segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tratamento conservador para a síndrome de dor trocantérica

A Visual Health Information publicou a sua newsletter mensal. Nesta edição respondem à questão:

Qual é a melhor estratégia de tratamento conservador para a síndrome de dor trocantérica?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante Novembro de 2011) por trabalhos que, nos últimos 15 anos, abordaram esta questão específica.

A síndrome de dor trocantérica é caracterizada por dor e sensibilidade na região do grande trocânter (face lateral da anca), e pode ser causada por condições tais como a bursite trocantérica, tendinopatias dos glúteos médios e mínimos, ilio-psoas e tensor da fáscia lata.

Furia e colaboradores avaliaram os resultados clínicos da terapia por ondas de choque comparativamente ao tratamento convencional (por exemplo, exercícios terapêuticos, fisioterapia e infiltração com corticosteroides) em 66 pacientes com síndrome de dor trocantérica crónica. Embora a terapia por ondas de choque tenha reduzido significativamente a dor e melhorado a função em relação ao tratamento convencional, os resultados não são conclusivos, dado o caráter retrospetivo do estudo.

Rompe e colaboradores compararam os efeitos de exercícios terapêuticos no domicílio, infiltração de corticosteroide, e terapia por ondas de choque em 229 pacientes com síndrome de dor trocantérica. A percentagem de sucesso relatada pelos pacientes demonstrou que, embora os resultados a curto prazo tenham favorecido significativamente a infiltração, esse efeito já não se notava ao final de quatro meses. Em contraste, a recuperação gradual observada com o exercício terapêutico e terapia por ondas de choque resultaram em taxas de sucesso significativamente mais elevadas após 4 meses, e novamente após 15 meses, tanto para o exercício terapêutico (80%) como para a terapia por ondas de choque (74%) em comparação com a infiltração (48%). Para além disso, os exercícios terapêuticos tiveram significativamente menos efeitos adversos em comparação com a terapia por ondas de choque (a irritação da pele) e da infiltração (a dor).

Com base nesta revisão da literatura, pode-se concluir que os exercícios terapêuticos proporcionam bons resultados a longo prazo para pacientes com síndrome de dor trocantérica, enquanto a terapia por ondas de choque demonstra resultados promissores no curto prazo. O tipo específico, frequência e duração do exercício  mais eficazes não são ainda claros. Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:

Coloque-se em pé, apoiado numa perna, com as costas apoiadas numa bola encostada à parede. Faça agachamentos até uma amplitude que não provoque dor.

Deitado de lado numa bola, com um pé e mão apoiados no chão, eleve (lateralmente e frente/trás) a outra perna.



Esta newsletter mensal está disponível de forma gratuita no site Visual Health Information. 

Veja este e outros sites de prescrição de exercícios terapêuticos Aqui!



Strauss EJ, Nho SJ, Kelly BT. Greater trochanteric pain syndrome. Sports Med Arthrosc. 2010 Jun;18(2):113-9. Review. PubMed PMID: 20473130.

Furia JP, Rompe JD, Maffulli N. Low-energy extracorporeal shock wave therapy as a treatment for greater trochanteric pain syndrome. Am J Sports Med. 2009 Sep;37(9):1806-13. Epub 2009 May 13. PubMed PMID: 19439756.

Rompe JD, Segal NA, Cacchio A, Furia JP, Morral A, Maffulli N. Home training, local corticosteroid injection, or radial shock wave therapy for greater trochanter pain syndrome. Am J Sports Med. 2009 Oct;37(10):1981-90. Epub 2009 May 13. PubMed PMID: 19439758.

Williams BS, Cohen SP. Greater trochanteric pain syndrome: a review of anatomy, diagnosis and treatment. Anesth Analg. 2009 May;108(5):1662-70. Review. PubMed PMID: 19372352.

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