quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Envelhecimento Cutâneo - Saiba como manter uma aparência jovem

Autora: Fisioterapeuta Catarina Gonçalves

O envelhecimento fisiológico é um processo natural que atinge todos os sistemas do organismo e que preocupa a maioria da população. Além de ser um problema de saúde, afeta a aparência e, consequentemente, a forma como os outros nos vêem. Por vezes nem se percebe muito bem o que mudou, mas notamos logo quando vemos alguém com um aspeto “envelhecido” ou quando reencontramos um conhecido que já não víamos há muito tempo.
Além deste processo intrínseco, a pele sofre ainda a ação de fatores externos. O sol é um desses agentes e, neste caso, denomina-se fotoenvelhecimento. Este é notório nas zonas mais expostas, como rosto, pescoço e mãos.
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Sinais

 A nível cutâneo, a pele fica mais fina, seca e pálida. Perde firmeza, elasticidade e luminosidade, e aparecem as rugas e as manchas (discromias). Podem detetar-se ainda pequenas alterações vasculares (telangiectasias). Os cabelos ficam grisalhos, perde-se massa muscular e capacidade sensitiva.
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Causas

Ainda não é consensual a causa do envelhecimento. Certo é que se tratará de um conjunto de fatores intrínsecos e extrínsecos.
A ação ambiental é sem dúvida um fator importante, sendo os raios ultra-violeta (UV) os principais agentes causadores do envelhecimento da pele (90%). O organismo sofre ainda a ação da poluição, tabaco, álcool e as consequências de um modo de vida menos saudável (sedentarismo e má alimentação). O envelhecimento precoce também pode ser agravado pelo excesso de mímica facial, quando usamos indevidamente determinada musculatura da face, que a longo prazo provoca um desgaste das fibras elásticas.

O envelhecimento cronológico advém de modificações a nível genético, através de alterações enzimáticas e proteicas, e diminuição da proliferação celular. Existem várias teorias acerca do envelhecimento intrínseco: a mais antiga é a do relógio biológico, existindo ainda as teorias das reações cruzadas, do desgaste e auto-imune. Porém, a mais aceite atualmente é a teoria dos radicais livres. Estes são átomos instáveis e altamente reativos, que se formam devido a agentes internos e externos (poluição, raios UV, etc.). Estas reações originam o stress oxidativo e este por sua vez origina alterações nas células e nas proteínas extracelulares. Estas modificações podem levar à morte celular, mas para travar esse processo temos os agentes antioxidantes. O problema instala-se quando a produção de radicais livres é superior à produção de antioxidantes, altura pela qual se inicia o envelhecimento.

A nível cutâneo, o aparecimento das rugas deve-se sobretudo à diminuição do número de fibras elásticas e ao crescente endurecimento do colagénio, substância que dá firmeza e consistência à pele. O declínio destas funções aliado à menor velocidade de oxigenação dos tecidos, leva à desidratação da pele e consequentemente às rugas. A atrofia muscular progressiva também leva à perda de elasticidade e firmeza, já que os músculos da mímica facial têm inserção na camada mais profunda da pele. Ocorre ainda um decréscimo na produção de melanina pela atrofia das células que a produzem (melanócitos), o que leva ao aparecimento de discromias.

Tratamentos 


Eletrolifting - método utilizado para atenuar as rugas recorrendo à corrente galvânica. É usado um elétrodo em placa (positivo) e outro em caneta (negativo). Este último é o ativo e é aplicado na ruga, para estimular os capilares e assim aumentar a circulação local. Este efeito intensificará os processos metabólicos, a nutrição e a regeneração dos tecidos.
Iontoforese – utiliza a corrente galvânica para introduzir substâncias no organismo. Os princípios ativos serão escolhidos de acordo com o problema a tratar (ruga, mancha, flacidez, etc.)
Laser – a laserterapia é um recurso usado no tratamento de rugas. Atua a nível celular e promove a produção de colagénio.

Massagem – promove o aumento da circulação sanguínea e linfática, e a renovação do estrato córneo (camada mais superficial da pele).
Radiofrequência – método que induz calor profundo, estimulando a produção de colagénio. Ideal para o tratamento da flacidez dérmica.
Cinesioterapia – fortalecimento dos músculos combatendo a perda de massa muscular. Os exercícios resistidos da musculatura do rosto melhoram o seu contorno, atenuam algumas rugas e previnem a ptose facial.

Luz pulsada – é frequentemente utilizada para atenuar as discromias, mas pode ser usada também para tratamento de rugas. Além de melhorar a circulação sanguínea, estimula a produção de colagénio e elastina.
Peeling – trata-se de uma esfoliação e pode ser mecânico (microdermoabrasão, etc.), ultra-sónico, enzimático, vegetal e químico (ác. glicólico, mandélico, etc.). Este procedimento permite atenuar rugas, manchas e marcas, de acne por exemplo.
Carboxiterapia – consiste na injeção de dióxido de carbono sob a pele, que estimula o metabolismo e aumenta a produção de colagénio. Este procedimento combate as rugas e a flacidez cutânea.

Dermaroller – dispositivo de indução de colagénio, que promove a sua produção pela agressão mecânica das microagulhas que o revestem. Indicado para o tratamento de rugas e flacidez dérmica.
Procedimentos médicos – são diversas as técnicas disponíveis na medicina estética. Desde o preenchimento, o mais comum com ácido hialurónico, à toxina butolínica, vulgarmente conhecida como botox, ou até mesmo a cirurgia estética. É importante ter em conta a importância da fisioterapia na preparação e no pós-cirúrgico.
Alimentação – devemos incluir na nossa alimentação antioxidantes, para reforçar a capacidade protetora natural do organismo. Os alimentos com vitamina A, C e E, selénio, co-enzima Q10 e zinco, devem fazer parte da nossa alimentação diária.

Suplementos - os nutracêuticos e nutricosméticos poderão ser um bom suplemento, não substituindo uma correta alimentação.
Cosméticos – os cremes são também uma forma de combater o envelhecimento. Deverá estar atento à sua constituição e para isso saiba que substâncias como retinol, vitamina C, dimetilaminoetanol (DMAE) e glicerina, são excelentes opções. Não esqueça da aplicação diária do protetor solar, obrigatório para a prevenção do fotoenvelhecimento e do cancro de pele.





Fisioterapeuta Catarina Gonçalves
Licenciada em Fisioterapia na ESSVS (2010)
Monitora de PNF-Chi (2009)
Curso de Fisioterapia Dermato funcional Corporal (2010)
Curso de Auriculoacunpunctura aplicada à Dermato funcional (2010)
Curso de Pré e Pós-operatório de Cirurgia Estética: a intervenção da Fisioterapia Dermato funcional (2012)

Função atual:
Fisioterapeuta dermato funcional em Clinipark, Centro Clínico Ana M. B. Santos
Fisioterapeuta e instrutora de PNF-Chi em Momento de Pausa
Fisioterapeuta dermato funcional em Medical Corpus

Borges FS; Scorza FA, Jahara RS. Modalidades terapêuticas nas disfunções estética. 2ª ed. São Paulo. Phorte, 2010.

Guirro E; Guirro R. Fisioterapia Dermato-Funcional. 3ª ed. Manole, 2002.

Hirata LL, Sato ME, Santos CA. Radicais livres e o envelhecimento cutâneo. Acta Farm. Bonaerense 23 (3): 418-24 (2004).

Nunes MS. Medicina Estética Facial: Onde a arte e a ciência se conjugam.
Dissertação de Mestrado em Medicina. Covilhã, Maio 2010.

Souza SL, Braganholol LP, Ávila1 AC, Ferreira AS. Recursos fisioterapêuticos utilizados no tratamento do envelhecimento facial. Revista Fafibe Online n.3 Agosto 2007.


1 comentário:

Hill Patrick disse...
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