quinta-feira, 13 de junho de 2013

O exercício físico e regulação da temperatura na Esclerose Múltipla

A Visual Health Information publicou um novo artigo. Neste respondem à seguinte questão:

De que forma o exercício físico afecta as respostas regulatórias térmicas em pacientes com esclerose múltipla (EM), e pode o arrefecimento pré-exercício ajudar a mitigar quaisquer reacções adversas ao exercício nestes indivíduos?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante Junho de 2012) por trabalhos que abordaram esta questão específica. 

Cinco estudos preencheram os critérios para inclusão nesta revisão, todos aceitando o pressuposto de que os pacientes com EM são geralmente sensíveis ao calor, quer a origem desse calor seja o ambiente externo quer seja o aumento da temperatura corporal, como ocorre com o exercício.

A maioria dos estudos que utilizou algum tipo de pré-arrefecimento antes do exercício demonstrou melhoria no desempenho físico da pessoa com EM (assim como em indivíduos saudáveis). Este efeito pode durar de 70 min a 2-3 horas após o arrefecimento. Revisões de literatura identificaram vários métodos diferentes de arrefecimento, incluindo a ingestão de água com gelo e aplicação de compressas de gelo, mas os dois métodos preferidos pela literatura são a imersão em banho a 16-17°C e o vestuário de arrefecimento, como coletes ou combinação colete/chapéu).

Várias ideias têm sido apresentadas para explicar o mecanismo através do qual o o pré-arrefecimento melhora a função motora. Atualmente, descobriu-se que os efeitos sobre o sistema nervoso central (ao invés de periféricos) ocorrem tanto em indivíduos normais como com EM, com um aumento da temperatura central, maior em doentes com EM devido à menor amplitude de potencial de ação muscular e ao tempo de condução motora central ser prolongado no tempo. O arrefecimento pode trabalhar sobre estes aspectos do funcionamento do sistema nervoso para produzir uma melhoria funcional por um período de tempo após o arrefecimento. Além disso, a maior capacidade de realizar exercícios resultaria na redução dos efeitos da fadiga e do desuso muscular comumente vistos como resultado da EM.

Com base nesta revisão, pode concluir-se que arrefecimento pré-exercício tem resultados promissores para pessoas com EM. Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:




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Marino FE. Heat reactions in multiple sclerosis: an overlooked paradigm in the study of comparative fatigue. International journal of hyperthermia : the official journal of European Society for Hyperthermic Oncology, North American Hyperthermia Group. 2009;25:34-40.

Syndulko K, Ke D, Ellison GW, Baumhefner RW, Myers LW, Tourtellotte WW. Comparative evaluations of neuroperformance and clinical outcome assessments in chronic progressive multiple sclerosis: I. Reliability, validity and sensitivity to disease progression. Multiple Sclerosis Study Group. Mult Scler. 1996;2:142-156.

Capello E, Gardella M, Leandri M, et al. Lowering body temperature with a cooling suit as symptomatic treatment for thermosensitive multiple sclerosis patients. Italian journal of neurological sciences. 1995;16:533-539.

Wilson TE, Johnson SC, Petajan JH, et al. Thermal regulatory responses to submaximal cycling following lower-body cooling in humans. European journal of applied physiology. 2002;88:67-75.
White AT, Wilson TE, Davis SL, Petajan JH. Effect of precooling on physical performance in multiple sclerosis. Mult Scler. 2000;6:176-180.

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