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sábado, 6 de junho de 2015

Plano de exercícios para tendinite do Aquiles

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para tendinite do Aquiles.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.
 

Alongamento do dedo do pé




Alongamento dos gémeos e fáscia plantar


Alongamento dos gémeos

Alongamento nos degraus


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.

Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.


sábado, 8 de março de 2014

Teste de compressão dos gémeos ou teste de Thompson

Descrição
O objectivo deste teste é detectar uma ruptura do tendão de Aquiles.



Técnica
Com o paciente deitado de barriga para baixo o examinador comprime suavemente a barriga da perna. O teste é considerado positivo quando o pé não se move ou a flexão plantar é significativamente menor do que no lado oposto.


Precisão do teste
Este teste apresenta uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 93% no diagnóstico de uma ruptura do tendão de Aquiles.

Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rutura do tendão de Aquiles


O tendão de Aquiles é uma parte importante da perna. Está localizado logo atrás e acima do calcanhar. Ele une o osso do calcanhar aos gémeos. A sua função é ajudar na flexão plantar (dobrar o pé para baixo).
As rupturas do tendão de Aquiles podem ser parciais ou totais. Numa ruptura parcial, o tendão sofre uma ruptura, mas ainda mantém a ligação entre o músculo e o osso. Nas rupturas completas, o tendão está completamente separado, deixa de haver conexão entre o músculo e o osso.
Estas rupturas são mais frequentes nos chamados "guerreiros de fim-de-semana" - normalmente, homens entre os 30 e os 50 anos, que praticam desporto nos tempos livres. Menos comummente, algumas doenças ou medicamentos, como corticóides ou certos antibióticos, podem enfraquecer o tendão e contribuir para a sua ruptura.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor súbita, que se sente como uma pancada ou uma facada, na parte de trás do tornozelo
  • Sensação de estalo ou ruptura
  • Inchaço na parte de trás da perna entre o calcanhar e os gémeos
  • Dificuldade em caminhar (especialmente no subir escadas e rampas) e dificuldade em levantar-se em pontas dos pés.

Se o tendão está completamente rasgado, você pode sentir um vazio logo acima da parte de trás do calcanhar. No entanto, se se formar hematoma, o inchaço pode disfarçar a diferença. Se suspeitar de uma ruptura total do tendão de Aquiles, o melhor é consultar um médico com urgência, porque o tendão cicatriza tanto melhor quanto mais cedo for suturado.
O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, na história da lesão e numa avaliação clínica cuidadosa. Deve observar-se se você consegue ficar na ponta dos pés. O teste de Thompson, ou teste da compressão dos gémeos diagnostica uma ruptura total do tendão. Se não houver certeza no diagnóstico, uma ecografia ou ressonância magnética podem ajudar.

Tratamento

      O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
  • Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Compressão: um elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
  • Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.

Posteriormente as opções de tratamento incluem o tratamento conservador (não-cirúrgico), que é geralmente associado a uma maior taxa de reincidência, é seleccionado para rupturas parciais, em pacientes menos activos, ou naqueles com condições médicas que impedem a cirurgia. O tratamento não-cirúrgico envolve a imobilização com tala gessada, bota ou ligadura funcional durante aproximadamente 8 semanas, para permitir a reestruturação do tendão lesado.
O tratamento cirúrgico consiste na sutura dos topos rasgados do tendão, também se podendo usar um enxerto de outro tendão para ajudar a cicatrização. Após a cirurgia segue-se a imobilização com tala gessada, bota ou ligadura funcional durante aproximadamente 8 semanas. A cirurgia pode oferecer importantes benefícios. Além de diminuir a probabilidade de uma recidiva da ruptura, a cirurgia muitas vezes aumenta a resistência do paciente e melhora a função muscular e movimento do tornozelo.
Tanto no tratamento conservador como no cirúrgico, a fisioterapia é um componente importante do processo de tratamento. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.


Exercícios terapêuticos para a ruptura do tendão de Aquiles

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos na reabilitação de uma ruptura do tendão de Aquiles, quando o tendão já se apresente cicatrizado. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


  

Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos. Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.







Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 


Reforço muscular dos gémeos

Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Twaddle BC, Poon P. Early motion for Achilles tendon ruptures: is surgery important? A randomized, prospective study. Am J Sports Med. 2007 Dec;35(12):2033-8.
Willits K, Amendola A, Bryant D, Mohtadi NG, Giffin JR, Fowler P, et al. Operative versus nonoperative treatment of acute Achilles tendon ruptures: a multicenter randomized trial using accelerated functional rehabilitation. J Bone Joint Surg Am. 2010 Dec 1;92(17):2767-75.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bursite do tendão de Aquiles


A bursite é a inflamação de uma bolsa (um fino saco de líquido sinovial). Estas bolsas estão localizadas nos pontos de fricção, especialmente onde há tendões ou músculos que passam por cima do osso, e têm como principal função diminuir o atrito entre estas estruturas. Embora uma bolsa geralmente contenha muito pouco líquido, no caso de se lesionar pode inflamar e encher-se de líquido, causando a bursite.

A bursite posterior do tendão de Aquiles consiste na inflamação da bolsa localizada entre a pele e o tendão e é muitas vezes associada à formação de uma proeminência óssea no osso do calcanhar designada deformidade de Haglund. Esta perturbação manifesta-se principalmente nas mulheres jovens, mas também pode desenvolver-se nos homens. Geralmente agrava-se quando se comprime repetidamente os tecidos moles por trás do calcanhar, contra o suporte rígido do sapato de salto alto por exemplo.

A bursite anterior do tendão de Aquiles é também chamada de doença de Albert ou bursite retromaleolar e consiste na inflamação da bolsa localizada entre o tendão e a articulação do tornozelo. Qualquer condição que coloque pressão adicional sobre o tendão de Aquiles, como a prática desportiva de competição, pode causar bursite anterior do tendão de Aquiles. Lesões no calcanhar e doenças como a artrite reumatóide também podem causá-la.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Na bursite anterior do tendão de Aquiles, geralmente de inicio mais rápido, associado à tensão causada por esforços repetidos ou lesão durante a prática desportiva surge inchaço, calor e um ponto doloroso à pressão na parte de trás do tornozelo, logo acima do calcanhar.
Na bursite posterior do tendão de Aquiles a princípio, aparece uma mancha ligeiramente vermelha, endurecida e dolorosa na face posterior e superior do calcanhar. Quando a inflamação aumenta, aparece uma tumefacção vermelha por baixo da pele do calcanhar que causa dor acima do mesmo. Se a afecção se torna crónica, o inchaço pode endurecer.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Geralmente nas bursites anteriores do tendão de Aquiles, os médicos utilizam raios-x para descartar fracturas do calcâneo ou danos no osso causados pela artrite reumatóide ou outra artrite inflamatória.

Tratamento

           A maioria dos pacientes com bursite do tendão de Aquiles reage bem ao tratamento com fisioterapia. O tratamento, no caso de ser uma lesão aguda, tem como objectivo inicial controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Assim que os sintomas diminuírem, deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Educação do paciente sobre o calçado mais adequado (adaptar a posição do pé no sapato para aliviar a pressão sobre o calcanhar. Podem colocar-se almofadas no calçado, de espuma de borracha ou de feltro, para elevar o calcanhar, diminuindo assim a pressão) e plano de retorno gradual à actividade.
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de gelo no final dos exercícios para prevenir sinais inflamatórios.
  • Mobilização articular.

Caso nenhuma destas intervenções for eficaz, os anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, aliviam a dor e a inflamação de forma temporária, assim como as injecções de uma mistura de corticosteróides e anestésicos locais na zona inflamada. Quando estes tratamentos também não são eficazes, pode haver indicação para remover cirurgicamente uma parte do osso do calcanhar.

Exercícios terapêuticos para a bursite do tendão de Aquiles

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma bursite do tendão de Aquiles. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

 



Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Reforço muscular dos gémeos
Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Barry ME. Patient-education guide. Heel pain. Nursing. 2004 Feb;34(2):43.
Mazzone MF, McCue T. Common conditions of the achilles tendon. Am Fam Physician. 2002 May 1;65(9):1805-10.

sábado, 10 de novembro de 2012

Guidelines para a prática clínica de fisioterapia - parte 2


Uma guideline na área da saúde (também chamada de protocolo clínico, diretriz clínica ou diretriz de prática clínica) é um documento que tem como finalidade nortear as decisões e os critérios para avaliação, diagnóstico e tratamento em áreas específicas da saúde.

Ao contrário de abordagens históricas, que foram muitas vezes baseadas na tradição ou autoridade, as novas guidelines na área da saúde são baseadas na análise das evidências clínicas mais atuais, respeitando o paradigma da medicina baseada em evidências. Estes documentos geralmente resumem os padrões de prática clínica mais consensuais à data da sua publicação.


O objetivo destas guidelines é padronizar o atendimento na área da saúde, aumentar a qualidade do atendimento, reduzir vários tipos de risco (para o paciente, para o profissional de saúde e para as instituições) e obter o melhor equilíbrio entre custo e parâmetros médicos tais como a eficácia, a especificidade, a sensibilidade, resolubilidade, etc

Veja guidelines para a prática clínica de fisioterapia sobre os temas:






Veja mais guidelines aqui


domingo, 7 de outubro de 2012

Tendinite do tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Tendinite de Aquiles foi o termo originalmente usado para descrever o espectro de lesões que iam desde a inflamação do tendão à ruptura parcial. No entanto, o estudo da histopatologia determinou que nem sempre existe processo inflamatório nestas lesões, pelo que são agora denominadas de tendinopatias do tendão de Aquiles.
Acredita-se que esta lesão é causada por pequenas lesões (conhecidas como microtraumas) associadas ao uso excessivo do tendão, em actividades como correr ou saltar durante longos períodos. Se depois de cada microtrauma não for dado tempo de recuperação suficiente, o tendão não se restabelece na totalidade. Isto significa que ao longo do tempo, os danos no tendão vão-se acumulando, podendo dar origem a uma tendinopatia do tendão de Aquiles.
Há uma série de factores que podem provocar estas pequenas lesões repetidas no tendão:
  • O uso excessivo do tendão de Aquiles. Isso pode ser um problema para as pessoas que correm regularmente, para os bailarinos e para as pessoas que jogam ténis ou outros desportos que envolvem saltos.
  • Calçado inadequado à prática desportiva.
  • Mau gesto técnico, por exemplo durante a corrida.
  • Aumentos bruscos na intensidade de treino
  • Praticar desporto em superfícies duras ou inclinadas
  • Ter pé cavo (arco plantar demasiado proeminente)
  • Falta de flexibilidade, por exemplo nos isquio-tibiais (músculos da parte posterior da coxa)

A tendinopatia de Aquiles também é mais comum em pessoas que têm determinados tipos de artrite, como a espondilite anquilosante e artrite psoriática. Pessoas que estão a tomar medicação do grupo das fluoroquinolonas (como a ciprofloxacina) por longos períodos de tempo também têm um risco aumentado de desenvolvimento de tendinopatia de Aquiles.
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Dor e rigidez em torno do tendão de Aquiles
Também pode haver algum inchaço em torno desta área
Os sintomas tendem a desenvolver-se gradualmente e são geralmente piores quando você acorda pela manhã
Dor que vem de repente e dificuldade em caminhar pode ser um sintoma de ruptura do tendão de Aquiles. Nesse caso consulte um médico urgentemente.
Algumas pessoas têm dor durante o exercício, mas, em geral, a dor é pior após o exercício. Os corredores podem sentir dor no início do treino, que depois tende a diminuir e a tornar-se mais suportável, seguida de um novo aumento depois de o treino acabar.
Uma boa avaliação clínica, com perguntas sobre os sintomas, a causa da lesão e um exame ao tendão são geralmente suficientes para o diagnóstico. No exame podem pedir-lhe para fazer alguns exercícios, como pedir para apoiar-se na perna afectada e levantar o calcanhar do chão. Para a maioria das pessoas com tendinopatia de Aquiles esse movimento reproduz a sua dor. Uma ecografia ou uma ressonância magnética pode ser útil, se o diagnóstico não for claro.
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Tratamento

O tratamento conservador é a primeira opção de tratamento, e inclui:

  •  Descanso e redução das actividades desportivas. De inicio deve parar qualquer actividade ou desportos de alto impacto (como correr). Quando a dor diminuir, poderá reiniciar o exercício gradualmente, sem nunca provocar ou agravar os sintomas.
  • Analgésicos. Os analgésicos como o paracetamol ou o ibuprofeno podem ajudar a aliviar a dor. O ibuprofeno é de um grupo de medicamentos chamados anti-inflamatórios não esteróides (AINEs). No entanto, num caso tendinopatia de Aquiles, você não deve usar o ibuprofeno ou outros AINEs por mais de 7-14 dias. Isso é porque eles podem, eventualmente, reduzir a capacidade do tendão de curar a longo prazo. Alguns analgésicos anti-inflamatórios podem provocar efeitos colaterais. Aconselhe-se com o seu médico sobre o melhor medicamento para si.
  • Compressas de gelo. Podem ser úteis no controle da dor e na redução do inchaço nas fases iniciais de tendinopatia de Aquiles. Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Fisioterapia. As técnicas mais eficazes nesta condição clínica incluem:

  • Exercícios terapêuticos. Alguns exercícios terapêuticos ajudam a alongar e fortalecer o tendão de Aquiles. Estes exercícios podem ajudar no controle da dor e rigidez.
  • Aplicação de ultra-som para alívio da dor e estimulação correcta da cicatrização do tendão
  • Massagem na região do tendão e músculos da barriga da perna
  • Aconselhamento sobre o melhor calçado. Uso de palmilhas ou calcanheiras de forma a elevar ligeiramente o calcanhar.
As infiltrações com corticoesteróides são comuns nesta lesão. No entanto, a sua utilização é controversa. Se a infiltração é dada directamente no tendão, há um risco de danificar ainda mais o tendão, se é dada em volta do tendão os resultados no alívio de dor nem sempre são significativos.

Para a maioria das pessoas, os sintomas da tendinopatia de Aquiles normalmente aliviam ao final de 3-6 meses de tratamento conservador. Em geral, quanto mais cedo o problema é reconhecido e é iniciado o tratamento, melhor o resultado. Se seus sintomas não melhoraram após 3-6 meses, pode ser indicado consultar um ortopedista ou médico de medicina desportiva. No entanto, este prazo pode mudar dependendo dos seus sintomas, as suas actividades desportivas, etc.

A cirurgia envolve a remoção de nódulos ou aderências (partes das fibras do tendão que ficaram unidos durante uma cicatrização desorganizada do tendão), ou fazer um corte longitudinal no tendão para estimular a correcta cicatrização do tendão.

Exercícios terapêuticos para as tendinopatias do tendão de Aquiles

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma tendinopatia do tendão de Aquiles. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

 

Alongamento dos gémeos
De pé, com as mãos ao nível dos ombros apoiadas na parede. Colocar a perna a alongar esticada e atrás, dobrar à frente o joelho da outra perna, com as costas alinhadas. Mantenha essa posição por 20 segundos. Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



  
Reforço muscular dos gémeos
Em pé, apoiado numa cadeira, coloque-se em pontas dos pés. Desça lentamente até todo o pé apoiar no chão. Repita este movimentos entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.



Magnussen RA, Dunn WR, Thomson AB. Nonoperative treatment of midportion Achilles tendinopathy: a systematic review. Clin J Sport Med. 2009 Jan;19(1):54-64.
Simpson MR, Howard TM. Tendinopathies of the foot and ankle. Am Fam Physician. 2009 Nov 15;80(10):1107-14.