poucos dias e terá de esperar algumas semanas após a operação para voltar ao trabalho.
Geralmente durante esse período os pacientes deverão seguir um plano de exercícios terapêuticos elaborado por um fisioterapeuta de forma a prevenir aderências durante a cicatrização e garantir a mobilidade completa.

Exercícios terapêuticos para a tendinite de DeQuervain

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma tendinite de DeQuervain. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Alongamento dos extensores do punho
Em pé ou sentado, estenda o braço para a frente alinhado com o ombro, com a palma da mão virada para si. Com a outra mão puxe os dedos em direcção a si. Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



 

Fortalecimento dos extensores radiais do punho
Com o ombro alinhado com o tronco, cotovelo a 90o e polegar virado para cima. Fixe o punho com a outra mão e puxe o elástico para cima e em direcção a si. Apenas a mão se deve mover.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




Propriocepção do punho
Agarrando uma bola na mão, faça movimentos circulares com o punho enquanto pressiona a bola.
Repita entre 20 e 30 movimentos, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.