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sábado, 8 de março de 2014

Teste de rotação externa para o tornozelo

Descrição
O objectivo deste teste é identificar uma lesão da sindesmose tibio-peroneal (entorse alta do tornozelo).



Técnica
O fisioterapeuta mantém a dorsiflexão do tornozelo enquanto roda externamente o pé mantendo a perna estabilizada. O teste é positivo quando ocorre dor na área sobre a membrana interóssea (região da sindesmose).


Precisão do teste
Este teste tem uma sensibilidade de 20% e uma especificidade de 84,5% no diagnóstico de entorse alta do tornozelo.


Flynn, Timothy. Users' Guide to Musculoskeletal Examination. USA: Evidence in Motion, 2008.

Outros testes para as articulações do tornozelo e pé:



Teste de gaveta anterior do tornozelo

Descrição
Este teste é utilizado para testar a laxidez ligamentar ou instabilidade no tornozelo. Este teste avalia principalmente a resistência do ligamento perónio-astragalino anterior. 



Técnica
O examinador estabiliza a perna do paciente com uma mão e agarra o calcâneo e pé com a sua segunda mão. Em seguida coloca o pé do paciente em 10-15º de flexão plantar e traciona o pé anteriormente. O teste é positivo se o talus se movimentar para a frente. Resultados positivos são frequentemente classificados numa "escala de 0 a 3", em que 0 indica nenhuma laxidez e 3 indicando laxidez grave. 



Precisão do teste
Este teste tem uma  sensibilidade de 71% e uma especificidade de 33% no diagnóstico de laxidez ligamentar ou instabilidade no tornozelo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rupturas dos ligamentos do joelho

Os ligamentos colateral medial (LCM) e colateral lateral (LCL), são as estruturas mais frequentemente lesadas no joelho. Na verdade, a ruptura parcial do LCM é a lesão ligamentar mais comum no joelho.
O LCM tem origem no epicôndilo femoral medial e na cápsula articular medial e insere-se na face medial da tíbia, e no menisco medial. Este ligamento é responsável por evitar movimentos excessivos em valgo do joelho
O LCL é um ligamento redondo que tem origem no epicôndilo lateral, logo abaixo do tendão do músculo bicípite femoral e se insere na cabeça do perónio. Este ligamento é responsável por evitar movimentos excessivos em varo do joelho
As lesões no LCM podem acontecer em quase qualquer desporto e podem afectar pessoas de todas as faixas etárias. Acontecem normalmente quando, com a perna estendida numa passada para a frente, o atleta recebe um impacto directo do lado externo do joelho. Menos frequentes são as lesões originadas por uma desaceleração repentina ou por um movimento de torção do joelho. Quanto a lesões por sobreuso, o ligamento pode ser lesado por exemplo em nadadores de bruços
As lesões no LCL são menos comuns e ocorrem por um impacto directo na parte interna do seu joelho. Como é rara, esta lesão pode ser confundida com outras lesões  na face lateral do joelho(por exemplo, síndrome da banda iliotibial, tendinite do bíceps femoral).
Estas rupturas podem ser classificadas segundo a sua gravidade em:
  • Grau I (leve). Também chamada de distensão. É um estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial dos ligamentos.
  • Grau III (grave). Os ligamentos são completamente rasgados por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.

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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Instabilidade do joelho
  • Dor do joelho e sensibilidade ao longo do percurso do ligamento
  • Inchaço do joelho

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do joelho são geralmente suficientes para diagnosticar a ruptura de ligamentos. Uma ecografia pode ser pedida para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão.
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Tratamento

       O tratamento em fisioterapia, imediatamente após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Após a confirmação da lesão, o tratamento varia consoante a sua gravidade.

Ruptura de grau I: As orientações de reabilitação podem ser divididas em 2 fases:
Fase 1: 1ª e 2ª semanas
Objectivos - reduzir o inchaço (se houver), garantir a amplitude total de movimento do joelho, manter a capacidade aeróbica.
  • Repouso de actividades que causam dor. Procure caminhar normalmente desde que não provoque dor.
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Alongamentos do quadricípite e dos isquiotibiais, mobilização activa do joelho
  • Fortalecimento muscular estático dos músculos da coxa
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles, a partir do 2º dia, quando já não se observarem sinais inflamatórios
  • Na 2ª semana introduzir exercícios de reforço dinâmico, tais como a extensão do joelho, flexão de joelho e meio agachamento.
  • Começar com massagem transversal profunda em dias alternados
  • Recomeçar treino aeróbio com a bicicleta, elíptica e corrida suave.

Fase 2: 3ª e 4ª semanas
Objectivos - Manter a amplitude completa de movimento, força igual de ambas as pernas, volte a funcionar e algumas modalidades de formação específica.
  • Aumentar a intensidade, amplitude e carga dos exercícios até a sua força e confiança ser igual em ambas as pernas.
  • Incluir mudanças de direcção na corrida
  • Na 4ª semana incluir saltos e exercícios pliométricos.
  • Retorno gradual à prática desportiva
  • Nos primeiros treinos pode ser aplicada uma ligadura elástica ou em tape para dar maior suporte ao joelho e confiança ao atleta.


Ruptura de grau II ou III: As orientações de reabilitação podem ser divididas em 3 fases:
Nas rupturas de grau II e III, em particular as de grau III, é importante que as extremidades do ligamento sejam protegidas para se dar uma correcta cicatrização.
Fase 1: Primeira à quarta semana
Objectivos - controlar o inchaço, manter a capacidade de esticar e dobrar o joelho a mais de 90 graus.
  • Repouso de todas as actividades dolorosas. Canadianas devem ser usadas. Deve ser iniciada carga parcial na 2ª semana, e à 4 semana já deve estar a caminhar normalmente.
  • Tala ou joelheira para proteger os ligamentos e prevenir a instabilidade do joelho
  • Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles, a partir do 2º dia, quando já não se observarem sinais inflamatórios
  • Alongamento da musculatura da coxa e perna, desde que não desperte os sintomas
  • Fortalecimento estático da musculatura da coxa e perna, desce que não desperte os sintomas

Fase 2: semana 5 e 6
Objectivos – Eliminar por completo o inchaço do joelho, apoio total do peso do corpo, amplitude de movimento completa, força próxima da perna sã.
  • Introduzir exercícios de fortalecimento dinâmico - flexão de joelho, extensão de joelho, meio agachamento
  • Pode ser possível começar a nadar (sem ser estilo de bruços) ou a trabalhar no step para manter a capacidade aeróbia.

Fase 3: Semanas 6, 7, 8, 9 e 10
Objectivos – amplitude articular e força muscular iguais em ambas as pernas, iniciar a corrida e por volta da 10ª semana retorno gradual à prática desportiva.
  • Aumentar a intensidade, amplitude e carga dos exercícios até a sua força e confiança ser igual em ambas as pernas.
  • Começar com massagem transversal profunda em dias alternados
  • Recomeçar treino aeróbio com a bicicleta, elíptica e corrida suave.
  • Iniciar corrida, progredindo na 8ª semana para começar a fazer corrida de lado e de costas, à 10ª semana começar com mudanças de direcção e velocidade
  • À 8ª semana começar a introduzir exercícios próximos do gesto desportivo e à 10ª semana reintroduzir a prática desportiva ou o trabalho


Exercícios terapêuticos para uma ruptura do ligamento colateral medial

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma ruptura nos meniscos. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.


Alongamento da cadeia posterior
Sentado, com a perna a alongar esticada. Tente chegar com as mãos o mais abaixo possível. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Fortalecimento isométrico dos isquio-tibiais
Sentado, com o calcanhar apoiado no chão. Faça pressão em direcção ao chão e para si, sem tirar o pé da mesma posição. Mantenha a contracção por 6 segundos.
Repita esta contracção entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 




 Fortalecimento isométrico do quadicipete
Sentado, com a perna estendida e um rolo sob o joelho. Esprema e o rolo e solte suavemente, enquanto sente a contracção imediatamente acima do joelho.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

DeBerardino TM et al, Medial Collateral Knee Ligament Injury, eMedicine, Jan 2011
Ho SS et al, Lateral Collateral Knee Ligament Injury, eMedicine, Feb 2011


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Distensão dos dedos do pé


Uma distensão consiste no estiramento brusco de uma articulação, podendo levar a uma pequena lesão dos ligamentos (tecido fibroso resistente que mantém as articulações na posição correcta) dessa articulação. Quando o estiramento é mais grave é denominado de entorse, que pode ser classificada:
  • Grau I (leve). Equivalente a uma distensão. Consiste num estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial dos ligamentos.
  • Grau III (grave). Os ligamentos são completamente rasgados por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.
As distensões/entorses dos dedos do pé são relativamente comuns e resultam de forças excessivas ou de movimentos repetitivos em tensão, podendo causar danos nos ligamentos e cartilagens.
As distensões/entorses dos dedos do pé podem acontecer em diversas situações, como quando caminha descalço e fica com a ponta dos dedos presa em algo, quando faz uma paragem brusca durante a corrida, aplicando grande pressão na ponta do pé ou quando apoia mal o pé depois de um salto.
     A lesão é mais frequente em futebolistas, corredores, praticantes de caminhadas em terrenos acidentados, bailarinos e pessoas com fraca coordenação. Pode acontecer nas articulações interfalângicas (distais) de todos os dedos, mas afecta sobretudo a articulação metatarsofalângica do primeiro dedo (na base o dedo grande do pé).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Dor e sensibilidade no dedo do pé
  • Dor ao mover o dedo do pé
  • Ligeiro hematoma do dedo do pé.
  • Quando a lesão ocorre no dedo grande do pé a dor e o inchaço localizam-se mais na planta do pé, junto à base do dedo.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Geralmente nas entorses mais graves, em que o paciente tem dificuldade em apoiar o pé no chão, os médicos utilizam raios-x para descartar fracturas dos metatarsos ou falanges. A RM e a TC podem ser utilizadas em desportistas de alto nível com dor persistente.
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Tratamento

         O tratamento em fisioterapia, logo após a lesão, e desde que não haja lesão/luxação óssea associada, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Também pode ser aconselhado pelo médico o uso de anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, para diminuir a dor e controlar a inflamação.
Após as primeiras 48h-72h, nas distensões/entorses de grau I e II, o paciente já se deve apresentar assintomático ou com dor residual. Com um programa de exercícios terapêuticos e de reintrodução progressiva á actividade física, a recuperação deve estar completa ao final de 2 a 3 semanas. 
 Nas entorses de grau III esse período pode prolongar-se entre 3 a 6 semanas.
Quando a distensão/entorse ocorre no dedo grande do pé pode ser aconselhado o uso de uma tala de imobilização, sapatos de sola mais dura ou de uma palmilha.

Exercícios terapêuticos para a distensão dos dedos do pé

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma distensão dos dedos do pé. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 






Inversão resistida do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, e o elástico na ponta do pé. Empurre a ponta do pé e dedos para baixo e para fora. Depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


Alongamento da planta do pé
Em pé, com a perna esticada, apoie o calcanhar no chão e a ponta do pé na parede, o mais alto que conseguir, dentro do limite do confortável. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.






Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

Churchill RS, Donley BG. Managing injuries of the great toe. Phys Sportsmed. 1998 Sep;26(9):29-39.
Mullen JE, O'Malley MJ. Sprains--residual instability of subtalar, Lisfranc joints, and turf toe. Clin Sports Med. 2004 Jan;23(1):97-121.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Teste de stress em valgo do joelho


Descrição
Este teste é usado para avaliar a integridade do ligamento colateral medial do joelho (LCM). O ligamento colateral medial é importante para resistir à força em valgo no joelho devido à sua inserção ao longo do fémur, menisco e da tíbia. O LCM também desempenha um papel importante na restrição da rotação externa da tíbia.
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Técnica
O paciente deve estar deitado de barriga par cima, com a perna a testar relaxada. O examinador deve passivamente dobrar a perna a cerca de 30º de flexão. Enquanto palpa a linha articular medial, o examinador deverá aplicar ao joelho do paciente uma força em valgo. Um teste positivo ocorre quando se observa dor ou movimento excessivo da articulação (algum deslizamento lateral é normal a 30º de flexão do joelho). O examinador deve certificar-se que não produziu uma rotação da anca durante a aplicação da força. Em seguida, o examinador deve repetir o teste com o joelho na posição neutra (0 º de flexão). O teste  é positivo quando se observa  dor ou deslizamento lateral. Não deve haver nenhum deslizamento lateral na extensão completa do joelho.
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Precisão do teste
A 30º de flexão a sensibilidade do teste de stress em valgo do joelho é de 86-96% para o diagnóstico de lesões no ligamento colateral medial.



Garvin GJ, Munk PL, AD Vellet. "Tears of the medial collateral ligament: magnetic resonance imaging findings and associated injuries." Assoc Can J Radiol 1993; 44 (3): 199-204.

Harilainen A. "Evaluation of knee instability in acute ligamentous injuries." Ann Chir Gynaecol 1987, 76 (5): 269-273.





domingo, 23 de dezembro de 2012

Lesão osteocondral/fractura do tálus no tornozelo


A articulação do tornozelo é composta pela parte inferior da tíbia (maléolo interno) e do perónio (maléolo externo), e pela superfície articular superior do osso tálus (ou astrágalo). Esta superfície tem a forma de uma cúpula e é totalmente revestida com cartilagem flexível e resistente, que permite que o tornozelo se mova suavemente, dobrando e esticando o pé.
Uma lesão da cúpula do tálus significa uma lesão da cartilagem e do osso do tálus dentro da articulação do tornozelo. É também chamada de lesão osteocondral do tálus. "Osteo" significa osso e "condral" refere-se a cartilagem.
As lesões da cúpula do tálus são geralmente causadas por uma entorse de tornozelo. Se a cartilagem não recuperar correctamente após a lesão, esta enfraquece com o desenvolver das actividades e pode acabar por quebrar. Por vezes um pequeno fragmento da cartilagem ou de osso danificado poderá ficar “solto” dentro do tornozelo.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

A menos que se trate de uma lesão extensa, provocada por um traumatismo forte, que afecte várias estruturas, pode levar meses, ou até mais de um ano, para que os sintomas se desenvolvam. Os sinais e sintomas de uma lesão cúpula talar podem incluir:
  • Dor crónica profunda no tornozelo, geralmente piora quando o peso do corpo está sobre o pé (especialmente durante a prática desportiva) e diminui quando está em descanso
  • Uma sensação ocasional de "clique" ou "prender" no tornozelo ao andar
  • Episódios de inchaço do tornozelo quando em carga, que desaparecem em repouso

Uma lesão cúpula do tálus pode ser de difícil diagnóstico, pois o local preciso da dor nem sempre é fácil de identificar. São efectuados raio-X, e muitas vezes, a ressonância magnética ou outros exames de imagem avançados estão indicados, de modo a avaliar melhor a extensão da lesão.

Tratamento

                Depende da gravidade da lesão. Se a lesão é estável (sem pedaços soltos de cartilagem ou osso dentro da articulação), uma ou mais das seguintes opções de tratamento não-cirúrgico pode ser considerada:
Imobilização. Dependendo do tipo de lesão, a perna pode ser colocada numa bota ou tala para proteger o tálus. Durante este período de imobilização, exercícios de mobilidade articular, sem aplicar carga podem ser recomendados
Anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), tais como o ibuprofeno, podem ser úteis na redução da dor e inflamação.
Fisioterapia. Exercícios de mobilização e fortalecimento são benéficos, desde que a lesão esteja devidamente estabilizada. A fisioterapia também pode incluir técnicas como a electroterapia para reduzir a dor e inchaço.
Se o tratamento conservador não aliviar os sintomas, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia pode envolver a remoção dos ossos e fragmentos de cartilagem soltos no interior da articulação e restabelecer à articulação um espaço ideal para a cicatrização e cura da lesão. Nesse caso a fisioterapia apenas deve começar entre 6-7semanas após a cirurgia, quando já não há risco de provocar um agravamento da lesão.

Exercícios terapêuticos para lesões osteocondrais/fracturas do tálus

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a lesão não envolve fractura, ou que esta está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



  Flexão resistida do
Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.


 Propriocepção do tornozelo
Em pé, apoiado na perna lesada e com esse joelho ligeiramente dobrado. Tente manter o equilíbrio sem apoiar os braços e olhando em frente. Mantenha esta posição entre 15 a 30 segundos.
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.





Antes de iniciar estes exercícios deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

van Dijk CN, Reilingh ML, Zengerink M, van Bergen CJ. The natural history of osteochondral lesions in the ankle. Instr Course Lect. 2010;59:375-86.

sábado, 3 de novembro de 2012

Guidelines para a prática clínica de fisioterapia


   Como resultado da colaboração internacional no desenvolvimento de diretrizes para a prática clínica de fisioterapia, o KNGF (Real Sociedade Holandesa de Fisioterapia) decidiu traduzir várias guidelines de prática clínica para inglês, de maneira a tornar as orientações acessíveis a nível internacional.

A Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) comprometeu-se com a questão da prática baseada na evidência, através do desenvolvimento de um programa, em que o desenvolvimento e a acessibilidade a diretrizes de prática clínica são definidos como uma das metas. Ao mesmo tempo, a Região Europeia da WCPT criou um grupo de trabalho designado Questões Profissionais, também para explorar as áreas de prática baseada na evidência.

O fácil acesso a diretrizes de prática clínica em Fisioterapia possibilita aos fisioterapeutas utilizar estes documentos como referência para o tratamento dos seus pacientes, garantindo uma maior atualidade de conceitos e técnicas.

Após uma primeira leitura deu para perceber que são documentos elaborados de forma bastante esquemática, orientados para a realidade clínica do fisioterapeuta como profissional de saúde de primeiro contacto, com uma forte componente de avaliação clínica.

Lista de Guidelines: