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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Palmilhas para alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo: 

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral mais susceptíveis de beneficiar do uso de palmilhas.

Norma:

Vicenzino, et al:

  1. Idade acima de 25 anos
  2. Altura inferior a 165 centímetros
  3. A pior dor ser menor de 53,25 milímetros (escala visual analógica de 100 milímetros)
  4. Diferença de largura do médio-pé  superior a 10,96 milímetros

Probabilidade de Sucesso: 

59,5% (2 ou + Variáveis), 85,5% (3 ou + Variáveis)

Barton, et al:

  1. Controlo de Movimento (média ponderada) maior do que 5.0 (motion control properties scale da Footwear Assessment Tool)
  2. Dor usual maior que 22,0 milímetros
  3. Dorsiflexão do tornozelo com o joelho flexionado maior do que 41,3º
  4. Redução da dor durante um agachamento numa só perna com as palmilhas

Probabilidade de Sucesso: 

41,0% (2 ou + Variáveis), 78,0% (3 ou + Variáveis)


Bibliografia

Barton CJ, et al. Clinical predictors of foot orthoses efficacy in individuals with patellofemoral pain. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.

2. Vicenzino B, et al. A clinical prediction rule for identifying patients with patellofemoral pain who are likely to benefit from foot orthoses: a preliminary determination. Br J Sports Med. 2010; 44(12): 862-6.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Manipulação lombar no alívio da síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar os pacientes com síndrome de dor patelofemoral que provavelmente terão uma resposta positiva imediata à manipulação lombopélvica.


Norma:


  1. Diferença na rotação interna da anca menor do que 14º
  2. Dorsiflexão do tornozelo o joelho flexionado maior do que 16º
  3. Teste de queda do navicular maior do que 3 milímetros
  4. Sem rigidez após estar sentado 20 min
  5. O agachamento é a atividade mais dolorosa


Probabilidade de Sucesso: 

63% (2 ou + Variáveis), 94% (3 ou + Variáveis), 100% (4 ou + Variáveis)

Bibliografia

Iverson CA, et al. Lumbopelvic Manipulation for the Treatment of Patients With Patellofemoral Pain Syndrome: Development of a Clinical Prediction Rule. J Orthop Sports Phys Ther. 2008; 38(6): 297–312.
Crowell MS, et al. Lumbopelvic manipulation in patients with patellofemoral pain syndrome. J Man Manip Ther. 2012; 20(3): 113–120.

sábado, 29 de novembro de 2014

Taping para a síndrome de dor patelofemoral

Objetivo:

Identificar pacientes com síndrome de dor patelofemoral que irão responder favoravelmente ao taping patelar.

Norma:

  1. Angulação da tíbia maior do que 5 graus
  2. Teste de tilt patelar positivo


Probabilidade de Sucesso:

83% (2 Variáveis)

Bibliografia

Lesher JD, et al. Development of a clinical prediction rule for classifying patients with patellofemoral pain syndrome who respond to patellar taping. J Orthop Sports Phys Ther. 2006; 36(11): 854-66.

Cleland J, Koppenhaver S, Su J. Netter's Orthopaedic Clinical Examination: An Evidence-Based Approach, 2e (Netter Clinical Science) June 15, 2010

Teste de tilt patelar

Descrição
O objectivo deste teste é avaliar a existência de uma instabilidade externa da patela (rótula), comum na síndrome de dor patelofemoral.

Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga para cima, com o joelho em extensão completa. O fisioterapeuta coloca as mãos proximal e distal à patela . Utilizando os polegares pressiona a parte interior da rótula, de modo a levantar o bordo exterior. O teste é considerado positivo se o bordo lateral não pode ser eleva tanto como no lado oposto e/ou se o paciente revela apreensão pelo recrutamento muscular do quadricipete.




Watson C, Leddy H, Dynjan T. Reliability of the Lateral Pull Test and Tilt Test to Assess Patellar Alignment in Subjects with Symptomatic Knees: Student Raters. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy 2001;31(7) :368-374 



Outros testes ao joelho

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Síndrome da dor patelo-femoral – exercícios de reforço muscular

A síndrome da dor patelo-femoral (SDPF) é o termo médico dado à dor na face anterior do joelho, proveniente da articulação patelo-femoral (a articulação entre a patela (rótula) e o fémur).


 Em 2012, foram publicadas duas revisões sistemáticas demonstrando que existe uma associação entre abdutores da coxofemoral fracos e SDPF. Lankhorst et al encontraram diminuição significativa de força nos abdutores e rotadores externos da coxofemoral, quando ajustado ao peso corporal do paciente, em pacientes com SDPF em comparação com o grupo controlo. Para além disso, Barton et al investigaram a atividade do músculo glúteo em pacientes que sofrem de SDPF. Descobriram que a ativação do músculo glúteo médio está atrasada e é de menor duração durante a subida/descida de escadas e na corrida. Em contraste, a atividade do músculo glúteo máximo está aumentada durante a descida de escadas em indivíduos com SDPF.
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Em 2010, Fukuda et al conduziram um estudo randomizado controlado (RCT), comparando os efeitos de curto prazo de um programa de fortalecimento combinado do quadríceps com os rotadores laterais e os abdutores da coxofemoral com o programa tradicional de fortalecimento do quadríceps. Após 4 semanas, os doentes no primeiro grupo mostraram melhorias significativamente superiores na função e redução da dor.

Com estes resultados faz sentido abordar durante o reforço muscular, para além do quadríceps, tanto os abdutores como os rotadores externos da coxofemoral. Seguem abaixo alguns exemplos de exercícios para fortalecimento destes grupos musculares.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Síndrome de dor patelo-femoral


A síndrome da dor patelo-femoral é o termo médico dado à dor na face anterior do joelho, que é proveniente da articulação patelo-femural (ou seja, a articulação entre a patela (rótula) e o fémur. A síndrome da dor patelo-femoral é geralmente associada à inflamação ou danos causados às estruturas articulares. Esta condição é mais frequente em adolescentes do sexo feminino, em operários com trabalhos fisicamente exigentes, e nos atletas. E pode ser causada por:
  • Mau Alinhamento da rótula. Se assim for, actividades vigorosas podem causar stress excessivo e consequente desgaste na cartilagem da rótula. Isso pode provocar dor no osso subjacente e irritação da articulação.
  • Problemas nos pés, como o pé plano ou andar com o pé em pronação, podem fazer com que o joelho sofra uma alteração de alinhamento, rodando para dentro e colocando mais pressão sobre a articulação patelo-femoral.
  • Lesões no joelho, incluindo pequenas lesões repetidas devido ao treino excessivo ou ao mau gesto técnico associado à laxidez ligamentar.
  • Uma diminuição da força muscular ou um desequilíbrio muscular no membro inferior pode contribuir para o agravamento desta síndrome, pois os músculos desempenham um papel importante ao absorver as tensões exercidas sobre o joelho.



Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor ao redor do joelho. A dor é sentida na parte da frente e no interior do joelho. Muitas vezes é difícil identificar o local exacto, podendo ser descrita como uma dor vaga à frente do joelho.
  • A dor não é constante. É geralmente pior ao subir e descer escadas ou em alguns desportos. Além disso, pode ser provocada por ficar sentado por longos períodos.
  • Pode haver uma sensação de crepitação acompanhada do som de “estalos” do joelho à medida que este mexe.
  • Por vezes ocorre inchaço ao redor da rótula.
  • Padrão de marcha caraterístico

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do joelho são suficientes para diagnosticar a síndrome de dor patelo-femoral. Esta condição em si não é vista nos exames de imagem, como o raio-X ou RM, pelo que estes podem ser pedidos apenas para descartar outras patologias ou avaliar a extensão da danos na articulação.


Tratamento

         Os objectivos do tratamento numa primeira fase, consistem e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Compressão: um joelho elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
Elevação: A perna deve ser elevada um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.
Após este período, o tratamento irá incidir sobretudo no fortalecimento muscular e na reeducação do gesto desportivo ou da posição de trabalho. Algumas técnicas utilizadas são:
  • Exercícios de fortalecimento estático do quadricípite e glúteos. (Veja aqui um plano de exercícios específico)
  • Estimulação eléctrica funcional (FES) pode ser usada para estimular o músculo quadricípite.
  • Ligadura de tape para o realinhamento da rótula no sulco femural demonstrou ter efeitos positivos em jovens do sexo feminino entre os 10 e os 20 anos com este síndrome.
  • Progressivamente devem ser introduzidos exercícios em carga, como o leg press e agachamentos (nunca a mais de 90º de flexão do joelho).
  • Deve ser feita uma avaliação da biomecânica do paciente durante a caminhada e corrida para escolher o calçado, palmilhas ou órtoteses mais adequados para corrigir alguma falha mecânica que possa estar a causar os sintomas.

A cirurgia é pouco usada nestes casos. No entanto, pode ser útil para, por exemplo, liberar um ligamento tenso, de forma a corrigir o alinhamento da rótula.

Exercícios terapêuticos para a síndrome de dor patelo-femoral

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome de dor patelo-femoral. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


 Fortalecimento do quadricípite
Deitado, com um rolo sob o joelho. Contraia o músculo da coxa e perna de forma a esticar o joelho e puxar a ponta do pé para si.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 

Fortalecimento dos quadricípites
Em pé, com a região lombar apoiada na bola e os pés ligeiramente afastados. Dobre os joelhos até aos 45o/60o, mantendo as costas alinhadas. Suba lentamente para a posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Alongamento do quadricípite
Em pé, apoiado. Agarre no pé da perna a alongar e aproxime-o o mais possível da bacia. Mantenha as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.
  


Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Earl JE, Hoch AZ. A proximal strengthening program improves pain, function, and biomechanics in women with patellofemoral pain syndrome. Am J Sports Med. 2011 Jan;39(1):154-63.