sábado, 13 de abril de 2013

Síndrome de T4



 A região da coluna torácica é composta por 12 vértebras e costelas com as respectivas articulações, que proporcionam a estabilidade da coluna torácica. Na coluna vertebral, a carga compressiva em T1 é de aproximadamente 9% do peso corporal, aumentando para 33% em T8 e 47% em T12.
A síndrome do T4 é um conjunto de sintomas que inclui parestesias dos membros superiores e dor com ou sem sintomas no pescoço e parte superior do torax. A mobilização de T4 e algumas vértebras adjacentes deverão reproduzir ou eliminar os sintomas. Na realidade, a síndrome de T4 deveria ser chamado de "síndrome torácica superior", pois os sintomas nem sempre derivam apenas de T4.

As causas desta síndrome ainda não são consensuais, no entanto existem duas possíveis explicações para o seu aparecimento:

Devido a hipomobilidade deste segmento torácico, causado por alterações posturais.
Devido a alterações nos gânglios autónomos do sistema nervoso simpático da região torácica, causadas por disfunções da coluna torácica. Assim, a disfunção do sistema nervoso simpático, na região de T4 pode resultar em dor referida na cabeça, pescoço, membros superiores, tórax e membros superiores.
As mulheres na faixa etária de 30-50 anos de idade são quatro vezes mais propensas que os homens de desenvolver esta condição. Actividades como a elevação de pesos, a flexão excessiva da coluna, movimentos com os membros superiores acima da cabeça, longos períodos sentado ou com má postura podem agravar esta condição.
 

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Parestesia, sobretudo nas mãos e antebraço, que pode ser unilateral ou bilateral.
  • Fraqueza, perda de destreza manual,  
  • Sensação de frio nas mãos e antebraço 
  • Dor vaga e profunda nos membros superiores, que se pode estender ao pescoço.
Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e um exame da coluna vertebral são geralmente suficientes para o diagnóstico de uma síndrome de T4. A palpação das vértebras de T2 a T7 frequentemente revelará sensibilidade local, hipomobilidade, podendo reproduzir os sintomas. Um exame neurológico minucioso também deve ser realizado para descartar qualquer envolvimento neural.

Tratamento


A maioria dos pacientes com uma síndrome de T4 responde bem a um tratamento adequado de fisioterapia. No caso de o problema ser de origem articular uma melhoria dos sintomas deverá ser observada longo nos primeiros dias, nos problemas de origem neural esta melhoria poderá demorar 2-3 semanas. O tratamento deverá incluir:

  • Mobilização e manipulação articular, com o objectivo de realinhar a articulação e de lhe restaurar a normal mobilidade. Devem ser realizadas por profissionais experientes e apenas após a confirmação do diagnóstico.
  • Mobilização global da coluna vertebral, exercícios de correcção postural, como RPG e Pilates poderão ser benéficos para manter os resultados ao longo do tempo.
  • Electroterapia: correntes interferenciais e ultra-som na região dos ligamentos posteriores da articulação, com o objectivo de controlar a inflamação.
  • Exercícios respiratórios, especialmente respiração diafragmática e respiração costal lateral são ensinados ao paciente.
  • Além disso, o paciente deve fazer um esforço consciente para trabalhar, corrigir e manter a postura adequada.
  • Aconselhamento sobre ergonomia no local de trabalho



Exercícios terapêuticos para a síndrome de T4


Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da síndrome de T4. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

Adução das omoplatas

Em pé ou sentado, com os cotovelos dobrados. Puxe os ombros e cotovelos para trás e para baixo. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.









 


Extensão da coluna torácica

Sentado, com as mãos atrás da cabeça. Inspire fundo enquanto roda os cotovelos para fora e alonga o tronco nas costas da cadeira. Expire lentamente, retornando à posição inicial.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.








Alongamento da cadeia posterior

Sentado, com os braços atrás da cadeira, estique lentamente a perna puxando a ponta do pé para si. Mantenha a posição durante 8 segundos. Repita com a outra perna.

Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.









Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.





1 comentário:

Maria Alice Gonçalves disse...

Adorei conhecer esses exercicios que posso fazer em casa. Muito obrigada dr Joao Maia.

Enviar um comentário