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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Plano de exercícios para fracturas do 5º metatarso

Aqui estão alguns exemplos de exercícios de reabilitação típicos para fracturas do 5º metatarso.
Comece cada exercício lentamente. Se começar a ter dor interrompa o plano.
O seu médico ou fisioterapeuta irão dizer-lhe quando pode começar estes exercícios e quais deles irão funcionar melhor para si. 
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.

1.  Alongamento dos gémeos (joelho de trás reto)

2. Alongamento dos gémeos (joelho de trás dobrado)

3. Apanhar berlindes

4. Enrugar a toalha

5. Inversão e eversão na toalha

6. Inversão resistida do tornozelo

7. Eversão resistida do tornozelo 


Os cuidados de acompanhamento são uma parte fundamental do seu tratamento e segurança. Não deixe de comparecer a todos os tratamentos de fisioterapia agendados.
Faça Download do pdf para impressão, já com a descrição escrita dos exercícios.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Distensão dos dedos do pé


Uma distensão consiste no estiramento brusco de uma articulação, podendo levar a uma pequena lesão dos ligamentos (tecido fibroso resistente que mantém as articulações na posição correcta) dessa articulação. Quando o estiramento é mais grave é denominado de entorse, que pode ser classificada:
  • Grau I (leve). Equivalente a uma distensão. Consiste num estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial dos ligamentos.
  • Grau III (grave). Os ligamentos são completamente rasgados por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.
As distensões/entorses dos dedos do pé são relativamente comuns e resultam de forças excessivas ou de movimentos repetitivos em tensão, podendo causar danos nos ligamentos e cartilagens.
As distensões/entorses dos dedos do pé podem acontecer em diversas situações, como quando caminha descalço e fica com a ponta dos dedos presa em algo, quando faz uma paragem brusca durante a corrida, aplicando grande pressão na ponta do pé ou quando apoia mal o pé depois de um salto.
     A lesão é mais frequente em futebolistas, corredores, praticantes de caminhadas em terrenos acidentados, bailarinos e pessoas com fraca coordenação. Pode acontecer nas articulações interfalângicas (distais) de todos os dedos, mas afecta sobretudo a articulação metatarsofalângica do primeiro dedo (na base o dedo grande do pé).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor e sensibilidade no dedo do pé
  • Dor ao mover o dedo do pé
  • Ligeiro hematoma do dedo do pé.
  • Quando a lesão ocorre no dedo grande do pé a dor e o inchaço localizam-se mais na planta do pé, junto à base do dedo.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Geralmente nas entorses mais graves, em que o paciente tem dificuldade em apoiar o pé no chão, os médicos utilizam raios-x para descartar fracturas dos metatarsos ou falanges. A RM e a TC podem ser utilizadas em desportistas de alto nível com dor persistente.
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Tratamento

         O tratamento em fisioterapia, logo após a lesão, e desde que não haja lesão/luxação óssea associada, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Também pode ser aconselhado pelo médico o uso de anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, para diminuir a dor e controlar a inflamação.
Após as primeiras 48h-72h, nas distensões/entorses de grau I e II, o paciente já se deve apresentar assintomático ou com dor residual. Com um programa de exercícios terapêuticos e de reintrodução progressiva á actividade física, a recuperação deve estar completa ao final de 2 a 3 semanas. 
 Nas entorses de grau III esse período pode prolongar-se entre 3 a 6 semanas.
Quando a distensão/entorse ocorre no dedo grande do pé pode ser aconselhado o uso de uma tala de imobilização, sapatos de sola mais dura ou de uma palmilha.

Exercícios terapêuticos para a distensão dos dedos do pé

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma distensão dos dedos do pé. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 






Inversão resistida do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, e o elástico na ponta do pé. Empurre a ponta do pé e dedos para baixo e para fora. Depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Alongamento da planta do pé
Em pé, com a perna esticada, apoie o calcanhar no chão e a ponta do pé na parede, o mais alto que conseguir, dentro do limite do confortável. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Churchill RS, Donley BG. Managing injuries of the great toe. Phys Sportsmed. 1998 Sep;26(9):29-39.
Mullen JE, O'Malley MJ. Sprains--residual instability of subtalar, Lisfranc joints, and turf toe. Clin Sports Med. 2004 Jan;23(1):97-121.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fractura dos metatarsos e dedos do pé


A estrutura do pé é complexa, formada de ossos, músculos, tendões e outros tecidos moles. Dos 26 ossos do pé, 19 são ossos dos dedos do pé (falanges) e os ossos metatarsos (ossos longos no médio-pé). Fracturas dos metatarsos e dos dedos do pé são comuns e requerem uma avaliação clínica cuidada. Estas fracturas dividem-se sobretudo em fracturas traumáticas e fracturas por stress.
Fracturas traumáticas são causadas por um golpe directo ou impacto no dedo e/ou pé. Se for uma fractura com deslocamento, o osso está partido de tal forma que os topos ósseos mudaram de posição relativa.
As fracturas por stress consistem numa fissura no osso provocada pela pressão de um esforço repetitivo, geralmente mais associado à prática desportiva. Também poderão ser causadas por uma estrutura anormal do pé, deformidades, osteoporose, ou calçado inadequado.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Numa fractura traumática:
  • Por vezes o paciente ouve o ruído da fractura no momento da lesão
  • Dor localizada que aparece logo após o momento da fractura. No entanto, nos casos menos graves pode desaparecer ao final de umas horas.
  • Pode notar-se alguma saliência anormal por baixo da pele na zona da lesão.
  • Hematoma e inchaço no dia seguinte.
  • Não é verdade que "se consegue andar sobre o pé, ele não está partido." A avaliação clínica do pé e tornozelo é sempre recomendável.

Numa fractura de stress:
  • Dor durante ou após a actividade física
  • A dor desaparece quando está em descanso e retorna quando em actividade
  • Sensibilidade na zona da fractura e ligeiro inchaço

Uma boa avaliação clínica do pé e tornozelo é essencial para o diagnóstico de uma fractura dos metatarsos e dedos. Um raio-X é geralmente necessário para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão. As fracturas de stress podem passar sem diagnóstico até ao final de 1-3 semanas, em que poderá ser palpável uma pequena elevação (calo ósseo) na zona da fractura. Um TC Poderá ser importante para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

       O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Depois do diagnóstico confirmado, o tratamento das fracturas dos dedos inclui:
  • Descanso. Por vezes, é o suficiente para tratar uma fractura do dedo do pé.
  • Imobilização. O dedo do pé pode ser imobilizado com tape, normalmente unindo 2 dedos adjacentes.
  • Calçado com sola rígida, que protege os dedos do pé e ajuda-os a manterem-se na posição correcta.
  • Cirurgia. Se houver deslocamento dos topos ósseos ou se a articulação é tiver sido afectada, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia muitas vezes envolve o uso de dispositivos de fixação, tais como parafusos. Implica a imobilização durante 4-6 semanas

O tratamento das fracturas dos metatarsos inclui:
  • Descanso.
  • Evite a actividade física que provocou os sintomas. Canadianas são por vezes indicadas para descarregar o peso do para dar-lhe tempo para curar.
  • Imobilização gessada, ou sapato rígido. Um sapato de sola dura ou outra forma de imobilização pode ser utilizada para proteger o osso fracturado enquanto está em fase de cicatrização.
  • Cirurgia. Algumas fracturas traumáticas dos metatarsos requerem cirurgia, especialmente se houver um grande deslocamento dos topos ósseos.

No período após imobilização com gesso ou tala deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia nesta condição:
  • Exercícios para melhorar a flexibilidade, força e equilíbrio (incluindo exercícios em carga)
  • A aplicação de calor antes dos exercícios para aumentar a irrigação sanguínea e de gelo no final para prevenir sinais inflamatórios.
  • Mobilização articular.
  • Educação do paciente e plano de retorno gradual à actividade.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.

Exercícios terapêuticos para as fracturas dos metatarsos e dedos do pé

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a fractura está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Inversão/eversão do
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé para cima e para fora, com a planta do pé virada para fora, depois empurre o pé para baixo e para dentro, com a planta do pé virada para dentro.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Flexão resistida do
Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Albisetti W, Perugia D, De Bartolomeo O, Tagliabue L, Camerucci E, Calori GM. Stress fractures of the base of the metatarsal bones in young trainee ballet dancers. Int Orthop. 2010 Feb;34(1):51-5.
Buddecke DE, Polk MA, Barp EA. Metatarsal fractures. Clin Podiatr Med Surg. 2010 Oct;27(4):601-24.
Cakir H, Van Vliet-Koppert ST, Van Lieshout EM, De Vries MR, Van Der Elst M, Schepers T. Demographics and outcome of metatarsal fractures. Arch Orthop Trauma Surg. 2011 Feb;131(2):241-5.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Contractura de Dupuytren

A contractura de Dupuytren é uma patologia que afecta as mãos e dedos. Por vezes é chamada de doença de Dupuytren, porque nem todos os pacientes irão desenvolver contracturas.
De inicio observa-se um espessamento de tecido fascial sob a pele na palma da mão. À medida que a doença progride a retracção dos tecidos pode “puxar” os dedos, involuntariamente e de forma permanente, para flexão.
Normalmente, o dedo anelar é afectado primeiro, depois o dedo mindinho e só depois o dedo médio. Esta condição é de progressão lenta e demora meses ou anos para formar uma contractura que afecte a normal função dos dedos.
A contractura de Dupuytren não causa dor. O principal problema é que, se permitir que a patologia se desenvolva, poderá perder a capacidade de usar os dedos afectados correctamente. Geralmente, as duas mãos são afectadas.
Algumas pessoas com contractura de Dupuytren têm tecido espessado sob a pele em outras partes do corpo. Por exemplo, um espessamento nos nós dos dedos, nas solas dos pés, ou no pénis.
As causas para a contratura de Dupuytren não são conhecidas. No entanto sabe-se que não é causada por traumatismos ou por uso excessivo da mão. Existem factores que colocam as pessoas em maior risco de desenvolver uma contractura de Dupuytren.
  • É mais comum em descendentes do Norte da Europa (Ingleses, irlandeses, escoceses, franceses, holandeses) ou escandinavos (suecos, noruegueses, finlandeses).
  • Muitas vezes ocorre em famílias (hereditário).
  • Pode ser associada ao consumo de álcool.
  • É associada a determinadas condições médicas, como diabetes e epilepsia.
  • A sua frequência aumenta com a idade.

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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Os sintomas da contractura de Dupuytren geralmente evoluem muito gradualmente.
  • Nódulos. Um ou mais pequenos e sensíveis nódulos formam-se na palma da mão. Ao longo do tempo, a sensibilidade geralmente desaparece.
  • Faixas de tecido. Os nódulos podem engrossar e contracturar, formando cordões resistentes de tecido sob a pele.
  • Dedos curvos. Um ou mais dedos dobram-se involuntária e permanentemente em direcção à palma da mão.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do punho, mão e dedos, é geralmente suficiente para o diagnóstico de uma contractura de Dupuytren.
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Tratamento

Não há nenhuma maneira de parar ou tratar definitivamente uma contractura de Dupuytren. No entanto, esta não é uma condição que coloque em risco a saúde geral do paciente. Estas contracturas geralmente progridem muito lentamente e pode nunca progredir para além protuberâncias na palma da mão.
Se a doença progredir, o tratamento conservador pode contribuir para retarda-la, através de:
  • Exercícios de alongamento activo mantido da fáscia palmar.
  • Órteses ou talas: a sua eficácia nesta condição é bastante discutível, pelo que estão a deixar de ser utilizadas.
  • As injecções de cortico-esteróides proporcionam alívio dos sintomas, no entanto estes tendem a voltar entre 3-6 meses após a injecção.

Nos casos em que o tratamento conservador falha e em que:
  • Existe uma contractura de 30-40° ou mais na articulação entre a palma da mão e o dedo (metacarpofalangicas).
  • Existe uma contractura de 10-20° ou mais entre uma das pequenas articulações do dedo.

A cirurgia pode ser recomendada. A Cirurgia para contractura de Dupuytren divide ou remove as faixas de tecido engrossado para ajudar a restaurar o movimento do dedo. Por vezes a incisão é deixada aberta e para permitir que cure gradualmente, em posição de estiramento. Um excerto de pele pode ser necessário.
Recuperação. Algum inchaço e dor são esperados após a cirurgia, mas os problemas graves são raras. Após a cirurgia, deverá elevar a mão acima do nível do coração e ir movendo os dedos suavemente para ajudar a aliviar a dor, inchaço e rigidez. A fisioterapia pode ser útil durante a recuperação após a cirurgia. Exercícios terapêuticos específicos podem ajudar a fortalecer as suas mãos e ajudá-lo a recuperar a mobilidade os dedos.
Recorrência. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam algum grau de recorrência, o que pode exigir nova cirurgia.

Exercícios terapêuticos para a contractura de Dupuytren

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma contractura de Dupuytren. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

Alongamento dos extensores do punho
Em pé ou sentado, estenda o braço para a frente alinhado com o ombro, com a palma da mão virada para si. Com a outra mão puxe os dedos em direcção a si. Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Alongamento dos flexores do punho
Em pé ou sentado, estenda o braço para a frente alinhado com o ombro, com a palma da mão virada para a frente. Com a outra mão puxe os dedos em direcção a si. Mantenha a posição durante 20 segundos.
Repita entre 5 e 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Propriocepção do punho
Agarrando uma bola na mão, faça movimentos circulares com o punho enquanto pressiona a bola.
Repita entre 20 e 30 movimentos, desde que não desperte nenhum sintoma.



Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.