Uma
distensão consiste no estiramento brusco de uma articulação, podendo levar a
uma pequena lesão dos ligamentos (tecido fibroso resistente que mantém as
articulações na posição correcta) dessa articulação. Quando o estiramento é
mais grave é denominado de entorse, que pode ser classificada:
- Grau I (leve). Equivalente a uma distensão. Consiste num estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
- Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial dos ligamentos.
- Grau III (grave). Os ligamentos são completamente rasgados por um estiramento brusco, geralmente durante um acto desportivo ou num acidente.
As
distensões/entorses dos dedos do pé são relativamente comuns e resultam de
forças excessivas ou de movimentos repetitivos em tensão, podendo causar danos nos ligamentos e
cartilagens.
As distensões/entorses dos dedos do pé podem acontecer em diversas
situações, como quando caminha descalço e fica com a ponta dos dedos presa em
algo, quando faz uma paragem brusca durante a corrida, aplicando grande pressão
na ponta do pé ou quando apoia mal o pé depois de um salto.
A lesão é mais frequente em
futebolistas, corredores, praticantes de caminhadas em terrenos acidentados,
bailarinos e pessoas com fraca coordenação. Pode acontecer nas articulações
interfalângicas (distais) de todos os dedos, mas afecta sobretudo a articulação
metatarsofalângica do primeiro dedo (na base o dedo grande do pé).
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Sinais e sintomas/ Diagnóstico
- Dor e sensibilidade no dedo do pé
- Dor ao mover o dedo do pé
- Ligeiro hematoma do dedo do pé.
- Quando a lesão ocorre no dedo grande do pé a dor e o inchaço localizam-se mais na planta do pé, junto à base do dedo.
O diagnóstico é baseado nos sintomas e na avaliação clínica. Geralmente nas entorses mais graves, em
que o paciente tem dificuldade em apoiar o pé no chão, os médicos utilizam raios-x para descartar fracturas dos metatarsos ou falanges. A RM e a TC podem ser utilizadas em
desportistas de alto nível com dor persistente.
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Tratamento
O tratamento em fisioterapia, logo após a lesão, e desde que não haja
lesão/luxação óssea associada, consiste e controlar os sinais inflamatórios,
através de:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer
utilize canadianas. Andar a pé pode significar um
agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma
compressa de gelo na área lesada,
colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Elevação: O pé deve ser elevado
um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Também pode ser aconselhado
pelo médico o uso de anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, para
diminuir a dor e controlar a inflamação.
Após
as primeiras 48h-72h, nas distensões/entorses de grau I e II, o paciente já se
deve apresentar assintomático ou com dor residual. Com um programa de
exercícios terapêuticos e de reintrodução progressiva á actividade física, a
recuperação deve estar completa ao final de 2 a 3 semanas.
Nas entorses de grau
III esse período pode prolongar-se entre 3 a 6 semanas.
Quando a distensão/entorse ocorre
no dedo grande do pé pode ser aconselhado o uso de uma tala de imobilização,
sapatos de sola mais dura ou de uma palmilha.
Exercícios terapêuticos para a distensão dos dedos do pé
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos
durante a reabilitação de uma distensão dos dedos do pé. Deverão ser
realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.
Flexão/extensão do pé
Deitado, com o
calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e
dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte
nenhum sintoma.
Deitado, com o calcanhar fora da cama, e o elástico na
ponta do pé. Empurre a ponta do pé e dedos para baixo e para fora. Depois deixe
o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte
nenhum sintoma.
Alongamento da planta do pé
Em pé, com a perna esticada, apoie o calcanhar no chão
e a ponta do pé na parede, o mais alto que conseguir, dentro do limite do
confortável. Mantenha essa posição por 20 segundos.
Repita entre 3 a 6 vezes, desde que não desperte
nenhum sintoma.
Antes de iniciar estes exercícios você deve
sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.
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