quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Protocolo de reabilitação para fraturas do escafóide

A fratura do escafóide é a lesão mais frequente nos ossos do carpo. Dependendo do tipo de fratura, as intervenções variam desde o tratamento conservador, através de tala, a cirurgia aberta com fixação interna. Em qualquer dos casos, os pacientes são comumente imobilizados com gesso até a união do osso se verificar, o que pode levar até 4 meses.

A fisioterapia não vai tratar a fratura, mas as complicações da imobilização a longo prazo que acompanham o diagnóstico. A amplitude de movimento é severamente afectada quando uma articulação permanece imobilizada durante um longo período de tempo e a atrofia dos músculos da mão e do antebraço também ocorrerá. Por esta razão, a reabilitação pode levar vários meses (entre 6 e 18 sessões de fisioterapia no caso do tratamento conservador e entre 6 e 70 no caso do tratamento cirúrgico).

De seguida apresenta-se o protocolo publicado pela Kaiser Permanente Southern California Orthopedic PT Residency tanto para reabilitação de tratamento conservador como para reabilitação pós-operatória de fraturas do escafóide:

Reabilitação após tratamento conservador


Fase aguda: Imediatamente após a lesão até à 2ªsemana
Objectivos: proteção com tala até ao antebraço, controlo da dor e do edema ; manutenção da amplitude das articulações não envolvidas ( dedos, cotovelo, ombro); atividades básicas da vida diária (AVD)
Mobilização passiva e activa dos dedos, com exceção do polegar, que está imobilizado
Mobilização ativo-assistida e ativa do cotovelo e ombro
Na 2ª semana o seu médico pode repetir o raio-x, ou escolher uma TC em caso de dor contínua e sensibilidade sobre a tabaqueira anatómica com raios-x negativos

Fase sub-aguda: Semana 3-6
Objectivos: proteção, continuar a controlar a dor e edema, conforme necessário; aumentar a amplitude de movimento (ADM); incorporar as atividades da vida diária (AVD)
Continuar com os exercícios como acima
Limitar os exercícios para ganho de supinação e pronação ao limiar de dor

Fase de manutenção: Semana 7-12
Objectivos: ganho de ADM; iniciar o programa de fortalecimento; regresso a todas as atividades (exceção para desportos de contato e trabalho pesado)
Remover totalmente a tala entre as 6-8 semanas, se a fratura aparecer radiograficamente e clinicamente consolidada.
Pode usar punho elástico para proteção
Mobilização activa assistida suave do punho e polegar
Avançar conforme tolerado para exercícios resistidos progressivos em todas as articulações envolvidas
Para intervenção em trabalhadores ou atletas, que envolvam alto desempenho pode abordar-se o uso de tala ou ligadura funcional no retorno à actividade.

Reabilitação pós-operatória


Fase aguda: Imediatamente após a cirurgia até à 3ª semana
Objetivos: Proteção com o gesso ou tala, controlo da dor e edema; manter a amplitude das articulações não envolvidas (dedos, cotovelo, ombro); incorporar atividades básicas da vida diária (AVD)
Elevação e aplicação de curativo compressivo para auxiliar no controlo do edema
Mobilização passiva e activa dos dedos, com exceção do polegar, que está imobilizado
Mobilização ativo-assistida e ativa do cotovelo e ombro

Fase sub-aguda: Semana 4-7
Objetivos: Proteção com o gesso ou tala; continuar a controlar a dor e edema , aumentar a ADM; Incorporar AVDs
Continuar com os exercícios de dedos, cotovelo e ombro como acima
Às 6 semanas, se a fratura aparecer radiograficamente consolidada, o gesso ou tala são removidos para mobilizações activas suaves do punho e do polegar

Fase de manutenção: Semana 8-12
Objectivos: ganho de ADM; iniciar o programa de fortalecimento; regresso a todas as atividades (exceção para desportos de contato e trabalho pesado)
Exercícios terapêuticos avançados e mobilização activa suave do punho e polegar
Iniciar o fortalecimento da preensão com o uso de silicone às 10 semanas
Avançar conforme tolerado para exercícios resistidos progressivos para todas as articulações envolvidas
Um punho elástico pode ser utilizado para a proteção das atividades mais exigentes
Para intervenção em trabalhadores ou atletas, que envolvam alto desempenho pode abordar-se o uso de tala ou ligadura funcional no retorno à actividade.



Jaworski CA, Krause M, Brown J. Rehabilitation of the wrist and hand following sports injury. Clin Sports Med. 2010;29(1):61-80.
Guide to Physical Therapist Practice. 2nd ed. Phys Ther. 2001;81(1):9-744. [Revised 2003]
Wong JM. Management of stiff hand: an occupational therapy perspective. Hand Surg. 2002;7(2):261-9.
Pho C, Godges J. Kaiser Permanente Southern California Orthopedic Physical Therapy Residency. Scaphoid Fracture.
Waitayawinyu T, McCallister WV, Nemechek NM, Trumble TE. Scaphoid nonunion. J Am Acad Orthop Surg. 2007;15(5):308-20.



8 comentários:

250x350 disse...

Tive fratura de escafoide à 3 anos!
O médico opitou pela retirada de 2 ossos, agora estou pior do que estava!
Estou co sequelas! Estou sem força não tenho movimento como antes estou com dores! !!!!
PRECISO DE SUA OPINIÃO
POR FAVOR!!!!!!!!!


Jorge Vieira disse...

Procure um medico de mão!

Jorge Vieira disse...

Procure um medico de mão!

Unknown disse...

fiz a cirurgia há 9 meses com os fios.
estou fazendo fisioterapia há 3 meses e a dor ainda é alta. é normal as dores altas ?

Felipe Toledo disse...

amigo boa tarde.

fiquei imobilizado 110 dias após a cirurgia do escafoide , colocando apenas um parafuso para fixação .

porém , já faz 1 mes que estou fazendo terapia ocupacional e a amplitude dos movimentos se recuperaram , mas não 100%.

a atendente me informou que não irei recuperar total , está correta esta afirmação ?


aguardo retorno !

obrigado.

Sonio da souza disse...

Não sei por que o pessoal faz perguntas aqui .ninguem responde

Sonio da souza disse...

Não sei por que o pessoal faz perguntas aqui .ninguem responde

Unknown disse...

Sou guardar redes de futsal e fui operado a uns tempos ao escafoide quando levo com bolas muito fortes na mao esquerda e uma dor horrivel como posso recuperar sertos movimentos

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