quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Exercícios para a reabilitação de doentes que sofreram um AVC – volume 3

A Visual Health Information publicou uma série de newsletters sobre a reabilitação física após um AVC (veja aqui o Volume 1 e o Volume 2). Nesta edição respondem à questão:

A terapia de restrição de movimento induzido (constraint induced movement therapy) melhora a função da mão em pacientes que sofreram um AVC?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante agosto de 2009) por trabalhos que abordaram esta questão específica.

Cinco estudos preencheram os critérios para inclusão nesta análise de literatura, quatro dos quais eram estudos randomizados, e um deles um estudo de caso que utilizou a terapia de restrição de movimento induzido.

O programa de terapia de restrição de movimento induzido incluiu pessoas que sofreram um AVC, participando num programa de exercícios intensivo e de curta duração (menos de três semanas de duração). Os participantes foram convidados a usar uma luva no seu membro superior menos afetado, realizando de seguida atividades funcionais com o seu membro superior mais afetado por até 6 horas por dia. Dois dos estudos envolveram um plano de tratamento diário para assegurar que os indivíduos realizavam exercícios com a mesma intensidade em casa. Os indivíduos incluídos nos estudos realizaram atividades como pentear o cabelo, pegar em objetos pequenos e grandes, empilhar e dobrar materiais, e limpeza.

Todos os cinco estudos sugerem que a terapia de restrição de movimento induzido é eficaz em melhorar o desempenho motor, e dois sugerem que a cinemática do movimento é reforçada após a aplicação desta terapia. As pessoas que sofreram um AVC e participaram destes programas foram capazes de mover a mão e braço mais facilmente, melhorando a qualidade do movimento e a função motora grossa e fina.

Com base nesta revisão, pode concluir-se que a terapia de restrição de movimento induzido após um AVC pode melhorar a qualidade de movimento e função motora na mão e braço do hemiparético. Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:

Com um elástico à volta da ponta dos dedos afaste lentamente os dedos e volte a juntá-los.


Alcance os diferentes objectos apenas com o braço afetado. Vá variando o tamanho e a distância dos objetos.




Esta newsletter mensal está disponível de forma gratuita no site Visual Health Information.


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Wu CY, Chen CL, Tang SF, Lin KC, Huang YY. Kinematic and clinical analyses of upper-extremity movements after constraint-induced movement therapy in patients with stroke: a randomized controlled trial. Arch Phys Med Rehabil 2007;88(8):964-70.
Lin KC, Chang YF, Wu CY, Chen YA. Effects of constraint-induced therapy versus bilateral arm training on motor performance, daily functions, and quality of life in stroke survivors. Neurorehabil Neural Repair 2009;23(5):441-8.
Massie C, Malcolm MP, Greene D, Thaut M. The effects of constraint-induced therapy on kinematic outcomes and compensatory movement patterns: an exploratory study. Arch Phys Med Rehabil 2009;90(4):571-9.
Wolf SL, Newton H, Maddy D, Blanton S, Zhang Q, Winstein CJ et al. The Excite Trial: relationship of intensity of constraint induced movement therapy to improvement in the wolf motor function test. Restor Neurol Neurosci 2007;25(5-6):549-62.
Wolf SL, Winstein CJ, Miller JP, Taub E, Uswatte G, Morris D et al. Effect of constraint-induced movement therapy on upper extremity function 3 to 9 months after stroke: the EXCITE randomized clinical trial. JAMA 2006;296(17):2095-104.

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